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Arquivo da Categoria Olimpíadas

quarta-feira, 25 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:52

Zebras na grama?

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Amanhã, quinta-feira, saem as chaves olímpicas e os sonhos de muitos começam a ficar mais reais, ou mais próximos de pesadelos. O torneio olímpico é de várias maneiras diferente de outros eventos e essas diferenças mexem com as probabilidades e planejamentos padrões. Fica um pouco mais próximo de um samba do crioulo do que de um Wimbledon normal.

A chave é menor, exatamente a metade, com 64 tenistas e uma rodada a menos, o que é mais o perfil de um Master Series do que um Grand Slam. O evento é jogado em 9 dias, novamente mais para o perfil de um MS. Mais crítico é o fato de que existem muito mais pangas na chave do que um torneio normal, por conta dos limites de tenistas por país e a distribuição de convites para alguns cabeças de bagre – o que não é o caso do Bellucci.

Além disso, as partidas são jogadas em três sets – só a final masculina é melhor de cinco sets – sendo esta uma grande diferença técnica do evento, uma janela de oportunidade para alguns tenistas e um sinal de perigo para outros. Por que?

Ninguém sabe como estará a grama, mas não seria surpresa se estiver de alguma maneira mais instável do que o normal. Em jogos em três sets são mais fáceis de acontecerem surpresas do que em cinco sets. A zebra pode sair dando pancada em tudo que lhe aparece pela frente e existe menos tempo hábil para o favorito entrar, ou voltar, no jogo e fazer valer seu favoritismo. É bem mais simples manter a surpresa, assim como a agressividade, por um tempo menor. Além disso, o saque falará bem mais alto do que o normal, pela mesma razão. Dois fatores que podem favorecer fantasmas e sacadores.

Por aí que entra, entre outros, o tal de Andy Roddick, que passou os últimos meses jogando como um aposentado e venceu dois eventos desde Junho (Eastbourne e Atlanta). Ele sabe que se conseguir aliar sua experiência na grama e 9 dias de grandes serviços pode incomodar muita gente, inclusive tenistas que se impõe graças à regularidade de fundo de quadra e não de grandes serviços. Eu não ficaria surpreso, pelas mesmas razões, se o torneio tivesse também bem mais voleios do que os últimos Wimbledon. Infelizmente não vai ser tão fácil conferir, já que acho que vamos ver muito pouco tênis nas telinhas.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Olimpíadas | 12:53

A Grama Olímpica – 1o capítulo

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Na primeira vez que entrei em Wimbledon, no início dos anos 70, inteiramente deslumbrado e emocionado fui dar meu passeio pelas quadras do All England Club. Sempre me fascino com o primeiro olhar, uma experiência que nunca mais se repete, em especial sobre algo que já tenha um conhecimento, e por vezes uma reverencia anterior à distância.

Era um ou dois dias antes do início do torneio, e o clube bem diferente do que é hoje. Tinha aquele ar de algo que parou no tempo. O local era todo verde, das quadras às madeiras e os muros. Alguns locais pareciam um tanto desleixados, sem perder, e talvez por isso, o charme de algo que tem sobre si a tradição e o peso dos anos.

Caminhando pelos labirintos térreos da Quadra Central, localizados debaixo das arquibancadas e, naquela época, ainda acopladas à antiga Quadra 1,  encontrei um corredor que, ao fundo, deslumbrava ao fundo a visão da Quadra Central. O estreito caminho que se abria à minha frent levava diretamente ao centro da quadra, ali na direção de onde se levanta a rede, pendurada sobre postes de madeiras claros e com as ferragens douradas.

Com todo o cuidado e respeito caminhei pelo cimento que me colocou aonde iniciava a grama da quadra. Coloquei-me de cócoras e gentilmente acariciei a tal grama sagrada, me deixando invadir por sentimentos que me remetiam às centenas de leituras, e os raros filmes em preto e branco que assistira, na época não havia televisionamento de Wimbledon, de tudo que acontecera naquele solo sagrado.

O local estava deserto – era um fim de tarde e os jogos, como já disse, não haviam começado, – a não ser, obviamente, por mim, e um homem de roupas simples e batidas que caminhava pela grama. De repente, como se a fúria dos demônios subissem pelo solo, aquele cara caminhou em minha direção berrando como louco, me dizendo que era proibido mexer na grama e me ameaçando com todas as maldições celtas conhecidas.

Tentei dizer que estava somente “feeling” a grama, mas o cara, fora de si, como todos imbuídos e embebedados pela autoridade inquestionável, e que por isso se acham acima de qualquer dialogo ou bom senso, não ouvia uma só de minhas palavras. Como eu era jovem, impetuoso e sem nenhum gosto por guardar desaforos, passei a mão mais uma vez pela grama, com os meus pés ainda sobre o cimento, desta vez um longo e demorado acariciar e arranquei uma folha da tal rye grass, coloquei na boca, olhei os olhos daquela figura que se agigantava à minha frente, me levantei, virei as costas e sai.

Começava ali o meu aprendizado, sobre a cultura da grama na Grã Bretanha, que teria muitos outros capítulos, quase todos esdrúxulos, cultura que vim a respeitar imensamente, mas não a arrogância que acompanha essa maneira de fazer as coisas, pela qual nunca senti o menor respeito ou gosto. Um bem feito quase sempre presente, mas sem o cuidar, pelo contrário, se pelo caminho dedicam aos outros um certo desprezo, um percorrer que vem desde cima para baixo, reprimindo, muitas vezes humilhando, cada figura do degrau percorrido, algo que os anos e as duras realidades trataram de aparar nos habitantes do antigo império sobre o qual o sol nunca se punha, e do qual Wimbledon é um bom espelho e os Jogos Olímpicos uma ótima oportunidade para ajudar reescrever essa história.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 15:54

Tocha Olimpica em Wimbledon

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A Tocha Olímpica chegou hoje ao All England, home of Wimbledon, e, óbvio, Andy Murray estava lá, todo alinhado e de branco, para recebe-la.

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domingo, 15 de julho de 2012 História, Masters, Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:22

Os outros no Hall da Fama

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Não foi só Gustavo Kuerten o homenageado em Newport esta semana. Além do brasileiro foram imortalizados quatro outros atletas. Talvez a mais conhecida, pelo menos na atualidade, foi a maluquete Jennifer Capriati. Se você não sabe quem é perdeu um dos grandes talentos do tênis feminino.

A moça, que, aliás, tem a mesma idade de Gustavo Kuerten, teve ainda mais sucesso que o brasileiro. Aliás, ele mesmo brincou sobre o assunto em seu discurso. Foi #1 como ele, venceu três Grand Slams como o brasileiro, só que em pisos diferentes, dois na Austrália e um em Paris, e foi à semifinais nos outros dois ( a 1ª em Roland Garros aos 14 anos!) em seis oportunidades. Sem contar com a medalha olímpica em Barcelona, aos 16 anos. Mas o brasileiro foi muito mais campeão do que a americana em vários sentidos que só os títulos não demonstram.

A moça só não fez um estrago maior porque era maluquinha, provavelmente por ter estourado muito cedo e por ter um daqueles pais difíceis. Aos 17 anos pirou. Se envolveu com drogas, foi presa por roubar, de bobeira, uma bijuteria em uma loja, em outra ocasião por posse de maconha, foi em cana, ficou longe do tênis quase dois anos, voltou, comeu o pão que o diabo amassou, encontrou uma maneira de deixar suas histórias encardidas para trás e ainda deu um jeito de vencer seus Grand Slams. Quem pode esquecer sua vitória sobre Hingis, na final de Melbourne, após estar perdendo por 4/6 0/4?

Outro que foi homenageado foi Manuel Orantes, que chegou a ser o #2 do mundo em 1973, alguém que só os mais chegados à história do tênis conhecem. Foi pegador de bola na Espanha, assim como Santana, e dono de uma habilidade fenomenal. Joguei com ele na época de juvenil. Orantes era o típico jogador de saibro que amaciava a bola do começo ao fim. Canhoto, sliceava o bakhand e batia o forehand flat e sem força. Passeava pela quadra e fazia os outros comerem pó o jogo inteiro. Demorou bastante para ser imortalizado. Venceu o U.S. Open em 1975, naquele curto hiato quando o evento foi jogado sobre a terra. Foi à final também de Roland Garros, perdendo em partida memorável para Bjorn Borg. Deu uma aula no sueco nos dois primeiros sets e depois morreu, perdendo 0-1-1. Um tenista das antigas, dono de um tênis clássico que não se vê mais no circuito. E, acima de tudo, um gentleman.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 13:44

Porta-bandeira

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Enquanto está cheio de atleta matando para ser porta-bandeira de seu país mundo afora – aqui no Brasil a decisão de convidarem Rodrigo Pessoa causou biquinhos em alguns – Roger Federer rejeitou o convite do comitê suíço.

Vamos colocar isso na perspectiva correta. Roger abriu mão de ser porta-bandeira. Ele o foi nas duas ultimas Olimpíadas, Atenas e Pequim, e alegou que está na hora do comitê olhar para outros atletas de seu país. É lógico que o nome Federer ofusca os outros atletas suíços e, considerando a honra que é carregar a bandeira, a decisão é um gesto de grandeza e mais uma motivação para os atletas suíços. A decisão final de que irá carregar não foi feita, nem Federer deu uma recusa definitiva sobre o assunto. Dizem que ele estaria negociando para ser seu parceiro Wawrinka.

Federer, como escrevi sobre o assunto em outra ocasião, não ficará na Vila Olímpica, preferindo ficar na mesma casa em Wimbledon para evitar o desgaste do transito, a Vila é bem longe de Wimbledon, e principalmente a perda do foco que causa o dia a dia na Vila Olímpica.

Outros tenistas que devem carregar a bandeira em Londres são Nadal, Sharapova, Djokovic, Radwanska, Mirniy (Bielorussia) e Tecau (Romenia).

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terça-feira, 26 de junho de 2012 Olimpíadas, Tênis Brasileiro | 12:44

Quem vai às Olimpíadas?

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A Federação Internacional acaba de divulgar a lista dos tenistas que irão às Olimpíadas de Londres. Como adiantei, e alguns duvidaram, o Brasil conseguiu alguns convites por conta de ser o anfitrião das próximas Olimpíadas.

Thomaz Bellucci joga as simples e as duplas com Andre Sá. Marcelo Melo e Bruno Soares são a 2a dupla brasileira.

Matando a charada hindú, Paes ficou com o mico, mas joga as duplas com o jovem Vardhan, conforme eu mencionei. Bopanna e Buphati ganharam o braço de ferro e jogam juntos. Até o Davverman, que disseram não poder jogarduplas com Paes porque estava contundido ganhou um convite…nas simples. Aí tem coisa.

O Marion Bartoli ficou mesmo de fora apesar das ameaças. E a FIT ainda deu um convite para a pirigueti Alize Cornet. A austriaca Tamira Paszek levou um castigo e ficou fora a lista, apesar de qualificar, por nao ter jogado a FED Cup.

MEN’S SINGLES ENTRY LIST

Argentina Juan Martin del Potro, Juan Monaco, Carlos Berlocq, David Nalbandian
Australia Bernard Tomic, Lleyton Hewitt (*)
Austria Jurgen Melzer
Belgium Olivier Rochus, David Goffin, Steve Darcis
Brazil Thomaz Bellucci (*)
Bulgaria Grigor Dimitrov
Canada Milos Raonic, Vasek Pospisil (*)
Chinese Taipei Lu Yen-Hsun
Colombia Santiago Giraldo, Alejandro Falla
Croatia Marin Cilic, Ivo Karlovic, Ivan Dodig
Cyprus Marcos Baghdatis
Czech Republic Tomas Berdych, Radek Stepanek
Finland Jarkko Nieminen
France Jo-Wilfried Tsonga, Gilles Simon, Gael Monfils, Richard Gasquet
Germany Philipp Kohlschreiber
Great Britain Andy Murray
India Somdev Devvarman (*)
Italy Andreas Seppi, Fabio Fognini
Japan Kei Nishikori, Go Soeda, Tatsuma Ito
Kazakhstan Mikhail Kukushkin
Luxembourg Gilles Muller
Netherlands Robin Haase
Poland Lukasz Kubot
Romania Adrian Ungur (*)
Russia Mikhail Youzhny, Alex Bogomolov Jr, Nikolay Davydenko, Dmitry Tursunov
Serbia Novak Djokovic, Janko Tipsarevic, Victor Troicki
Slovak Republic Lukas Lacko, Martin Klizan
Slovenia Blaz Kavcic (*)
Spain Rafael Nadal, David Ferrer, Nicolas Almagro, Fernando Verdasco
Switzerland Roger Federer, Stanislas Wawrinka
Tunisia Malek Jaziri (*)
Ukraine Sergiy Stakhovsky (*)
USA John Isner, Andy Roddick, Donald Young, Ryan Harrison
Uzbekistan Denis Istomin
(*) Convidados
WOMEN’S SINGLES ENTRY LIST
Australia Samantha Stosur
Belarus Victoria Azarenka
Belgium Yanina Wickmayer, Kim Clijsters
Bulgaria Tsvetana Pironkova
Canada Aleksandra Wozniak
China, P.R. Li Na, Peng Shuai, Zheng Jie
Chinese Taipei Hsieh Su-Wei
Croatia Petra Martic
Czech Republic Petra Kvitova, Lucie Safarova, Petra Cetkovska, Klara Zakopalova
Denmark Caroline Wozniacki
Estonia Kaia Kanepi
France Alize Cornet (*)
Georgia Anna Tatishvili (*)
Germany Angelique Kerber, Sabine Lisicki, Andrea Petkovic, Julia Goerges
Great Britain Anne Keothavong (*), Elena Baltacha (*)
Hungary Agnes Szavay
Israel Shahar Peer
Italy Sara Errani, Flavia Pennetta, Roberta Vinci, Francesca Schiavone
Kazakhstan Galina Voskoboeva, Yaroslava Shvedova
Liechtenstein Stephanie Vogt (#)
New Zealand Marina Erakovic
(Continued…)
Paraguay Veronica Cepede Royg (#)
Poland Agnieszka Radwanska, Urszula Radwanska
Romania Monica Niculescu, Simona Halep, Sorana Cirstea, Irina-Camelia Begu
Russia Maria Sharapova, Vera Zvonareva, Maria Kirilenko, Nadia Petrova
Serbia Ana Ivanovic, Jelena Jankovic
Slovak Republic Dominika Cibulkova, Daniela Hantuchova
Slovenia Polona Hercog
Spain Anabel Medina Garrigues, Carla Suarez Navarro, Maria Jose Martinez Sanchez,
Silvia Soler-Espinosa
Sweden Sofia Arvidsson
Switzerland Timea Bacsinszky
Tunisia Ons Jabeur (*)
Ukraine Alona Bondarenko, Kateryna Bondarenko (*)
USA Serena Williams, Christina McHale, Venus Williams, Varvara Lepchenko
(*)Convidadas
(#) Tripartite Commission Invitation Place
MEN’S DOUBLES ENTRY LIST
Argentina David Nalbandian/Eduardo Schwank (*)
Austria Jurgen Melzer/Alexander Peya
Belarus Alexander Bury/Max Mirnyi
Brazil Marcelo Melo/Bruno Soares, Thomaz Bellucci/Andre Sa (*)
Canada Daniel Nestor/Vasek Pospisil
Colombia Juan Sebastian Cabal/Santiago Giraldo (*)
Croatia Marin Cilic/Ivan Dodig
Czech Republic Tomas Berdych/Radek Stepanek
France Michael Llodra/Jo-Wilfried Tsonga, Julien Benneteau/Richard Gasquet
Germany Christopher Kas/Philipp Petzschner
Great Britain Andy Murray/Jamie Murray, Colin Fleming/Ross Hutchins
India Leander Paes/Vishnu Vardhan, Mahesh Bhupathi/Rohan Bopanna
Israel Jonathan Erlich/Andy Ram (*)
Italy Daniele Bracciali/Andreas Seppi
Japan Kei Nishikori/Go Soeda (*)
Netherlands Robin Haase/Jean-Julien Rojer
Poland Mariusz Fyrstenberg/Marcin Matkowski
Romania Horia Tecau/Adrian Ungur (*)
Russia Nikolay Davydenko/Mikhail Youzhny (*)
Serbia Janko Tipsarevic/Nenad Zimonjic, Novak Djokovic/Victor Troicki
Slovak Republic Martin Klizan/Lukas Lacko (*)
Spain Marcel Granollers/Rafael Nadal, David Ferrer/Feliciano Lopez
Sweden Johan Brunstrom/Robert Lindstedt
Switzerland Roger Federer/Stanislas Wawrinka
USA Bob Bryan/Mike Bryan, John Isner/Andy Roddick
(*) Convidados
WOMEN’S DOUBLES ENTRY LIST
Argentina Gisela Dulko/Paola Suarez
Australia Jarmila Gajdosova/Anastasia Rodionova, Casey Dellacqua/Samantha Stosur
Canada Stephanie Dubois/Aleksandra Wozniak (*)
China, P.R. Peng Shuai/Zheng Jie, Li Na/Zhang Shuai
Chinese Taipei Chuang Chia-Jung/Hsieh Su-Wei (*)
Czech Republic Andrea Hlavackova/Lucie Hradecka, Petra Cetkovska/Lucie Safarova
France Alize Cornet/Kristina Mladenovic (*)
Georgia Margalita Chakhnashvili/Anna Tatishvili (*)
Germany Angelique Kerber/Sabine Lisicki, Julia Goerges/Andrea Petkovic
Great Britain Laura Robson/Heather Watson (*)
(Continued…)
Hungary Timea Babos/Agnes Szavay (*)
India Rushmi Chakravarthi/Sania Mirza (*)
Italy Sara Errani/Roberta Vinci, Flavia Pennetta/Francesca Schiavone
Kazakhstan Yaroslava Shvedova/Galina Voskoboeva
Poland Agnieszka Radwanska/Urszula Radwanska, Klaudia Jans-Ignacik/Alicja Rosolska
Romania Irina-Camelia Begu/Monica Niculescu, Sorana Cirstea/Simona Halep
Russia Maria Kirilenko/Nadia Petrova, Ekaterina Makarova/Elena Vesnina
Slovak Republic Dominika Cibulkova/Daniela Hantuchova
Slovenia Andreja Klepac/Katarina Srebotnik
Spain Nuria Llagostera Vives/Maria Jose Martinez Sanchez,
Anabel Medina Garrigues/Arantxa Parra Santonja
Ukraine Alona Bondarenko/Kateryna Bondarenko (*)
USA Liezel Huber/Lisa Raymond, Serena Williams/Venus Williams
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quarta-feira, 20 de junho de 2012 Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:08

Sinucas

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Confusões e politicagens há em todos os lugares. Não só aqui.

Já escrevi sobre a Marion Bartoli, que está nas 4as de Eastbourne, e a FFT. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos outras confusões começam a vazar.

Muita gente quer jogar e não pode/consegue. Poucas podem e não querem – é o caso de Mardy Fish que fechou com o Torneio de Washington e avisou que JO nananinão. Deve sonhar com a derrota na final de Atenas até hoje.

Enquanto isso, Thomaz Bellucci afirma que quer ir aos JO – e quem não quer, fora o Fish? – mas também não quis ir jogar um Challenger lá pela zona leste europeia. Imagino, com meus botões, que alguma negociação com a FIT deve estar bem encaminhada para sua presença pelo presidente da CBT. Afinal eles têm uma mala de convites para distribuir e os próximos JO serão no Rio.

Teremos uma dupla em Londres. Será interessante ver quem. Será que Marcelo Melo e Bruno Soares, que são os melhores classificados (Melo #27, Soares #29 e Sá #45), jogarão juntos? Eles se separaram e não mantêm um relacionamento. Será que Andre Sá entra nessa dupla? O veterano Sá já esteve na 4as de Wimbledon, joga bem na grama e será cabeça de chave em Wimbledon, duas semanas antes dos JO, jogando com… Bruno Soares.

Muito pior do que a daqui é a situação na Índia. Esse negócio de zen é para inglês ver. Leander Paes, um dos tenistas mais “queridos” do circuito (o cara entra nos vestiários e o pessoal pula fora), está sendo castigado por seus conterrâneos tenistas . Paes foi parceiro de Buphati durante algum tempo, ganharam tudo, e muito dinheiro. Por conta de seu sucesso conseguiram levar o Masters de duplas para a Índia, organizado por alguém da família Buphati. Por ali o pau quebrou feio. A razão? Um pré$ente para quem a$ertar. Agora Buphati quer jogar com seu atual parceiro, Bupanna, e a federação local quer que jogue com Paes. A federação acha que teriam mais chances, além de Paes ser o melhor rankeado. Tecnicamente eles têm razão – Paes é mais completo que Buphana, que dá muito na bola, mas a última vez que deve ter pensado em quadra deve ter sido como juvenil. Além disso, Paes já jogou cinco JO e foi o 1º  atleta indiano a ganhar uma medalha olímpica – é um ícone por lá. Paes não aceita jogar com outro, o que até poderia acontecer, já que ele, como top10, poderia puxar mais uma dupla. E ainda diz que os outros dois estão fazendo drama e isso é inaceitável. Diz que abandona os JO se cederem à chantagem de Buphati. Até o governo foi chamado a intervir, mas disseram que ficam fora dessa. Isso sem falar na confusão, por enquanto quieta, das duplas mistas. Paes e Sania Mirza (#12 de duplas) se classificam direto para a chave, enquanto Sania e seu parceiro Buphati estão fora – eles ganharam Roland Garros dias atrás. A federação quer manter a dupla, mas Paes já está usando o fato como moeda de troca. Confusão total.

Países como a Suécia e a Alemanha tem outro tipo de problema. Eles têm tenistas classificados, mas não querem enviá-los. Dizem que se o tenista não está no padrão de pré-determinado não deve ir, independente de estar classificado pelo COI. Por conta disso, jogadores como Kohlschreiber, Florian Mayer e Julia Georges estão fora dos JO, a não ser que seu Comitê Olímpico mude de critério (tem que estar entre os 24 melhores do mundo). Isso não chega a ser uma novidade. Aqui no Brasil isso já aconteceu, inclusive com Gustavo Kuerten, algo que não sei nem se ele sabe.

Buphati, Paes e Bopanna – sem acerto.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 11:54

Ohh céus…

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É fato que a grama iguala o jogo, mas também não era para tanto. Os Andys serem derrotados na 1ª rodada de Queen’s foge um pouco demais ao esperado.

Roddick, derrotado por Roger Vasselin 6/4 4/6 7/5, vem flertando com o açoite já faz algum tempo. Daqui a pouco entrará em quadra com apetrechos de couro. Não tem mais a mesma pegada e na mesma proporção que sua técnica e resultados saltitam em direção ao brejo, afina o sarcasmo e as tiradas pseudos inteligentes quando confrontado com os resultados. Tenistas nunca gostaram de confrontos vindos de jornalistas. Quando perde então ficam mais sensíveis. Como não podia deixar de ser, a toda derrota, e elas se tornaram frequentes, Roddick é inquirido sobre a aposentadoria. Mais de uma vez foi rude. Na melhor das hipóteses sai pela tangente, o que deixa a questão em aberto e um campo fértil para a especulação. Na derrota de ontem o americano sacou 79% de 1º serviço em quadra, o que é excelente, especialmente na grama, onde o saque fala alto. Perdeu porque está fora de forma, algo que andou jurando de pés juntos em Miami resolveria até a temporada de grama, e porque não tem mais a mesma determinação, em quadra e fora dela, de antes. Um dia esse quesito terá o reconhecimento de sua importância na vida, no esporte e no tênis.

Esse mesmo quesito tem sua importância na derrota de Murray para Nicolas Mahut por 6/3 6/7 7/6. Mahut é um dos bons voleadores do circuito, o que ajuda na grama. Se bobear ele leva. Murray bobeou, para variar. Além disso, o escocês desce em Heathrow e começa ter ataque de ansiedade ao passar pela primeira banca de jornais – e como tem banca, e jornais, na Grã Bretanha. Não é segredo nenhum que sou fã do talento e habilidades de Murray. Mas ele rema com um vigor alucinante na direção contraria do que seria bom para ele, o que torna sua vida um inferno desnecessário. Talvez seja algo acima de suas forças, talvez seja os deuses sendo irônicos, talvez ele seja teimoso. Sei lá. O fato é que seus fãs tem que ser piratas de um olho só. Um olho aberto para seus talentos e habilidades e um bem tapado para suas lamurias, expressão corporal, negativismo. Um chato de raquete em punho, que ainda foi lá e contratou aquela “simpatia” em forma de técnico Ivan Lendl, que a esta altura deve estar se questionando em N formas, e que pouquíssimo, se em algo, acrescentou ao tênis do Hardy das quadras.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino | 10:43

Marion e a FFT

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Apesar de ser a federação mais rica, mais organizada e que mais investe em seus tenistas, os franceses ainda tem muito mais problemas do que se imagina com os jogadores. Já escrevi sobre o assunto em outras ocasiões. O assunto do momento reflete a derrota, de certa forma prematura, da Marion Bartoli, a tenista francesa melhor rankeada.

Bartoli sempre foi o patinho feio dos franceses. A federação não gosta muito dela, a imprensa acha que ela não é exatamente o que eles gostariam que uma tenista francesa fosse e quase que a ignoram e o público francês provavelmente preferiria que ela fosse belga.

Os franceses gostam, apreciam e respeitam os tenistas com uma boa dose de graça, carisma, um estilo vistoso e um bocado de firula. Dos que acompanham o tênis recente, que já não viu o Monfils e o Tsonga fazerem coisas totalmente desnecessárias para vencer, mas que fazem a galera vibrar. Noah era assim, Leconte então, e o veterano Barhami, que nunca jogou lhufas e é mais badalado até mesmo do que um Clement, outro “quadradinho”.

Bem, a Bartoli é o oposto de tudo isso que os franceses apreciam. Por isso, é esnobada “na úrtima” por todos eles. Sem mencionar que a moça é, para dizer pouco, estranhíssima em quadra, o que é imperdoável para os amantes da arte como os franceses. Para completar, a moça sempre esteve fora do radar da FFT, por quem nunca foi ajudada, não construindo um relacionamento com a cultura tenistica local. Ela sempre foi uma “filhinha do papai”, que foi quem apostou nela, abandonando sua própria carreira de médico para acompanhar e treinar a filha da maneira mais heterodoxa possível.

Mas o problema a que me referia no início. Marion, apesar de ser a mais bem classificada das francesas não jogará as Olimpíadas. Por quê? Por conta de uma regra da FIT e uma postura da FFT.

A regra diz que todos os tenistas para serem elegíveis para as Olimpíadas devem se colocar à disposição de sua federação para jogar a Fed Cup (ou Copa Davis) em duas oportunidades, se existentes, nos dois últimos anos (agora são quatro oportunidades o que fez aumentar a chiadeira)

A postura da FFT é de que nenhum técnico particular deve fazer parte dos times, restrito aos técnicos da FFT. Isso não é algo exclusivo da FFT – os americanos, e outras federações, também o fazem. Eu também tive problema com isso quando técnico da Davis.

Marion e seu pai nunca aceitaram essa regra. Ela diz que jogaria desde que o pai estivesse presente. A federação não cedeu – a regra é para todos e todos obedecem.

Marion não vai às Olimpíadas, mas prometeu colocar a boca no trombone após Roland Garros. Ela declarou que a FFT nunca fez nada por ela a não ser atrapalhar, culminando com o seu impedimento de ir às Olimpíadas, algo que traz prejuízos a todos, lembrando que a moça já foi vice na grama de Wimbledon, local dos próximos Jogos Olímpicos.

Já ciente do que vem pela frente, o presidente da FFT fez questão de estar presente nas duas partidas da moça em Paris e torcer ostensivamente pela moça, o que, ela confessou, a sensibilizou.

Marion pode ser uma esquisitona, mas é um doce de pessoa, coerente, bem falante e de bom raciocínio. Ela vazou alguns anos atrás que seu QI medido é de 170, o que, se verdade, faz dela um gênio. Após o jogo ela disse que não queria falar sobre suas demandas e encrencas com a FFT, até porque havia perdido o jogo e o melhor que tinha a fazer era ir treinar e melhorar seu jogo. Não sei se ela tem 170 de QI, mas me pareceu mais inteligente do que a maioria, que só sabe desfilar desculpas e reclamações após uma derrota, especialmente uma dolorosa como a de Marion.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino | 12:13

Coração de mãe

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Talvez obedecendo o coração de mãe, Kim Clijsters anuncia, mais uma vez, o abandono do circuito. Ela avisa que não joga Roland Garros, joga Wimbledon e os Jogos Olímpicos e encerra a carreira no Aberto dos EUA.

O torneio de Nova York é o principal de sua carreira, onde venceu duas vezes. Uma antes e outra após o “encerramento” da carreira. Essa vitória foi uma das conquistas mais inexplicáveis e um “tapa na cara” das melhores do circuito. Como que uma mulher fica dois anos longe das quadras, é mãe, volta e coloca todas para dançar? Ela encontrou uma maneira e causou a maior surpresa das ultimas décadas no tênis profissional. Além dessa obviedade da escolha, “sua” casa nos EUA, a casa de seus sogros, fica bem próxima de Flushing Meadows e é lá que ela se hospeda durante o evento.

Kim é antítese das mariasharapova, serenaswilliams, martinashinguis. Uma figura simpaticíssima, mas de verdade, não “construída” nas salas de marketing ou nas tentativas infrutíferas que a mídia proporciona a quem a ele tem acesso. Não é uma chata de galocha, inimiga de suas adversárias, preocupada com seus looks, escrava de suas vaidades e aprendiz de fashionista. Ela é uma tenista na melhor definição da palavra. Foi excelente e atingiu o sucesso no que se propôs a fazer, sem perder o foco em ser também excelente como pessoa. O que conquistou foi sempre com um sorriso e uma transparência de coração de desarmar qualquer um – até um Lleyton Hewitt, com quem esteve a dias de se casar, mas que acabou ficando com uma “atriz” e “jornalista”, outra antítese de Kim.

Seus próximos meses serão extremamente emotivos. A belga é outra para curtir enquanto estiver por aí e fará falta quando se for.

Kim – administrando as paixões de sua vida.

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