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Arquivo da Categoria Porque o Tênis.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Light, Porque o Tênis. | 12:32

Irritação e qualidade

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Às vezes fico um pouco irritado com a posição de alguns leitores, e outros torcedores que encontro por aí afora, e o desdém que encaram a imensa maioria dos tenistas, com a exceção daqueles que elegeram como ídolos. O que mais me irrita é a maneira como chegam a desprezar qualquer um que não esteja ganhando Grand Slams ou brigando diretamente para tal. O negócio chega a ser tão ridículo que tentam menosprezar jogadores de enorme qualidade como se fossem pouco mais do que meros carregadores de malas em aeroporto, sem desmerecer a classe.

A maioria dessas pessoas não tem muita, ou nenhuma, ligação com o esporte. Se tem a escondem muito bem ou, pior, não tem nenhuma estima pelo que fazem. Não descarto também a possibilidade de simplesmente desmerecerem outros por conta da frustração interior de não conseguirem se sobressair em algo. Sei lá o que é, mas é irritante.

Desconhecem as dificuldades enfrentadas para se tornar excelente em uma atividade qualquer, em especial a esportiva, e, mais em especial, a tenistica. Isso porque o tenista, para se sobressair, tem que comer a pão que o diabo amassou por toda sua adolescência e mais um tanto, além de possuir, e construir, uma série de qualidades. E essas qualidades têm que, lógico, ser em maior número e mais fortes do que as deficiências que todo ser humano carrega. Ao contrário de um atleta de salta com vara, por exemplo, tem que ser execente técnica, fisica e emocionalmente, além de lidar com um adversário tentando destruí-lo. Quando escrevo sobressair, lembro os milhares que naufragam antes de se posicionar entre os profissionais que tem uma carreira dentro do tênis – algo ali em torno dos 150 do ranking mundial.

Tenho certeza que a maioria dos meus leitores ficaria contente se, entre os 20 e 30 anos de idade, pudesse gerar uma renda semelhante a esses indivíduos ou, mais realistamente, se pudesse gabar de estar entre os, digamos, 100 melhores do mundo em suas respectivas atividades. No meu ponto de vista, qualquer pessoa dentro dessa categoria é uma pessoa que demanda respeito.

Para não me alongar no assunto – já que o tempo médio do leitor no site é de 02:18 minutos por visita – lembro que o tênis é um esporte para se curtir como certas outras atividades na vida. Existem coisas intrinsecamente intuitivas e universais para se apreciar – uma bela paisagem, uma bela forma, uma mulher boa, ou qualquer coisa de gosto pessoal.

Outras exigem que se aprofunde para serem apreciadas de fato. Um bom quadro, uma boa música, um bom vinho, muitas outros gostos adquiridos e, atento, uma boa mulher. Porque senão se corre o risco de tomar sangue-de-boi como se fosse um vinho de qualidade – um dos 100 melhores do mundo, por exemplo – pendurar o quadro de um contemporâneo enganador como se fosse um artista telentoso, e se babar por uma bunduda qualquer como se fosse uma boa mulher. Aliás, mais uma razão porque admiro tanto Federer como Nadal. Eles sabem o que um bom homem precisa. E não é de uma mulher boa.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009 Porque o Tênis. | 14:29

O emocional

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Confesso que o interesse dos leitores pelo emocional do jogo de tênis, demonstrado nos comentários recentes, me motiva, já que essa é a faceta mais interessante do jogo para mim. São infindáveis as histórias e exemplos que conheço e vivi – jogando, assistindo, envolvido ou não.

Acho que poderia ficar dias discutindo e comentando o assunto. Penso que tenho me omitido porque, no meu entender, é um assunto que só interessa realmente àqueles que jogam e, de alguma maneira, vivenciaram o drama, a importância e o diferencial do emocional no tênis.

Como percebo que uma boa parte dos leitores é de fãs, que não necessariamente conhecem, e se interessam, o assunto, escrevi pouco. Nos comentário na TV menciono mais o assunto, até pelo o que acontece perante os nossos olhos – daí a expressão da “onça beber água”, um dos momentos cruciais do set e, consequentemente, das partidas.
Essa omissão por aqui é algo que, pela primeira vez, suspeito ser um erro, ou, no mínimo uma omissão, que pretendo corrigir – só espero não estar errado com a nova intuição.

Logo mais a primeira das histórias.

O emocional no tênis.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009 Porque o Tênis. | 12:37

Tô adorando

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Estou adorando o nível dos comentários dos leitores sobre o post “Porque o Tênis”. Algumas ótimas colocações. Fica claro, como um deles menciona, o fato de alguns leitores serem tenistas e outros meros apaixonados do tênis. De qualquer, mesmo nem todos dividindo a mesma visão, valem todas as opiniões. E como disse, em alto estilo.

Mesmo nos desmembramentos da conversa, como faz o leitor João, que discorda, severamente, sobre minha posição sobre o empate. Talvez o João não seja tenista. Talvez ele, como eu, fique até um pouco triste quando um dos tenistas sai de quadra derrotado. Ou alguem, que não seja um fanático, não ficou triste com a “derrota” de Federer em Wimbledon. Se ele chorou em Melbourne, eu derramei uma lágrima ao assistir a final de Londres. Sim, muitas vezes o empate seria mais justo. Mas quem veio a este mundo esperando justiça em todas as áreas está se expondo a grandes decepções. O tênis é, e não tão somente, um ótimo aprendizado para lidar com situações reais de vida. Sobre as várias outras coisas deste esporte eu tento, tambem, escrever aqui.

E para o leitor Alex; juro que não era para doer em ninguem. O post é só mesmo uma declaração de amor. E se vcs pensam que é algo com o Dácio, por ele comentar em outro canal de TV, asseguro que não, até porque eu sei que ele tambem é um apaixonado pelo tênis, além de ser um bom comentarista. Se em momentos temos pontos de vistas distintos, o que é normal, o foco principal é o mesmo. “That’s life, that’s tennis”.

Só uma declaração de amor.

Tênis

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quarta-feira, 15 de abril de 2009 Porque o Tênis. | 20:23

Porque o Tênis

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Acho que vou criar uma seção no blog chamada “Porque o Tênis”. Porque volta e meia surge algo para me relembrar do porque sou apaixonado por esse esporte. Desconfio, no meu intimo, que não são exatamente as mesmas razões de todos os meus leitores, o que não me impedirá de dividir as minhas razões e conhecer a de vocês. Por isso, daqui para frente, quando surgir um fato relevante, pelo menos na minha visão, e eu conseguir escrever a respeito, farei um post. Sejam meus convidados para fazer o mesmo.

O que me pegou hoje foi o jogo entre o gentleman Nicolas Lapentti e o maluco-beleza Marat Safin. Confesso que quando liguei a TV não sabia por quem torcer, ou melhor, por quem sofrer. Porque o jogo oferecia ambas as oportunidades.

Só assisti o terceiro set, a partir do 2×0 Safin. O que aconteceu daí para frente foi uma montanha russa de emoções, bem ao gosto de quem vibra com as alternâncias e possibilidades que o jogo oferece.

Ao contrário do que o comentarista da TVcomentou, e mesmo o que alguns leitores escreveram, não vejo a coisa pelo prisma sugerido. Como fã não acompanho a partida julgando e condenando os jogadores por suas falhas e deslizes. Especialmente em um jogo equilibrado como esse.

Só para lhes fazer salivar, se não acompanharam esse terceiro set, Safin abriu 4×0, perdeu os dois brakes, quebrou novamente no 4×4, sacou para jogo no 5×4 e não conseguiu fechar, estraçalhou sua raquete, pirou e perdeu o primeiro ponto do game seguinte por conta de uma punição. Lapentti sacou no 6×5, teve dois match-points, não conseguiu fechar, perdeu seu saque, abriu, se não me engano, 4×1 no tie-break, perdeu a vantagem e ainda encontrou uma maneira de ganhar o jogo. Tudo isso recheado de alternâncias emocionais e pontos maravilhosos.

Na minha visão, são dois tenistas experientes, talentosos lotados de possibilidades tenisticas, atualmente considerando a aposentadoria e lutando, dentro de seus limites, para acompanharem as dificuldades do circuito. O jogo que apresentaram foi lindíssimo e de alto padrão. Se os erros aconteceram, eu lembro que o jogo de tênis exige, o tempo todo, que cada um dos oponentes tente sempre desequilibrar e destruir o adversário, uma exigência mental desconhecida e incompreensível por quem nunca viveu situação semelhante.

Se os dois em quadra não são um Nadal da vida, ótimo, até porque o meu saco tem limite para Nadal, Federer e perfeições. Adoro ver dois atletas lidando com suas próprias limitações e apresentando suas soluções. Adoro ver um jogo jogado, disputado, sofrido e resolvido. Sim, porque a grande tragédia do tênis é que não existe empate, a coisa mais mariquinha que alguém já inventou para o esporte.

Neste jogo alguém ganha e alguem perde. Empate é para bambis.

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