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Arquivo da Categoria Rio Open

quarta-feira, 9 de março de 2016 Rio Open | 16:12

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Bia Maia está direto na chave do Aberto de Miami, graças a um convite do torneio. Bia é a atual #270 no ranking, atrás de Teliana Pereira e Paula Gonçalves, o que não a colocaria nem na chave do qualy.

 

Tem a seu favor o fato de ser jovem, completa 20 anos no próximo Maio, e ser um dos maiores talentos recentes no tênis feminino brasileiro. Mas a chave para entrar na chave principal em Miami é o fato de ser gerenciada pela IMM, empresa brasileira, que promove o Rio Open e é parceira da IMG, empresa que promove o Miami Open. Os brasileiros da IMM foram à luta e conseguiram o convite – assim como para João Feijão, outro gerenciado pela empresa.

 

Convites são para isso mesmo. Cada evento tem o direito de determinar suas prioridades na escolha dos convidados. São quatro homens e sete mulheres. Se olharmos os convidados do Miami Open veremos que eles seguem um preceito bastante usado – o de premiar tenistas em início de carreira. Entre as mulheres convidadas, na chave principal, somente a Matek-Sands tem mais de 23 anos, e entre os homens o mais velho tem 21 anos. Chama a atenção que tres britânicos – Heather Watson, Laura Robson e Kyle Edmund receberam convites. A IMG é, há anos, parceira da LTA em Wimbledon.

 

Para Bia é ótima experiência, garante U$12 mil de premiação, vai conviver e competir com os tenistas tops pela primeira vez, o que já lhe deu uma injeção de motivação; vem jogando bem e vencendo nos últimos dias.

 

João Feijao tambem pode fazer uso do convite na qualificação, apesar de que seu trabalho será bem duro, por conta do piso duro e de que qualy não é chave principal!

 

Lista dos convidados:

 

Men’s Main Draw Wildcards:
Name                                 Country         Age   Rank

Kyle Edmund                    Great Britain  21       82

Adrey Rublev                    Russia           18       150

Elias Ymer                         Sweden         19       152
Nicolas Jarry                     Chile               20      491
Women’s Main Draw Wildcards:
Name                                 Country         Age   Rank
Heather Watson               Great Britain  23      53
Bethanie Mattek-Sands  USA                30      88
Naomi Osaka                    Japan            18      106
Paula Badoas                   Spain             18      224
Beatriz Haddad Maia      Brazil              19      270
Laura Robson                  Great Britain  22      551
Sofya Zhuk                        Russia           16      17 (ITF

 

Men’s Qualifying Wildcards:

Name                                 Country         Age   Rank
Joao Souza                       Brazil              27      129
Ryan Harrison                  USA                 23    168
Casper Ruud                    Norway           17       11 (ITF)
Women’s Qualifying Wildcards:
Name                                 Country          Age   Rank
Sorana Cirstea                 Romania         25      148
Indy de Vroome                Netherlands   19      324
Claire Liu                           USA                 15      498
Fanny Stollar                     Hungary          17      509
Katie Swan                        Great Britain    16     513

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 Aberto da Austrália, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:24

O coração do fã.

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Imagino como ficam cabeças e corações dos organizadores de um torneio como o Rio Open no sábado, dia em que se joga as semifinais de simples e duplas.

 

Eles foram dormir na sexta-feira com Nadal vivo na chave, assim como Dominic Thiem, o tenista mais quente no evento, após vencer Buenos Aires e dar uma coça no Ferrer, sendo uma jovem e quase desconhecida promessa, dono de um tênis vistoso e um vigor impar. Se pouco fosse, tinham ainda, na semi de duplas, os dois tenistas brasileiros que mais alegrias tem ofertado aos fãs locais – Bruno Soares e Marcelo Melo.
No final do sábado seus piores pesadelos tinham se tornado realidade – estavam todos fora do torneio. E, lógico, junto com seus sonhos os do público, pois tudo que os organizadores querem é ver os sonhos do público realizados.
A perda de uns são, muitas vezes, o ganho de outros. Assim sendo, Cuevas e Pella devem ser dois tenistas bem contentes com suas participaçoes no Rio Open.
Especialmente o argentino Pella (o outro também o é, apesar de jogar pelo Uruguai), que esteve com um dos pés fora do evento logo na 1a rodada, contra Isner. Só passou porque foi muito forte mentalmente, para derrotar o corta físico americano sacador.
Cuevas, apesar do respeito adquirido, ficou na lista negra dos fãs locais, que queriam mais uma oportunidade de assistir Rafael Nadal. Ficaram na mão, o que causou os mais diversos comentários, por parte de entendidos e praticantes locais do tênis, sobre o tema que Nadal não é mais o mesmo. Bem, não é mesmo. Agora nos resta descobrir o que ainda é. Mas isso é assunto para outra hora.
Se é pra falar de frustrações, tive a oportunidade de acompanhar na Quadra 1, a quadra “gostosa” do evento, pela proximidade que nos coloca dos jogadores, a derrota dos brasileiros Soares/Melo para os espanhóis nas semis das duplas. O público, mais do que frustrado ficou intrigado como o #1 do ranking, em parceria com o campeão do Aberto da Austrália, foram eliminados por dois “desconhecidos”. Pois é, acontece.
Talvez até porque, aos meus olhos, quadras de saibro à altura do mar não exatamente a praia favorita dos mineiros. Eles não tem a munheca para colocar uma pimenta nas bolas como, por exemplo, fizeram os espanhóis, além de seus serviços não serem tão fortes para fazer a bola machucar na altura do mar. Questão de estilo; eles tem mil e uma outras qualidades que funcionam melhores com pisos e circunstâncias mais rápidas. Como quase sempre acontece nas duplas, o jogo foi decidido em detalhes, uma ou duas bolas que se fossem a favor deles a história seria diferente. Mas as duplas são cruéis nesse aspecto – não perdoam.
Nada disso apaga o sucesso do torneio. Cada ano que passa fico mais fã do Rio Open. É um belo evento, bem organizado, que faz um esforço para que seu público seja bem recebido e tenha um espetáculo condizente com suas expectativas – uma responsabilidade nem sempre abraçada em terras brasileiras, não importa o tipo de evento.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:01

Sorte?

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Se buscarmos a palavra “oportunidade” no google, aparecerão inúmeras frases interessantes que preencheriam um capitulo de um livro de auto ajuda. Talvez por ter se revelado pela primeira vez pra mim quando ainda estudava nos Estados Unidos, a seguinte tenha se tornado uma de minhas favoritas: “a sorte surge quando a oportunidade encontra a preparação”.

 

Pensando bem, a frase define com razoável precisão a surpreendente vitória de Thiago Monteiro sobre o francês, e # 9 do mundo, o Jo Tsonga.

 

Convenhamos, Tsonga deveria ter um mínimo de vergonha em se apresentar como o fez por aqui na América do Sul. Em Buenos Aires perdeu na 2a rodada, no Rio dançou na primeira, sendo que, como cabeça de chave #3, a expectativa é que chegasse, no mínimo, à semifinal.

 

Na partida contra Monteiro, Tsonga esteve bem abaixo de seu padrão. Pode-se imaginar que tenha subestimado o jovem brasileiro, #338 do mundo. Convenhamos, teoricamente o nosso tenista não seria páreo para o top 10. Teoricamente.

 

Na verdade, o que se viu foi um tenista que ou achou que o jogo estava ganho antes de entrar em quadra, ou não fez o esforço necessário para se preparar para a partida, o mínimo que se espera de um profissional como ele. Considerando Buenos Aires, parece que não fez uma preparação adequada para vir jogar no saibro da América do Sul. Seja lá o que for, o primeiro set do favorito foi quase ridículo. No 2o set melhorou, enquanto Thiago perdeu o foco, e no 3o ficou claro que quando quis ganhar não tinha na sua caixa de ferramentas o que era necessário.

 

E o que Thiago tem a ver com isso tudo? Tem, como diz a frase lá em cima, que ele se preparou para o que desse e viesse, fazendo jus à escolha do convite da organização e a responsabilidade atachada a ela.

 

Thiago chegou ao Rio para defender sua carreira, aproveitar a oportunidade e se apresentar, com orgulho e respeito, perante um público pagante que sai de casa para assistir tenistas profissionais, se enfrentando em uma arena que exigiu grandes investimentos e muito trabalho de todos envolvidos.

 

Será que Tsonga leva tudo isso em consideração quando exige e aceita, o que imagino, um grande valor somente para aparecer e jogar? Aparentemente não.

 

Por outro lado, Monteiro teve seu encontro com a sorte quando o destino lhe deu a oportunidade de estarr do outro lado da quadra de um adversário que não se deu ao respeito na 1a rodada de um grande torneio. Como estava preparado, pode realizar algo, e isso ninguém lhe tira, que em nenhuma hipótese é fácil de realizar: bater um tenista top 10.

 

 

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Thiago explica sua vitória a Dacio Campos.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Juvenis, Minhas aventuras, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 11:51

Santas academias

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Logo que cheguei dei de cara com Carlos Kirmayr. Antes do torneio ele medisso que só ficaria no Rio enquanto a pupila Paula Gonçalves estivesse viva na chave. Hoje a moça é única brasileira(o) viva nas simples e ainda já ganhou uma rodada nas duplas. O Kiki segue firme no Rio.

 
Com ele esbarramos no Andre Sá, aos 38 anos, está nas chaves de duplas. Brinco com ele que ainda vou abrir a internet e ver que ele virou presidente da ATP. Nao tem tenista mais querido no circuito.

 
Assisti um pouco do jovem chileno Nicolas Jarry (20 anos) perder para David Ferrer. Se tivesse um pouco mais de maturidade levaria o jogo para o 3o set – teve três set points. Mas o cara é alto (1.98) saca bem, lógico, e tem ótimos golpes dos dois lados, o que nem sempre acontece com esses gigantes. É para ficar de olho.

 
Ontem só teve duplas femininas – os meninos começam hoje. Com esse calor e as tempestades vai ter tenista que ainda está na chave de simples saindo rapidinho das duplas.

 
Uma coisa me chamou a atenção nas duplas femininas. Elas não pensam duas vezes é colocar uma medalha na adversária. Bem no meio dos seios, quando não miram na cara. Meninas más. Os meninos só fazem isso quando querem partir pra ignorância de vez. O que é bem mais raro.

 
Se o tênis masculino mudou na última década, e mudou bem, o feminino mudou ainda mais. As meninas melhoraram demais. Da parte física, à técnica e a mental. Hoje há um prazer bem maior em assistir as garotos. Sem mencionar que, ao contrário de antigamente, são muitas as que são bem agradáveis de olhar. Santas academias.

 
Ouvi e li muita coisa sobre a “piscina” que a quadra central virou no 1o dia. Muita gente dizendo que era um absurdo o que aconteceu. A primeira coisa que o taxista me disse quando cheguei foi que ele iria pra casa depois da corrida por medo de outra tempestade. Ou seja choveu feio aquela noite. Da boca do diretor do torneio ouvi que a questão foi que com a chuva a rua alagou e a água que drenava pelos ralos da quadra retornava – não dava vazão.

 

 

Quem eu sempre encontro no Rio Open é o Bob Falkenburg III. Pra quem não sabe, e um dia escreverei mais a respeito, o avo dele venceu Wimbledon em 1947. Veio pro Rio jogar um torneio – sim, já tinha torneios por aqui – e se apaixonou por uma carioca. Casou e ficou por aqui. Viu uma oportunidade de negócios e abriu o Bob´s, primeira lanchonete como tal no Brasil, no início dos anos 50. O resto é história.

 

 

Escondidinha na arquibancada, se espremendo na única sombra por alí, a atual campeã do US Open, Flavia Penetta, torcia descaradamente pelo namorado Fognini. Os italianos não escondem a paixão.

 

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Flavia na torcida

 

 

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 Juvenis, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro | 12:05

BA foi bom para o Rio Open.

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Assisti parte da final de Buenos Aires. Assim como parte da vitória do Thiem sobre Nadal. Dei uma entrevista ao Gustavo Loio de O Globo sobre o “momento Nadal”. O resumo está lá. Disse um pouco mais. Especialmente sobre como a cabeça ter dado aquela pequena escorregada, algo que notei pela 1a vez no Rio Open do ano passado. Aí emendou as consequentes derrotas, a consequente perda de confiança, e a bola de neve começou a ter momento próprio. Para reverter é uma dureza. Especialmente para um tenista para quem jogar tênis não é sinônimo de habilidade e não é nada fácil.

 
A final, e os resultados, de Buenos Aires foi ótima para o Rio Open e seus fãs. Nadal vem mordido e necessitando de um bom resultado por aqui. E, pra ele, bom resultado é vencer o torneio. Vice serve. O resto nananinão.

 
O Thiem ganhar foi ótimo. Ele não estava na planilha dos favoritos no Rio. Agora está. Como é jovem, duvido que a cabeça aguente outro caminho à final. Mas vai ser interessante de ver. O garoto é muuuito forte, tremendo saque kick e a direita dele é uma “arma de destruição em massa”. Joga contra o Andujar na 1a rodada – lembrem que o espanhol fez a melhor partida já jogada no Rio Open, contra Nadal.

 
Almagro ir à final também é ótimo. O cara é muito talentoso e gostoso de assistir. E volta a ter confiança após quase desistir da carreira, o que deve estar lhe motivando. E a América Latina sempre foi seu celeiro de pontos. Tudo isso é cancelado se ele entrar em um daqueles “momentos almagro”. Será interessante ver se ele “encolherá” ou “crescerá” na possível 2a rodada contra Nadal.

 
Os outros cachorrões, Ferrer e Tsonga, também devem chegar mordidos. Ferrer tem muitos pontos a defender, o que assegura, como se precisasse, seu empenho. Quanto a Tsonga, vamos ver. Pega um convidado – Thiago Monteiro na 1a, e o Cuevas, que é um cascão, na possível 2a.

 
O “ídolo” Fognini gosta do Rio. Precisamos ver ser sua namorada, a atual campeã do US Open, que não joga mais, mas está no Rio, vai deixá-lo focado ou não.

 
Não mencionei os americanos. Isner, tenho minhas dúvidas, à altura do mar. Mas durante o dia seu saque vai andar. Vai precisar brigar muito pra ganhar de gente boa. O mesmo vale para o João Meia, que deve olhar para os torneios por aqui como uma etapa para lhe trazer mais experiência e “casca grossa” necessária para virar cachorrão.

 

 

Tudo promete um bom evento.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Copa Davis, História, Olimpíadas, Rio Open, Tênis Brasileiro | 17:52

Homenagem a um Gentleman

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Não sei porque, mas parece que em tempos de internet a “memória coletiva tenistica” vai ficando mais curta. Tenho quase certeza que seja um fato para todas as memórias coletivas.

 
Todo mundo sabe o que “tem” que saber, mas quase ninguém conhece, com o mínimo de profundidade, a história de nosso esporte que, ao contrário do que muitos acreditam, não começou com Gustavo Kuerten. Está aí a Maria Esther que não me deixa mentir; ídolo máximo do esporte, só caiu mesmo na boca do povo com sua presença nos comentários na SporTV, que não fazem jus ao tênis primoroso que ela jogava, e que a tirou de um injusto ostracismo que ela vivia no próprio país.

 
Se com ela acontece isso, imaginem personagens menos famosos. Volta e meia os eventos brasileiros homenageiam tenistas passados; mas na verdade acabam caindo no óbvio e no que dá mais ibope.

 
No Rio Open, no ano passado, foi homenageado Thomaz Koch, outro que mais do que merece. Gustavo Kuerten, que virou arroz de festa nessas ocasiões, não sem muita razão, também foi homenageado então. Este ano a Quadra Central receberá, como homenagem, o seu nome. Algo mais pro forma, já que a quadra deixa de existir ao término de cada edição. A Quadra Central das Olimpíadas, esta mais perene, também recebeu seu nome. No entanto, os torneios, um momento que arregimenta os fãs do esporte branco, poderiam sair um pouco da caixa, usar a história e a imaginação e ampliar essas “homenagens”.

 
Só de curiosidade, menciono os dois eventos por acontecer. O Rio Open e o Brasil Open. No Rio, o diretor do torneio é o Luiz Carvalho, neto de Alcides Procópio. No Brasil Open, Alcides Procópio Jr, filho do Procópio, é o diretor de marketing da Koch Tavares, empresa que organiza o evento.

 

Para quem não sabe, o que já me causaria enorme surpresa e uma certa indignação, Alcides Procópio é um ícone do tênis brasileiro. Um pioneiro, poderíamos descrever. Foi tenista, campeão brasileiro e sul americano e o 1o brasileiro a jogar em Wimbledon. Jogou Copa Davis e foi capitão da equipe. Foi presidente da Federação Paulista durante muitos anos, criou o Banana Bowl e fundou a primeira industria tenistica – fazia raquetes de madeira. Lembro de ir na sua loja quase 60 anos atrás. Com certeza já foi homenageado, mas nada que eu lembre recentemente. Imagino que seus familiares fiquem, talvez, constrangidos, de o homenagear. Não perguntei. Pois digo que faria muito mais sentido do que algumas outras que aconteceram ou ainda estarão por aí. O Tênis brasileiro é beeem maior do que um ou dois nomes.

 
E por que chego a tudo isso? Esta semana fui surpreendido com a morte de Roberto Cardoso, aos 88 anos. Roberto foi contemporâneo de Procópio e o tenista que iniciou a tradição do bom tênis em Bauru, e no interior de São Paulo, e que Claudio Sacomandi sacramentou com seus ensinamentos. Foi eneacampeão dos Jogos Abertos do Interior de São Paulo, campeão brasileiro e sul americano por equipes. Esteve no 1o Jogos Pan Americano de Tênis, em 1951, ano em que, aos 24 anos, também defendeu o Brasil na Copa Davis, em parceria com Alcides Procópio e disputou Roland Garros.

 
Por curiosidade, era canhoto e batia seu revés com duas mãos, o melhor golpe de nosso tênis na época (junto com a direita “flat” de Procópio). Não lembro ou conheço um brasileiro que o tenha feito antes dele. Além disso, era um gentleman, dentro e fora das quadras, o que não é pouco. Meu pai, que era ainda mais velho do que ele, era seu fã, assim como eu. Roberto nunca foi ou pensou no profissionalismo. Mas, pela paixão, “cansou” de ganhar torneios nacionais e internacionais de veteranos até alguns anos atrás. Foi-se o Roberto e eu pergunto. Se você não é de Bauru, ficou sabendo?

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:15

Super quinzena

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Este ano será, de longe, o mais interessante para os fãs de tênis brasileiros. Desde os anos 80 e 90, quando o país chegou a ser o 2o a ter mais torneios, após os EUA, que não temos algo nesse padrão. E, atenção, me refiro somente ao quesito eventos, e não às conquistas do jogadores, algo que em 2016 também não começou nada mal.

 

Mas nunca houve um igual e será difícil igualar 2016, já que teremos os Jogos Olímpicos no Rio, o que nos deve oferecer o mais próximo que teremos de um Grand Slam no país.

 

Além desse mega evento teremos, em uma memorável quinzena, o Rio Open e o Brasil Open, em São Paulo. É tênis para ninguém botar defeito. E três semanas depois teremos o Miami Open, que se não fica no Brasil nunca fez muita diferença para muitos fãs brasileiros. É tênis na veia.

 

Já estou com a cabeça no Rio. Estou, de longe, seguindo o que acontece em Buenos Aires esta semana para ter uma idéia do que pode acontecer no Rio. Fica melhor de escolher os jogos quando o Rio vier. Dá para ver quem está embalado ou se embalando, quem está zicado (e agora esse verbo ficou com conotações ainda piores), quais jogos equilibrados que aconteceram lá que se repete por aqui (o que sempre é sinal de “vamos tirar isso a limpo), quem está com vontade e quem parece que só veio passear e pegar a garantia. Emfim….

 

À parte disso, teremos nas quadras do Jockey Club um diferencial não presente em BA que separa os meninos do homens. O extremo e úmido calor!

 

Estava xeretando a previsão do tempo no Jardim Botânico e, até onde se enxerga, fala em 40o ao redor do horário do almoço. Aliás, não me sinto nada confortável com “hora do almoço”, já que essa varia conforme a vontade do freguês. Prefiro “noon” ou “le midi”. Preciso de uma palavra mais bem descritiva. E meio-dia não vale. Ou vale?

 

De qualquer maneira, os organizadores só vão colocar jogos em quadra após as 14.30h. Ajuda, mas não anula o mencionado diferencial. Ali pra ganhar tem que estar bem preparado e querer muuuito. Em um teórico jogo entre Ferrer x Isner eu sou capaz de quebrar a banca!

 

Pelo andar da carruagem, o Brasil Open não ficará tão atrás – este Carnaval ferveu em Sao Paulo. Não é Rio 40o, mas o bicho pega. Correr atrás da peludinha nessas condições, durante umas 3 hs, não é para qualquer um.

 

Mas para nós espectadores será uma quinzena impar. E se não se programarem e acertarem seus ingressos de antemão, depois não adianta choramingar.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 Olimpíadas, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:10

O Rio Open vem aí!

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O Brasil Open manda avisar que o ano que vem o evento irá bombar. Além de Rafa Nadal, que se tornou um símbolo do evento, os organizadores anunciam a presença de outras estrelas Top10 como Ferrer, Tsonga e Isner. Eles nao mencionam o italiano Fognini, mas pra muitos il cattivo ragazzo também se tornou peça indispensável para o evento. É bem capaz que eles também o anunciem mais à frente.

Sobre Rafa nao preciso gastar os dedos digitando. Todo mundo adora assistir o cara. Especialmente porque com ele nao tem corpo mole – mesmo debaixo da linha do equador. Tsonga é um show man, um cachorrao e um grande nome; mas uma incógnita. Será que estará em forma? Dará o seu melhor? Se jogar o que sabe as semis do torneio prometem.

Ferrer é outro que nao dá chabu. O cara come o pão que o diabo amassou passado no saibro de qualquer quadra. Já Isner chamará a atenção pela curiosidade. O cara tem 2.08m, saca barbaridades e nunca esteve por aqui. Lógico que o saibro e a altura do mar nao sao suas praias, mas acrescenta ao elenco e pode testar a qualidade do tie breaker de qualquer um presente.

É lógico que todo o elenco de brasileiros, de Bellucci a Teliana, passando pelo nosso #1 Marcelo Mello, estará presente – diretos, por qualy ou convites, o que é ótimo para eles, o público e o tenis nacional.

Uma ótima notícia para os fas é que os organizadores confirmaram o Jockey Club como o anfitrião. Havia a possibilidade de realizarem o evento lá para os lados da Barra, onde serão os Jogos Olímpicos. Eu adoro aquele cenário e o local. Se fosse na Barra eu pensaria duas vezes (e provavelmente iria, anyway), mas ali na Gávea nao dá para hesitar.

Outra novidade dos organizadores diz respeito aos horários. Nao haverá mais jogos pela manha – eles começam às 14:15h. A razão deles é facilitar a vida dos tenistas e nao os colocar para jogar debaixo do sol do meio dia do Rio de Janeiro. Eu acho ótimo porque poderei curtir uma praia de manha e só depois ir para o clube.

Além disso, fizeram um bem bolado. Continuam tendo duas seções distintas, mas o público pode acessar o local a qualquer hora, com qualquer ingresso. A Seção Noite é a partir das 17h. Mas o publico que compra-la poderá acompanhar os jogos de todas as quadras, menos a Central, desde as 14h. E pelo encurtamento dos horários, as quadras secundárias devem bombar – nao sei se eles vao incrementar o local e arquibancadas dessas quadras. Eles prometem incrementar o Leblon Boulevard, com suas comidas e lojas, que no ano passado já estava melhor do que no ano retrasado. O lugar faz o maior sucesso.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir de 11/12/2015 exclusivamente pelo site www.tudus.com.br. e nao haverá taxa de conveniência. Os clientes da Claro, Net e os sócios do Jockey Club Brasileiro poderão comprar a partir do dia 01/12 até o dia 10/12. Os dois primeiros terão 20% de desconto e podem comprar até 2 ingressos por seção. O site é o www.tudus.com.br/rioopenclaro.

Agora que vocês sabem as infos, fiquem espertos para nao cair naquele nóia que já vi alguns caírem quando chega a hora do evento e o ingresso nao está na mao.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:20

Imagino

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Fico imaginando qual será o impacto em Rafael Nadal por conta de sua derrota, prematura, na semifinal e justamente pelas maos do MalaFognini. O espanhol voltou às quadras capengando, ao contrário de seus outros retornos, sempre por conta de suas múltiplas contusoes, sempre resultado direto do estilo Nadal de jogar. Imagino que seu foco agora seja, para variar, o circuito europeu sobre a terra, porque pelo tênis que está jogando nao será nas quadras duras da Califórnia ou da Florida que irá se dar bem. Só espero que sua derrota nao tenha nenhum impacto em sua aparente decisao de voltar ao Rio Open em 2016. Se tudo der certo ele vira ao Brasil duas vezes no ano que vem; a segunda na Olimpíada. Lembrando, esta jogada em quadra dura. A respeito, o piso foi escolhido pela FIT e nao pela CBT ou COB. A FIT alegou, para a decisao, o calendário internacional – os Jogos terminam imediatamente antes do US Open. Sendo assim, Rafa deverá jogar novamente, imagino, o Rio Open no saibro e as Olimpiadas no piso duro.

Atentaram ao “imagino”? Isso porque existe uma grande duvida sobre o Rio Open para 2016. É a velha questao de ter mais de uma opçao. Ele seguirá sendo jogado no Jockey Club ou passara para a Barra, onde está sendo erguido o complexo do tênis dos Jogos Olímpicos?

Ao contrário do que vem sendo dito, nao há uma decisao feita sobre o assunto. Pelo menos oficial. Rumores dizem que seria na Barra porque o COI exige que seja feito um evento no local para o tal “soft opening”, para testar tudo. Sim, essa exigência existe, mas ela nao exige que o evento seja o Brasil Open.

A decisao é uma faca de dois gumes. A continuaçao do evento no Jockey Club tem que ser a favorita de praticamente todos. O clube quer o evento, porque só tem a ganhar, especialmente pelos benefícios de infra estrutura e o privilégio de receber tal evento em casa. Falando por mim, como fa do tênis, difícil imaginar um local mais aprazível para o torneio. O cenário é maravilhoso, já o descrevi anteriormente, e localizaçao privilegiada; ao lado de Ipanema, Leblon, Lagoa e Jardim Botânico. Eu adoro, e a cada ediçao o pessoal vai afinando a máquina, deixando o evento mais gostoso e aprimorando a hospitalidade ao publico. Só ouço boas coisas a respeito.

Por outro lado temos o tal conflito que aflige a organizaçao. Eles sabem que o local atual é um diferencial enorme, sempre para o positivo, com o público e os jogadores. No entanto, a montagem custa uma bela grana – e isso mexe no balanço financeiro. Na Barra, eles terao à disposiçao toda a infra que será utilizada nos Jogos Olímpicos e, provavelmente, depois dos Jogos. Imagino que só o custo de montar a Quadra Central atual seja maior do que o de cacifar os melhores do mundo. Fora todos os custos de levantar uma estrutura tal qual a disponibilizada no Jockey. Na Barra esses custos seriam cortados fortemente.

Há muitas outras consideraçoes, que já deviam estar tirando o sono da organizaçao antes mesmo desta ediçao. Se o torneio for para a Barra, a organizaçao terá que negociar uma nova data, já que a atual está inserida no circuito latino-americano, necessariamente jogado sobre o saibro. Talvez logo após o tal circuito e logo antes de Indian Wells. Com isso talvez percam Nadal e o bando de saibristas que por aqui tem aparecido. Mas devem ganhar outros que queiram se preparar para o breve circuito de quadras duras de Indian Wells e Miami. Mas isso é longe de ser simples e fácil, até porque nao existe muito espaço no tempo.

Tao importante, e determinante nas decisoes, será o destino da IMX. Até 2016 é possível que água corra debaixo dessa ponte. O Rio Open é um ativo forte de seu portfólio e imagino que seu futuro esteja assegurado, de uma maneira ou de outra, em um local ou outro. De qualquer maneira, a imagem do Cristo Redentor, no topo do Corcovado, se elevando por detrás das arquibancadas é algo que está fotografado da melhor maneira na minha memória emocional.

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sábado, 21 de fevereiro de 2015 Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Masculino | 12:20

Satisfeito

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Quem queria ver Rafael Nadal, assistiu Fognini bater o argentino Delbonis, naquele que foi a melhor partida do torneio e me lembrou do épico do ano passado, entre Nadal e Andujar. Por conta desse, e outros jogos que alongaram, a programaçao se atrasou e Rafa entrou em quadra mais de 1h da manha (saiu era 3.25h!).

Mas o publico nao pode falar um ai do atraso, por conta do espetáculo oferecido pelos dois tenistas que antecederam a estrela máxima. Se as arquibancadas estavam frustradas, ficaram também totalmente envolvidas pela qualidade e dramaticidade do confronto, que foi decidido na bacia das almas, no TB do 3o set, com 3.12h de jogo e só definido no nono match point. À parte do drama, os dois jogaram muito tenis, apresentado em dois estilos contrastantes; Delboni é um canhoto agressivo, que joga em cima da linha de fundo, bate reto no backhand e com pesado top no forehand para angular e reto para definir. Como é bem alto, bate de cima para baixo e seu back cruzado e curto, que ele tem muita confiança, é uma das melhores bolas do circuito. Ele sofre na rede e no saque, um dos mais estranho e que, na hora da onça beber água o abandonou, por conta de uma deficiencia técnica que ele consegue camuflar quando o momento nao é crucial.

Já Fognini é um contra atacador, cedendo a quadra e se posicionando de 3 a 4 metros para contra atacar, pelo menos no jogo de ontem. E que talento. Faz tudo bem parecendo ser fácil. Só o saque, talvez por conta do tamanho, nao está no mesmo padrao, especialmente quando saca no lado da vantagem. O resto ele tem para dar e vender. O publico acaba torcendo pra ele, por conta de ser um bagaceiro e ter uma atitude de desdem e irritadiça que mexe com as arquibancadas. Mas tem, pelo menos em quadra, um caráter duvidoso, nao hesitando em dar uma de gerson e levar vantagem pra cima do oponente de formas que derrubam qualquer ética.

Ontem quebrou o saque do argentino, para fazer 5×4 e entao fechar o primeiro set, “garfando” uma bola no seu fundo e que o juiz, bananao, nao teve coragem de contrariar – ele marcou descaradamente fora uma bola que foi na linha e já saiu para sentar e ameaçando o bananao. Quando Delbonis virou de lado, e viu que foi boa, reclamou barbaridades e o juizao se recusou a descer e mostrar a bola. Mais à frente, quando Delbonis virou e forçou o TB do 3o set, Fognini raquetou uma bola pra cima do argentino – e o acertou na perna. Este reclamou com o juiz, que fez que nao viu, reclamou com o supervisor, que fez que nao ouviu. Todos uns bananas com medo de afrontar o italiano que já sabe que de tanto “causar” acua aqueles que teriam que colocar ordem no pedaço. A confusao só nao foi maior porque Delbonis nao tem nem um pouco da milonga argentino, nao mostrando nenhum sinal exterior de emoçao durante todos os dramas da partida.

Mesmo os bananoes e o malamór nao tiraram o brilho do jogo, muito por contrário. Foi um jogo que deu um prazer enorme de assistir. Tanto é que quando terminou, levantei e fui para o hotem tomar um banho e dormir, por que nao tinha o menos sentido em ver outra partida de tênis naquela noite.

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