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Arquivo da Categoria Minhas aventuras

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 Juvenis, Minhas aventuras, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 11:51

Santas academias

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Logo que cheguei dei de cara com Carlos Kirmayr. Antes do torneio ele medisso que só ficaria no Rio enquanto a pupila Paula Gonçalves estivesse viva na chave. Hoje a moça é única brasileira(o) viva nas simples e ainda já ganhou uma rodada nas duplas. O Kiki segue firme no Rio.

 
Com ele esbarramos no Andre Sá, aos 38 anos, está nas chaves de duplas. Brinco com ele que ainda vou abrir a internet e ver que ele virou presidente da ATP. Nao tem tenista mais querido no circuito.

 
Assisti um pouco do jovem chileno Nicolas Jarry (20 anos) perder para David Ferrer. Se tivesse um pouco mais de maturidade levaria o jogo para o 3o set – teve três set points. Mas o cara é alto (1.98) saca bem, lógico, e tem ótimos golpes dos dois lados, o que nem sempre acontece com esses gigantes. É para ficar de olho.

 
Ontem só teve duplas femininas – os meninos começam hoje. Com esse calor e as tempestades vai ter tenista que ainda está na chave de simples saindo rapidinho das duplas.

 
Uma coisa me chamou a atenção nas duplas femininas. Elas não pensam duas vezes é colocar uma medalha na adversária. Bem no meio dos seios, quando não miram na cara. Meninas más. Os meninos só fazem isso quando querem partir pra ignorância de vez. O que é bem mais raro.

 
Se o tênis masculino mudou na última década, e mudou bem, o feminino mudou ainda mais. As meninas melhoraram demais. Da parte física, à técnica e a mental. Hoje há um prazer bem maior em assistir as garotos. Sem mencionar que, ao contrário de antigamente, são muitas as que são bem agradáveis de olhar. Santas academias.

 
Ouvi e li muita coisa sobre a “piscina” que a quadra central virou no 1o dia. Muita gente dizendo que era um absurdo o que aconteceu. A primeira coisa que o taxista me disse quando cheguei foi que ele iria pra casa depois da corrida por medo de outra tempestade. Ou seja choveu feio aquela noite. Da boca do diretor do torneio ouvi que a questão foi que com a chuva a rua alagou e a água que drenava pelos ralos da quadra retornava – não dava vazão.

 

 

Quem eu sempre encontro no Rio Open é o Bob Falkenburg III. Pra quem não sabe, e um dia escreverei mais a respeito, o avo dele venceu Wimbledon em 1947. Veio pro Rio jogar um torneio – sim, já tinha torneios por aqui – e se apaixonou por uma carioca. Casou e ficou por aqui. Viu uma oportunidade de negócios e abriu o Bob´s, primeira lanchonete como tal no Brasil, no início dos anos 50. O resto é história.

 

 

Escondidinha na arquibancada, se espremendo na única sombra por alí, a atual campeã do US Open, Flavia Penetta, torcia descaradamente pelo namorado Fognini. Os italianos não escondem a paixão.

 

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Flavia na torcida

 

 

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terça-feira, 20 de maio de 2014 História, Minhas aventuras, Roland Garros, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:34

Roland Garros 2014

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Arquivei a ambiçao de contar quantas vezes fui a Roland Garros. Provavelmente mais do que a maioria dos meus leitores tem de anos de vida. Provavelmente mais do que a qualquer outro Grand Slam, mas nao muito, já que meus compromissos de entao nao se resumiam a ele. Confesso que a minha atual ida ao Aberto da França, embarco amanha para Paris, tem outros componentes que, com o passar do tempo e as mudanças de foco em minha vida, foram adquirindo, com a minha mais feliz permissao, mais e mais importância. Se antes eu ia para Roland Garros e Paris era somente o local do evento, hoje vou a Paris e aproveito para curtir Roland Garros.

O evento mudou muito nos últimos anos. Infelizmente nem tudo para melhor. Temos mais estádios, o que acolhe um publico bem maior. Porém essa é também a razao do enorme desconforto de se acompanhar o evento em suas quadras secundárias.

Antigamente, o melhor programa, esse sempre foi minha indicaçao aos amigos e fas, era acompanhar a primeira semana do torneio nas quadras secundárias. Na segunda semana, os jogos eram mais focados nas quadras principais, ainda com o bônus do evento juvenil nas secundárias, algo imprescindível.

Como na primeira semana acontecem vários jogos inexpressivos nas principais quadras – a Central, S. Lenglen e Quadra 1 – o pessoal que tem ingressos para elas debandam para as quadras secundárias que é onde o bicho pega. Sao potencialmente mais de 25mil pessoas para quadras com arquibancadas mínimas. Como nao cabem todos, temos filas ou simplesmente desistimos. Um inferno.

Os organizadores tentam acertar o desejo do público colocando nas quadras principais os tenistas locais e os favoritos. Agora, quem vai querer assistir mais um massacre da Serena ou o Gilles Simon empurrando bolinha para o outro lado? Nem de graça. Por isso, nos primeiros dias a Central e S. Lenglen tem mais o pessoal que nao necessariamente gosta de tênis e sim de um buxixo, quem quer conhecer a quadra, fanáticos franceses ou grandes fas da Serena e do Simon. Enquanto isso, lá nas outras inúmeras quadras tem aqueles pegapracapar que acontecem nas primeiras rodadas dos Slams, jogos resolvidos em 5 sets dramáticos disputados por tenistas de padrao internacional, que fazem a cabeça e o coração dos fas do tênis. Alí está a essência de Roland Garros O duro é conseguir um assento.

Quinze a vinte anos atrás era mais tranquilo. Eu podia sentar na Quadra 6, assistir dois sets de um jogao, sem um fulano metendo o joelho nas minhas costas ou eu esfolando o meu no assento plástico da frente, levantar, caminhar à alameda de acesso, pegar um hot dog e um sorvetao, voltar para o meu lugar e fazer a maior festa com meu lanchinho. Hoje, se levanto, adieu. Por isso, cuidado até com o xixi.

Mas o evento tem inúmeras qualidades, foram feitos alguns investimentos que ajudaram a vida do público, as inigualáveis partidas no saibro e a possibilidade de acompanhar partidaças a poucos metros dos tenistas – desde que nas quadras secundárias. Mas, para mim, cada dia mais o grande charme do evento, e que sempre foi um tremendo diferencial, é o fato de acontecer em Paris.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 Minhas aventuras, O leitor escreve | 10:57

Presentes

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Ganhei um presente de natal. Na verdade, três presentes, todos da mesma pessoa. Chegaram ontem pelo correio. A razão para escrever a respeito no Blog é que são todos da mesma pessoa, uma leitora. Sempre admirei pessoas que sabem escolher e dar presentes. Presentes pensados, com personalidade, su misura. Um saber diferenciado, que demonstra atenção, sensibilidade, carinho e objetividade. Confesso, sempre tentei dominar essa arte e sempre me frustrei quando comparado a essas pessoas.

Os presentes me foram dados pela Lua, a nossa conhecida leitora e mais do que querida comentarista/escritora. Ela tinha me alertado a respeito durante o ultimo ATPanga, mas de alguma forma a mensagem falada me chegou nebulosa. Quando chegaram os presentes e com eles as notas escritas, balancei. Abismei. Como diziam na minha época de universidade, freaked out.

A caixa amarela do correios continha três livros. E não três livros qualquer. O primeiro é um livro de fotos, uma das minhas paixões, de Paris, outra paixão. A fotografia é uma paixão de juventude, da época de universidade, que são arrebatadoras e longevas. Paris é uma paixão de mais de 30 anos, daquelas que se enraizam com o tempo, se modificando com a idade, oferecendo novos prazeres e satisfazendo antigos, dos materiais aos emocionais. Com fotos de mestres, também apaixonados pela cidade, o livro Paris, Mon Amour junta ambas as paixões com elegância. O detalhe é que Lú avisa que esse é um presente para minha mulher.

O segundo livro, Tesouros dos Beatles, é um capa dura sobre os Fab4, outra de minhas paixões de juventude. Começou, como para muitos na minha idade – não todos, pois não poucos achavam o rock uma afronta e só aceitavam a MPB – com os primeiros sucessos dos rapazes. A partir de Rubber Soul adquiriu outra tonalidade e com Sgt Pepper outra conotação.

O terceiro livro foi o mais surpreendente. É uma edição comemorativa de O Pasquim, o jornal que separava o joio do trigo e publicava o joio, segundo ele mesmo. Surpreendente porque, eu imaginava, pouquíssimos sabiam de minha história com o Pasquim. Minha mulher garante que eu já escrevi a respeito dela e dele aqui no Blog. Talvez a Lua seja uma leitora atenta, talvez a moça seja meio bruja. De qualquer maneira, quando estudei nos EUA não existia internet, os telefonemas internacionais eram mais raros do que políticos honestos e os jornais de lá não publicavam uma linha sobre o Brasil. Os JTs de 2ª feira e O Pasquim semanal eram minha ponte com o país que passava pelos seus anos pós golpe militar.

Os textos de Paulo Francis, Millor, Luis C. Maciel, Tarso, Sergio Augusto, e os escrachos do Henfil, Jaguar, Fortuna, Ziraldo era o que não me deixava esquecer minhas raízes e me colocava a par do que acontecia por aqui. Diariamente, durante anos, eu chegava em casa e olhava a caixa do correio na esperança do jornal enroladinho que meu tio enviava religiosamente. Porém, mais de quarenta anos depois foi o texto da carta da Lú, mais uma obra prima, que me pegou pelo cangote e deu o sabor final a esse presente de Natal que tão cedo esquecerei. Beijos moça.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 História, Minhas aventuras | 12:04

Referências

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O tempo passa e as referencias mudam. Leio que o pai da Norah Jones morreu ontem em San Diego. Para o pessoal de minha geração a notícia leria que Ravi Shankar morreu aos 92 anos. Para quem não conhece nem um nem outro sugiro um pouco mais de educação musical. No caso de Norah, cantora com nove Grammys em um gostoso estilo fusion de jazz, pop e country com uma interessante incursão como atriz no filme Blueberry Nights.

No caso de Ravi Shankar é preciso gostar de música hindu e ter um pézinho nos anos sessenta. Curtir os Beatles é um must, já que foi ele que inspirou e ensinou George Harrison tocar a cítara, ouvida em músicas dos FabFour como Norwegian Wood e Within and without you entre outras.

Tinha uma época que eu adorava colocar seus discos, isso antes dos CDs, deitar e me perder na viagem sideral proporcionada pelo casamento das intricadas harmonias e melodias da cítara com os sons hipnotizantes da tambura e o alucinante batuque da tabla. Hoje que tenho disponível os CDs e os magníficos estéreos não o ouço tanto e quando ouço é de música de fundo – preciso rever urgentemente alguns de meus hábitos atuais.

Lembro que no meio dos anos 70 Shankar esteve em São Paulo e tocou no Teatro Municipal. Carreguei o Felipe Tavares, o mesmo que na semana passada organizou o evento Federer, para o Municipal, onde sentamos na primeira fileira das poltronas vermelhas. Foi uma experiência.

A música de Ravi influenciou mais do que suas filhas. Dos Beatles a John Coltrane, que deu a seu filho o nome do mestre hindu, o que, considerando as influencias e a influencia de Coltrane não é pouco.

O estilo Norah não foi influenciado nem de longe pelo pai, com quem, leio, tinha uma relação distante e tumultuada, apesar de que a genética ajudou. Ravi tem uma segunda filha música, Anoushka, que toca o mesmo dificílimo instrumento do pai e hoje é concertista internacional.

Tenho no meu ipod tanto o pai como a filha. Já sei o que vou fazer nas próximas tórridas noites em que preciso deixar as janelas abertas para que um pouco de brisa me permita parar de transpirar, acalmar o corpo e relaxar a mente. Vou colocar uma raga e checar a quanto anda minha sensibilidade musical.

Shankar no famoso Festival de Monterey de 1967

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 Minhas aventuras, Porque o Tênis. | 23:54

Match Point, Woody

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A bola bate na faixa da rede, sobe, começa a descer e então a imagem na tela é congelada, deixando no ar a dúvida em qual lado da quadra a sorte a colocará.

É a primeira, e simbólica, cena de Match Point, o filme de Woody Allen. “Eu prefiro ter sorte a ser bom”. A frase, dita por um tenista logo após a cena acima, é o fio condutor do filme. Durante boa parte de Match Point me senti incomodado. Fica difícil dizer o que exatamente me importunava.

Talvez o mau caráter de Chris, característica na qual o personagem principal é campeão. Mas já vi piores personagens e raramente me incomodei. Talvez tenha sido como o elemento sorte é tratado por Allen.

Na verdade, o filme é a respeito da sorte. O cineasta afirma que as pessoas não gostam de confessar a influência da bendita em suas vidas. A questão divide, sem unanimidade, desde a antiguidade. Virgílio afirmava que “cada um é artífice de seu destino”, enquanto Publílio Siro dizia que “para o homem a sorte tem mais valor do que o discernimento” ou ainda Sófocles com “os dados de Zeus caem sempre do lado certo”.

Sempre vivi, dentro e fora da quadra, mais centrado no conceito de Virgílio do que no dos outros. Deve ter a ver com a educação herdada de meu pai. Se ele, ou eu, esperássemos a sorte determinar nossos futuros, morreríamos de fome. Pelo menos sempre acreditei nisso. Meus objetivos e ações foram baseados no livre arbítrio. O determinismo passou longe de casa.

Mas após sair do cinema comecei a pensar. Será que também tive minha dose de sorte, e azar, e nunca dei o devido crédito? No filme, Chris age como um maquiavélico tenista, arquitetando suas ações e manipulando as pessoas. Fica claro – pelo o que mostra nas cenas filmadas no Queen’s Club, exclusivo clube de Londres onde se joga o evento preparatório para Wimbledon – ser mais um estrategista do dono de apurada técnica.

Confesso que sai do cinema odiando o personagem, mas confesso também que vou querer na minha dose de sorte daqui para frente. Mas, como talvez seja um tanto tarde para mudanças radicais de personalidade, ao invés de “eu prefiro ter sorte a ser bom”, como professa o personagem, eu fico com ser bom e ter sorte.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Minhas aventuras, Porque o Tênis. | 12:00

Cheeseburguer

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Alguns dos queridos pangas que aqui escrevem, gostam de se confraternizar nas mídias sociais onde mostram uma forte queda pelo lado gourmet da vida, falando de comida em um espaço que nasceu pelo amor ao tênis. Considerando isso, pesquei um singelo texto publicado no O Estadão alguns poucos anos atrás que tem a culinária como pano de fundo para a nossa paixão comum. Por conta do tema, que não é a culinária, esta é só o fio condutor, fica como inspiração para comentários, espero que inspirados e de quaidade, para o fim de semana. Divirtam-se.

Geralmente eu vou àquele restaurante para comer o cheeseburguer, o melhor que já experimentei. Conseguiram melhorar uma fórmula tradicional que parecia imbatível pelos componentes e a simplicidade – carne, queijo e o pão. No caso, um pão diferenciado, feito com a massa de pizza, elevando o sanduíche a outra categoria.

Sempre odiei cheeseburguers cheios de coisas dentro! Basta uma mordida para que tudo esparrame para os lados causando uma porcaria sem fim. Como os pratos de massa de cantinas baratas, que mais parecem o Monte Everest alagado por um molho ralo e sem sabor. Ignorei os talheres, já que se é para comer com garfo e faca não é cheeseburguer. Mas este é um senão menor, reflexo do pedantismo do local, devidamente perdoado pelo carinho e a arte envolvida.

Escrevo isso para confessar que pela primeira vez deixei um pouco no prato. Quando pequeno ouvia do meu pai que não se deixa comida no prato. E o tal do cheeseburguer sempre me pareceu de bom tamanho. Ontem sobrou.

Quando o garçom o retirou – como são apressadinhos os garçons nesses lugares chiques, suspeito que tenha a ver com a fila na porta – fiquei surpreso com aquele pedaço deixado no prato. Por um instante, a memória dos sermões paternos quase estragou o meu prazer da mesa. Mas, pensei melhor e logo encontrei a razão para o lamentável ato.

Não foi, como a princípio me pareceu, porque tenho tentado comer mais como um mendigo e, quando muito, como um príncipe, mas nunca como um rei. A verdade é que estivera a conversar com dois novos amigos sobre uma paixão mútua – o tênis. Um deles, o mais apaixonado, é artista por vocação e tenista por paixão. O cativante é que essas pessoas trazem para a conversa um olhar diferente do meu. Geralmente a base desse olhar é a formação de cada um, mas, quanto mais se conversa, mais descobrimos a convergência de ideias.

Quanto mais mergulhamos em nossos pontos de vistas sobre as pessoas, o trabalho, dificuldades, conquistas e as texturas que formam nosso dia a dia, mais descobrimos que o tênis é um ótimo espelho para as mais simples e as mais complexas analogias. E foi caminhando por esses possíveis e interessantes labirintos de ideias que acabei desafiando mais um dos ensinamentos paternos.


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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Minhas aventuras | 12:01

Círculos

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Aproveitando a pergunta de alguns leitores e amigos, informo que minha parceria com a ESPN terminou após o Aberto da Austrália. Foram 15 anos como representante do Tênis dentro de um canal que começou como uma grande aventura e da maneira mais modesta. Fui convidado por José Trajano, com quem tinha trabalhado anteriormente e que saiu da direção do canal no fim do ano passado. Foi uma excelente experiência e um belo aprendizado.

Logo no início ajudei a produzir o Jornal do Tênis, onde eu tinha a minha “coluna”, um programa semanal que foi ao ar quando assumi os custos totais da produção, custo que corri atrás vendendo cotas do programa. Felizmente, mesmo sendo na infância da TV a cabo, nunca perdi dinheiro, pelo contrário, algo do qual me orgulho.

Naquela época – pré Gustavo Kuerten – a ESPN ainda tinha os direitos dos Master Series, que veio a perder para a SporTV. Durante alguns anos, editei e comentei os jogos dos MS, que eram passados em tape e não tinham a mesma audiência e a repercussão atual.

Após sete anos de JT, surgiram conflitos sobre o comercial, decidi não arcar mais com os custos e o programa JT eventualmente saiu do ar. Voltou há uns dois anos, acredito.

Após anos viajando – como treinador e depois como colunista do Jornal da Tarde e Estadão, para onde fui graças ao convite do amigo e jornalista Edu Carvalho – em 2005, decidi viajar menos e passei a comentar os Grand Slams no canal, sempre dos estúdios no Sumaré, bairro paulistano. Nesse período encarei também Olimpíadas, torneios menores, exibições e comentários na internet. Abracei todos com gusto e dedicação. Essa foi a realidade até o Aberto da Austrália deste ano.

Agora, com alegria e uma pitada de ansiedade, vou mergulhar nas infindáveis alternativas que a vida oferece, escolhendo as que me trarão maiores felicidade, que é meu motto de vida para o resto dos meus dias.

Sobre o assunto, o Paulo Coelho, entre outros, tem uma colocação mais óbvia. Mas fico com a de Rainer Rilke:

Vivo minha vida em círculos cada vez maiores

Que se estendem sobre as coisas

Talvez não possa acabar o último

Mas quero tentar.

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terça-feira, 3 de abril de 2012 Light, Minhas aventuras, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:46

O torneio em Miami

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Ir a Miami, ou outra cidade, e acompanhar o torneio é uma experiência bem mais ampla do que acompanhar jogos pela TV. E não estou falando só sobre tênis. Existe mais em uma viagem dessas do que apreciar partidas de tênis. Houve uma época em que eu passava mais horas à beira de uma quadra, hoje prefiro um equilíbrio que pende para outras áreas.

Com a experiência adquirida, tenho alguma ideia do que pode se apresentar em quadra como interessante, marcante, surpreendente e imperdível, sendo que a maioria das vezes me dou por satisfeito com a primeira qualidade.

Acompanhar um evento pela TV pode ser um ótimo programa, especialmente se a cobertura for encorpada e correta, como é o caso aqui no Brasil na maioria das vezes. A SporTV costuma fazer boas coberturas nos Masters 1000, a Band vem nos brindando com os torneios femininos e a ESPN faz ótimas coberturas nos Grand Slams, que são os grandes palcos dos tênis. Em todoss os casos, me refiro ao numero de horas mostradas, à produção, narração e comentários. No que se refere ao meu trabalho, deixo a avaliação a seu critério.

Não sou pago para ir a Miami. Fui porque acho um bom programa dentro dos conceitos acima e uma boa maneira de manter contato com o circuito. É diferente de quando eu o frequentava como técnico ou mesmo como um cronista mais assíduo. Serve para matar as saudades, de pessoas e situações. Além de curtir o evento e a cidade.

Algumas pessoas preferem acompanhar as finais e as partidas da Quadra Central – tenho uns amigos que a mulher e o filho chegaram no sábado de manhã, deixaram a mala no hotel, correram para o clube só para descobrir o WO do Nadal. O marido chegou só no Domingo, o bastante para ver o Djoko vencer em dois sets – voltaram todos no Domingo à noite. Estes são fanáticos e cheios de disposição.

A minha primeira opção em Miami era sempre pela Quadra 1 e 2. Em ambas o pessoal da imprensa tem assentos que ficam imediatamente atrás de onde descansam os tenistas nos intervalos – mesmo local dos técnicos, árbitros e supervisores. É um cenário semelhante na Grandstand, sendo que nesta ficam todos juntos em canto do fundo da quadra. Prefiro a 1 e 2.

Dalí podemos ver a gota de suor do tenista descendo pela sua face nos momentos mais dramáticos. Acompanhamos cada detalhe de suas tensões e reações, o escorregar e o brecar de seus sapatos, sem contar com as vantagens da proximidade para acompanhar os golpes e o jogo em si. Ouvimos ele bufar, reclamar, vibrar, falar, sozinho ou com alguém. Fazemos parte do jogo. Acompanhamos o movimento e a vibração das viradas de lado, hora em que a TV sai para os comerciais – e lhes digo, ali acontece muita coisa.

O local da imprensa na Quadra Central é confortável, espaçoso e com uma boa vista. Abrindo a porta do camarote, estamos na sala onde se escreve e onde são disponibilizadas as informações – refrescada por ar condicionado, algo crucial em Miami. Tenho um conhecido que passou mal durante a final feminina, disputada com o sol a pino. Foi atendido no próprio local, viu muitas estrelinhas, mas ficou sem ver a partida.

Um programa imperdível em um evento desses é acompanhar treinos, aquecimentos e jogos de duplas. Presenciamos coisas que não se vê nas simples nem na TV – fora a casualidade de acompanhar um ídolo a poucos metros, dentro de uma informalidade ímpar, sem perder o fascínio que eles e o esporte apresentam.

A maioria das pessoas reclama das refeições disponíveis na área de alimentação. É aquela típica americana para locais de muito público – trash food. Existem locais mais caros e restritos, um pouco melhores, mas na mesma linha.

Não existem restrições à venda de álcool e as bebidas são servidas em vários locais. Mas não vi nenhum problema por conta disso, o que talvez nos faça pensar que o problema não é o álcool e sim as pessoas. Mas, é claro, indispensável não dar a elas a oportunidade de fazer merda e por isso sou totalmente a favor de restrições tipo em beiras de estrada. Mas essa polêmica da Copa me parece bobagem – o que se tem que fazer é aplicar a lei e hoje existe uma condescendência sem fim com os fora da lei uniformizados que se passam por torcedores em estádios. Sem eles a presença de famílias seria muito maior e o ambiente sem comparação.

Centenas de brasileiros estiveram no Torneio de Miami que, como eu já disse, muda de nome oficial no ano que vem. O evento é interessante e acontece na cidade favorita dos brasileiros nos EUA. Não é a minha, mas nem por isso deixo de aproveitar cada dia que por lá passo, especialmente acompanhando tênis.

Na Quadra Central de Miami. Não é o meu assento favorito, mas está de bom tamanho.

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quarta-feira, 28 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:40

Rápidas bolinhas

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Hoje pela manhã aproveitei mais um dia lindo de sol para ir ver uns amigos, em um evento promovido pela Fábio Sibelberg em Key Biscayne. O Fábio é um ex-tenista, esteve no meu time de Copa Davis contra o México, e atualmente leva brasileiros para assistir grandes torneios de tênis mundo afora. Alguns de meus leitores já viajaram com ele.

O evento é patrocinado pelo negócio de um amigo, Francisco Brandt, e reuniu diversos brasileiros, presentes em Miami, com uma raquete nas mãos e vontade no coração. É sempre divertido reunir pessoas em torno de uma paixão esportiva, especialmente quando é para sair do sofá e entrar em quadra.

Tão bom quanto bater uma rápida bolinha com uns brasileiros e assistir alguns jogos dos pangas amigos, foi encontrar nas quadras de tênis do Crandon Park Golf Club alguns amigos das antigas.

Quem toma conta do local, há 19 anos, é o peruano Pablo Arraya, uma peça raríssima, que esteve muito em torneios no Brasil, dono de uma das grandes direitas do circuito e de uma personalidade muito carismática. Lá estavam também Nicolas Pereira, o venezuelano que ganhou tudo como juvenil e teve boa carreira como profissional e hoje comenta para a ESPN Latina, o boliviao Mario Martinez, hoje vivendo em Boca Raton, dono de uma esquerda venenosa e uma braço muito rápido e ex top 20 do mundo, e o chileno Pato Rodriguez, tenista chileno que foi treinador de vários, entre eles Jose Luiz Clerc e Nicolas Lapentti, hoje vivendo em Key Biscayne e, como disse, levando a vida que pediu a Deus.

Bati umas bolinhas, inclusive com a esposa, o que é sempre bom, revi amigos, voltei para o hotel, tomei um banho de piscina, escrevo para vocês, vou almoçar em algum lugar maravilhoso e, a pedidos, devo assistir o jogo do AnimalNadal mais à noite. Se vocês tiverem alguma sugestão de como melhorar um dia destes, sintam-se à vontade.

Vocês podem ver mais fotos, desta manhã e de minhas visitas ao Aberto de Miami, visite a página do Paulo Cleto no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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terça-feira, 27 de março de 2012 Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:29

As fotos

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Aqules que quiserem dar uma olhadinha em algumas das fotos que tirei por aqui em Miami é só acessar o perfil do Blog no Facebook: Blog do Paulo Cleto – Tenisnet.

Agora que tenho o fio para o download vou colocando alguns brindes para vocês por lá. Hojé são fotos, amanhã quem sabe videos.

Me digam o que acharam.

No jogo da Carol esse cara insistiu em tirar uma foto comigo! Vcs sabem quem é??

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