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Arquivo da Categoria Rio Open

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:37

Feijao melhor do que Rola

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O Rio continua lindo. E o Rio Open também. Este ano deram algumas incrementadas. Nao dá para descrever tudo agora, por isso será aos poucos. A primeira se percebe logo na entrada. Esta era paralela à avenida, agora é paralela à raia de grama do Jockey. Nao sei se está em época de treinos e corridas, mas se passar uns cavalos correndo por ali vai ser um barato. Também unificaram a linguagem de todas as lojas e comidas do longo corredor das conveniências. Ficou mais clean, elegante e confortável. Por conta de como o publico se posicionava e se comportava no ano passado, fizeram mudanças nas alamedas internas e até colocaram uma mini arquibancada na principal quadra de treino; a Quadra Nadal.

O Lounge Corcovado, para o qual se precisa de um crachá especial, também ganhou um design mais clean que facilita as andanças e o atendimento. É lá que os patrocinadores e convidados fazem seu network e onde se encontra o quem é quem do tênis etc. É um ótimo lugar para refrescar a cabeça, após fritá-la no inclemente sol que faz no Rio. O ar condicionado de lá faz maravilhas pelo nosso humor. Acompanhado de um refri ou uma cerva nos abre as portas do paraíso.

A sala de imprensa também ganhou um upgrade. Foi para um lugar mais nobre e é super profissional, liderada por alguém que tem know-how, a antiga RP de Gustavo Kuerten, Diana Gabany.

Dá para ver que existem outras melhoras, que irei mencionando com os dias.

Uma coisa que senti falta, e nada tem a ver com a organizaçao do evento, foi o sorvete no bar do Jockey, um lugar super charmoso ao lado da quadra 1. Ali é o meu ponto favorito para ver a banda passar. Fui direto pra lá, sentei com meu amigo Fabrizio Fasano e pedi o milk shake de chocolate, que é dos deuses. Fiquei na vontade. Acabaram com o sorvete durante o carnaval e ainda nao repuseram. Vou tentar hoje de novo.

Peguei meu ingresso e fui assistir o confronto do Blaz Rola com o Joao Feijao. Quem queria Rola ficou na vontade e quem se satisfaz com Feijao se lambuzou. Pra mim ficou de bom tamanho.

É um prazer assistir um tenista florescendo. O Feijao é um outro cara. Parece que encontrou seu caminho mágico e agora, quando precisa, vai lá, grita Shazam e sai socando o adversário.

Ontem foi um barato. No primeiro set foi demolidor. Nao deu espaço nem tempo para o Rola pensar. No segundo, até porque nao é de ferro, abriu um pouco as pernas e o Rola cresceu. O set foi uma incógnita até o tie break, que me lembrou o TB entre Nadal e Andujar no ano passado. O ápice foi no match point, quando o brasileiro decidiu surpreender, sacando e voleando no revés, algo que nao tinha feito uma vez sequer. Fez tao bem que acabou se surprendendo mais do que o outro. Teve um voleio fácil na sua direita, notou que o Rola foi, no embalo, pra direita e mudou o voleio para a paralela – ele seria mais confortável na cruzada. A bola saiu muito e dois pontos depois estava no 3o set.

O jogo deu uma tremenda caída, com uma parte do publico indo embora. Azar deles. Nao sabem que o jogo só acaba quando termina?

Por conta da caída, Feijao acabou sendo quebrado prematuramente e deixou o Rola socar um 4×2. E, quando o Rola pensou que iria crescer de vez, a adversidade só serviu para jogar água no Feijao, que procedeu entao a afogar, surpreendentemente, o adversário. Jogo de tênis, só se ganha, entre outras coisas, nao se largando o osso até o fim.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:01

Adversário intimo

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A expectativa para o jogo Rafa Nadal x Bellucci era grande. Afinal, reunia os dois maiores favoritos das arquibancadas, para o azar de todos os envolvidos, de organizadores a fas. O Animal Nadal, ídolo máximo do torneio e o nome maior do nosso tênis pós era Kuerten. No fim, foi uma decepçao.

Nadal esteve mal, bem abaixo de seu padrao, como insistia Maria Esther na transmissao, por razao óbvia; a falta de jogos. Muitos erros nao forçados e ausência de velocidade e força nas pernas, sua marca registrada. Sendo sua primeira partida no saibro após um longo tempo, era a oportunidade perfeita para Bellucci fazer uma apresentaçao que lhe daria a consagraçao aos olhos da torcida, algo que Dacio Campos , com proprieda e sutilmente, ressaltou antes e depois do jogo. A oportunidade ficou na imperfeiçao do “Se”.

O primeiro set foi um festival de erros e quebras de serviço de ambas as partes. E já que nos quesitos negativos estavam irmanados, restou a Nadal cacifar nas suas maiores qualidades e levar o set, mesmo no aperto.

No segundo set, Bellucci jogou ainda abaixo do padrao anterior, enquanto que Nadal pegou o embalo e melhorou a mao com o passar dos games e a realização, sempre um alívio bem vindo, que o adversário nao subiria ao padrao exigido pela ocasiao.

Thomaz saiu na 1a rodada – uma frustraçao, para ele e para nós, porque poderia pegar um embalo e ir mais longe, pois vem jogando razoavelmente bem. Enquanto isso, Nadal colocou mais uma moedinha no seu cofrinho de Confiatrix.

A curiosidade veio por conta da entrevista da SporTV ainda em quadra. Nos torneios mundo afora é muito raro as TVs, e os organizadores, entrevistarem o perdedor em quadra, uma falta de sensibilidade só menor do que a ânsia de um em sumir e do outro pela reportagem. Que eu lembre só em Wimbledon fazem perguntas ao perdedor, e na final, assim mesmo feitas pela Sue Baker, uma tenista de longa história e com a necessária sensibilidade que o momento exige. Nos outros eventos, quando muito, oferecem um microfone ao vice-campeao para ele dizer o que bem entende.

A jornalista da SporTV que entrevistou Bellucci, no que é conhecido como uma entrevista “hot”, porque o atleta ainda está pegando fogo internamente e nao digeriu nem um pouco a decepçao e frustraçao da derrota, chegou com os pés no peito do rapaz com a pergunta que nao quer calar, e que provavelmente lhe foi pautada por alguém que acompanha a carreira do Thomaz com mais acuidade.

Jornalisticamente, a pergunta – algo na linha de como Thomas alterna bons e maus momentos, com os maus geralmente aparecendo em momentos cruciais e lhe causando derrotas até inesperadas – é relevante e seria interessante se Thomaz em alguma momento a explorasse e respondesse com transparencia. Mas, para isso, teria que ser em um cenário correto e ideal; nunca no calor da derrota, com o cara ainda querendo quebrar uma raquete na própria cabeça, ou na de quem se oferecer, por conta da frustraçao.

Thomaz manteve a compostura e driblou a pergunta, divagando sobre alamedas outras no melhor estilo político. Ficou o cutucao, mas nao veio a resposta. A jornalista teve, enfim, o bom senso de agradecer e nao insistir no ponto em questao e nenhum outro. Quiçá algum dia Thomaz possa explorar publicamente sobre essas profundezas emocionais que o afligem – ontem ele insistiu que nao foi esse o caso (uma negaçao que a psicologia explica), mas nao elaborou do porque o jogo “acabou” após o 4×4 ainda no 1o set.

Talvez, e mais provável, será algo que ele, quando muito, explorará no confinamento de sua privacidade e com pessoas com quem tenha intimidade e confiança, o que nao seria nenhuma surpresa e nada pelo qual se pudesse critica-lo. Afinal se trata de assunto da maior intimidade emocional. Nós até podemos conjeturar a respeito, mas ele nao tem nenhuma obrigaçao de falar a respeito em publico para saciar nossas vontades e demandas.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 Rio Open, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:12

Feijao com arroz

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Desde a semana passada que vejo o Joao Feijao jogando o seu melhor tênis. Perigoso sempre foi. Grande saque, bons golpes do fundo, mao pesada, fortíssimo. Tantas qualidades podem te levar longe no circuito.

Faltava a regularidade – o feijao com arroz com qualidade. Ela veio e com ela as vitórias e com elas a confiança. Agora o limite está aberto e muito nas maos do rapaz.

Hoje ele deu uma verdadeira surra em um argentino que o tinha como fregues e de quem nunca havia tirado um set, em 4 ou 5 partidas.

Ganhou de maneira tao tranquila que parecia estar em outra dimensao técnica. O próprio adversário sentiu a barra e se encolheu – nao mostrou a menor disposição em comprar uma briga que considerou, com boa razao, perdida.

Feijao já foi à semifinal em Sao Paulo e tem boas chances de progredir no Rio. Sem dúvidas ganha muito com isso; no ranking, prêmios e confiança. E melhor, pelo menos para nós, ganha o tênis brasileiro. Nao se esqueçam, no começo de março tem Copa Davis, contra a Argentina.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 Rafael Nadal, Rio Open | 14:09

Sansao.

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Eu havia lido que Rafa Nadal fora convidado para desfilar em uma escola de samba – a Viradouro. Enquanto dava minhas braçadas na piscina comecei a pensar como teria sido a negociaçao dos organizadores, com ele e com a escola, e como seria essa participaçao. Será que os nadadores ficam meio xarapos de tanto dialogo interno e contar ladrilho? Ou será que o ruim mesmo, emocionalmente, é ter break points e nao conseguir cacifar, sem contar as bolas que saem menos de um dedo, como poderiam ter entrado e nos feito feliz?

Quanto ao Nadal, será que iriam coloca-lo como destaque e engaiola-lo no topo de um carro, ou deixariam ele solto no asfalto? Será que tinha sido difícil convence-lo a encarar o samba no pé, naquela que é uma das maiores zonas organizadas do planeta, ou ele mesmo tinha tomado a iniciativa sem saber direito aonde estava se metendo? Afinal, o cara é um cú-de-ferro e tem um tio que é uma fera que odeia qualquer coisa que tire o foco de seu sobrinho do caminho da vitória. Convenhamos, sambar na avenida, ficar horas em pé, fora o dreno emocional, nao iria acrescentar nada ao seu tênis.

Quando vi Domingo que a chuva caia na avenida pensei com minhas raquetes se o espanhol iria encarar a avenida ou se ficaria no conforto maluco do camarote. Será que a possibilidade ficou combinada antes?

Por isso, quando abri a internet, porque desfile de escola de samba eu nao assisto, fiquei maravilhado e surpreso com a foto do Animal e um de seus patos favoritos, o laborioso operário David Ferrer com sorrisos do tamanho da Baia da Guanabara e os cabelos ensopados da chuva – e dane-se! Eu mesmo deve ter sorrido em ver tamanha alegria. Os rostos de ambos reluzia e explodia, transparecendo o entusiasmo que tao raramente sentimos, e demonstramos, em nossas vidas. Nunca vi o Nadal com tamanha felicidade estampada no rosto. Achei o máximo.

Nao assisti, nem sei como foi a farra de ambos; aliás, Gustavo Kuerten também entrou no cordao. Só sei que algumas de minhas dúvidas foram respondidas mais tarde quando li a coluna do meu amigo Sylvio Bastos –
http://www.foxsports.com.br/blogs/view/189271-um-nadal-diferente. Sylvio divaga e elabora se o espanhol nao está em nova fase – mais light – da carreira, aonde até uma farra no asfalto carioca tem espaço. Sylvio pergunta se Nadal está agora se dando ao luxo de se afastar, mesmo que pouco, de seus métodos, rituais e, digo eu, das amarras mentais e emocionais que possibilitaram que ele se transformasse no tenista mais forte emocionalmente da história. E, lembremos, Rafael Nadal sem essas amarras estará tao exposto e fragilizado como Sansao seus suas mechas.

Será? Nao sei. O tempo próximo irá dizer. Mas se existe lugar para isso começar, seguramente a Avenida Sapucaí é um deles.

Rio Open 2015 - Nadal no desfila das escolas de Samba

 

 

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 Brasil Open, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro | 13:04

Carnaval tenístico

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Anos atrás um organizador de torneios de tênis nao queria nem ouvir falar na possibilidade de organizar um evento durante o carnaval. Era só falar em carnaval e o pessoal tremia. E, convenhamos, com um bocado de razao. Realizar eventos paralelos ao carnaval, que nao tenha a ver com ele, é temerário. Pelo menos é a realidade que se mostrou até hoje.

Tenho sérias duvidas que os organizadores mudaram suas cabeças a respeito, considerando o Brasil Open e o Rio Open, sendo que ambos coincidem com dias do Carnaval. O que aconteceu é que, provavelmente obedecendo a Lei de Murphy, a ATP encaixou, há alguns anos, o circuito latino americano bem na época ao redor do carnaval, que foi a única janela no seu apertado calendário que eles acharam. Com isso, os organizadores brasileiros tem sempre feito o possível para convencer os gringos que o carnaval era uma péssima data para o evento. Os caras ouviam e faziam o que queriam, acomodando também os pleitos dos outros torneios no continente.

Nao lembro se teve algum dos eventos no Sauípe que bateu com o carnaval. Lá dentro parecia carnaval em qualquer data e e o pessoal de Salvador nao era muito de frequentar, a nao ser que o Kuerten estivesse na final. Ou seja, nao fazia muita diferença para eu lembrar, apesar de ser muito próximo a Salvador, local que respira fortemente o Carnaval, por bem mais de uma semana.

Hoje começa o Brasil Open, ainda no Ibirapuera, até porque nao existe uma clara melhor alternativa. O evento atravessa o sábado e o domingo de carnaval. Na semana que vem o circo da ATP vai para o Rio de Janeiro, onde atravessa o fim de semana, mais a 2a e a 3a feira do carnaval. Como lá é o Rio e o desfile das campeas acontece no sábado, pode-se dizer que o torneio acontece, em cheio, durante o carnaval, o que será, pelo menos até onde minha memória permite, inédito.

Como tenho minhas dúvidas que o publico seja exatamente o mesmo, além do que ninguém pula 24hrs seguidas, imagino que de para conciliar as duas coisas, e ainda pegar uma praia. É o que farei, pelo menos a partir de 4a feira, porque antes os hoteis ou me mandavam catar coquinhos ou me metiam a mao.

Em Sao Paulo, muita gente irá viajar, mas muita irá ficar na cidade, que tem muita gente de qualquer maneira. Aliás, tanta gente saindo deve até ajudar no fim de semana. Um dos problemas com eventos na cidade é chegar e sair ao local, por conta do transito – fora o estacionar, onde há décadas a prefeitura e a polícia nao fazem nada a respeito da estorsao dos “guardadores” de veículos. E a cidade fica ótima nos fins de semana e feriados – sempre a melhor época para visitar, ficar e aproveitar Sao Paulo.

O torneio de Sao Paulo nao terá tantas estrelas como o do Rio – lá o pessoal está investindo barbaridades em trazer ídolos como Nadal e Ferrer, entre outros. Mas Sao Paulo terá um evento bem interessante tecnicamente, já que há um equilíbrio técnico grande entre os participantes. O principal cabeça de chave é Feliciano Lopez, que deve fazer bom uso da altitude de Sao Paulo com seu jogo junto à rede. Almagro, com um de seus piores ranking e três títulos no torneio – da época do Sauipe – também estará por aqui.

Além deles, teremos figura com o Fognini, que é uma figuraça, o Cuevas, que é um ótimo tenista, e muitos outros desse escalao – inclusive os argentinos que jogarao a Copa Davis contra o Brasil em breve. Isso, sem falar de Bellucci, Clezar, Feijao Souza (que caíram quase que grudados no sorteio, ô zica!), um possível Gham, que está na ultima do qualy – alias, de onde terá vindo a imposiçao do belga Kimmer Coppejans, jovem belga que ganhou um convite na chave principal no Brasil Open? – além dos mineirinhos Melo, Sá e Soares, que estarao nas duplas, além do Demoliner e o Rogerio Silva, que receberam convite para a chave.

PS 15:40h – Recebi notificaçao dos organizadores do Brasil Open que Feliciano Lopes pulou fora de Sao Paulo. O espanhol, que foi finalista em Quito no domingo – perdendo na final para o Burgos, que esteve em Sao Paulo para a final dos challengers, sendo o mais velho dos tenistas a ganhar pela 1a vez um ATPTour – alega ter sentido contusao na coxa. Sei..

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 Brasil Open, Copa Davis, Rio Open, Tênis Masculino | 15:51

Bodes

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Como já escrevi, os espanhóis estão dando muito milho para bode nesta Copa Davis, considerando que deixaram em casa boa parte de seu arsenal e jogam na casa do adversário. Bem, azar deles. Mas, mesmo assim, alguém no time brasileiro terá que sai da caixa e jogar acima de seus padroes.

O homem melhor qualificado para isso, pelo menos tecnicamente, é Thomaz Bellucci. Nos resta descobrir se no fim de semana ele levará essa sua qualificaçao também para o lado emocional, o must do assunto.

Rogério é o coringa. Entra sem a “obrigaçao” de vitória hoje contra Roberto Bautista, por conta de destoar dos outros singlistas do evento com seu ranking. Lembrando, Bautista tem zero de experiencia em Davis e no que vai enfrentar pela frente no Ibirapuera. No entanto, se chegarem empatados na 5a partida, Rogério terá que encontrar um jeito para bater Pablo Andujar, uma vitória possível pela inconstâcia do tenista espanhol, que fez a melhor partida do Rio Open, contra Rafael Nadal.

Já Thomaz Bellucci carrega um fardo maior, pois tem a responsabilidade de vencer suas duas partidas. Nenhuma delas fácil, mais do que nada pelas suas dificuldades em momentos tensos. Nao é de hoje que ele busca uma atuaçao de gala, em casa, na Copa Davis e os espanhóis sao os fregueses por encomenda.

Hoje, Thomaz enfrenta Andujar, contra quem tem um recorde de 3×2, em jogos sempre equilibrados, incluindo uma vitória na quadra 2 de Roland Garros. As duas vitórias de Andujar foram as duas ultimas partidas, em 2013 e 2014, esta em Hamburgo.

Imagino que o capitao brasileiro esteja convencendo Rogerio que hoje é o dia para se inspirar e jogar como nunca. Afinal nao tem nenhuma responsabilidade. E, se por alguma razao, sair de quadra com uma vitória, os espanhóis realmente encontrarao vários bodes à sua porta.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:58

Fechando o Rio Open

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O Rio Open chegou perto de oferecer aquilo que é a expectativa de todos grandes fas do tênis; um evento horizontal, que apresente um menu mais amplo do que jogos de tênis, algo que per si o publico já se acostumou a acompanhar pela TV. Se é para sair de casa os fas esperam um pouco mais, lembrando que acompanhar jogos ao vivo já é uma realidade muito diferente, e melhor, do que pela telinha.

Como fui postando durante a semana, eu me diverti bastante no Rio Open. Antes de chegar pensei que iria curtir mais o Rio de Janeiro, mas no final ficou fácil de passar um bom tempo nas quadras e me contentei em acompanhar o torneio. Algo que nem todos fazem, especialmente os locais, que seguem com seu cotidiano, este um dos motivos da existência de claroes nas arquibancadas em determinados jogos, uma das reclamaçoes, sendo o outro o fato de os patrocinadores ficarem com parte dos ingressos, os distribuírem e as pessoas nao irem.

É óbvio que existem coisas que poderiam ser melhores. Isso, eu, os que estiveram presentes e, principalmente, os organizadores sabem. O que permanece é que eu, e todos com quem conversei, ficaram contentes com o que viram e viveram. E se houve críticas foram mais pela surpresa de algo destoando.

Nao preciso ficar listando problemas, até porque existe gente competente na organizaçao para detecta-los e os acertar para a próxima ediçao no local. Quanto a isso, ouvi duas versoes; que o contrato com o Jockey vai até 2016, quando o evento vai para o local das Olimpíadas, e que o contrato era de um ano e que agora seria avaliado pelos sócios do clube. Estes devem ter adorado, já que movimenta um local maravilhoso, mas que está decadente e com problemas (me refiro à parte do local das corridas), além de receber algumas regalias durante o evento. Sendo assim, imagino que lá permanecerá.

Sem entrar em estresses, cositas que podem melhorar:

Os acessos à Quadra Central, estreitos, e com o pessoal, que a organizaçao disponibilizou de muito bom tamanho, mas nao tao bem treinado para a função, causam filas e estresses desnecessários.

Repensar em como lidar com o público da principal quadra de treino, onde os fas de Rafa Nadal compareciam em peso, se tornando um programa diferente e legal. O estande da Asics poderia ser realocado, por exemplo. Afinal, Rafa disse, em quadra: “os vejo no próximo ano”.

Mini arquibancadas para as quadras secundárias. Valorizaria ótimas partidas que ficaram sem público condizente. Eu olharia a possibilidade de colocar algum tipo de cobertura nas arquibancadas da Quadra 1 e de outras quadras secundárias. Além de se assistir de perto seriam um bem vindo “refúgio” do calor. Uma mini área de apoio para o público nessa área, distante da área de serviços, seria bem vinda. Insisto nisso porque eu adorava passar tempo lá pelas quadras secundárias, até mais do que na Central.

Aliás, o lugar mais interessante para se acompanhar as partidas era a Quadra 1, que, por isso, merece um upgrade (na linha do que é feito no Challenger lá realizado), sem descarecteriza-la – ela ficou de ótimo tamanho para público e jogadores. Com um décimo do publico da Central ela oferecia um ambiente ótimo para fas e tenistas que a Central só atingia quando lotada.

Eu colocaria um telao, ou placar, na área de serviços informando os jogos que estao rolando nas quadras secundárias, que estao “distantes”, assim como quem está treinando, ou mesmo imagens desses locais.

A chamada dos jogos sao sempre um quebra cabeça, pelo excesso de interesses, e também deve ser repensada. A principal sinuca de bico deve ser o fato de que é melhor, pelo conforto térmico, fazer os jogos mais para o fim da tarde. Mas é um risco danado “segurar” os jogos para o fim da tarde por conta das chuvas – este ano elas nao vieram, mas a época é de chuva, e de bons pés dágua. Os últimos dias nao ficaram legais.

Banheiros sao sempre uma questao em eventos, especialmente com milhares de pessoas saindo da Central ao mesmo tempo. Os banheiros fora das áreas Vips poderiam ser repensados e aumentados.

E, crucial, o assunto dos taxis precisa ser bem repensado e disponibilizado. Pode estragar todo o programa e o esforço feito para acertar. Imaginem em um dia de chuva! E já sei que nao será fácil!

Nao vou listar os acertos, até porque o fiz durante a semana e a lista seria enorme. O mais importante é o conceito que norteou os organizadores. Nao economizaram no investimento da infraestrutura e de pessoal. É claro que ambos poderiam ser ainda melhores, mas a intençao ficou clara e isso é importante.

Nao sei se há no Rio outro local que ofereceria o mesmo “setting” do Jockey Clube – duvido. Por isso o esforço, se necessário, para lá permanecer vale a pena. Por outro lado, os sócios podem levantar as maos aos céus!

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:03

Perdas e ganhos

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Depois do apoteótico jogo entre Nadal x Andujar ficou um pouco sem graça escrever sobre a final. Especialmente porque eu esperava mais do Dolgopolov, um dos meus favoritos no circuito, por ser fora da caixa. Mas o ucraniano nao jogou no mesmo padrao dos outros jogos – ele que jogou inspirado toda a semana, imagino que também motivado pelo o que acontece em Kiev, quando notamos que jogou com a fita negra do luto no peito – e começou mal a partida. Mais para o final do jogo se encontrou, mas tarde demais, ainda mais com o Animal do outro lado da rede.

Pouco antes da final eu conversava com Bruno Rosa, que foi um ótimo juvenil, na época o melhor do Brasil, teve sucesso no circuito universitário e, poucos anos atrás, entrou no mercado de trabalho com o pé direito – primeiro em um banco em Sao Paulo e agora na Estácio Univ., convidado que foi pelo presidente da empresa Rogerio Melzi, um fa do tênis e da boa gestao. Bruno, que é, acima de tudo, excelente pessoa, manteve amigos do circuito, entre eles Pablo Andujar, vítima de Nadal na semifinal, que ficou alojado em seu apartamento. Curioso, perguntei se o rapaz havia dormido bem após a incrível derrota. Bruno me disse que o rapaz estava feliz com sua participaçao, pela maneira como jogou e como tinha sido aplaudido de pé pelo publico, algo inédito em sua carreira. Triste por ter deixado escapar uma chance única, ciente que enquanto ele jogou bem, Nadal nao jogou seu melhor. Nao mencionou, como eu acho, que muito de Nadal nao jogar seu melhor foi por conta de ele o ter feito, mostrando que sabe como enfrentar Nadal. Quanto ao sono, Rosa nao soube dizer. Naquela mesma madrugada, à 01.30 da manha, o rapaz pegou um vôo para Acapulco, seu próximo torneio, onde enfrenta Andy Murray na 1a rodada. Vida de tenista.

Aliás, ontem, quando eu tentava embarcar em vôo da ponte aérea, encontrei Bruno Soares na fila. A conversa girou em torno do caos que estava o aeroporto. Eu mencionei que aquilo que encerra a carreira dos tenistas. Ele retrucou que é raro pegar aquele perrengue, mas que sim, aeroporto é mais cansativo do que os jogos.

Fiquei surpresa com a presença, ou permanência, de Nicolas Almagro na chave de Sao Paulo. Após tacar fora o jogo na 1a rodada, contra o Dog, pensei que talvez pegasse um aviao de volta para a Espanha. Imagino o que ficou fazendo esta semana?! Nao o vi nas quadras de treino do Jockey após a derrota. Almagro é o cabeça 2 em Sao Paulo e um dos favoritos ao título. Bom que ficou, já que é sempre bom acompanhar seu enorme talento, especialmente quando junto a uma vontade de jogar.

A chave em Sao Paulo está bem mais fraca do que no Rio (os #3 e #4 sao Granollers e Monaco), até pela competiçao com Acapulco, esta mesma semana. Mas os primeiros sinais sao que o evento de um upgrade na sua qualidade, criticada no ano passado e que lhe custou caro em mais de uma frente. Lembrando, este ano Acapulco abandonou o circuito de saibro, onde era o último, e entrou no de quadras duras, onde abre o circuito. Para eles é só ganho, para os eventos brasileiros é uma perda.

Logo publicarei meu Post de encerramento do Rio Open.

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sábado, 22 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:07

O local

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O Rio Open foi um torneio que quis levar os eventos de tênis a um novo patamar, com razoável sucesso, apesar que no passado tivemos outros ótimos evento no país, sempre considerando suas respectivas épocas e circunstâncias. Aqui mesmo no Rio, tinha um evento que acontecia em uma ilha, chegando na Barra à direita (Marina Clube?) – os cariocas que me ajudem com o nome o clube – que era bem legal, assim como outro em Búzios. Mas a memória é curta.

Hoje o Rio é palco de grandes eventos, existe os incentivos fiscais, o know-how e a tecnologia sao outras. O Jockey Clube foi uma excelente escolha e o pessoal da IMX nao pensou pequeno nem fez economia sem vergonha. Só o fato de terem metido a mao no bolso e dar U$1 milhao para o Nadal (é o que dizem), mostra o comprometimento com o evento e o público. Só nao vale dizer “nunca antes no Brasil”.

Gostei dos stands na alameda de entrada, local margeados por uma série de árvores lindissimas, com fruto e flores para lá de exóticas – ainda vou descobrir o nome!. Uma boa mistura de serviços com marketing. Os patrocinadores colocaram seus esforços ali, em uma amostra de como o marketing progrediu, dos tempos que os caras queriam que só as faixas nas quadras resolvessem. Comi no japones, tomei sorvete, ambos mais do que razoáveis, comi hot-dog, longe de ser “o melhor”, ganhei um chicletes da Sharapova, distribuída pelo pessoal da Head, a bola do torneio, que fez ótima açao de marketing com uma enorme raquete com a qual todos querem tirar uma foto com ela (vejam a minha na minha página do Face). A Faberg tem um local para receber o pessoal que contrata seus serviços, mas o principal é o atendimento ao público em geral, com mesas, cadeiras, sofás para comer, beber ou descansar. Mais à frente, ao lado das quadras de treino, uma grande loja da Asics bomba dia e noite.

Gostei muito também de, finalmente, ter chego aos eventos tenisticos as “cadeiras numeradas”, detalhe crucial no país de gérsons. Mesmo assim o pessoal é indisciplinado e está sempre querendo sentar onde lhe convém, para desespero dos encarregados, a quem ainda falta traquejo de como lidar com o assunto. Eles estao mais focados em ser seguranças do que em informar o local do assento. É necessário os dois.

Para quem tem pistolao ou amigos patrocinadores o local para se estar é o Corcovado Club, um tremendo lounge com vários nichos, ar condicionado, comida non stop, assim como regalos, refrigerantes e cervejas geladas e onde “todo mundo”, inclusive as celebridades convidadas, se encontra nos intervalos dos jogos. Se bem que tem gente que nem aos jogos vai, ficando só na social.

Um outro local, mais restrito mas tao confortável, ja longe da área do publico e na sede do Jockey Clube, é o lounge dos tenistas. Um belo local, imagino que seja uma sala de carteado, com uma belissima varanda para o gramado do local. Ali é só para os tenistas e convidados. E os seguranças – coisa de Rio de Janeiro – que ficam dentro do local olhando as estrelas. Lá os tenistas tem uma comidinha básica, frutas massas etc, já que bem ao lado tem um ótimo restaurante do clube, local de suas refeiçoes. Alem de mesas e poltronas para descansar, conversar, entrar na internet os tenistas tem os serviços básicos de informaçoes oferecidos pela ATP e WTA, algo que eles usam e abusam no bom sentido.

No andar térreo, uma varanda coberta, vazada nas laterais e enorme, os tenistas menos conhecidos podiam sentar nos safas sem serem importunados. Ali algo bem interessante acontecia à vista de todos – associados, imprensa e todos que trabalham no evento. Os tenistas, principalmente as mulheres, faziam seu aquecimento pré jogo no local, sem a menor cerimônia e sem se importunar com os transeuntes.

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Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:55

Disciplina tática

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Thomas Bellucci gritou Shazan pouco antes de entrar em quadra ontem. Mas eu ainda nao sei como esse negócio funciona para ele, talvez ele ainda esteja tentando descobrir também. Ele jogou muito no 1o set, talvez até inspirado pela disciplina tática da Teliana, que deu um show pouco antes, ela sim uma verdadeira jogadora de obediencia tática. Enquanto Tatiana é capaz de ficar do começo ao fim do jogo dentro das restriçoes e vantagens da dita disciplina, o mesmo nao acontece com Thomas, que a certa hora decide por navegar por mares perigosos e traiçoeiros.

Teliana levou o jogo pelas rédeas do começo ao fim, enquanto sua adversária resolvia pirar e se entregar ao inferno do calor. Thomaz jogou um tremendo 1o set – e como ele pode jogar quando se apega á tática, está confiante e solta o braço – mas saiu de jogo no 2o set e nao voltou mais. Nem quando teve uma ajuda divina, no 3o set, logo após ser quebrado e chamar o fisioterapeuta, e as luzes se apagaram. O problema demorou mais de uma hora para ser arrumado, e acabou mandando o jogo do Robredo para a quadra 1, onde foi derrotado por 6/1 6/1 (?!!?) e motivou os espanhóis falarem nos vestiários sobre mutreta – algo que posso assegurar nao aconteceu.

Bem, Thomaz, talvez por ansiedade, deve ter esquecido de gritar Shazan novamente na volta e nao foi nem uma sombra do maravilhoso tenista que foi no 1o set. E ontem, de várias maneiras, era o seu dia, já que jogava na frente de um publico muito disposta a incentiva-lo e Ferrer ainda nao está na sua melhor forma, nem muito à vontade no saibro.

Mas o dia valeu pelo quase consagraçao de Teliana, que, se tem algumas restriçoes técnicas, nao deixa que estas causem restriçoes emocionais. A moça é uma guerreira e, novamente, muito disciplinada, algo que vale ouro no esporte. Ela joga hoje a semifinal contra a cabeça 1, Klara Zakapalova, tenista rápida e com golpes letais dos dois lados – sua esquerda é rapidisima e ela nao faz força para bater – linda. Agora só um milagre para fazer com que Teliana vá à final. Mas lá em cima da montanha está o Cristo Redentor e a fé move montanhas.

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