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segunda-feira, 17 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:02

Os últimos ingressos

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Pessoal, amanhã é o dia da segunda leva de vendas de ingressos para as exibições de Federer e companhia. Abaixo as informações enviadas pelo pessoal da Koch Tavares, promotora do evento. Não sei se vai ter mais.

São Paulo, 17 de setembro de 2012 – O segundo lote de ingressos para o Gillette Federer Tour começa a ser vendido nesta terça-feira, dia 18, a partir das 10h, no site www.ticketsforfun.com.br/GilletteFedererTour.

Estarão disponíveis 3.500 lugares por dia para o Anel Superior e 700 lugares por dia para o Anel Inferior do Ginásio do Ibirapuera. Os valores são os seguintes: R$ 500,00 para cadeira superior e R$ 990,00 para cadeira inferior.

Na semana passada foi colocado um lote promocional à venda, de cadeira superior, que se esgotou em poucas horas.

Também estão disponíveis os pacotes corporativos para empresas. Mais informações através do email comercial@kochtavares.com.br ou pelo telefone 11 2125-8500.

O Gillette Federer Tour reunirá, de 6 a 8 de dezembro, o melhor do tênis mundial, com a participação de grandes estrelas como Roger Federer, Thomaz Bellucci, Jo-Wilfried Tsonga, Victoria Azarenka, Maria Sharapova, Serena Williams, Caroline Wozniacki, Bob e Mike Bryan e Marcelo Melo e Bruno Soares.

Serviço
Gillette Federer Tour
Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Ingressos:
Cadeira superior – R$ 500,00
Cadeira inferior – R$ 990,00

Programação:

6 de dezembro
19h30 Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo
Não antes das 21h30 Roger Federer vs Thomaz Bellucci

7 de dezembro
19h30 Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Não antes das 21h30 Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro
19h Serena Williams vs Victoria Azarenka
Não antes das 21h Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

Todos os jogos do Gillette Federer Tour serão disputados em melhor de três sets, com tiebreak.

*programação sujeita à alteração

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:15

O Público e o Tênis

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Enquanto a bolinha não começa apanhar lá pelos lados de São José, duas notícias interessantes agitaram o tênis e o seu público, cada vez mais amplo, por aqui.

Os ingressos colocados à venda para a mega exibição de Federer, Sharapova, Serena e companhia foram embora como se fossem para a final de Copa do Mundo. É aquela velha máxima que vale muito, pelo menos para São Paulo. Apresente eventos de qualidade e as pessoas comparecerão.

A procura foi tanta que derrubou servidor e tudo mais que estava pela frente. Sei de gente que acordou cedo para ficar na frente do computador e não conseguiu nada. Teve outro que me ligou dizendo que já existe um mercado paralelo, com ingressos chegando a $1.500,00.

O segundo, e último lote, será vendido na próxima terça-feira, 18/09, a partir das 10h. Estarão disponíveis 3.500 lugares por dia para o Anel Superior e 700 lugares por dia para o Anel Inferior do Ginásio do Ibirapuera. Informações podem ser obtidas no link www.facebook.com/GilletteBrasil, e os ingressos serão vendidos no site www.ticketsforfun.com.br/GilletteFedererTour. Os valores serão divulgados na data de início da venda. O que significa que deve custar mais do que os primeiros. Dizem que o que era $350,00 pode chegar a $500,00, no anel superior, e as numeradas do anel inferior podem chegar a $1.200,00. Os camarotes próximos à quadra serão corporativos. Para estes, os interessados podem ligar direto na Koch-Tavares; 11-2125 8500.

A outra notícia que surpreendeu o tênis foi a de que os canais ESPN perderam os direitos do torneio de Roland Garros, que era a grande joia da casa, para a Rede Bandeirantes. A TV paulista assinou os direitos pelos próximos cinco anos, a partir de 2013.

Um fator importante para a conquista da Bandeirantes foi o fato oferecer ao torneio francês a certeza de que o público brasileiro poderá acompanhar o evento em diferentes plataformas. O torneio estará presente, em diferentes formatos, em plataformas como a TV a fechado do grupo, a Bandsports, na Radio Bandeirantes, uma das maiores do país, internet, telefonia móvel e aquilo que provavelmente foi um grande diferencial para os franceses, a presença na TV aberta.

As semis e as finais de Roland Garros estarão na Rede Bandeirantes, ao vivo, ou compactos ou mesmo em vídeos, algo que será decidido mais tarde, e que o público da TV aberta faz tempo não tem a oportunidade de ver.

PS: A partir do início de Outubro haverá sérias mudanças no Blog do Paulo Cleto, inclusive com a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:19

Alterações

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Sempre me causou estranheza quando decidem legislar sobre o que já está legislado. Como se algo não ficou claro da primeira vez e aí há que se reescrever o mesmo para ver se na segunda vez cola.

Hoje, a ATP distribuiu nota informando duas “alterações” nas regras de seus torneios, já que somente a FIT pode deliberar sobre mudanças na regra do jogo. Problemas de alçada, mas deixemos para lá.

A primeira mudança toca no assunto acima e fala sobre o intervalo de tempo entre um ponto e outro, algo que a regra explicita bem, mas que a ATP, e a FIT também, tem escolhido se omitir na hora de fazer valer. No ATP Tour é 25 segundos que os tenistas têm para o sacador bater na bolinha após o término do ponto anterior.

A mudança dita: “a partir de 2013, no ATP World Tour e no ATP Challenger Tour, uma advertência de violação de tempo será dada na primeira ocorrência. Para a segunda, e as seguintes, uma penalidade de uma falta para o sacador e de perda de ponto para o recebedor”.

O comunicado diz: “tem havido muita discussão sobre o tempo usado entre serviços. Acreditamos que a modificação dará aos juízes uma boa ferramenta para reforçar a regra”.

Eles acreditam que, como quem demora mesmo para iniciar o ponto é o sacador, quando os juízes agirem, a partir da segunda vez, ao invés de tirarem o ponto, o que eles não fazem nem se todos nós dormirmos enquanto o fulano bate a bolinha no chão, eles tirarão um único saque. Como isso só deve acontecer no 1º saque, eles terão ainda, ou somente, dependendo do ponto de vista, um segundo saque. Uma nova omissão vem em não falar quanto tempo eles terão para o segundo saque. De qualquer jeito, para aplicarem uma regra, criaram uma nova, flexibilizando a punição. A ver.

A segunda mudança é sobre o net, ou “service let” – que é quando a bola toca na rede, cai na área do serviço e se repete o saque. O vôlei acabou com isso há algum tempo. Todos falam sobre acabar com isso no tênis, mas ninguém fazia nada. Agora vão testar. E vão testar no pior cenário, que é o dos Challenger, e por três meses, a partir de janeiro, para ver as reações.

Por que pior? Porque o grande, e único, problema de acabar com o net é que em cada canto do planeta a rede é segura nos postes de uma maneira. No circuito da ATP World Tour há menos discrepâncias. Nos Challengers o bicho pega. Como, pergunta o leitor?

Nos EUA, por exemplo, quase todas as redes são presas com tanta força, tencionando bastante o cabo de aço que segura a rede, que quando o saque bater na rede ele ou cairá fora, porque a bola espirra bastante, ou será uma bolinha mamão com açúcar para o devolvedor bater e vencer o ponto. Nesse cenário o que haverá de sacador praguejando contra a nova regra será uma grandeza.

Já em muitos outros países, o Brasil incluído, a tensão da rede é muito menor. Quando a bolinha bater na rede caíra, a muito contra gosto, do outro lado, transformando-se muitas vezes em ace. E aí será a vez dos recebedores praguejar contra quem teve essa ideia. A ver também.

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Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:14

Ingressos para a exibição de Roger Federer

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Recebi o seguinte comunicado da Koch Tavares a respeito da exibição de Roger Federer e colegas. Como muitos buscavam a informação, aqui vai:


São Paulo, 12 de setembro de 2012 – O primeiro lote de ingressos para o Gillette Federer Tour começa a ser vendido nesta quinta-feira, dia 13, a partir das 10h, por meio do link www.facebook.com/GilletteBrasil. Os ingressos, que contemplam os melhores lugares de cadeira superior, custam R$ 350,00 por dia, sendo que cada um terá duas partidas de exibição.

O Gillette Federer Tour reunirá, durante três dias, o melhor do tênis mundial, no Ginásio do Ibirapuera, de 6 a 8 de dezembro, com a participação de grandes estrelas como Roger Federer, Thomaz Bellucci, Jo-Wilfried Tsonga, Victoria Azarenka, Maria Sharapova, Serena Williams, Caroline Wozniacki, Bob e Mike Bryan e Marcelo Melo e Bruno Soares.

Os irmãos Bob e Mike Bryan, parceria de maior sucesso da história do tênis, e a dupla brasileira da Copa Davis, formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, abrem a programação dia 6 (quinta-feira). A seguir, o maior tenista de todos os tempos e atual número 1 do mundo, o suíço Roger Federer, enfrenta Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil.

No dia 7 (sexta-feira) entram em quadra a russa Maria Sharapova, segunda melhor do planeta, e a dinamarquesa Caroline Wozniacki, 11a. tenista no ranking da WTA. Fechando a programação, Bellucci enfrenta o francês Jo-Wilfried Tsonga, oitavo do mundo.

O Gillette Federer Tour termina dia 8 (sábado) com a bielorussa Victoria Azarenka, número 1 do mundo, enfrentando a norte-americana Serena Williams, quarta do ranking. Em seguida, mais uma apresentação de Federer, que vem pela primeira vez ao Brasil, desta vez contra o francês Tsonga.

Os demais ingressos serão vendidos em datas e valores a serem divulgados na página de Facebook de Gillette.

Serviço
Gillette Federer Tour

Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro
19h30 Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo
Não antes das 21h30 Roger Federer vs Thomaz Bellucci

7 de dezembro
19h30 Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Não antes das 21h30 Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro
19h Serena Williams vs Victoria Azarenka
Não antes das 21h Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 12:12

O hímen

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Assim que acabou a final ontem fui ao computador para colocar a foto de uma Romi Isetta no ar. Frustração. A internet da NET não funcionava – e quantas vezes não têm funcionado recentemente.

Esse negócio de torcer realmente não é para mim. Todos sabem o quanto venho esperando pelo primeiro título de GS do MalaMurray. Cansei de ler por aqui os sofasistas descendo a lenha nele, afirmando que era um tenista menor, com um jogo sonolento. Sei. Mesmo assim, ontem houve alguns momentos que me peguei torcendo pelo Djoko. Poucos.

Desde que Roger Federer ganhou seu 2º Wimbledon em 2004, os títulos de GS, e foram 33 deles, ficaram nas mãos de somente três tenistas – Fed, Rafa e Djoko – com a honrosa exceção de Delpo em NY 2009 e Safin no AO 05. E, não tão coincidentemente, este ano foi o primeiro, desde 2003, que tivemos quatro diferentes tenistas vencendo os quatro GS. Aleluia!

Uma única semana separa o nascimento de Murray e Djokovic e vejam a diferença do que um conquistou e o outro. É uma questão de experiência, ou experiências, boas e ruins. O Murray teve experiências piores, imagino. Afinal, se Djoko conseguiu sair da Sérvia antes que as balas começassem a passar por perto de sua cabeça, Murray viu algumas estourando as cabeças de seus colegas de classe.

E a velha história do ovo e da galinha, o que vem antes? Murray não vencia um GS porque não estava preparado, mental e tecnicamente, ou porque não vencia não ficava pronto?

Esse hímen mental um dia tem que ser rompido para se atingir o clímax tenistico. Como cada um rompe essa barreira é uma história aparte. Murray, dava para ver pela sua criticada postura, não tinha lá muita confiança e autoestima. Isso ele deixou claro, mais de uma vez, na sua entrevista pós-título. Ele sempre duvidava ser capaz de vencer um GS. Até mesmo ontem duvidou.

Quando acabou o quarto set, as piores sombras devem ter invadido seu coração. Achou que era uma boa hora para ir fazer um pipi ou algo mais, nos vestiários. Diz que aproveitou para pensar no que havia mudado nos dois últimos sets para mudar novamente.

Dois momentos foram determinantes na partida. O tie-break do primeiro set, que Murray levou após deixar escapar umas seis oportunidades, momento que deve ter sido o mais angustiante da partida para ele. Ao vencer o TB, sentiu-se o rei da cocada preta e jogou o seu melhor tênis no 2º set. Mas, ainda era MalaMurray – deixou o outro igualar.

Não sei, porque ele não dividiu conosco, o que pensou enquanto olhava o fundo do urinol. Mas o segundo momento determinante aconteceu logo em seguida. Se no primeiro, foi por sua obra e graça que se deu bem, no segundo, foi pela bobeada do adversário, e uma mãozinha da sorte, que lhe concedeu um “net” em momento crítico no 1º game. Novak perder o serviço de cara, sabendo que o outro rastejava pelos últimos anéis do inferno após perder uma vantagem que o narrador da ESPN jurava ser irreversível, foi uma bobeira digna para se perder uma final. Perder dois saque seguidos então foi coisa para se auto flagelar com a convicção de um Opus Dei.

Novak ainda tentou reverter sua sorte dignamente no 2×3, quanto teve bola para quebrar de volta, o que teria mudado o jogo novamente, e não conseguiu, para em seguida perder seu saque. Não tão dignamente no 2×5, quando foi acometido por uma contusão não esclarecida, e por conta disso pediu um time out na hora do oponente sacar pelo título, algo que não caiu tão bem com o público que o vaiou sem piedade.

Enquanto isso Murray ficou dando voltinhas no fundo da quadra rezando ave marias e padre nossos para afugentar os fantasmas. Ele confessa que só pensava onde iria sacar o 1º saque. Escolheu um saque seguro e aberto, sem nenhuma mostarda ou imaginação, jogaram um ponto sem riscos, até Djoko ter a brilhante ideia de o atrair à rede com uma curta e tentar um lob contra o vento que Murray matou de voleio de revés alto. A partir daí, alea jacta est.

Foi um jogasso, digno de uma final, pelos quesitos emoção, entrega, variações táticas, luta, pujança física. Ficou devendo na parte técnica, unicamente pelas condições adversas de vento incessante – que martírio é jogar naquele cenário; é tudo contra a ideia original do tênis de ser um esporte de acuidade. Um lado da quadra se jogava a favor do vento, enquanto que o outro contra – fora as mudanças caóticas para as laterais. Aquele estádio é um túnel de vento, um dos piores, se não o pior deles todos, em vários quesitos. Os tenistas ainda conseguiram fazer dessa situação babélica algo inesquecível. A diferença foi que Murray tem mais arsenal para as circunstâncias. Novak era uma negação quando tinha o vento nas suas costas e seu slice de esquerda era de uma feiura impar. Lembrando, Novak jogou muito tênis até a final e, até então, se mostrara mais afiado do que Murray.

E assim MalaMurray tirou o cruzcredo das costas, o que, imagino, o deixará em condições de igualdade quando enfrentar seus grandes adversários nos grandes momentos daqui para frente. Tênis faz tempo que ele tem para tal. Não tinha o emocional afinado, que era o diferencial dos outros três, sobre ele e sobre os outros. Agora sim, infelizmente, imagino, por um curto espaço de tempo, teremos quatro tenistas de primeiríssima linha lutando por títulos ao mesmo tempo. Há que se agradecer aos céus.

PS: A partir do início de Outubro haverá sérias mudanças no Blog do Paulo Cleto, inclusive com a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Foi-se o tempo da Romi. Agora vai precisar de um trem para os fãs do escocês.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino | 13:26

Redenção

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Foi a melhor final feminina em muito tempo. As ultimas que foram a três sets foram a vitória de Arantxa Sanches pra cima de Steffi Graf em 1994, mas Arantxa ninguém merece, e a vitória de Steffi no ano seguinte sobre Seles. Equilibradas mesmo, decididas na hora da onça beber água no set final como ontem, só em 1985 com a vitória de Mandlikova sobre Navratilova, uma bela zebra, em mais de um sentido (posso imaginar a cara de incógnita da esmagadora maioria dos leitores) e a vitória de Martina no ano anterior sobre Evert.

A vitória de ontem foi uma espécie de redenção de Serena, uma redenção tardia, a tenista já tem 30 anos, porém bem vinda. Depois de muita conversa em casa, mais com a mãe do que com o pai, que nem sei se estava presente, eu não o vi, Serena decidiu que iria jogar como uma dama e não como uma bagaceira, que é o que mais de uma vez o fez.

Como colocou a D. Oracene, e muito bem, ontem era mais importante a filha não perder a tranquilidade, não enlouquecer, e não ser expulsa de quadra. “É muito mais importante ela ter uma mente estável. Tinha que ser bem claro. Não se pode perder o controle”.

Anos vivendo com o Sr. Richard – o homem que, dizem, espancava a mulher, e por ela se mandou assim que deu, e não conseguiu deixar a ira e o racismo para trás, sempre jogando com o tema racismo nas cercanias das quadras – e o inimaginável sucesso das filhas deram a Sra. Oracene o equilíbrio e a serenidade para lidar com o mundo e tentar passar isso às filhas sem que elas perdessem o diferencial que as destacou no circuito.

Venus já tinha negociado melhor esse ranço, mas Serena, até pela personalidade, adorava jogar seu jeito na cara alheia, o que nunca caiu bem mesmo em New York. Não se sabe se veio primeiro a galinha ou o ovo, e se o público “sentiu” a diferença de postura. O fato é que este foi o primeiro U.S. Open que o público abraçou as tenistas negras americanas.

O clima para a final foi lançado por Serena após a semifinal, quando pegou o microfone e chamou o público ao brio: “Pessoal, sou americana, e a última por aqui. Go USA!”. Não lembro ela deixar evidente que ser americana vinha antes de ser negra.

Serena confessou, nas entrevistas pós final, que sempre sentiu uma frieza vindo das arquibancadas, para ela e sua irmã. Em finais contra outras americanas ou mesmo estrangeiras como Hingis, Jankovic, Stosur ou Clijsters a história era sempre a mesma. “As pessoas não estavam prontas para nos ver vencer ou torciam contra mesmo. Era muito estranho”.

Mais estranho é que ela acha que as coisas começaram a mudar após o incidente no ano passado, quando ela teve um ponto tirado após gritar durante o mesmo. No que a juíza estava certa e ela e o público errado. Mas quem disse que a massa tem sempre razão? Até porque ali a juíza bobeou em não explicar, como se todos soubessem as regras do jogo. Um erro começou a consertar outro – bola pra frente.

Fora isso, o jogo foi emocionante o bastante para me fazer sair correndo de casa quando o sinal caiu e assistir em bar próximo com a leal companhia da minha mulher. Ela que tem poucos anos de tênis – antes era sofasista, mas dedicação o bastante para já ter trazido seu primeiro troféu estadual para casa – até hoje é inconformada com a dificuldade de se fechar um set, em especial uma partida. Sua torcida ontem era pela Azarenka, até porque sangue novo tem prioridade. Por conta disso ficou frustrada com a inoperância a partir do 3×5 no 3º set.

Serena abriu nesse game 40×0, um nãonão por parte da bielorussa, que ainda permitiu que a outra fizesse 0x40 no seu saque. Sete pontos seguidos e perdidos na hora de fechar o jogo não vai dar certo.

Ontem Victoria descobriu, finalmente, que além de 1ª do ranking tem tênis para enfrentar e bater qualquer uma, o que, espero, vai lhe assegurar mais sucesso que outras #1 que tivemos no tênis feminino em anos recentes. Mas, ainda não foi sua hora. Serena trouxe de sua infância em Los Angeles um ou outro componente que falam alto na hora da onça beber água. Especialmente se ela aprendeu que esses componentes a servem melhor se ficarem no inconsciente, enquanto ela coloca seu foco principal no seu enorme arsenal tenistico.

Serena – finalmente feliz.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 11:18

O que é isso?

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Como é sábadão e o jogo do Djoko e Delpo acabou tarde, apelo, mais uma vez, para o corporativismo blogal. Publico abaixo o comentário do Barão do Blog que, sabe-se lá porque ficou retido na censura tecnológica. Ele nos oferece sua visão sobre a 2ª quarta de final do dia que, como enteado colocou com economia cirúrgica, se referindo à correria e à pancadaria sem dó: “o que é isso???”

A partida entre ambos foi de cachorrões loucos e babando, mostrando que esse tipo de jogador – atletas entre 1.85m e 2m de altura é uma tendência que nos levará sabe-se lá a que limites dos atletas e do tênis.

Em termos de emoções preferi o confronto entre Ferrer e Tipsarevic, dois estranhos no ninho do tênis atual. Dois jogadores de pouca estatura e ótima mobilidade, pouco talento e muita determinação, raras firulas e excelente precisão técnica, algo que só se conquista com muito trabalho. Mas, acima de tudo, são dois tenistas que colocam o coração sem freios em quadra, apresentando o que há de melhor no esporte; uma integridade ímpar que nos toca, emociona e convence que assistir a entrega total de um ser humano, em qualquer atividade, é uma das maneiras mais claras de se homenagear, e enxergar, a Deus e a nós mesmos. O que eles fizeram em quadra, em partida decidida após 4h e no TB do 5o set, também me leva a repetir o enteado- o que é isso?!?

Vamos ao Barão, em justa homenagem a um dos mais antigos, participativos, equilibrado, dedicado e queridos deste Blog, após a sacanagem da tal moderação.

Muito bom o jogo de agora à noite.

No primeiro set, o sérvio se impôs com um jogo em que tudo funcionava, desde o saque até os contra-ataques. O 6×2 foi o retrato cristalino de um set de um jogador só.

A melhor parte do jogo ficou para o segundo set. Djoko caiu de produção, o serviço passou a não entrar, as batidas começaram achar a rede ou irem pra fora, Delpo entrou em jogo e abriu 2×0, 0×30, mas a partir daí o sérvio voltou para o jogo, salvou o game e começou a complicar todo serviço do argentino.

Cômico foi ouvir o Meligeni dizer que consultou as estatísticas e aí descobriu que o aproveitamento de primeiro serviço do sérvio despencou no início do segundo set. Era só ter prestado atenção ao que rolava na quadra e possuir um HD mínimo de memória, de tanto que o Nole errou o primeiro saque.

A quebra ao sacar para o set já tinha sido anunciada nos quatro games anteriores em que o Delpo serviu, quando sempre fechou com sofrimento. No 5×4, errou um voleio-smash porque demorou a ir para à rede e depois, no 30 iguais, após afundar a terceira seguida no revés do sérvio, esqueceu de subir à rede para matar o ponto numa bola que até panga sabia que iria voltar lenta e flutuando. O sérvio fez o 30×40 ali e depois, ao quebrar o serviço da Torre, praticamente decretou o final da partida. Foi mais jogador no tie e fechou em 7×6.

A quebra no início do terceiro set sepultou de vez as chances do argentino, que mesmo jogando bem não conseguia aproveitar as poucas chances que o sérvio lhe deu. O exemplo mais claro foi no 1×2, Djoko sacando em 0×30, a bola sobrou no tê para um approach básico, mas o argentino bateu reto e a bola foi na fita. Com 0×40 seriam três chances para empatar o set e devolver a quebra, porém mais uma vez, na hora de um pouco de habilidade, ficou devendo. O resultado em 3×0 ficou previsível e cada um manteve seu saque até o Djoko cacifar o set.

Alguns pontos importantes do jogo:

– Pra quem gosta de pancadaria, foi muito bom, sendo que o segundo set foi sensacional mesmo para quem não gosta só de pancadaria;

– Djoko usou e abusou da estratégia de mexer o argentino para lá e para cá, usando sua incrível facilidade em mudar a direção da peluda. Nem precisou deslocar tanto o argentino, mas o que fez ao longo da maior parte do jogo já era o suficiente;

– Delpo saca mais forte, mas Nole saca bem melhor que ele. O argentino varia pouco e é muito previsível, o que é complicado contra alguém que devolve serviços tão bem quanto o sérvio. Já este varia mais, é menos previsível e consegue ser menos dependente de conseguir constantemente saque mais potentes;

– Uma das principais chaves do jogo foi a famosa esquerda paralela do sérvio, aproveitando o corredor livre que surge quando se desloca seu adversário para a esquerda. Fez a festa com essa bola, assim como se complicou nos poucos pontos em que ela não funcionou;

– Os voleios que eles acertaram eram meio básicos, bolas na linha da cintura, coisa que jogadores do nível deles tem quase obrigação de acertar na maioria das vezes. Contudo, nas horas em que se precisou usar de alguma variação de peso, slices baixos ou um pouco mais de mão, os dois ficaram devendo bastante, chegando a fazer alguns lances bizarros. Mas em pelo menos dois lances o argentino fez bolas a la Federer;

– Um cara que tem a patada que o argentino possui precisa subir à rede para matar ou abreviar pontos, mas parece que ele tem uma âncora prendendo seu pé no fundo da quadra. Num jogo onde ele era visivelmente inferior na troca longa de bolas, tinha que buscar alguma alternativa como contrapés ou subidas à rede quando conseguia forçar o sérvio a uma rebatida menos qualificada. Nas poucas vezes que não usou a tática de bolas alternadas direita-esquerda, conseguiu desequilibrar o sérvio e fazer alguns bons pontos;

Djoko mostrou nesse jogo muito daquele jogador de 2011, principalmente no que se refere ao fisicismo. Sua capacidade de chegar bem nas bolas e contra-atacar de forma mortal é espantosa, mas muito disso se deve ao tipo de bola que recebe de jogadores como o argentino, que vem a 150 e aí volta a 300. Seja como for, o que ele faz nessas bolas é digno de Hall da Fama!

Não é o tipo de jogador que você vai ganhar na pancada, tem que se quebrar seu ritmo com variações de batidas e pesos. A questão é que pouca gente no circuito tem cacife para tal e numa quadra dura, com piso regular, rápida pero no mucho como parece ser essa do US, vão precisar jogar muito tênis para derrotá-lo. Dos sobreviventes, creio que só o Murray tem condições de fazer isso.

Quanto ao Delpo, bom jogador e que não desistiu nunca, fica claro que não tem jogo para enfrentar os bulldogs atualmente. Faltam opções no cardápio quando o nível do jogo dos tops aumenta e aí fica na dependência de uma jornada extraordinária, o que é difícil de acontecer em melhor de 5 sets e, mais ainda, a partir das quartas de final.

Agora é esperar sábado para ver o que rola nas semis. Aposta em Murray e Djoko na final, mas se tiver zebra, só se for o tcheco. Ferrer provavelmente vai jogar como nunca e perder como sempre para o sérvio.


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sexta-feira, 31 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 14:33

Sijsling

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Nunca vi antes, mas adorei o estilo do holandês Igor Sijsling. Caras como eles deveriam ganhar um bonus pelo espetáculo. Talvez não ganhem nada, ou pelo menos muito, mas oferecem algo que vem faltando no mundo do tênis. Arrojo.

O rapaz de 25 anos e #78 do mundo deve ter passado boa parte da cerreira entre Futures e Challengers. Tem uma direita fantasma que ele tem pouca idéia de onde vá cair e uma ótima esquerda de uma mão, com uma paralela de dentro para fora das mais venenosas que já vi.

Adora ir à rede, onde sabe volear como pouco, e são tão poucos atualmente. Seu saque é uma pancada e quase mata o espanhol Ferrer com um saque no corpo. Além disso, talvez por ter pouco a perder, deu umas bolinhas de deixar o adversário maluco, graças à habilidade e criatividade, duas qualidades muito bem vindas a qualquer hora.

E adorei que a SporTv teve o bom senso, apesar da angustia do rapaz que narrava, em ficar até o fim do TB do 3o set, que foi fechado em 12/10 enwuanto Djoko e Rogério se aqueciam e jogavam o 1o game. Agora a diversão será o nosso sofrimento.

Igor – E essa bolinha?!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino | 10:25

Vai fazer falta

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Com direito a muita emoção, Kim Clijsters despediu-se ontem do tênis profissional, pelo menos nas simples já que continua nas duplas, pela segunda vez, com precoce derrota no U.S. Open, para Laura Robson, aos 18 anos uma das mais jovens do circuito, em eletrizante partida decidida em dois tie-breaks consecutivos. Kim foi uma das melhores tenistas do mundo das últimas décadas e uma das atletas mais gostadas pelo público, organizadores, imprensa e companheiras/adversárias, um coletivo de qualidades para honrar qualquer um.

Acredito que a 1ª vez que a vi jogar foi em Miami quando tinha ainda 16 anos e já impressionava pelo estilo que a caracterizou. Golpes quase retos de ambos os lados, um ótimo revés com as duas mãos e forehand matador. Boa sacadora, era capaz de pressionar qualquer tenista e ai de quem decidisse medir forças com ela através de um jogo franco. Como jogava em uma alta zona de risco, era imbatível nos dias certos e um tantinho mais errática nos dias ruins. Impressionava os fãs mundo afora com sua força física, particularmente nas pernas, e em especial com o spacatto, que ela tornou sua marca pessoal.

Viveu em uma época fértil do tênis feminino e inaugurou a era de ouro do tênis belga junto com sua conterrânea e eterna adversária Justine Henin. Teve duas carreiras distintas, divididas pelo hiato quando foi ser mãe, após ter abandonado as quadras pela primeira vez em 2007. Voltou, quase sem querer, atendendo um convite de jogar uma partida de duplas com Tim Henman contra Andre Agassi e Steffi Graf para a inauguração do teto retrátil da Quadra Central de Wimbledon, o que considerou uma honra e aproveitou o embalo. Você pode ler mais sobre sua volta no link http://paulocleto.ig.com.br//2009/03/26/a-volta-do-spacatto/

O mínimo que se pode e dizer é que Kim surpreendeu barbaridades, a todos, ela inclusive, com os resultados na sua volta. Voltou só para matar umas vontades, para ver se conseguia ganhar alguns jogos, ajudar nas finanças da casa já que a carreira atlética do maridão nunca decolou, e postergar um pouco mais a não tão charmosa carreira de dona de casa. Bem, a casa caiu quando começou a ganhar, sem nem precisar adquirir muito ritmo, após quase não pegar na raquete nos quase dois anos que ficou longe. No terceiro torneio após sua volta, em Setembro de 2009, venceu o U.S. Open pela 2ª vez – venceria novamente em 2010 – tornando-se a segunda mãe ( a elegante e habilidosa Goolagong a outra) a vencer um Slam.

No total a belga venceu 41 títulos, foi #1 do mundo pela 1ª vez aos 20 anos e novamente na sua “segunda” carreira”, conquistou quatro GS (três em N. York e daí a escolha do evento para a se aposentar, e o da Austrália, onde foi mais amada do que em qualquer lugar pelo seu affair com Lleyton Hewitt).

Ontem foi só a concretização de uma morte anunciada, veja no link http://paulocleto.ig.com.br//2012/05/23/coracao-de-mae/.

Kim é uma tenista que fará falta, pelo tênis empolgante a arrojado e, mais ainda, pela personalidade que, no fim das contas, é o que marca no coração dos fãs.

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domingo, 26 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:11

Para quem vai e quem não vai.

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Começa esta segunda-feira o 130º, ou algo assim, U.S. Open. Infelizmente, pelo menos para eles, a esmagadora maioria dos meus leitores não irá assistir os jogos in loco – a nossa anfitriã Maysa Alva Pérola irá, então o Post é em homenagem a sua viagem. A maioria acompanhará pelas TVs a cabo, já que este Grand Slam é o único que duas delas, ESPN e SporTV, dividem a tarefa.

O U.S. Open é o maior dos Grand Slams, mas não o mais charmoso, nem o mais gostoso de acompanhar. Na verdade, talvez seja o pior de todos para assistir ao vivo. Mas há gosto para tudo e todos e, como tudo, tem suas vantagens e desvantagens.

Para nós brasileiros, uma das vantagens é que o horário de New York é o mais amigável de todos os GS – o fuso horário tem a diferença de somente 1 hora. Acompanhar o Aberto da Austrália é um martírio e trabalhar nele mais ainda. Roland Garros são 5 horas e Wimbledon quatro de diferença, o que também não é tão legal. Se a maioria de vocês trabalha, como o Brasil e lema na bandeira esperam, pode ainda acompanhar os jogos noturnos sem tanto estresse. A rodada noturna começa às 20h de Brasília – uma ótima desculpa para escapar do JN e as notícias do STF e, mais ainda, do Tufão e casa da mãe Joana – e você pode até assistir a ultima partida, que caba não tão tarde, virar para o lado, beijar a senhora e dormir em dois minutos se tiver a consciência tranquila – quem estiver no Estádio Arthur Ashe ainda tem que sair de lá, pegar o metro, voltar para a cidade, talvez comer algo em um restaurante não muito amigável e nem tão barato, ir para o hotel, tomar um banho e aí dar um beijo na senhora etc…

Mas estar por lá, minha cara Maísa, tem suas vantagens. À parte da Arthur Ashe, que sei você tem vários ingressos, e espero que bons assentos, se não nem ver se oFederer bateu de direita ou esquerda, existem várias quadras amigáveis. A maioria delas dá para ficar a uma cusparada do tenista, apesar de que tenho certeza que o fato não lhe fará diferença. Mas é bem legal ouvir o barulho do tênis derrapando no plexipave, o tenista bufando ao impactar as bolas, o som da bolinha sendo depenada pelas raquetes, sem contar com o erotismo sonoplástico de uma Maria ou de uma Victoria, o que também, espero, não lhe fará diferença, mas o maridão pode gastar e voltar com mais alegria no dia seguinte, sem falar da oportunidade única de checar a musculatura, inclusive das pernas, de algumas tenistas a cerca de três metros de distância, apesar de que, imagino, você preferiria a do Nadal, que não estará por lá, e do Federer, que a Arthur Ashe lhe exigirá um binóculo. Mas lá pode acompanhar os replays no telão e dançar com as músicas divertidas nos intervalos dos games e, se tiver sorte, no final do jogo o Djoko pode lhe tirar para dançar.

Você pode alugar um rádio do torneio, se tiver o cartão de crédito certo sai de graça, e receber ótimas informações enquanto no local – tipo o momento certo de sair daquele marasmo da Louis Armstrong e correr para a Quadra 11 para assistir um tie-break do 4º set. Mas corre o risco de morrer na praia ao encontrar um mar de gente que teve a mesma ideia. Na pior das hipóteses vá para a Grandstand, de longe a melhor quadra para se ver um jogo no local.

Não vai ser tão legal se ficar com fome ou tiver que ir aos banheiros. Para os últimos as filas são longas e se prepare para pagar os olhos da cara para comer do pior e um absurdo para matar a sede. Ah, existem bebedouros espalhados pelo local, o que é ótima notícia, já que faz um calor e uma umidade danado durante o dia.

Mas o U.S. Open oferece muito mais. Jogos emocionantes de duplas de pertinho, que as TV não mostram e eu sei você adora, a oportunidade de aplaudir, torcer e até fazer uma diferença, de acompanhar os treinos dos cachorrões e, quem sabe, tirar uma foto com eles, que é um programão e também disputado, porque os americanos que comparecem durante as matinées são tenistas e sabem o que é bom, ao contrário dos notívagos, que são locais e só querem mais uma razão para encher a cara e fazer barulho.

Abra sua mente e, durante a 2ª semana, que é quando você e a maioria dos brasileiros vão, porque querem acompanhar as finais, mas não necessariamente torcer por outros brasileiros, vá assistir alguns jogos dos juvenis, assim você poderá, algum dia, como eu, dizer que viu o “Federer” quando ele era garoto e ninguém conhecia. Os jogos dos cadeirantes são impressionantes e um espetáculo único, muito melhor do que assistir os Masters, totalmente dispensável.

Mas, acima de tudo, temos New York, que sempre será a cidade mais agitada do planeta. Sobre isso não preciso escrever, pois a internet, o Villages Voice e o Time Out vão lhe informar muito bem. Mas não deixe de passear no upper east side, porque você é muito chic, assistir algo na Broadway, The Book of Mormons é imperdível, passear no West Village no fim da tarde, e o que mais o coração mandar – aí sim você vai entender porque esses GS são imperdíveis; a melhor maneira de agregar paixões.

Uma das vantagens – assistir de pertinho.

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