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Arquivo da Categoria Rafael Nadal

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:46

2016 começou

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O ano começou. Abri meu ipad – não se abre mais o jornal – e descobri que o David Bowie morreu. Eu não era um fã dele, mas reconheço que foi um cara que ajudou a revolucionar a musica pop com sua inquietude, talento e arrojo em diversas áreas como música, filmes, moda e cultura pop. E fez muita musica boa que ainda toca por aí – nao dá mais para dizer que toca no rádio – e que me ajuda a me localizar no meu calendário de vida.

Escrevo que foi um começo do ano também porque aproveitei para me isolar do mundo e viver um pouco um Crusoe sem o estresse de estar perdido, o que foi ótimo para a cabeça e o coração. Escrevo que foi um começo de ano, a não ser que você considere as palhaçadas que o nosso governo insiste em fazer nao importa o dia ou época do ano e começou desde logo em 2016, e se tenista, considera que Chenai e Doha, ou mais grave, a Hopman Cup, foram para valer.

Na verdade, concedo, para alguns valeu mesmo. Wawrinka desce no aeroporto da cidade hindu e diz para o motorista; “me leve para casa”, que é como se sente no torneio que já ganhou quatro vezes, três seguidas. Ao fundo ouço o som de milhares de rupias se transformando em francos suíços. A vida é linda para quem recebe, e sabe usar dos benefício, do dinheiro de garantias. “O meu adversário me ataca, mas eu abro braço, lembro das centenas de dólares que já coloquei no bolso só pra vir aqui, e enfio a mão na bola sem nenhum receio.” Pressão é para os fracos, ou os que não recebem garantias.  Ou pode se acreditar que, uma vez na quadra, nada disso importa e o cara só pensa na competição. É, o mundo é cheio de ambiguidades e 2016 não será diferente.

Em Doha, Nadal, que diz que 2016 será diferente, achou tudo muito bom até a final, quando teve arremessado à sua cara o fato que 2016 será mais um inferno djokoviano. Teve a singularidade de afirmar que nunca viu alguém jogar no padrão do servio – com quem até pouco tempo tinha uma equilibrada rivalidade. Roger deve ter se mordido de inveja.

Quanto a Hopman´s Cup entendo a homenagem australiana ao primeiro dos “coaches”. Só fico na dúvida se ele, um grande competidor, escolheria a homenagem de ter seu nome associado a um torneio onde o fator competitividade é coadjuvante ao fator “vamos dar uma treinadinha de início de temporada e ganhar um montão de dólares na maciota”. Pelo que conheci do “Coach” isso é – como diria o Caetano, que pode ser um chato no resto mas sabe escrever uma música – é o avesso, do avesso, do avesso da cartilha hopmaniana. Sim, de um jeito ou de outro 2016 começou.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 Olimpíadas, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:10

O Rio Open vem aí!

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O Brasil Open manda avisar que o ano que vem o evento irá bombar. Além de Rafa Nadal, que se tornou um símbolo do evento, os organizadores anunciam a presença de outras estrelas Top10 como Ferrer, Tsonga e Isner. Eles nao mencionam o italiano Fognini, mas pra muitos il cattivo ragazzo também se tornou peça indispensável para o evento. É bem capaz que eles também o anunciem mais à frente.

Sobre Rafa nao preciso gastar os dedos digitando. Todo mundo adora assistir o cara. Especialmente porque com ele nao tem corpo mole – mesmo debaixo da linha do equador. Tsonga é um show man, um cachorrao e um grande nome; mas uma incógnita. Será que estará em forma? Dará o seu melhor? Se jogar o que sabe as semis do torneio prometem.

Ferrer é outro que nao dá chabu. O cara come o pão que o diabo amassou passado no saibro de qualquer quadra. Já Isner chamará a atenção pela curiosidade. O cara tem 2.08m, saca barbaridades e nunca esteve por aqui. Lógico que o saibro e a altura do mar nao sao suas praias, mas acrescenta ao elenco e pode testar a qualidade do tie breaker de qualquer um presente.

É lógico que todo o elenco de brasileiros, de Bellucci a Teliana, passando pelo nosso #1 Marcelo Mello, estará presente – diretos, por qualy ou convites, o que é ótimo para eles, o público e o tenis nacional.

Uma ótima notícia para os fas é que os organizadores confirmaram o Jockey Club como o anfitrião. Havia a possibilidade de realizarem o evento lá para os lados da Barra, onde serão os Jogos Olímpicos. Eu adoro aquele cenário e o local. Se fosse na Barra eu pensaria duas vezes (e provavelmente iria, anyway), mas ali na Gávea nao dá para hesitar.

Outra novidade dos organizadores diz respeito aos horários. Nao haverá mais jogos pela manha – eles começam às 14:15h. A razão deles é facilitar a vida dos tenistas e nao os colocar para jogar debaixo do sol do meio dia do Rio de Janeiro. Eu acho ótimo porque poderei curtir uma praia de manha e só depois ir para o clube.

Além disso, fizeram um bem bolado. Continuam tendo duas seções distintas, mas o público pode acessar o local a qualquer hora, com qualquer ingresso. A Seção Noite é a partir das 17h. Mas o publico que compra-la poderá acompanhar os jogos de todas as quadras, menos a Central, desde as 14h. E pelo encurtamento dos horários, as quadras secundárias devem bombar – nao sei se eles vao incrementar o local e arquibancadas dessas quadras. Eles prometem incrementar o Leblon Boulevard, com suas comidas e lojas, que no ano passado já estava melhor do que no ano retrasado. O lugar faz o maior sucesso.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir de 11/12/2015 exclusivamente pelo site www.tudus.com.br. e nao haverá taxa de conveniência. Os clientes da Claro, Net e os sócios do Jockey Club Brasileiro poderão comprar a partir do dia 01/12 até o dia 10/12. Os dois primeiros terão 20% de desconto e podem comprar até 2 ingressos por seção. O site é o www.tudus.com.br/rioopenclaro.

Agora que vocês sabem as infos, fiquem espertos para nao cair naquele nóia que já vi alguns caírem quando chega a hora do evento e o ingresso nao está na mao.

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terça-feira, 24 de novembro de 2015 Aberto da Austrália, História, Masters, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 10:29

O melhor

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Nao teve choro nem vela em Londres. Novak Djokovic engoliu seus adversários como se fosse a baleia branca e nao ofereceu chances a ninguém. Alias, ainda se deu ao luxo de colocar um gostinho na boca de muita gente, ao perder, em dois sets, para Roger Federer na fase de qualificaçao. A conversa naquele dia foi se Roger havia jogado muito ou Novak jogado nada. O fato é que na hora da onça beber água o servio mostrou que atualmente ele é o cara sem muitas discussoes.

Djokovic tornou-se o primeiro tenista na história a vencer o Masters quatro vezes seguidas, um feito a se aplaudir em Londres ou qualquer outro lugar. O rapaz se concretizou como o melhor jogador do mundo e ficou a um passo de conquistar o seu Grand Slam particular ao vencer o Aberto da Austrália, Wimbledon e US Open, deixando escapar Roland Garros na ultima partida do torneio, quando era o favorito. A rapaziada deve estar aliviada que o suíço tenha conseguido a surpresa, porque nem Federer nem Rafa nem outro por aí vao conquistar os quatro maiores eventos na mesma temporada nos próximos anos. A nao ser que Novak o faça.

Outro feito importante para Novak é que nessa semana ele igualou o seu H2H com ambos rivais. Com Federer 22×22 e com Rafa 23×23. No futuro as chances sao que ele terá um H2H positivo com ambos, que sao considerados os “maiores”. E aí, como ficará essa história? Nadal nunca teve a pretensão, só mantinha seu H2H positivo contra o suíço GOAT e ficava na longe dessa conversa. Federer, mesmo sutilmente e silenciosamente, sempre encorajou. Agora vem o servio também para pousar na sua sopa. Por outro lado, aos 34 anos é um assombro tenistico e nao existe jogador que chegue aos seus pés junto ao coração dos torcedores em todo o planeta.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015 Masters, Rafael Nadal, Tênis Masculino | 11:28

Acordando sofrendo

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Duas coisas dá para se ter certeza.

Wawrinka é um tenista com talentos e habilidades, dono de um tênis clássico, vistoso e muito eficiente. Mas é um tenista instável, já foi beeem mais, a ponto de ser donos de dois títulos em Grand Slam. Mas a perseverança e garra nao sao seus parceiros incondicionais.

A segunda coisa é que Rafael Nadal nao é aquela brastemp técnica, apesar de ter um dos melhores golpes do tênis – seu forehand. Mas tem o maior poderio mental e emocional que já vi em uma quadra de tênis e olhem que vejo quadras de tênis há décadas. Às vezes penso o que seria acordar de manha e a primeira coisa que entraria em minha mente seria o fato que naquele dia eu teria que enfrentar o Animal em uma quadra de tênis – terrível. Acho que foi assim que Wawrinka acordou ontem antes da tunda que levou. Pelo menos pareceu.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:23

Determinaçao de ouro

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A final masculina de Wimbledon pode ser dividida em dois atos. Antes e depois da chuva. Nao é a primeira vez que uma interrupção tem influencia no resultado de uma partida e nao será a última. O perigo é conhecido por todos e, lógico, a vantagem fica para aquele que se preparar melhor para tirar mais vantagem do imprevisto. E nao foi uma surpresa que nesse quesito mental Novak Djokovic também fosse melhor do que Roger Federer.

Quando dois oponentes se enfrentam em uma quadra de tenis uma série de qualidades, e deficiências, farao a diferença no resultado. Nem sempre basta uma ou outra característica. Quando os cachorroes se enfrentam tudo que está à mesa faz diferença. Todos conhecemos as qualidades de Federer. Infelizmente, para os apreciadores do tenis-arte, aprendemos a conhecer também suas deficiências. Se um dia o mundo afirmou que O Boniton era o melhor da história, a insistência de suas dificuldades ao enfrentar, e bater, seus maiores rivais – Nadal e Djokovic – pode um dia levar a essa idéia ser revisitada. É óbvio que Roger tem muuuito para mostrar a seu favor na sua carreira, mas ele nao é mais dominante no circuito, como um dia foi; desde de que Rafa surgiu. Com Rafa tem um H2H bem negativo (10×23) e com Djoko agora tem um H2H empatado(20×20) e a história segue. E convenhamos, mesmo aos 33 anos, Roger nao perde jogos por fator físico – o cara está impressionantemente bem fisicamente, para o que se deve tirar o chapéu – e sim por sutis fatores técnicos e, especialmente, mais claros fatores mentais, sendo estes dois os principais quesitos (junto com o físico) em um tenista.

Novak é o melhor jogador da atualidade, e já faz algum tempinho. O cara se preparou para chegar, e ficar, lá. É um atleta de A a Z. Investiu na carreira, em múltiplos quesitos. Nao teve receio de inovar, buscar, errar e acertar, ao contrário de seus rivais, que escolheram se acomodar em seus círculos de conforto. Cresceu com Marian Vajda, mas buscou alternativas de caminhos, desde lá trás com Todd Martin, que nao trouxe à mesa o resultado esperado. Recentemente buscou a companhia de Boris Becker, mesmo ao risco de prejudicar seu relacionamento com Vajda. Boris e Vajda tem diferentes histórias, visoes e posturas. Novak bancou a mudança. Assim como bancou, na hora certa, o afastamento de seus pais do seu circulo profissional imediato. Hoje ainda vemos a família de Roger, Nadal (que misturou com certo sucesso família e profissao) e Murray nos boxes. A de Novak, que era a mais participativa, e talvez por isso, assiste pela TV.

Novak buscou melhoras em cada aspecto de seu jogo, novamente ao contrário de seus rivais. O backhand de Rafa melhorou bastante, mas também tinha um universo para melhorar. Seu saque é bem pouco melhor do que quando tinha 20 anos. Pouca coisa melhorou drasticamente no jogo de Federer – até porque ele nao buscou essas melhoras, e nem eram tantas porque o cara já veio quase perfeito. O que melhorou, tanto nele como no Rafa, foi a progressão normal dos tenistas que ficam anos jogando e vencendo no circuito, algo que todos eles fizeram. Djoko buscou mais. Nao vou nem mencionar a revolução que fez em seu corpo, sua dieta, sua câmera hiperbárica. Mas ele melhorou barbaridades o seu serviço, algo de se tirar o chapéu, já que nao tinha um movimento clássico como Federer. Melhorou, e muito, seu forehand. Nao só a técnica, como seu approach mental ao golpe, sendo mais agressivo e decisivo com ele – acho que este seu verdadeiro pulo do gato. Seu revés foi progressivamente melhorando, sendo atualmente o golpe mais temido do circuito, tamanha a confiabilidade e a força de seu contra ataque. É duríssimo para um adversário ver seu principal golpe de ataque – a direita na diagonal – ser neutralizado e, pior, virar contra si próprio, já que Djoko é um mestre em usar a força do golpe adversário.

Novak é um tenista que pensou e se preparou para ser o melhor. Fez tudo isso tendo como sua principal qualidade a perseverança, algo que ressalto desde que o vi jogar mais amiúde no US Open anos atrás ainda como sessenta e pouco do ranking. Foi imaginando, e realizando, tudo que poderia para melhorar cada dia mais. Um campeao construído de A a Z. Um tenista que ainda hesita e entrega a rapadura em certas horas porque é bem humano, mas um tenista que tem como meta maior melhorar a cada temporada, a cada torneio. E nisso, podemos afirmar, tem sido um sucesso.

Assim sendo, mais uma vez o título de Wimbledon está em ótimas maos. Djoko veio à final de Londres sob pressão, por ser #1 do mundo e por ter deixado escapar a final em Paris. Com certeza nao queria repetir a dose. Além disso, a vitória era uma maneira de nao deixar seu mega rival Federer vencer mais um GS e, mui importante, igualar os números da rivalidade. Pressão é o nome do jogo. Venceu o 1o set no TB e perdeu o 2o também no emocionante TB, o que o deixou bem irritado, inclusive pela insana torcida das arquibancadas pelo adversário.

Mas Roger, sendo Roger, deu aquela conhecida colher de chá no início do 3o set, perdendo bobamente o serviço no 1×3, após ter ficado mais de 150 games sem perde-lo até as 4as ( nao sei como o cara se permite essa bobeada em um momento crucial de sua carreira, no que talvez tenha sido sua derradeira chance de vencer um GS e após ter virado a partida vencendo o 2o set) – o que decidiu a partida. Imagino que após a interrupção pela chuva – no meio do 3o set – Becker o pegou no vestiário e colocou a pergunta de U$1 milhao de dólares. “Quem vai tirar vantagem dessa interrupção? Você ou o suíço ali ao lado?” Talvez nao exatamente com essas palavras. Lembrando que Boris nao teve nenhuma inibição em afirmar, em seu recentemente lançado livro, que Roger e Novak nao só nao sao amigos como nao se gostam. Novak voltou à quadra focado – bem mais focado do que o adversário – e soube administra a vantagem. No quarto set, mais uma vez fez o mesmo, enquanto o adversário, que nao vence um GS há três anos, atirou a toalha emocional. Para ser campeão há que se ter nervos de aço e uma determinação de ouro. Novak teve.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 15:45

Oportunidades

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Pelo menos para nós, o jogo mais interessante da primeira rodada de Wimbledon será entre Thomaz Bellucci e Rafael Nadal. Falando em uma oportunidade de ouro…

A primeira rodada de Wimbledon é sempre um incentivo às zebras. Mas tem que se aproveita-la. Nadal ganhou um torneio preparatório, perdeu na 1a rodada de outro e passou esta semana jogando partidas-exibiçoes. Ou seja, foi para o pau porque sabe que a coisa está feia para ele. Bellucci nao jogou nas duas primeiras semanas e perdeu para um (ótimo) juvenil nesta. Apesar da oportunidade da zebra, o espanhol parece mais preparado para a primeira rodada do que o brasileiro. Bellucci tem um tremendo serviço, a grama deve estar rápida no início e o espanhol sentindo um urubuzinho no ombro. Vamos ver quem lida melhor com as circunstâncias – mas é uma oportunidade.

Na mesma linha de oportunidades de 1a rodada, o atual campeão, Novak Djokovic, terá pela frente o Philip Kholschreiber, que nao é nenhuma flor que se cheire e tem uma esquerda venenosa na grama e para o estilo do Djoko. O alemão gosta de engrossar jogos e atrapalhar adversários-cachorroes. Infelizmente nao tem o mesmo gosto por vencer essas partidas na hora da onça beber água. Mas será uma partida para lá de interessante e que, aposto, o Djoko nao gostou.

Lleyton Hewitt joga seu ultimo Wimbledon, torneio que, por mais incrível que pareça, um dia venceu. Pode passar pelo Niemenem, mas aí pega o vencedor do jogo acima.

O Joao Feijao pega o Giraldo. O colombiano tem um jogo plano, bom para a grama, mas ruim para quem está sem confiança. Mas está em péssima fase. Uma oportunidade para o brasileiro, que também está em fase de chorar. Alguém vai ficar muito feliz.

O Klizan e o Verdasco, jogo equlibrado, devem jogar cinco sets para ver qual canhoto passa à 2a rodada de Wimbledon.

O Kirgyos e Schwartzmann se enfrentam. Pode existir dois adversários mais opostos? Um saca demais. O outro de menos. Um grandao e o outro minúsculo. Mas eu sou fa do argentino. Esse cara faz das tripas coraçao e tiro meu chapéu para ele a qualquer hora. Será um jogo curioso.

Berdich e Chardy será outro jogo que pode acontecer coisas. O checo deve ganhar, mas a francês, seu saque e o tanto que abre o braço para bater sao um tanto fantasmas.

Gulbis e Rosol se enfrentam. Está aí um confronto que pode acontecer qualquer coisa. Pode sair até pernadas. Será que vao mostrar?

Muitos jogos equilibrados e muita diversão garantida na 1a rodada. Mas o pessoal só fala que Djoko, Wawrinka, Cilic, Nishikori, Kirgyos e Raonic estao no mesmo lado da chave. E do outro tem Federer, Murray, Tsonga, Berdich e Ferrer. Fica claro que a de cima ficou mais competitiva, por conta do estilo dos jogadores – mais gramistas para incomodar os favoritos. Mas jogo é na quadra.

Voces podem ver mais notícias, fatos e fotos no Facebook no “Tenisnet-Blog do Paulo Cleto”.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Wimbledon | 16:30

Uma terceira semana

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Wimbledon começa na próxima segunda-feira. Li algumas coisas sobre o evento na nossa internet. A maioria fala sobre a divulgação dos cabeças de chave, os eventos jogados sobre a grama e a preparação dos tenistas para o evento mais carismático do calendário. O curioso é que nada li – o que nao quer dizer que nao exista algo por aí – sobre o maior diferencial de Wimbledon 2015.

Durante mais de 80 anos franceses e ingleses, que nunca se entenderam em muitas coisas, a nao ser nas próprias diferenças, enficaram os pés sobre as duas semanas que separavam seus dois maiores torneios de tênis; Roland Garros e Wimbledon. As duas semanas sempre foram consideradas nao suficientes para realizar uma transição eficaz e necessária entre as quadras de saibro e as de grama. Até o ano passado, os tenistas faziam da tripa coração para se ajustarem à velocidade, ao quique diferente, as diferenças técnicas e táticas exigidas na transição. E chiavam. O que nunca adiantou.

Nem franceses queriam adiantar, nem ingleses queriam atrasar em uma semana. Ambos apresentavam inúmeros argumentos próprios de quem nao quer saber de mudar. No fundo, faria mais sentidos os ingleses mudarem do que os franceses, já que as semanas existentes da temporada européia sobre o saibro eram exíguas, enquanto após Wimbledon existia uma margem maior de acomodação. Mas durante décadas os ingleses fizeram ouvidos de mercador aos pleitos dos tenistas, o que era mais uma extensão do descaso com que o evento tratava suas principais e únicas estrelas – os tenistas.

Em 2012, o novo chefe do torneio, Philip Brook, mostrou ser tao capaz de formar raciocínios para firmar uma posição quanto seus precursores, só que com a posição contrária a eles. Por A+B colocou seus argumentos, parte deles sobre contratos televisivos e acomodações ao calendário de outros eventos na Inglaterra, como F1, mas reconhecendo que a mudança trará, enfim, benefícios em diversas áreas do esporte/tenis, em especial aos tenistas. Os ingleses finalmente cediam.

Por conta disso, a preparação dos jogadores para Wimbledon, que sempre foi uma questão mal resolvida, mudou bastante este ano. Uma semana a mais sao 50% a mais! Provavelmente o que alguns tenistas estão fazendo este ano, nao será necessariamente o que farão o ano que vem. Vai depender do quanto eles, e seus colegas/adversários se dao bem, ou mal. Após Wimbledon 2015 cada um irá olhar a preparação e o resultado próprio, e dos outros, conversar com seus técnicos e, se necessário, realizar ajustes para 2016.

Como se preparar nunca teve uma formula única e mágica. Alguns se sentiam mais confortáveis com algumas decisões, outros com coisas diferentes. Alguns queriam jogar torneio e manter o “match play”, outros queriam treinar golpes específicos sem a pressão do resultado. Outros ainda mesclavam, inclusive com os torneios-exibiçoes.

O denominador comum é que era algo único no calendário e mal resolvido. Isso porque já tinha melhorado muito nos últimos anos. Os ingleses sempre foram extremamente ciumentos de suas quadras de grama e muito displicentes, para manter a elegância, no tratamento aos tenistas. A nao ser, of course, com alguns pouquíssimos, as estrelas, que tinha um tratamento diferenciado, especialmente na questao mais nevrálgica; a disponibilizaçao de quadras para treino, valiosas para se entrar no ritmo da grama.

Além dos torneios preparatórios, que agora acontecem nas três semanas anteriores, existiam também, na semana anterior, eventos exibições realizados por clubes exclusivos e para pouquíssimos tenistas. Na verdade, sempre foi uma maneira desses poucos terem quadras para jogar/treinar, uma raridade mesmo na Inglaterra, e ainda receber uma graninha. Hoje em dia esses eventos sao mais sofisticados, a grana é um pouco mais alta, mas a idéia segue a mesma. Eles jogam por uma grana fixa, sem a pressão de resultado e aproveitam para entrar no ritmo da grama.

Este ano, o campeão do ano passado, Novak Djokovic, optou por nao jogar nenhum torneio e participar somente de um desses evento-exibiçao nesta ultima semana, assim como havia feito em 2014 quando ganhou Wimbledon. Achou melhor nao mexer.

O “The Boodles” existe há 15 anos e é jogado em Stoke Park, Londres, um elegante hotel-country club, mantendo a longuíssima tradição de exclusividade – de publico e de tenistas. Os jogadores só participam se convidados pelo evento (nao existem inscriçoes) e jogam muito à vontade, sem nenhuma preocupação de resultado. Sao encorajados a permanecer no local, pelo menos um pouco, após as partidas e se misturar com os elegantíssimos fas.

Sao poucos lugares para o publico e custam uma grana. Os ingressos sao um pacote que inclui almoço fino, chás das cinco, conversa com os tenistas, champanhe, estacionamento e atenção por parte das hostess. O necessário para se passar uma tarde de prazeres. Para os tenistas, uma boa maneira de ter uma quadra assegurada e um companheiro para seu treino, além de uma grana.

Rafael Nadal, por outro lado, jogou dois eventos preparatórios; Stuttgart, onde venceu, e Queens, onde perdeu na 1a rodada. Provavelmente nao ficou contente com o segundo resultado, após o sucesso da primeira. Ele nao tinha aceito o convite para The Boodles, mas na ultima hora ligou para o diretor do torneio e foi rapidamente encaixado. Ainda está se achando com o novo formato.

No fim, uma verdade deve permanecer. O tenista só “entra” no torneio de Wimbledon lá pela terceira rodada. Até entao é um mar de inseguranças e surpresas que a grama oferece e exige.

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Boodles 2013 at Stoke Park in Buckinghamshire. (Photos by Jordan Mansfield)

 

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domingo, 14 de junho de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino, US Open | 19:49

E a reciclagem?

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Sentado nos ótimos assentos da imprensa escrita na Quadra Central de Roland Garros, acompanhando um jogo de Andy Murray que só ficava interessante nas horas da onça beber água, eu trocava figurinhas com um ex tenista brasileiro. Em certo momento, a conversa foi para o futuro imediato do tênis, após por ele ser colocada a consideração, entre outras, de que Roger Federer está mais para um fim de carreira de luxo e qualidade e Rafa Nadal tem um futuro tao incerto, considerando sua carreira, quanto a nossa economia.

A colocação do amigo era que os organizadores do tênis masculino profissional estão preocupados com o que vai fazer o publico sair de casa e, principalmente, ligar a TV no tênis, ao invés de surfar no mar de alternativas esportivas atualmente disponível. O rapaz olhava para a quadra e, levantando as sobrancelhas, lançava; vai ser esse cara? – enquanto sua carinha entregava que nao colocava nenhuma fé em estar ali a resposta. No Djokovic?, perguntava entao, levantando a velha questão de que o servio – provavelmente o tenista mais completo na atualidade – nao consegue encantar o publico em geral, apesar de ser o que mais tenta.

O azar de Djoko talvez seja conviver com aquela que deve ser considerada a maior rivalidade da história do tênis, estando ele sempre um passo atrás, até que ambos estivessem prontos, mesmo a contragosto, para lhe entregar o bastão. De qualquer maneira, também nao será um Nishikori que salvará a pátria, a nao ser a asiática, onde é um fator. Ou seja, a pergunta de 1 milhão que começa a afligir o pessoal é que acontecerá após a época Fedal. O que enxergam, pelo menos é que se ouve pelos corredores, nao é tao óbvio. Quem serão os protagonistas do próximo “Fedal” ou algo parecido? Uma boa rivalidade é a melhor coisa para revitalizar um esporte, especialmente o tênis, com sua forte característica individual. E uma grande rivalidade exige excelentes qualidades técnicas e carisma pessoal dos envolvidos.

Uma outra coisa que conversamos foi sobre o fator idade no tênis atual. Na verdade, um tema um tanto mais complexo, e que derivou, e complementa, o primeiro. Parece que, concomitante, os novos tenistas estão tendo dificuldades em “estourar” com a mesma prodigalidade de antes, enquanto os tenistas mais velhos estão durando mais no circuito. Estes, com a experiência adquirida, junto com suas qualidades técnicas apuradas pelo tempo de competições, estão conseguindo manter os mais jovens à margem do sucesso, o que impede, óbvio, também que a confiança destes aflore com a velocidade esperada. E porque isso é possível? Entre outros fatores, o preparo físico do atleta atual, em especial o do tenista, mudou drasticamente e permite que eles se mantenha competitivos em uma idade que antes já sofriam para acompanhar o vigor dos mais jovens. Nao só o preparo físico, mas também a alimentação mais cuidada e orientada, os suplementos legais disponíveis que ajudam na tao importante recuperação.

E nao é só isso. Hoje os tenistas ganham muuuito mais dinheiro, o que os mantêm ainda mais motivados, já que o dinheiro que entra com um vigor que provavelmente nao virá em nenhuma outra fase, ou atividade, de suas vidas. Além disso, sao muito mais bem tratados nos torneios, tendo suas vontades e necessidades atendidas nos mínimos detalhes. Um dos diretores do Torneio de Roma disse que semanas antes do evento eles recebem uma lista detalhada do que deve ser disponibilizado no restaurante do local para atender a restrita dieta de Novak Djokovic. Atualmente os melhores tenistas viajam com uma comitiva para cuidar de todas suas necessidades; fisio, preparador físico, massagista, manager, aspones, rebatedores etc, para que só lhes reste entrar na quadra e dar nas bolinhas. O resto é a comitiva ou os organizadores que atendem.

Além disso tudo, emocionalmente também ficou mais fácil, em inúmeros aspectos, ficar no circuito anos a mais do que era o padrão. Hoje os tenistas podem conversar com membros de suas famílias, namoradas, casos, agentes, banqueiros, técnicos etc por Skype/Facetime etc. O cara viaja, mas segue próximo de casa. Tem cara que pede o jantar no quarto do hotel, coloca o Ipad na sua frente, com a imagem da família jantando no outro lado do mundo com o Ipad na mesa. Pode parecer maluco – e é – mas tudo isso faz uma enorme diferença na mente e coração do atleta. Nao muito tempo atrás o tenista ligava, quando muito, uma vez por semana para casa, sendo o padrão uma vez a cada duas ou três semanas. Poucos anos atrás eu entrava no lobby do hotel pouco antes da hora do jantar, onde existia free wi-fi, e quase todos estavam lá com seus headphones e computadores falando “sozinhos”. Hoje já ficam no quarto, já que agora é padrão os hotéis oferecerem free wi-fi nos quartos. Tudo isso tem feito a vida do tenista mais fácil, permitindo e incentivando carreiras mais longas e prosperas, o que, novamente, se constitui em uma forte barreira para os mais novos. Nos últimos 10 anos somente um jovem surpreendeu e venceu um Slam – Del Potro, em New York, às vésperas de completar 21 anos. No resto das vezes, foram somente os Fab4, Wawrinka aos 28 anos e Cilic aos 26 anos. É um muito pouco para reciclar campeões.

 

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terça-feira, 26 de maio de 2015 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Masculino | 21:13

Justo?

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O mundo está de ponta cabeça e nao é de hoje. Por isso nem chego a me espantar com que vejo, ouço e leio. As pessoas falam cada coisa e, o pior, é que o resto nao diz nada como se fosse natural. Como o blog é de tênis, fico restrito ao assunto, mas o problema é universal e o tênis é só um micro do que acontece por aí.

E aí perguntaram ao Nadal se ele tinha mesmo pedido o afastamento do brasileiro Carlos Bernardes de seus jogos. Em entrevista ele confirmou que pediu a ATP. Nao bastasse o cara fazer um pedido desses, como o orgao responsável pelo circuito e pelos tenistas vai lá e obedece.

O caso de Nadal e Bernardes nao é de hoje, mas ficou pior no Rio de Janeiro. Para quem nao lembra, teve aquele incidente bizarro quando Nadal saiu da quadra para ir ao banheiro e, aproveitou, trocar de uniforme. Pois nao é que o maluco voltou para a quadra com o shorts de trás para a frente?! Jogou uns pontos quando viu que a coisa nao iria progredir – especialmente na hora de pegar a bola do bolso ou puxar as cuecas. Pois o cara pediu para voltar ao banheiro. Bernardes disse que se saísse levaria uma advertência. Nem sei mais se era o caso de deixar o cara trocar o shorts ou nao. Regras existem e devem ser cumpridas. Mas nao é todos os dias que neguinho veste shorts ao contrário.

Também nao é de hoje que Nadal força a barra com os juízes. Ele dentro da quadra e o tio fora delas, com os organizadores. Estão sempre a reclamar se as coisas nao sao do jeito que querem. Parece político brasileiro, que se acham acima do bem e do mal – uma regra para todos e outra para mim, que sou melhor do que o resto. Sei nao. O pior é que o cara ainda se faz de indignado, como se estivesse certo. Pior ainda. Confessa. Pior ainda, o que a ATP tem a dizer para se defender? Mas o rapaz acha que fica tudo bem se disser que nao é pessoal e que até gosta do Bernardes. Mas atrapalha (cumprindo as regras, especialmente a do tempo entre pontos, que Rafa insiste em quebrar e pressionar qualquer um que tente enquadra-lo)).

Como jornalista nao pede oportunidades, hoje levantaram a questão para Novak Djokovic, que saiu smashando, mesmo sem dizer nomes. Perguntaram o que ele acha de um tenista vetar um juiz. Sem pestanejar, disse que nao é justo tenista vetar juiz. Algo que nao foi dito em referencia a Nadal, mas que teve repercussão imediata e endereço conhecido.

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segunda-feira, 18 de maio de 2015 Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 16:17

O cara pra Paris

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Após Roma, a pergunta que nao quer calar: tem alguém que possa tirar o título de Roland Garros de Novak Djokovic?

Rafael Nadal terá que fazer sua maior mágica para ganhar mais uma vez. Acho difícil. Além de estar mais vulnerável, perdeu um pouco o respeito dos adversários, que começam a vê-lo como uma boa oportunidade de saírem bem nos jornais. Ele teve algumas oportunidades nos torneios preparatórios, mas nao conseguiu levantar para o patamar necessário.

O Boniton Federer é uma boa maneira de se ganhar uma graninha de um amigo mais desavisado. Federer está naquele ponto em sua carreira que vence muito tenista bom, mas nao ganha a grande final. O cara é #2 do mundo, mas nao vai levar Roland Garros. Sao jogos no saibro e 5 sets, onde o tenista tem que estar disposto a comer o pao que o diabo amassou. Algo que saiu do radar do Boniton. Sua final em Roma foi lastimável. Primeiro falou que o Djoko nao é o Nadal no saibro. Falou pra que??? Lutou o primeiro set e perdeu. Quando nao levou, largou. Feio.

Bem, tem o Ferrer. O cara é encardido, mas empaca quando enfrenta os manjados cachorroes. Pode até chegar à final, mas….

Teve um dia, na semana retrasada, que eu pensei: vou ganhar uma grana apostando no Nacional Kid. Isso pelo perigoso tenis que vinha jogando. Mas aí se encolheu total contra o Murray em Madrid (aquilo foi horrível) e o Novak em Roma. O cara ainda nao tem “nome” pra ganhar dos caras.

E ia falar do Berdich, mas aí achei que iria perder a moral com meus leitores.

Tem o Murray. Mas quem aposta $100,00 no Bibi? Bem, eu aposto. O cara é maluco mesmo, vai que leva. Porque jogo ele tem. Mas a cabecinha…

Tudo isso pra dizer que, após Roma, fica claro que o cara é mesmo o sérvio. Está jogando muito, sólido, confiante e nas pontas dos cascos. Exatamente como deve ser para vencer um torneio complicado como Roland Garros.

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