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Arquivo da Categoria Rafael Nadal

terça-feira, 13 de maio de 2014 História, Masters 1000, Rafael Nadal, Roland Garros, Sem categoria | 16:57

Frustrati

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Imagino que os italianos sejam tao frustrado quanto os franceses como fas do tênis. E ambos mais do que os brasileiros – e nós sabemos o quanto somos.

Por que estou mexendo nessa angustia? Ontem quatro italianos jogaram na primeira rodada de Roma, incluindo o MalaFognini. Três deles perderam – o que ganhou bateu um dos outros três! Um péssimo dia para o orgulho romano, especialmente naquele imperial local construído pelo baixinho careca.

Os romanos devem ter uma saudades danada do Adriano Panatta, o maior jogador italiano desde Nicola Pietrangeli, que foi maior do que o Adriano e de quem deve ter saudades maiores. Este era um talento, dono de um tênis fácil, vistoso, agressivo, esqwuerda fácil e bonita, direita continental; vivia na rede, mesmo no saibro, seu melhor piso. Teve o azar de ser contemporâneo do Bjorn Borg (6×9), o que foi o mesmo que ser hoje contemporâneo do Rafa na terra vermelha. Seus confrontos com Borg sao lendários, até pelo confronto de estilos. No Foro Italico se enfrentaram uma vez em 1978, uma final memorável com vitória do sueco no 5o set, com o público indo à loucura e Borg, que disse ao juiz que se lhe atirassem mais uma moeda na cabeça sairia da quadra. Nao atiraram, ficou e ganhou. Em compensação, Panatta foi o único tenista a bater Borg em Roland Garros, em 1974 e 1976, quando ganhou o título e também, duas semanas antes, o Aberto de Roma, para o ultimo delírio dos romanos que torcem como nenhum outro público na Europa.

Mas esses bons tempos romanos acabaram e de lá pra cá os italianos nao tiveram mais ninguém sequer na final de Roma – duvido que o tal Fognini venha a ser esse cara. E hoje, ainda 3a feira, com as derrotas do Seppi e do Bolelli, nao sobra um paisano na chave para contar a história.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 15:48

Minhocas

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Rafael Nadal debe estar começando a sentir uma pontada de pressao. Afinal, sua temporada européia, seu mais seguro ganha pao, nao está nada como ele gostaria e planejou. Para piorar, eu diria que o Torneio de Madrid nao é exatamente seu torneio favorito, pela leve altitude, semelhante a Sao Paulo, mas que já faz uma diferença em seu jogo, e no de seus adversários – bem, pelo menos o saibro é vermelho, nao azul.

Com a saída de Djokovic em cima da hora, o evento ficou dividido em dois de maneira bem singular. A chave de cima ficou com Nadal, Federe, Murray, Berdich e Tsonga – um belíssimo torneio em si. A de baixo ficou capenga. Ali estao Wawrinka, Ferrer, Nishikori e Fognini, um quilate bem diferente.

Teoricamente, a saída de Novak é boa para Nadal. Se ele for à final entao é ótima. O espanhol sabe que, pelo menos no saibro, seu maior rival atual é o servio. Mas, antes disso, pode ter que passar por Haas, Dimitrov ou Berdich, e Federer, todos tenistas que se aproveitam melhor da velocidade de Madrid.

Se Nadal vencer em Madrid mostrá que está afiadissimo, já que eu pelo menos nao conto com essa conquista. Nas minhas contas, que podem estar furadíssimas, ele deve buscar entrar em ritmo esta semana, arrancar o melhor resultado possível, ficar muito bravo por nao conquistar nenhum título no saibro europeu e se concentrar em vencer Roma – onde já venceu 7 vezes – para chegar confiante, mais descansado do que o normal; mas nao com tanto ritmo, o que pode lhe custar caro.

De qualquer maneira, ele já está fora de sua curva normal. Seu resultado em Madrid, ou a falta dele, pode começar a colocar minhocas em sua cabeça e, tao importante, na de seus oponentes para Roland Garros, onde ele tem, sem dúvidas, a meta de um dia vencer 10 vezes o torneio e seus oponentes, assim como o público francês, a meta de acabar com essa dinastia.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:30

Estratégia?

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A estratégia para o sucesso no tênis profissional nao passa somente pelo o que acontece em quadra. Sao muitas se decisões que o atleta precisa fazer. Sempre dizia aos jogadores que treinei que um tenista, especialmente aquele em formaçao, faz, no mínimo, umas 30 decisoes diárias, numero aleatório já que é maior, que terao um impacto em sua vida/carreira. Desde o momento que tem que decidir se vai levantar na hora marcada para ir treinar ou nao, até se vai deitar cedo para ter uma boa noite de sono ou ceder às tentaçoes, com todo o recheio de decisoes que se faz a cada instante que podem ser benéficas, ou nao, para sua carreira – e a lista é grande, diária e infindável. Nao é à toa que os campeos sao poucos e os perdedores muitos.

Mas, nao era por aí que o meu Post foi pensado. Eu tinha mesmo em mente um breve comentário sobre o Novak Djokovic e a seu aparente infindável flerte em meter um pé na jaca. Para os que tem pouca memória, lembro que no início da carreira o sérvio volta e meia abandonava partidas por conta de “contusoes” e alguns “mal estar” mal contados. Levou, por conta disso, pito de Federer e Roddick, entre outros, mais alguns vários comentário desabonadores. Como é um tremendo lutador, foi à luta, focou no que importa, e tornou-se um dos mais, se nao o mais bem preparado fisicamente dos tenistas, algo pelo o qual tenho o maior respeito. E aquele aspecto negativo dele sumiu. Até Monte Carlo 2014.

Na semifinal, contra Roger Federer, que por anos foi seu algoz, Novak escorregou na velha forma. Jogou de igual para igual até o 5×5 no 10 set, quando acusou uma contusao no pulso, com um belo teatro, e acabou “entregando” o jogo sem sair da quadra. Alguns elogiaram sua atitude – e ele fez questao de dizer nas entrevistas que ficou em quadra no sacrifício, por respeito ao publico e por temer que as velhas acusaçoes reaparecessem.

A bem da verdade, ele já vinha avisando sentir dores no pulso desde o início da semana. Mas é bom lembrar que a partida tinha outros componentes emocionais em jogo, o que fazia dela mais “nervosa”, especialmente para Novak. Se ele vencesse, empataria com Federer em 17 vitórias cada (Ficou 16×18 e, por curiosidade, Novak está 18×22 contra Nadal). Considerando o futuro, as chances seriam mais altas que acabasse com um recorde positivo contra o “melhor do mundo” – algo que em seu HD emocional deve contar bastante. E aí que começa suas discutíveis estratégias e decisoes.

Um atleta contundido nao alardeia sua condiçao pela imprensa. Se ele tem algo o “vestiário” vai saber. E se nao souber a imprensa nao é o melhor e mais confiável local para descobrir. Cada um “espalha” o que lhe convém pela imprensa, que, em certos casos, acaba sendo um porta voz involuntário. Além disso, nao cai muito bem ficar oferendo desculpas por derrotas. Especialmente por contusao. Se um tenista tem dores que o impedem de jogar nao entra em quadra para nao agravá-la. E se as sente durante a partida, aperta a mao do adversário, o olha no olho e lhe dá os parabéns pela vitória. Mas usar as entrevistas para diminuir a vitória do adversário é algo duvidoso.

Novak passou a semana dizendo estar com dores no pulso e vencendo partidas em dois sets – sei! Aí, contra o algoz, o pulso piorou e ele foi para o sacrifício. Para explicar melhor a história, afirmou, logo após a derrota, que teria que ficar um tempo longe das quadras e nao sabia quando voltaria a competir.

Esta semana anunciou que volta a jogar em Madrid. Nao custa mencionar que ele nao estava escrito em nenhum outro torneio antes de Madrid. No fim das contas, ele só ficou longe mesmo o que já estava planejado e nao houve nenhum estresse que o obrigasse a “ficar longe das quadras e nao saber quando voltava a competir”.

Essa tem sido a estratégia de Djokovic; declarar e confundir. Mas, lembrando Nadal e Federer, nao posso dizer que é o único. Cada um, a seu modo, tenta despistar enquanto tentam encantar. Alguns, como Federer, até conseguem, mas por outras razoes. Novak nunca teve tanto sucesso junto à imprensa ou o público. Nadal também adora confundir com o assunto. Só o Murray, dos Fab4, fica lá em seu mundinho sem bricar do mesmo jogo. Nao preciso nem dizer que o Ferrer nunca usou de tal argumento. Mas, nesse quesito, dou a mao à palmatória às irmas Williams. Elas nunca usaram a forma fisica, ou a falta dela, para embaçar. Assim como nunca as vi dando desculpas após uma derrota. No máximo dao os parabéns à adversária. E isso, meus leitores, eu respeito, e muito.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros | 14:49

#1 e #2

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A lógica feminina sempre me fez tremer. Especialmente nos momentos de estresse mútuo. Como assistir a uma semifinal de Monte Carlo nao é nem um pouco estressante, nao vejo nenhum mal nela – a tal “lógica”. Nas partida entre Roger Federer e Novak Djokovic, minha mulher mulher me informou, em tom casual, que estaria torcendo pelo Topetudo Federer. Até aí nenhuma surpresa, até porque ela nunca foi torcedora do sérvio, enquanto anda bem desapontada com Federer e seu topete. Aliás, a torcida do Djoko é bem abaixo do esperado, visto os resultados do rapaz. Mas isso já sao outro 500 quem nem o público que invadiu o MCCC faz questao de explicar.

Passado alguns segundos, como se fizesse um suspense que nem percebi, ela continuou seu raciocínio. “Vou torcer pelo Federer para ver ele perder a final para o Wawrinka”. Ahh, a torcida dela era, na verdade, pelo quase eterno #2 suíço, que agora é #1 para a frustraçao do outro. Mas torcer pelo Stan nao lhe era o bastante. Ela queria o rapaz vencendo na final o Boniton, seu histórico algoz. Isso sim é torcida.

Quando relatei o assunto a um amigo – um dos melhores tenistas de nossa história – ele de bate pronto concordou com ela. E ainda, pensando em voz alta, emendou: atualmente eu torço contra o Djokovic e aquele outro, como é o nome dele – Murray, fazendo uma cara de quem nao comeu e nao gostou. E torço a favor do Federer e do Wawrinka. Mas na final vou torcer pela #2 – no caso ele se referia à Wawrinka, que nao é mais o #2, e sim o #1 da Suíça.

Nao posso dizer que a torcida monegasca, que nao é monegassca coisa alguma – sao franceses e italianos que lá vao – torceu descaradamente pelo Roger. O carisma do rapaz é gritante – especialmente depois da tal torcida ficar quase uma década “aplaudindo” Rafa Nadal na final do Torneio de Monte Carlo. A Princesa, uma nadadora sul africana que é um “armário”, deu logo três beijinhos em ambos os suíços para deixar claro a felicidade local.

Confesso, sem parcimônia nem culpa, que minha “torcida” foi pelo Stan. Invariavelmente vou torcer por aquele que nao deveria ganhar. Especialmente se for um sopro de categoria, finesse, imprevisibilidade. Coisas que o Wawrinka coloca na mesa – em especial com seu backhand.

No primeiro set da partida, o #2 foi o #2 – respeitou, tremeu e entregou a rapadura. No 2o set foi entrando em jogo, indo menos para as laterais, cortando os erros e entrando no jogo, mas sempre com a little help from his friend, e, finalmente, escapou no que seria o apagar das luzes.

O terceiro foi o banho de realidade. Na atualidade, jogando no seus potenciais, o ex #2 é melhor. Deu uma tunda no ex #1. Além disso, fica dúvida de quanto este ainda tem “pernas” para jogar sets decisivos e no fim do torneio. Neste set, Federer, que sempre foi cavalo de chegada, morreu. Stan sobrou e sobrou com confiança, o que está lindo de ver.

Perguntinhas para os próximos eventos da temporada européia sobre o saibro: Wawrinka pode ganhar o 2o GS seguido? Lembrando, ele é tao, ou mais, perigoso no saibro como no piso australiano. Rafa Nadal vai conseguir, mais uma vez, dar a volta por cima? Eu nunca apostei contra o espanhol – nao vou começar agora. Djokovic vai cair na real, mandar Becker de volta para onde ele estava, ajoelhar e pedir o perdao do Vajda? Alguém mais vai aparecer para brigar pelo Copa dos Mosqueteiros de 2014, momento máximo do saibro mundial? Barcelona, Madrid e, especialmente, Roma pode acenar com as respostas.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014 Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Masculino | 13:42

En passant

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Gustavo Kuerten deu entrevista à Bandsports dizendo que este ano Rafael Nadal nao é tao favorito ao título de Roland Garros quanto nos outros anos. Calma, nadalistas, Kuerten deixou bem claro seu raciocínio. O cara segue sendo o maior favorito ao título, mas ele baixou um pouco o nível e outros subiram um pouco. É o maior, mas nao tanto como antes. Nos últimos nove RG o espanhol venceu oito. Mas o brasileiro com seu olho de lince enxerga que algumas coisas mudaram. Tanto com ele como com outros. Concordo, sem corda.

Kuerten menciona, en passant, Fognini e Djoko, acho que o primeiro nao tem cabeça para tal façanha, o segundo nao dorme direito desde A Semifinal de 2013, um jogo inesquecível, e tem cacife para a vingança. Aliás, Kuerten confessa, também en passant, que nao assistiu muito da tal partida, mas viu o dramático final do jogo – nao deixa de ser curiosa a colocaçao.

Mas tem um que ficou fora do radar do brasileiro, e que eu acho que se entrar no caminho do espanhol até, vamos dizer, oitavas ou quartas, pode ser A Zebra. Nao sei se Dimitrov tem pernas e nervos para as últimas rodadas. Mas no começo, quando ainda estiver inteiro e sem o desgaste emocional, pode surpreender. Ele tem tênis para incomodar o espanhol.

Mas, como sabemos, Nadal nao venceu nenhuma das oito vezes pelo seu “tênis” e sempre pelo seu coraçao. O “tênis” dele está cada vez melhor, e nao poderia ser de outra maneira já que está sempre procurando esse caminho, resta saber como estará o Tezao de vencer. Talvez, mais importante, é se alguém vai se superar para a ocasiao. Porque, tenho certeza, Rafa nao vai entregar o colar de títulos na bandeja para ninguém.

Veja a entrevista de Kuerten: http://bandsports.band.uol.com.br/noticia.asp?id=100000675612

E veja este video de Dimitrov x Nadal em Monte Carlo 2013 : https://www.youtube.com/watch?v=T8_QL3EbzlI

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:08

Imaginando

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Contrariando o que escrevi anteontem, Rafael Nadal disse que, se o quiserem e nada de diferente acontecer, ele estará no Brasil em Setembro para a Copa Davis. Bem, é certo que os espanhóis vao querer que ele venha, quanto a algo diferente acontecer, o futuro a Deus pertence. É uma daquelas declaraçao onde a gente nao sabe se ri ou se chora. Ele alerta que o Brasil tem uma dupla de primeiro nível e um singlista (Bellucci) que quando nao está contundido e está em boa forma é um top 30 potencial. Os espanhóis mostram respeito pela trinca e assim pelo menos um dos top 10, se nao ambos, devem comparecer. E assim mesmo tem neguinho sobrando por lá – Almagro, Robredo, Verdasco etc.

Bruno Soares deu algumas declaraçoes para a TV. Disse que o grupo tem que conversar e, de uma maneira incisiva, tem que ver quem vai jogar. Imagino que esta é uma questao para Thomaz Bellucci que, tenho certeza, nao deixará passar uma oportunidade dessas, até porque jogará sem a pressao, cenário sempre lhe muito favorável.

Incisivo também foi ao dizer que o saibro deve ser descartado, já que é o piso favorito – óbvio – dos espanhóis. Menciona também quadras cobertas e situaçoes onde a bola pique mais alta. O raciocínio todo é uma faca de dois legumes.

Se o saibro é o piso favorito dos espanhóis é também o dos brasileiros. Paralelo a isso, Rafa Nadal já venceu o U.S. Open e Australia. David Ferrer e Verdasco também tem títulos no piso e nele se viram muito bem. Enquanto isso, Thomaz Bellucci tem seus melhores resultados na combinaçao de saibro com altitude (Gstaad, Santiago, Madrid). O brasileiro foi também a uma final em duras coberta – Moscou. Mas é mais a exceçao provando a regra.

A pergunta de onde jogar deve ser feita a Bellucci. Ele é o cara. Por suas qualidades e deficiências particulares e conhecidas – e para vencer o Brasil precisaria de seus dois pontos. A dupla é mais eclética e consegue manter seu padrao no saibro como nas duras. Assim sendo, deveria passar a escolha para os singlistas que disputam quatro pontos. Como ao Rogério ninguém precisa perguntar sua preferencia, resta a do Bellucci. E aí, imagino, nao tem também muito como fugir.

Considerando o cenário acima, ideais seriam cidades como Sao Paulo, 600 m e bem semelhante a Madrid, Gramados a pouco mais de 800m e, radicalizando, Campos do Jordao 1600m – sempre no saibro. Nesta sim nós estamos falando de incomodar os espanhóis – e talvez os nossos também. Em um confronto como esse, quanto mais sair da zona de conforto de todos mais interessa ao Brasil. E, se a escolha fosse minha, ligava para o Tiriac, pegava a fórmula e mandava colocar saibro azul. Aí quero ver o humor do Rafa.

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terça-feira, 8 de abril de 2014 Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro | 15:48

A pergunta que nao calará

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Agora que sabemos que o adversário do Brasil na repescagem da Copa Davis será a Espanha, fica uma grande pergunta. Aliás, duas. Rafael Nadal virá?. E onde acontecerá o confronto?

A escolha do local é da CBT e aposto que desde esta manha o presidente da entidade recebeu algumas ligaçoes a respeito de vários locais. A quadra será de saibro, apesar dos espanhóis serem os reis do saibro – porque nossos atuais tenistas nao enxergam o tênis de outra maneira.

Mas o zumzum mesmo será em cima da questao se o Animal Nadal virá. Pode ser que sim, deve ser que nao.

Nadal nao jogou a primeira rodada contra a Alemanha, quando os espanhóis foram derrotados, um fato interessante. O time teve Verdasco, Marrero, Lopez e Agut. Timinho, que apanhou dos alemaes. O confronto acontece imediatamente após o U.S. Open e a temporada norte americana de quadras duras – logo depois vem a temporada sobre quadras duras na Ásia. Tenho cá sérias duvidas que, após essa correria sobre o piso duro, Nadal elegerá vir ao Brasil, onde pede mais de 1 milhao de Euros para jogar, em um confronto que, teoricamente, seus companheiros devem vencer.

Porém, como os espanhóis tomaram um cascudo inesperado dos alemaes, e nao devem querer repetir o gosto do fel, Carlos Moya, o capitao, terá que negociar com Verdasco, Ferrer e Rafa. Um deles, pelo menos, terá que vir. Até lá, tenho ceteza, o problema hidrílico de Thomaz Bellucci também será solucionado.

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segunda-feira, 31 de março de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Tênis Masculino | 13:36

Pra dançar

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No final do primeiro game da final entre Djokovic e Nadal em Miami, enquanto Maria Esther nos brindava com comentários sobre os bonés distribuídos no estádio, a geradora de imagens da SporTV nos premiava com uma tabela de informaçoes sobre o saque de Rafa Nadal. Rafa tinha tido entao sua única chance de quebrar o serviço de Djoko, oportunidade que nao conseguiria reeditar pela resto da partida, detalhe que mostra a dominância do sérvio sobre o espanhol na partida definida em 6/3 6/3.

O que a tabela informava, trocando em miúdos, era que contra outros oponentes Nadal insistia em saques contra o revés, mesmo na vantagem. Contra Djoko, no Canadá (nao me perguntem porque esse torneio), onde Rafa vencera, este sacara basicamente fechado, nos dois lados. Além disso, com um pouco mais de atençao do fa do tênis, ele perceberia que recentemente, após aquela série de derrotas, Rafa passara a jogar mais “fechado”, tirando o angulo do sérvio. Ontem, pelo menos no início e em boa parte do jogo, a estratégia foi a mesma. O resultado foi uma das maiores tundas que Djoko aplicou no espanhol.

Aliás, a coisa está, momentaneamente, feia para Rafa. Sao três derrotas seguidas para Djoko sem fazer um set. Vale lembrar dois detalhes. Todas em quadras duras e nenhuma em Grand Slam. Anterior a estas derrotas, a vitória de Rafa aconteceu exatamente no US Open, também em duras. Mas isso é outra história.

Um fato me chamou a atençao ontem. Mas já volto a isso. O que me surpreendeu, e a Rafa também, foi como a estratégia do “fechado” nao funcionou. Alias, pelo contrário, facilitou a vida do Djoko.

Nao vou entrar nos detalhes, porque seria cansativo. O fato é que Djoko sabia de antemao e se preparou para a situaçao. Como? Aí que nao vou entrar. Mas volto ao que me chamou a atençao, que talvez abrevie a esplanaçao.

Novak parecia Federer. Como? Cool! Tranquilo, sem pressa, como se soubesse que estava por cima da carne seca e que teria respostas para tudo. No primeiro game, quando teve o BP contra, parecia que estava doente de tao parado. Nao! Ele tinha mudado a postura, a sintonia interior. A mensagem que ele enviava ao espanhol era: você quer tirar os meus angulos para que eu faça erros nao forçados? Esqueça!

Djoko colocou o espanhol para dançar. Só faltou ligarem os altofalantes e tocarem algum flamenco balear. Se passarem o replay, prestem atençao em um detalhe: enquanto Nadal fazia um estardalhaço com sua movimentaçao, com seus sapatos-tênis bramindo mais do que ratos no telhado, do lado do sérvio vinha aquela sonora placidez bucólica. Nadal era um desesperado atrás da bolinha, o outro lhe servia drills tal qual um técnico desalmado.

Sim, a estratégia foi por água abaixo, para nao usar metáfora mais agressiva, até por uma segunda razao, que explica ainda mais o campeao. Todas as vezes que Nadal tentou abandona-la, indo para seu golpe favorito, com sua direita cruzada agressiva, o contra ataque com aquele revés magnifico (que tal me emprestar?) era venenoso e impiedoso e a mensagem clara: “Bonitao, fica no meio mesmo porque se for aberto só piora”. Isso sem contar que quando o ataque era no forehand, Djoko imediatamente “achava” o revés do ibérico, conta que nao fecha para o espanhol.

No fim das contas foi uma aula que mexeu com a confiança do animal. No fim ele nem mais tentava, o que é totalmente fora de suas caracteristicas.

Agora vem a temporada de saibro. Como ficarao as estratégias nos próximos encontros – no caso finais? Será que a de Nadal voltará a funcionar – afinal no saibro a bola nao vem lhe “morder” com a mesma velocidade como na dura, o que é uma graaande diferença. Djoko manterá essa interessante postura cool? Com isso, no saibro, os pontos seriam intermináveis, a nao ser por um detalhe crucial; no saibro Nadal teria tempo de fugir para usar sua arma letal – o forehand – e ele colocaria o outro para correr. A ver. Djoko, ontem dormiu em paz. Rafa, nao vai pregar os olhos tao cedo. E o Tio Toni que comece a queimar os neurônios.

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#1 e #2 do mundo. Rivais por um bom tempo.

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segunda-feira, 10 de março de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:32

Com e sem ventilador

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Por alguns breves instantes, menos do que o tempo de um serviço de Rafa Nadal, acreditei que o Gala de Praga Stepanek pudesse aprontar A Surpresa da 1a rodada em Indian Wells. Até porque sou fa do tenis do checo, o ultimo dos moicanos do saque/voleio. Se considerar somente o prazer estético, nao há nada que Rafa faça em quadra que chegue aos pés – na verdade, nas maos – do Gala. Mas como no tênis existe muito mais do que a nossa va filosofia explica, Rafa sempre encontra – perguntem ao Andujar – uma maneira. O cara é O Mágico do circuito. Isso sem mencionar as esquisitices aleatorias, como a de derrubar suquinho no calçao e ter que ir ao vestiário trocar o uniforme do meio da partida contra Stepanek. Esse “encontrar” uma soluçao para um péssimo dia no trabalho explica bem o fenômeno Nadal.

E quem foram as vítimas das zebrar em Indian Wells? Oras, Tsonga e Berdich. Dois grandes tenistas, com arsenais em abundância, mas que sempre tiveram em seu emocional/mental suas vulnerabilidade. O Tsonga perdendo para o Benneteau, que nao é nenhum cego, mas é freguês, e o Berdich para o espanhol Agut, uma mágica do checo, que vem jogando bem este ano.

Como dizem os americanos – shit happens. Só que Tsonga e Berdich sao top10 que permitem que ela atinja o ventilador e El Rafa tem o poder – nem me peçam para explica-lo – de conter o estrago. Em suma, um campeao sempre encontra um jeito de vencer.

Ahhh – tá começando a ficar interessante acompanhar os jogos do Dimitrov, que, dizem, escanteou a Maria.

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