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Arquivo da Categoria Novak Djokovic

segunda-feira, 16 de maio de 2016 Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Masculino | 13:56

Faltou tesão

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Diz o ditado, e até mesmo o Eduardo Cunha quando se referindo às razões da queda da sua nemesis Dilma, nunca é só por uma única razão. É assim que vejo a vitória de Andy Murray sobre Djokovic, manchando um passado de 13 vitórias do servio nas então últimas 14 partidas entre ambos, um claro sinal de que Murray não progrediu o que poderia ter progredido, a partir de um certo momento recente na carreira de ambos – ambos tem uma semana de diferença de idade.

 

Até a data do aniversário de Murray no dia da final pode ter influenciado a motivação do escocês. O fato de ele ter virado saco de pancadas do servio também deve ter sido uma razão. Mas o que deve ter, de fato, feito uma diferença são dois fatores intimamente ligados.

 
Novak deve estar “cansado”. Não só fisica, como mentalmente. Sabem como é – de saco cheio, sem aquele tezão. E como dizia o escritor/psicólogo Roberto Freire; “Sem tezão na há solução”. Algo que é bem compreensível, considerando a temporada que o rapaz vem tendo.

 
A falta de tezão e cansaço foram ficando evidentes durante a semana de Roma, com vários jogos “engrossando” e três deles indo para o 3o set – algo que não é o padrão atual do #1.Resultado? Chegou à final “pregado”. E o que veio antes, o ovo ou a galinha? Pregou porque engrossou, ou engrossou porque “cansou”?

 

De qualquer jeito, a final foi sem nunca ter sido. Acabou antes de terminar. Nos primeiros games já se via que não iria rolar. Djoko até que tentou recorrer às suas antigas manhas, jogando raquete no chão, tentando interromper a partida e até se auto inflingindo uma raquetada no tornozelo! Mas não era dia.

 

Alias, sinais já tinham aparecido antes. Aquele de ele ir começar o ponto com a corda da raquete quebrada, contra o japa Nishikori, foi inusitada.

 
Murray, que adora uma choradeira, ainda teve a cara de pau de dizer que se sentiu pressionado porque sabia que o outro estava bem mais cansado e ele fresquinho. Talvez ele preferisse o contrário e não sentir pressão? Os caras adoram um drama!

 
No fim das contas foi isso mesmo. Murray aguentou o rojão, até porque logo viu que mesmo que fizesse uma de suas “murradas” poderia ir ganhar o jogo lá onde o judas perdeu as botas que é onde geralmente eles decidem seus jogos. Nem precisou.

 
Para os fãs foi positivo o resultado. Djoko, que terá só uma semana para recarregar as baterias, chega à Paris com sua bola um pouquinho mais baixa, dando um certo alento aos outros mortais – inclusive a Murray, que será o cabeça 2 do torneio. Não há males que não venham para algum bem.

 

PS: Agora perguntar não ofende. De onde tiraram aquela idiota que veio à quadra entrevistar o Murray? A mulher não deixou ele pegar no microfone e não deixou ele fazer o seu discurso – só falou ela – nada com coisa nenhuma. Logo no dia que ele ganha do Djoko jogam aquela assombração na frente dele??!

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segunda-feira, 9 de maio de 2016 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro | 17:39

Roma: o termômetro

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O Aberto de Roma é o melhor termômetro do que pode acontecer em Roland Garros. Melhor do que Madrid, onde a quadra é ligeiramente mais rápida do que será em Paris, por conta da altitude. Mesmo assim, não deu para ver nada que pudesse mudar o prognóstico de este próximo Roland Garros deve ser mesmo de Novak Djokovic. Deve mesmo?

 

 

Acredito que Roma dirá. Os tenistas que têm se dado melhor nas últimas semanas, além de Novak são Nadal, Murray, Nishikori, Monfils e, ali por fora, mas sempre dentro, Fededer. Tem o Wawrinka, mas este é muito mais perigoso correndo por fora, como no ano passado, do que defendendo seu título.

 

 

Tem outros, mas alguém acredita que tenistas como Kirgyos, que está melhorando, e Raonic, que também melhorou, mas ambos são mais material para Wimbledon do que RG. E os dois se enfrentam na 2a rodada!

 

 

Bem, vocês perceberam que não listei Tsonga, #7 do mundo. Desde o Rio Open não o considero mais como um tenista sério.

 

 

E porque Roma é importante?

 

 

Porque é a última chance de alguém adquirir a confiança necessária para vencer um Grand Slam. Além de as condições serem semelhantes a Paris. Na semana seguinte, quando acontecem Nice e Genebra, é só para tenistas que não tem altas pretensões em Paris. Jogar lá em cima durante três semanas não acontece – só em milagres. E eles acontecem cada vez mais raramente.

 

 

Mas se alguém ainda acredita neles, não perca outro jogo da 2a rodada, entre Fededer e o garoto Zverev; um perigo armado de uma raquete.

 

 

Por isso, vamos ficar atentos ao que cada dos cachorrões trás para as quadras no quintal do Papa, que talvez seja bom de milagres.

 

 

Depois disso é tomar conta do corpo, cuidar da confiança adquirida, comer bem e bem acompanhado, curtir curtos passeios para descontrair sem perder o foco.

 

 

Eu deixei para último um outro possível milagre. Este reservado para os amigos franceses, que não conseguem um título em casa desde Noah no início dos anos 80. Monfils tem tênis para ganhar Paris. Mas tem cabeça pra isso? Até hoje tem deixado claro que não. Sua derrota para Thomaz Bellucci hoje o coloca na contra mão de tudo que escrevi acima. Mas o cara é doido! Mas ainda acho que é a melhor aposta para quem quer quebrar a banca em Paris.

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terça-feira, 19 de abril de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 18:31

Nuances locais

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Rafael Nadal deve estar dando graças a Deus pelo início da temporada européia sobre a terra. Se para ele sempre foi um martírio as partidas sobre as quadras duras, nos últimos tempos isso ficou mais grave; tanto pelos danos ao seu corpo, como pelas dificuldades em vencer partidas com frequencia a que estava acostumado, pela simples razão que ele não tem mais a mesma estâmina física que um dia teve.

 

Nao só pelas razoes acima, ele chegou babando em Monte Carlos. Era mais do que isso. Ele precisava em mandar uma mensagem a seus adversários. Se não ganhasse o torneio no jogo lento do MCCC, com suas quadras a poucos metros do mar, iria perder ainda mais o respeito que vem se definhando. E, acreditem, respeito ganha jogo sim senhor.

 

Rafa ganhou seus jogos sem estresse até as semifinais. Lá teve que lidar com Murray. O primeiro set foi magistral. O segundo muito bom. No terceiro Nadal mostrou, mais uma vez, que tem mais cabeça do que o escocês.

 

A final não foi diferente. Monfils mostrou, mais uma vez, após chegar às semis em Miami, que pode jogar de igual com qualquer um. Por um tempo. Porque chega uma hora entrega a mortadela. E Rafa não entrega. Por isso é o gênio que amamos.

 

Agora o circuito chega a Barcelona, no tradicional e pedante Real Club de Barcelona. Na época de Franco era necessário estar de terno para entrar na sede e no restaurante do clube. Os tenistas eram vistos como intrusos. Imagino que os tempos são outros e costumes também. Sorte deles.

 

O torneio é muito grande na cidade, muito bem frequentado, mas sem mais o mesmo impacto no circuito. Hoje, apesar do enorme time de espanhóis no circuito, os vizinhos franceses tem bem mais torneios do que os furiosos.

 
Os catalães tem o torneio desta semana, que era “mais torneio” por muito tempo. Hoje, depois que o romeno Ion Tiriac comprou Madrid e o transformou em Masters 1000, o evento no Real Club virou coadjuvante. É um calo no sapato dos catalães.

 
Nao sei bem como Rafa se relaciona com as nuances locais. As Ilhas Baleares são muito mais próximas e têm muito mais a ver com Barcelona. Mas, não sei porque, ele torce, descaradamente, pelo Real Madrid – e o tio dele foi zagueiro do Barcelona FC por quase uma década. Por outro lado, está sempre se bicando com o evento de Madrid, enquanto se enche de amores por Barcelona, apesar de, muitas vezes, ser um torneio difícil de encaixar no seu calendário.

 

 

Duvido que jogaria esta semana se não fosse em Barcelona. Os quatro primeiros do ranking; Novak, Roger, Andy e Stan estão em casa se preparando e descansando para coisas mais importantes. Assim, Barcelona se torna mais uma oportunidade de vitória, assim como uma responsabilidade, para Rafa Nadal. Como ele nunca foi cara de fugir do pau….

 

 

Mas que fique claro uma coisa. Seus olhos estão mesmo voltados para Roland Garros, o evento mais importante do calendário para o rei do saibro. Lá ele definirá a sua temporada. O resto dela se acomoda ao redor daquele evento que faz a sua confiança brilhar.

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quarta-feira, 6 de abril de 2016 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:55

As finais – que finais?

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Alguns me cobram um Post final de Miami. Lógico que sobre a vitória de Novak Djokovic. E se eu disser que não vi, vão acreditar?

 
O que importa é que a final foi um passeio. E predito. Nishikori perdeu antes de entrar em quadra. Dá até vergonha. Meu amigo Sylvio Bastos, que é muito bom em colocar as coisas, quando não está tentando me enrolar, foi curto e grosso a respeito, o que não é seu padrão, a respeito – não sai jogo, disse ele, no dia anterior. E quem sou eu para discordar? E assim foi; o japa não quis saber de briga – aceitou a freguesia e a dominância quietamente.

 
O servio não perdeu um set no Aberto de Miami. Foi mais fácil do que eu comer uma tigela de mousse de chocolate quando assistindo um bom filme. Pelo menos antes do meu médico levantar o dedinho e balança-lo de lá para cá dizendo não, não, não! Sacanagem.

 
Escrever o que? Sobre a partida? Estão brincando? Sobre como o Djoko está um degrau acima, no mínimo, do resto dos cachorrões? Que sem competidores à altura perde a graça? Que estamos morrendo de saudades dos confrontos Fedal?

 
Ahh, talvez esperassem um comentário sobre a final feminina. Posso escrever que não vi também. Estou um pouco mau humorado? Talvez só não queira falar sempre a verdade. Tem tanto neguinho por aí que mente que nem sente toda vez que abre a boca e faz o maior sucesso. Mas não, as coisas que são como são. Eles lá e eu cá.

 
Azarenka voltou a ganhar – havia ganho Indian Wells na semana anterior. E também, como Djoko, sem perder um set – a final feminina foi outro passeio sem sal. A que lhe deu mais trabalho foi a venezuelana/espanhola Muguruza, em dois TB, que é uma poltrona de forte, ou seja, joga de igual com Azarenka, Serena etc.

 
O Aberto de Miami acabou sem um Buum. Acontece. Não houve uma correria pelos ingressos porque não haveria grandes finais. Muitos lugares vazios, o que não é normal para o evento.

 
O tênis, como qualquer esporte, precisa de grandes nomes, grandes talentos, grandes personalidades, grandes palcos. Mas, como qualquer esporte, precisa mais ainda de grandes rivalidades, que é o que motiva o grande publico acompanhar um esporte.

 
Mas, existe ainda uma pauta a ser escrita sobre o Aberto de Miami, que pode ser mais interessante para os meus leitores. Mas fica para o próximo Post.

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quinta-feira, 24 de março de 2016 História, Novak Djokovic, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:23

Rainha da cocada

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Para nós brasileiros o Aberto de Miami é uma festa. Ainda não me faz sentir como Ernst nos anos 20 em Paris, mas dá bem para o gasto. Da porta de entrada já começo a encontrar amigos.

 

Logo de cara foi Patricio Rodriguez, tenista chileno que foi técnico durante a época que também fui e me auxiliou durante dois eventos de Copa Davis jogados, ambos, em Porto Alegre. Pessoa finíssima com quem tive muitas conversas e alegrias no passado. Para quem nao sabe, foi treinador de Jose Luiz Clerc, Nicolas Lappentti, Nicolas Massu, Andres Gomes e Jaime Izaga, entre outros. Boa parte de seus ganhos ele colocava em vinhas no Chile e não tinha a menor cerimônia em se declarar apoiador de Pinochet. Hoje, aos 77 anos, mora em Key Biscayne na companhia de sua filha de 10 anos. Adoro o cara.

 

Quando cheguei ao clube fui logo informado que Billie J. King e Novak Djokovic tinha acabado de dar suas entrevistas a pauta, premiaçao para homens e mulheres. Mais de três horas depois não tinham disponibilizado as transcrições delas. Eu falei que o assunto iria transbordar para este evento…

 

Enquanto esperava pra ver se as conseguia, sentei na Quadra Central e foi sorteado com o jogo entre a mascarada perigueti Eugenie Bouchard e a checa Lucie Hradecka. O samba do crioulo doido na Central.

 

Bouchard é uma jovem que dois anos trás acreditava piamente que seria a #1 do mundo em meses e teve boa parte da comunidade tenistica acreditando nisso. Quando se achou a rainha da cocada branquela despediu a técnica francesa Tauziat, que lhe ensinou a ser agressiva e não a paparra que era antes e o técnico Nick Saviano que lhe deu a confiança necessária para chegar às semis da Austrália e Roland Garros e à final de Wimbledon em 2014, aos 19/20 anos.

 

Bem, a partir de 2015 a moça ficou mais preocupada em postar fotos de biquini do que em ganhar partidas de tênis. Seu ranking despencou de #5 para #50. Hoje é notícia por entrar na justiça contra a USTA por um tombo que tomou no vastiário do US Open, perder jogos, trocar de técnicos, fazer biquinho em quadra e jogar de baby doll.

 

A Hradecka é conhecida por bater com as duas maos dos dois lados – a esquerda dela é ótima – e jogar bem duplas. O resultado do jogo foi 6/4 3/6 6/2 para a checa. Quando acabou o 2o set eu nao aguentava mais, virei para o amigo Sylvio Bastos, me referindo ao público, ao Ray Moore, ao Djoko, à Billie King etc e desabafei: para esse jogo as pessoas deveriam receber e não pagar para ver. O Sardonico Bastos virou pra mim e cutucou; escreve isso! Esse cara quer me complicar…

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terça-feira, 22 de março de 2016 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:10

Mordeu a língua

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O Aberto de Miami começa sob a sombra da polêmica. Mais uma vez o assunto é se mulheres devem receber o mesmo valor em prêmios que homens.

 

O principal combustível da polêmica foi do fundador e diretor do torneio de Indian Wells, o ex tenista e hippie sul africano Ray Moore. Ray foi contemporâneo de Thomas Koch e Carlos Kirmayr e saiu dos cabelos longos para, junto com Charles Passarell, tocarem um dos melhores eventos do circuito. Interessante que o evento sempre teve altas polêmicas, como as acusações de fraudes junto à prefeitura local e a das irmãs Williams, que ficaram anos sem colocar os pés por lá por conta de um incidente com o público, que foi acusado, pelas irmãs, de ser racista. Mas isso já foi e não vou me alonga a respeito.

 

O fato é que Ray fez uma declaração polemica sobre a igualdade nos prêmios entre homens e mulheres. Disse o senhor que no futuro gostaria de ter um emprego na WTA, já que esse pessoal vive na moleza e na rabeira do circuito da ATP, sem nada acrescentar. E pra completar o saque e voleio, afirmou que as tenistas deviam ajoelhar e agradecer o surgimento de Roger Federer e Rafa Nadal, que fizeram o tênis se sobressair nos últimos anos.

 

Declarações, no mínimo, discutíveis. Nenhuma mulher do mundo vai concordar, o que já coloca metade do mundo contra quem fala uma coisa dessa em público. Pior ainda se você é o diretor de um dos maiores torneios que elas jogam. Considerando que da outra metade, uma boa parte não que saber de encrenca com elas, te deixa no mato sem dog.

 

Por conta de tudo isso, Moore ouviu tudo que nao queria ouvir em vida nos últimos dias. Só estaria pior se fosse acusado de pedofilo. O final da história é que teve que “pedir” para sair e deixar o cargo, com o imediato aplauso de Larry Ellison, dono do torneio, e da Oracle, que se desmanchou em desculpas e elogios as conquistas e o tênis das mulheres.

 

Nao sei o que deu na cabeça de Mr. Moore para se sair com essas declarações. Ele tem alguma razao? Tem. Só que suas declarações foram venenosas e arrogantes.

 

Assumindo seu raciocínio, não é só as mulheres que deveriam se ajoelhar para Federer e Nadal. Os homens também. O circuito masculino também viver do Fedal durante anos e eles estao deixando uma marca que marcou o Tênis.

 

As mulheres nao conseguiram apresentar nada, nem de longe, igual. Se lembrarem, até Serena se assentar e abraçar a carreira, apareceu cada #1 de chorar na WTA.

 

Mas há maneiras e maneiras de colocar um argumento. Moore, considerando sua posição, tinha mesmo que tomar o caminho da roça e sumir depois dessa.

 

O mais interessante disso tudo é o seguinte. Quase no mesmo dia, o campeao de Indian Wells e o #1 do mundo Novak Djokovic, defendeu que os homens deveriam sim ganhar mais do que as mulheres, baseado em quem atrai mais público e atenção, o que, segundo ele, as estatísticas mostram. O mesmo argumento, com mais diplomacia, o que também já atraiu o veneno feminino.

 

Como o assunto é algo que frequenta o Politicamente Correto, algo que os americanos adoram e respeitam, pode-se esperar que a polêmica continue em Miami.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 Novak Djokovic, Olimpíadas, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:50

Novak, Angelique e Bruno

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Não é de hoje que Novak está um degrau acima, olhando pra baixo – seja quem for. Técnica, física e mentalmente. Um sucesso que é dividendo de uma das mais sensacionais histórias de estratégia de carreira, boas escolhas, determinação, entrega e compromisso total com a qualidade.

 
Um exemplo de ética de trabalho poucas vezes visto anteriormente, me lembrando Ivan Lendl pela dedicação e escolhas. Como Novak tem um perfil psicológico e social mais light do que o checo, vem – acredito que por isso também – tendo uma carreira de mais excelência do que este, que era um cara tenso e mau humorado, mas com uma dedicação à carreira que lembra o servio. Novak buscou, desde o início, ser melhor, do que todos e, mais importante, do que era. Um dia atrás do outro. Colhe os frutos.

 
Sem a mesma excelência, mas experimentando da mesma estratégia, Kerber deixou de ser uma moça habilidosa, top 10, um tanto pesadinha para correr atrás das bolas rápidas das cachorronas, para experimentar das delícias de ser uma campeã de Grand Slam. Sua vitória sobre, na bacia das almas e sob muita pressão, uma das maiores vencedoras da história do tênis mostra, mais uma vez, o que determinação, dedicação e confiança podem conquistar. Uma bela final, muito melhor do que a masculina, repleta de emoções, drama e tênis de qualidade – um prazer de assistir.

 
E o tênis brasileiro segue sendo bem representado pelos seus bons duplistas. Tirando o sucesso de Gustavo Kuerten, e Maria Esther, que foi boa nas duas, não deixa de ser interessante o fato de brasileiros se darem melhor nas duplas do que nas simples. Cassio Motta foi #3 do mundo, Carlos Kirmayr foi #7, em uma época em que ambos jogavam simples e duplas. Jaime Oncins também foi excelente e poderia ter tido o mesmo sucesso de Bruno e Marcelo tivesse feito melhores escolhas e abraçado com força a carreira de duplista.

 
Sempre acreditei que rivais tem, como função crucial, se motivar entre si. Bruno Soares e Marcelo Melo são ótimos exemplos. E não deveria ser necessário lembrar que aqui a palavra rival não carrega nenhum valor negativo.
Depois de jogarem juntos, se separaram, Bruno conquistou ótimos resultados até o fim de 2014, atingindo #3 do mundo, o que não é pouco. Mexeu com os brios do antigo parceiro que foi atrás de investimentos pessoais e melhores resultados. Chegou a #1 do mundo, o que o colocou em patamar impar na nossa história.
Bruno decidiu que tinha mais do que uma boa motivação para correr atrás de melhoras. Com novos parceiros conquistou um feito impar ao vencer ambas as duplas no AO.

 
Sabemos que quanto a Vesnina foi iniciativa sua o convite. E a moça aceitou com alegria. Até porque deve ser só alegria jogar com alguém como Bruno. Quanto a Murray o convite veio do parceiro. E aqui dou a mão à palmatória. A dupla deles funcionou maravilhas. Para tal Bruno teve que fazer seus ajustes. Uma de suas forças sempre foi a velocidade e uma de suas carências a devolução de esquerda. Vem aprimorando esta há algum tempo e hoje está bem mais a vontade com ela.

 
Com Murray encontrou um cara que, se não é mais rápido do que ele, é extremamente “móvel”, levando os oponentes ao desequilíbrio com seus movimentos junto à rede. O cara parece um dervixe dentro da caixa de serviço. E Bruno soube se transformar numa bela ancora, sem abrir mão de sua mobilidade. Os caras são um inferno de se enfrentar.

 
Além disso, com seu jeitinho mineiro, Bruno sabe e soube equilibrar seu parceiro com sua calma nas horas da onça beber água, algo crucial em uma dupla de dois. E hoje, para nossa alegria, graças à TV fechada, podemos acompanhar o torneio de duplas com quase tanta facilidade quanto o de simples – pelo menos de nossos jogadores.
Com Marcelo e Bruno estamos mais perto, pelo menos de antemão, de uma medalha olímpica do que em qualquer outra oportunidade, inclusive com Gustavo Kuerten – sem esquecer que tanto Oncins como Meligeni estiveram bem próximos de uma.

 
Mas, suspeito, que Marcelo e Bruno, até por jogar em casa, têm ainda mais consciência do que está a seu alcance. E isso, suspeito, envolve em alguma hora voltarem a jogar juntos antes das Olimpíadas.

 
Como as histórias de sucesso passam por escolhas, entregas, compromissos e abir mão de algo para conquistar um outro algo, o s rapazes devem estar avaliando com carinho como irão se preparar para a pressão que envolve o almejado sucesso no Rio.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer | 12:54

Com licença.

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O esperado confronto entre Federer vs Djokovic não fugiu do esperado, e aqui adiantado, cenário, nem ofereceu muito em termos de drama. Na verdade, o melhor do jogo foi a excelência que Djoko mostrou nos dois primeiros sets, considerando um oponente do gabarito de Roger Federer.
Este ainda tentou ficar no jogo, vencendo o 3o set, após leve tirada de pé por parte de Djoko, algo até esperado em partida de 5 sets, o que mostra que basta leves detalhes para um jogo entre esses cachorrões mudar de cenário. No 4o set Djoko ficou esperto novamente e Federer teve que se dobrar ao melhor momento do oponente.
A cada dia que passa fica, e ficará, mais difícil defender o subjetivo titulo de GOAT para Roger Federer. O tenista agora tem desempenho negativo com dois de seus contemporâneos – Nadal e Djokovic – e dificilmente conseguirá reverter isso até o final de sua carreira. Contra Djoko a idade corre contra, contra Nadal uma diferença muito grande (11×23) para ser virada.
A outra semi, entre Raonic e Murray deve, espera-se, oferecer mais dramaticidade, a cor que realmente entretêm o público. Mas considerando o perfil psicológico de ambos eu nao colocaria dinheiro nisso. Mas só pelo conflito de estilos técnicos já vale a pena assistir.
Mesmo às 6.30. Ligo a TV sem sair da cama, deixo com o som bem baixo, o bastante para ouvir o placar, se assim quiser, e os aplausos mais altos, quando merecidos, e assim redobrar minha atenção. Abraço minha mulher, tomo goles de água gasificada e fico brincando com minha consciência, ou a falta dela, alternando Tênis com Sonhos, até sentir que já faz sentido sair da cama e ir tomar meu café da manhã. E logo estarei na quadra para testar minha inspiração. É verão cá, como lá, o dia está lindo e adoro o esporte. Com licença.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer | 13:44

Patatipatatá

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Então o Milos Raonic furou a chave dos semifinalistas no AO. Não sei o que Wawrinka, Nadal e companhia têm a dizer a respeito. Pelo menos não é como a chave feminina, onde em um lado da chave deu o esperado, Serena(1) e Radwanska(4) e do outro a zebra correu solta com Kerber (7) e Konta (47).

Raonic está no radar dos GS há pelo menos um ano, sem conseguir materializar-se. Andou procurando ajuda fora das quadras para encontrar o diferencial. Fora aquela manga que usa no braço direito – supostamente para manter o braço aquecido?! tás brincando? – agora decidiu usar uma proteção bucal 24hs por dia. Diz que isso está ajudando na tensão mental, no pescoço, ombros e costas. Está tão feliz com o resultado que imagina que será algo para sempre. Bem, para sempre não sei, pelo menos enquanto o cara estiver com o tezão de vencer, imprenscindível para quem se dispõe a usar aquilo, só tirando, diz ele, para comer (e beijar??). O cara confessa que está tendo que aprender a falar e por enquanto fica no inevitável patatipatatá, o que deve ser um tormento, pelo menos para quem ouve.

Como tenista não faz minha cabeça; nunca admirei jogadores dependentes de um grande saque. Mas ele está na semifinal e com certeza deve estar fazendo outras coisas bem também. Diz que está investindo bastante tempo de seus treinos junto à rede para melhorar o voleio, instintos e colocação junto à rede. Pelo menos é algo de quem tem visão, e isso credito ao ex Ljubicic que fez a pré temporada com ele, e nao Carlos Moya, seu novo coach desde janeiro. Qualquer cara com um saque daqueles e dificuldades de movimentação tem que chegar rápido à rede e, vital, saber o que fazer por lá. Talvez devesse contratar o Carlos Kirmayr, que sabe do metier muuuuito mais do que o Moya.

Agora Raonic enfrenta Murray, que ainda não está na sua melhor forma mental (será que um dia estará?), mas adora devolver saque e que lhe ofereçam um alvo junto à rede. É o típico e interessante confronto de estilos. Eles jogam só na 6a feira.

Do outro lado da chave, o esperado confronto Djoko vs Federer. Quem não quer vê-lo? O jogo será 5a feira às 19.30h lá, 6.30h quinta feira aqui, o que quer dizer que jogam sem o calor do sol, o que quer dizer uma boa vantagem para Djokovic, ou mais preciso, uma desvantagem para Federer.

É um jogo para ser decidido nos dois primeiros sets. Se Djoko começar bem deve levar. Se Federer começar se impondo terá que prestar atenção até o fim, porque o outro tem tênis, cabeça, coração e físico para virar.
Em quem o caro leitor faz sua aposta? Tudo indica para uma vitória do servio. Mas todos vão torcer pelo suíço.

C´ést la vie.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 Aberto da Austrália, Novak Djokovic, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:03

Melange do 1o dia

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Pelo menos a Wozniacki merece um Post, algo que a ridícula Hantuchova, que perdeu 0 e 2 da Kuznetsova, que foi uma bela tenista e ainda se mantém, nao leva de jeito algum. A anoréxica da Eslovaquia decidiu, a muito tempo, que preferia sair com as pernas de fora na internet e revistas do que usar seu talento para jogar tenis. É tão fora da real que tentou trabalhar com o Larry Passos! Ela ia desistir no primeiro treino – isso se ele não decidisse antes.

 

Federer e Djokovic nem precisaram suar para ganhar. Foi um bom treino para ambos.

 

A Serena passou com alguma dificuldade pela argentina/italiana Giorgi. As duas estão peladinhas na internet, o que prova que na internet tem para todos os gostos e o tênis feminino mudou muuuito nos últimos anos.

 

Kristina Pliskova passou por uma decadente Stosur. As gêmeas Pliskova sempre me derrubam. São vitelinas e idênticas. A irmã Karolina tem melhor ranking e mais resultados e é mais bagaceira. Krystina é mais introvertida, mas tem mais tênis do que acredita. Porém, imagino, deve achar a irmã, com quem joga duplas, bem melhor e não consegue sair da sombra desta. Karolyna usa duas enormes tatuagens – uma no braço e outra na coxa. Provavelmente para se diferenciar da irmã. Além disso, uma foi ser destra e a outra, Krystina, canhota. As minas tem quase 1.90 e pernas sem dó.

 

A Errani, que era cabeça 17 também rodou na 1a rodada. Mas para essa eu tiro o chapéu. Só de pensar que a baixinha italiana chegou à final de Roland Garros eu já penso em rever meus conceitos sobre papai noel.

 

O Paire, o maior fantasmaço do circuito, que também era #17 (alooou papai noel!) também perdeu em três sets na 1a rodada. O adversário, Noah Rubin, é #328 do ranking!! Deve ter jogado tudo na inexistente direita do fantasma.

 

A Bensic, que um dia foi uma equilibrada adversária da Bia Maia, hoje é #12 do mundo já foi pra 2a rodada.

 

O Almagro, um talentoso doidinho, bateu o Bennetteau em 4 sets, no que deve ter sido um bom jogo. O espanhol, que esteve para abandonar as quadras, vai estar no Brasil Open.

 

O Coric, que muitos acreditam vá ser um cachorrao de 1a linha, perdeu rapidinho para o espanhol Ramos-Vinolas.

 

O Dodig perdeu na 1a rodada das simples – desejo inconfessável de Marcelo Melo em um GS. O ruim é que o cara, do jeito que vai, terá que jogar qualy em alguns torneios, o que pode mexer na dupla do Marcelo.

 

A Mladenovic bateu a Cibulkova. E eu nao vi o jogo…

 

O Sam Querry ainda joga tênis. Mas também perdeu.

 

A Teliana perdeu em dois sets para a Niculescu. Será que ela jogou na direita ou na esquerda da romena?

 

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