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Arquivo da Categoria Masters

domingo, 1 de maio de 2011 Masters, Tênis Masculino | 18:48

Três em um

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Novak Djokovic segue com seu ano perfeito. Sua auto estima deve estar nas nuvens. Esta semana foi especial, por jogar em casa e por fechar o circulo iniciado com a conquista da Copa Davis na mesma Belgrado. Se o rapaz abandonasse a carreira tenistica esta semana, se elegia presidente da Sérvia na semana seguinte.
 
Imagino que o nosso amigo Marin A esteja tomando um Malbec antes de vir comemorar no Blog a vitória de Juan Del Potro. Se eu estou feliz por ele Delpo, imaginem a torcida argentina. Aos poucos, o rapaz vai readquirindo sua forma, seu físico, seus calos, sua confiança. A vitória, contundente, sobre um saibrista da categoria de Verdasco, que estava super motivado, por conta dos incidentes de Barcelona e pelos pontos a defender, deixa claro a sua volta aos ranking dos melhores. Nesta toada, Delpo estará pronto a fazer estragos nas quadras duras dos EUA, onde tem se dado melhor.
 
Um número surpreendente: Davydenko conseguiu, com a conquista de Munique, ultrapassar o numero de títulos de Gustavo Kuerten. A diferença é que Kuerten conseguiu brilhar em dois grandes palcos. O brasileiro dorme com três taças de Roland Garros em sua casa, além daquele belíssimo troféu de cristal que ergueu em Lisboa. Além de poder contar para seus netos que foi numero 1 do mundo. Davydenko venceu o Masters em 2009, mas o mais longe que chegou em GS foi à semifinal. São excelentes números, o bastante para orgulhar qualquer um. Mas é um detalhe interessante, e inesperado, ele ter passado Kuerten em títulos.
 

 

Davydenko no seu melhor momento.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 História, Masters, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:48

Correndo

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Em junho de 1992, Jaime Oncins enfrentou nas quartas de final de Genova o ucraniano Andrei Medvedev, na época ainda com 18 anos, enquanto que Jaime com 22 anos.

Foi uma daquelas partidas determinantes na carreira dos envolvidos. O ucraniano venceu no tie-breaker do 3º set, após Oncins desperdiçar um set point em uma passada na corrida.

Oncins havia vencido seu 1º título em Bologna um mês antes e chegado às oitavas de Roland Garros após bater Ivan Lendl na 2ª rodada. Estava no embalo. A vitória nas quartas de Genova o colocaria nas semifinais contra Marcelo Filippini e ótimas chances de ir a mais uma final. Até hoje vejo aquela passada na corrida como se fosse minutos atrás.

Andrei bateu Felippini nas semis e na final surpreendeu o argentino Perez Roldan, conquistando seu 1º título da ATP. Pegou a elusiva confiança, o bem mais importante para um tenista em formação. Um mês depois venceu Stuttgart, então um “Masters”, batendo Prpic, Volkov, Emilio Sanchez, Edberg, Muster e Wayne Ferreira. Para completar, a missão e sua 1ª temporada, dois meses depois venceu Bordeaux, batendo um triste Bjorn Borg, que tentava um ridículo retorno na 1ª rodada, Cherkasov, Carlos Costa (atual manager do Nadal), Gilbert e Brugera na final. Em uma temporada foi de #227 do ranking a #23.

Durante essa ascensão esteve acompanhado de seu então técnico Oleksander, que viajava sempre com a mulher e filho pequeno. Como são poucos os técnicos com mulher no circuito e menos ainda os com criança pequena, chamavam a atenção, apesar do esforço para não fazê-lo.

Na época, o garoto Alexandr tinha de três para quatro anos e não era nada raro os tenistas o mimarem. Lembro que no dia após a derrota de Oncins tomamos café da manhã juntos no hotel, já na hora em que os maus humorados garçons italianos tentavam recolher a comida. Nós íamos embora e eles voltavam ao clube. That´s life.

Alexandr corria como um azougue entre as mesas, para o constrangimento da família extremamente introspectiva. O garoto, nem aí. Aliás, segue correndo. Hoje usa sua velocidade natural e a quilometragem adquirida no circuito para eliminar tenistas como Robin Soderling no Aberto da Austrália e se tornar, como já digo há algum tempo, um tenista diferenciado no circuito. Na próxima rodada, já nas quartas de Melbourne, vai ter que correr ainda mais ao encarar Andy Murray. O pai foi seu técnico até dois atrás. Até ambos descobrirem que essa acerto familiar tem data de vencimento. Aí o filho mudou a grafia do nome, que era identica ao do pai e foi correr por aí.

Dolgo Dog – correndo por aí.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 História, Masters, Tênis Masculino | 14:19

10 anos

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 Como hoje, primeiro dia da final da Copa Davis entre Sérvia e França, comemora-se dez anos da conquista de Gustavo Kuerten no Masters de Lisboa, sobre Andre Agassi, que lhe deu tambem, pela primeira vez, o título de melhor do mundo.

Na ocasião passei a semana em Lisboa escrevendo sobre o evento.  Como homenagem e lembrança do fato, publico abaixo a cópia da minha coluna no “Jornal da Tarde” sobre essa final. Com um pouco de boa vontade vocês conseguem ler o texto.

 

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 23:30

O mundo gira e a Lusitana roda.

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Como sempre acontece quando temos um embate entre os dois melhores tenistas da década, o QI geral do Blog despenca. Vivo, e de certa maneira me divirto, com o fato.

Já abandonei a expectativa de conseguir manter um alto padrão na área dos comentários nessas horas. Na verdade, me surpreendo agradavelmente com alguns que aqui vem para acrescentar positivamente à discussão. Em outras ocasiões, tive a audácia de escrever que o lugar ficava um tanto infestado de idiotas, algo que não farei nunca mais. Afinal, ninguém gosta de ler e constatar – “pô, o idiota sou eu”, e nem serei eu a colocar tal pecha em alguém. Nunca.

O leitor, nunca um idiota, até porque aqui veio, o que denota um certo conhecimento, pode simplesmente ser mal informado sobre o Blog ou o Blogueiro. Afinal, se o leitor não começou acompanhar o tênis, e o Blog, na semana passada, sabe da minha admiração pelo tênis de Roger Federer.

Agora, a cada vez que os dois se enfrentam, e eu escrevo algo, seja o que for, vem uma horda querendo me crucificar por uma coisa ou outra: ou eu não fico babando pelo seu ídolo ou o critico, quando é o caso. Ahh, dá um tempo!

Se o que querem é ler “baba-ovo” ou “release” de relação-pública procurem outro local ou abram um Blog para escrever e ler suas próprias asneiras.

Dito isso, para quem não percebeu, o Post de ontem foi muito mais sobre a frustração de não ver uma grande partida do que qualquer outra coisa. Que é como me senti sobre o embate – afinal, como escrevi, são os dois maiores do mundo nos últimos anos.

Se o leitor sente orgasmos leitosos quando esse ou aquele tenista vence, é um gosto seu e não meu. Para mim, tanto dá vencer Nadal ou Federer. Gosto de tênis e não de tenista.

Prefiro outro cenário. Os dois tenistas nos presenteiam com a maior rivalidade das ultimas décadas, só comparada com algo como Sampra x Agassi, só que melhor. E eu lá vou ficar perdendo esse espetáculo por conta de torcer, me desesperar ou gozar com a raquete alheia? Nem que o magnífico Bill Tilden volte e declare que agora virou machão e quer bater a esquerda com as duas mãos.

Para aqueles que têm dificuldades em interpretar um texto, sugiro, em alguns casos, o Mobral, ou em outros, pelo menos que leiam um pouco de mestres da língua portuguesa como Machado, Drummond, Lispector, Trevisan, Érico, Graciliano, Ubaldo, Rosa, Quintana, Braga ou mesmo o Chico e, em caso de desespero, o Jô. Sei lá, não precisa ser um mestre das entrelinhas, basta aprender a ler, avaliar e compreender com isenção e nitidez, o que um pouco da melhor literatura sempre ajudará.

Se Nadal perdeu porque estava cansado, e claramente estava, com certeza Federer não venceu pela mesma razão. Venceu porque jogou muito, como jogou a semana inteira e como joga quase todas as vezes que entra em quadra. Não é o melhor da história só porque um idiota qualquer assim determina com todas as forças de suas tripas. É pelos resultados – eu só faço me emocionar e sensibilizar com o espetáculo que ele oferece e tentar, ao longo dos anos, interpretar, o que vejo e sinto, nas minhas falas e escritas.

Como escrevi no Post, que a maioria decidiu ignorar, atentem à palavra, determinante foi que Federer inovou, arriscou e cacifou em cima de suas decisões, a mais evidente a de interceptar a esquerda e enfiar mão como a foto do Post anterior mostra. Se o Nadal não estava no seu melhor dia, e não estava, azar dele.

Lógico que muitos desses torcedores ignoram o que escrevi (sobre a maravilha da esquerda batida na ascendência) porque nunca bateram ou tentaram bater ou tem idéia do que seja bater esse golpe. Se tivessem a mais remota idéia, perceberiam que só essa constatação vale mais do que dez parágrafos de babação floreada que é o que a rapaziada queria e, provavelmente, entende. Lógico, também, que nos resta a ver como essa estratégia funcionará em futuros e aguardados embates.

O mundo gira e a Lusitana roda. E eu já vou, porque já me alonguei bem mais do que deveria sobre o assunto.

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domingo, 28 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 19:51

Domingão de sol e sem brilho

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Planejei o meu dia ao redor da final em Londres, mesmo tendo bons assuntos familiares a viver, o Brasileirão para acompanhar e outras coisas gostosas que um Domingo de clima perfeito como o de hoje oferece.

Uma pitada de frustração tingiu o meu dia!

O jogo foi menos do que esperávamos, pelos envolvidos e pelo o que acompanhamos ontem, no confronto entre Nadal e Murray, esta sim uma partidaça, a melhor do torneio. Não escrevi sobre ela, guardei a emoção para o de hoje e dancei.

Era evidente que Rafael Nadal não estava em condições ideais desde o início. Mais de uma vez o espanhol simplesmente abandonou bolas – uma delas quase me fez cair o queixo, uma esquerda cruzada do adversário que ele sequer esboçou uma reação. Sabem quando foi a ultima vez que vi isso acontecer? Nunca.

Para quem acompanhou no HD – que maravilha é o tênis sem aqueles comerciais repetitivos, percebeu o quanto Nadal massageava sua coxa direita nos intervalos.

Enquanto escrevo ainda não saiu a entrevista pós jogo do espanhol. Imagino que ele vá falar sobre o tema, apesar de ele, como todos, insistir em dizer que não dá desculpas, sempre fala sobre as razões da derrota, o que é o mesmo.

Já que não tenho a de hoje, comento a de ontem. Nadal confessou, após a partida, que estava muito cansado, adiantando que não saberia dizer como estaria amanhã (hoje).

Perguntado, também falou sobre o mesmo tema que insistiu toda a semana – que as condições em Londres não lhe eram favoráveis.

Questionado então como estava na final, Rafa disse que vinha jogando bem e estava mentalmente fresco. Porem, insistiu em afirmar que todos os adversários presentes (só deixou Ferrer de fora da lista) são mais especialistas no piso do quem ele. Adiantou que não considerava o “piso nem rápido nem lento, mas que era impossível imprimir seu estilo de jogar bolas altas e defender com qualidade”.

Nesse piso, o jogador para ter sucesso tem que sempre voltar ao ataque. Para o espanhol fazer a transição da defesa para o ataque tem que se movimentar com muita intensidade, algo que estamos carecas de acompanhá-lo realizar. Mas não hoje.

Além de não ter pernas para segurar o ataque de Federer, Nadal pouquíssimas vezes conseguiu fazer a transição. Uma das razões, para quem curte a parte tática, foi a capacidade do adversário de entrar na quadra e interceptar seus “drives” cruzados que normalmente procuram altura e profundidade. Federer entrava na quadra, pegava a bola ainda na ascendente e, na maior cara de pau, voltava na cruzada com velocidade – foi numa dessa que o espanhol ficou olhando?!

Geralmente o espanhol consegue jogar o suíço mais para trás, o que causa com que sua bola encurte, para a festa de Nadal. Hoje não teve essa moleza.

O segundo set só foi para o espanhol porque Federer, para variar, deu aquela viajada e Nadal jogou sua ultima cartada. Mas, para a nossa surpresa, o espanhol não tinha mais nada a oferecer na “negra”. Não me lembro de ver o espanhol tão parado nos últimos anos.

Como o campeão é o que vence a ultima partida, o título está em ótimas e habilidosas mãos. Roger jogou bem toda a semana, sempre ao seu estilo – jogando para o gasto e quando exigido.

Se a final não foi a maravilha que esperávamos, guardaremos na memória algumas outras belas partidas do evento, entre as quais, óbvio, destaco a semifinal com Murray, que deixou a quadra chorando de frustração, mostrando que o escocês se importa e isso é muito bom de se saber e ver. Ainda quero ver esse tenista desabrochar.

Djokovic fez algumas belas apresentações e ainda teremos uma emocionante oportunidade de assisti-lo esta temporada, na final da Copa Davis, contra a França, em Belgrado, o que deve ser, para quem gosta de tênis, imperdível.

A vitória de Roger deixa a maior rivalidade da década, e uma das maiores da história, acesa e ainda mais renovada para a próxima temporada.

Sendo assim, e muito mais, o Domingo, de sol radiante e com tudo que consegui fazer, foi excelente e longe de perdido. Assim como a temporada para Nadal, para Federer e para nós, os fãs do tênis.

Federer – soltando o revés.

Nadal – atrasando o revés.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:12

Nebuloso

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A vitória do checo Tomas Berdich sobre o americano Andy Roddick foi a vitória do tenista mais encorpado técnicamente, uma verdade perene entre os dois, e o do tenista mais confiante, uma verdade momentânea.

Berdych sempre foi perigoso. Mas só esta temporada mostrou o que é capaz, e acho que é capaz de ainda mais, dependendo exatamente do quesito “confiança”. A sua temporada 2011 será interessante de acompanhar.

Roddick, que se abateu bastante após perder o 1º set e sofrer uma quebra prematura, fato que só ilustra ainda melhor meu post anterior sobre a força mental de Nadal. E, ressaltando, Roddick tem que ser considerado um tenista muito forte mentalmente. E foi por deixar escapar uma importante vitória sobre Nadal dois dias atrás que perdeu a fé na partida de hoje.

O futuro do americano no Masters de Londres ficou, na melhor das hipóteses, nebuloso, mas é na temporada de 2011 que ele e as pessoas próximas devem estar pensando neste momento.

Andy Roddick – sem confiança.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:23

Aulinha

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Andy Murray foi visto no vestiário, logo após sua derrota de hoje para Roger Federer, por 6/4 6/2, passando, sutil e sorreteiramente, uma nota de 100 libras ao suíço. Extra-oficialmente foi por conta de emprétimo recente para pagamento do taxi. Pessoas com acesso ao local garantem ter ouvido o escocês murmurar algo como “bloody class”.

Murray – cenzinho?! Até que foi barato!

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 23:05

Ο Θεός να μας σώσει

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Eu escrevo que esse jogo não dá para entender do sofá e o pessoal não me acredita. Fico imaginando quantos conhecem a frustração como o americano Andy Roddick a conheceu, mais uma vez, hoje.

Após jogar bem, se impor e vencer o primeiro set,  Andy começou bem o segundo, enquanto o Rafael Nadal não se encontrava. Roddick conseguiu uma quebra logo no início deste set, o que lhe permitiu vislumbrar as luzes da vitória.

Eu acompanhava o jogo na TV, no restaurante do tênis em meu clube, com alguns amigos que se viram condenados ao sofá enquanto o barulho da chuva em São Paulo abafava o som da quadra em Londres.

Logo após aquela quebra prematura, virei para os amigos e sentenciei – agora nós vamos ver esse cara virar o demônio, sem sombra de dúvida me referindo ao espanhol.

A quebra de volta veio imediata, com o início da temível energia ibérica enviando uma massa de más vibrações em direção do serviço americano.

O resto do set foi em banho-maria, um termo extremamente inadequado para refletir a ausência de quebras de serviço.

No TB, Nadal conseguiu um mini-break de imediato. O americano brigou, quebrou de volta, quebrou de novo e abriu a vantagem que poderia, mais uma vez, se tornar fatal. Como um corvo agourento, retruquei ao já impaciente  amigo – agora nós vamos ver o quanto é difícil bater o espanhol.

Dito e feito.

Andy perdeu os dois pontos seguintes, por razões que me fogem, assim como escapam as explanações lógicas, e com eles o controle momentâneo do emocional, do tie-break e, no fim das contas, o da partida.

Eu escrevo, e não é de hoje, que não tem outro tenista no circuito com a força mental de Nadal. Essa força, que não pode ser descrita em linhas e cores, é mais real do que se viesse vestida de vermelha com uma coroa de fogo na cabeça. A cada vez que tem seu serviço intimidado, um set ameaçado, uma partida comprometida, Nadal abre as portas do inferno e cavalgando como uma horda de hunos embestados vem em busca de adversários intimidados e abestalhados.

Nadal – 3/6 7/6(7×5) 6/4. Ο Θεός να μας σώσει

Nadal – abrem-se as portas.

 

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Masters, Tênis Masculino | 00:28

Alma e ritmo

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Primeiro dia em Londres e nenhuma surpresa. Federer ampliou a caderneta que tem o nome de David Ferrer escrito nela. No primeiro set – 6/1 – Ferrer esteve abaixo do padrão. No 2º set – 6/4 – o espanhol melhorou, chegou a dar trabalho, mas àquela altura já tinha alimentado a confiança do adversário. E Federer, desta vez, não mostrou sinais de querer ficar em quadra mais do que o necessário.

O confronto esperado entre Murray e Soderling ficou na promessa – 6/2 6/4. O escocês lidou bem com a pressão, soube manter o adversário sob controle e dominou o jogo do fundo da quadra, onde foi decidido. A quadra está lenta, o que se não necessariamente ajuda Murray, não ajudou o sueco, que gosta de apurar os adversários com suas patadas.

Em sua entrevista pós-jogo, Federer endossou meu pensamento sobre o evento ser realizado em Londres – algo que alguns críticos menores do blog tentaram transformar em exame do ENEM, tentando me dar um puxão de orelhas pelo fato do evento do ano passado não ter sido realizado na China, enquanto que o ponto do argumento era totalmente outro. Enfim, cada um contribui da maneira que é capaz.

Federer declarou que não pode imaginar melhor lugar para realizar o Masters, já que é jogado perante um público que aprecia e entende o tênis. Interessantes e sinceras palavras; duvido que o bastante para fazer o público torcer por ele, provavelmente o bastante para o público não torcer contra, no confronto de 3ª feira contra Murray.

Amanhã, a partir das 12h, Djokovic enfrenta Berdich. O sérvio lidera 3-1, mas amarga a derrota da semi em Wimbledon 2010. A participação do sérvio é ainda uma incógnita, já que o ponto alto de sua temporada acontece em duas semanas com a final da Copa Davis contra a França, que não tem nenhum tenista em Londres. Será que sua alma vai estar em Londres, o que é totalmente necessário para que o jogo do sérvio desabroche?

Mais tarde, a estréia de Nadal e Roddick, que se enfrentaram seis vezes e uma única vitória do americano, justamente esta temporada em Miami. A quadra está mais ao feitio do espanhol, mas este nunca começa um evento com seu melhor tênis, enquanto que o americano e seu serviço vão tentar não lhe dar ritmo. A ver.

Federer – olha na bola e no título.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010 Light, Masters, Tênis Masculino | 14:31

10 Downing Street

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O tênis profissional masculino teve como um de seu marcos a formação do grupo “Handsome Eight” – os Oito Bonitões, para quem desconhece o básico da língua de Shakespeare – formado em 1968 pelo bilionário Lamar Hunt, que foi o homem que formatou o tênis profissional, assim como mudou a história do futebol americano. Mas estas são outras histórias que talvez eu me anime a contar a vocês um dia. Enquanto isso, fiquem com a pulga atrás da orelha, pensando quem diabos é Hunt e o que os oito bonitões tem a ver com os sete samurais – nada, a não ser o fato que os bonitões marcaram o tênis e o Kurosawa é, sempre foi, um dos meus diretores favoritos.

Tudo isso porque mais uma vez, com a aproximação do Masters, surge a foto oficial dos oito tenistas presentes, desta vez em Londres. O ambience do evento deve dar de 10 x 0 no que recém foi realizado por cinco anos na China, um local sem tradição e clima para hospedar um torneio de tal porte.

Os tenistas foram recebidos pelo Prime Minister Cameron em sua casa, localizada no icônico endereço 10 Downing Street, conhecido por quem tem algum contacto com a Inglaterra e sua cultura.

Um detalhe curioso chama a atenção. David Ferrer é não só o tenista mais baixo, com 1.75m o operário espanhol destoa do resto, como o único a aparecer com um terno claro. Podem apostar que todos receberam orientação de como se vestir, como fica claro – ou escuro – na vestimenta do resto.

Deixo maiores comentários sobre a elegância para nossa leitora Be Arruda e suas meninas vodka – mas o único que me pareceu a vontade e impecável, dos pés à cabeça foi o sérvio Djkovic.

De qualquer maneira, o bicho pega a partir deste Domingo.

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