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Arquivo da Categoria Masters

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:34

100 e 70.

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Huumm! Estava pensando e, como escrevia Fernando, o Pessoa, isso nunca tem bom fim. Algumas poucas verdades se impõem neste fim de temporada. Primeira, Roger Federer apresentou uma confiança e, consequentemente, um tênis que há tempos não mostrava.

Segunda, seus principais adversários – Djokovic, Nadal e Murray – acabaram com a gasolina antes de cruzarem a linha de chegada. Enquanto ele sobrou, em Basel, Paris e Londres. Só espero que os idiotas de plantão entendam o que escrevo e não façam suas errôneas deduções – mas é um fato.

Federer é um tenista intuitivo e que joga na confiança. Quando está com a auto estima em alta é um perigo, um verdadeiro corta-físico, praticamente invencível. Mas um ou outro tem mexido com sua cabeça nas ultimas temporadas. Como eles não mantiveram o padrão e a janela de oportunidade surgiu, o homem cresceu barbaridades

A falha de Djoko é compreensível e perdoável. Nadal, de repente, tornou-se uma incógnita. A final da Copa Davis, esta semana, poderá se tornar um mau sonho e, duvido, mas não impossível, um pesadelo. Quanto a Murray, o cara, mais uma vez errou a mão – é muita instabilidade para quem é contemporâneo dos outros três.

Federer sempre gostou de jogar nas quadras cobertas – é quase uma unanimidade como o melhor nessa quadra na atualidade. Mas nunca havia vencido Paris-Bercy!? Talvez porque se poupasse para o Masters, que este ano ganhou pela sexta vez; sorry! Mais um recorde para a coleção.

Foi a 100º final e o 70 título – um ratio maravilhoso, para se dizer o mínimo, típico de um mega campeão. Como dizem, o verdadeiro campeão não morre na praia. E para quem teve que dividir espaço com Rafa Nadal a porcentagem fala alto.

Eu ia comentar o final do segundo set, quando Roger sacou para vencer o torneio e foi quebrado. Viagem? Tremeu? Tsonga jogou muito? Bem, sei lá. A SporTv, em uma marcada enorme, já mostrando a partida em video, horas após a realização desta, simplesmente interrompeu o jogo no 5×4 para Federer e não mostrou a quebra, nem o tie-break do set, vencido pelo Tsonga – tudo o que deve ter sido o momento mais emocionante do confronto! Mas tivemos a chance e o privilégio de assistir o game que em que o suíço teve sua segunda oportunidade de ganhar e o fez como campeão: sacou bem, pressionou, foi à rede, não cometeu erros e não deu espaço nem esperança ao adversário. Ciao e benção.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 00:56

quemquantas

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Quem quiser entender o valor e o porquê daquele 6/0 do Federer sobre o Nadal é só ter assistido o 2º set da vitória sobre o Mardy Peixe. Aliás, brincando com minha mulher, sobre o assombro de alguém carregar o nome “peixe” no sobrenome. Aí eu lembrei do pinto, do coelho, lobo, aranha, leão, bezerra, leitão, mas não porcão, e até barata. Aí não achei o “peixe” nada demais.

O Nadal sem a disposição, a entrega, a loucura, a marra, a obstinação não é Nadal – é Normal. E normal não é nadal. Alguém aí escreveu que ele se encheu de ser Nadal. E aí vai ser o que? Menininha de cachorrão? Não vai não. Não sei como vai ser a Davis, mas acho que nalba, delpo e capitão vasquez estão se regozijando com a janela que se abriu. Nada que umas semanas de pescaria e um trato de xiscagem não resolva. Enquanto isso, o Operário quer virar Engenheiro.

E alguém aí disse que o Djoko era um gentleman por cumprimentar a Peixe após a derrota na frente de 15 mil pessoas. Aí tomou seu banho, fez sua massagem e foi para a entrevista coletiva e obrigatória rezar o seu rosário de desculpas. Pelo menos ficou quase um ano sem precisar delas.

Será que o Tsonga perguntou para o Nadal, antes de entrarem em quadra, se o espanhol estava se sentindo bem e melhor?  E será que perguntou depois do jogo?

Quantas declarações e quantas desculpas você já leu do Operário Ferrer?

O Murray não tem técnico, nem mesmo o Lendl, que formaria com ele a dupla “pelo amor de deus”, mas tem uma matilha de preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas e a escambau. Aí, no fim da temporada, ele ganha três torneios seguidos, sendo dois sem maior importância, perde nas quartas de Paris e estoura a virilha no 1º jogo do Masters dentro da sua casa. Quem ele vai despedir??

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:31

Orgasmo de gala

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Imaginei mesmo que o Blog estaria repleto de federistas e sentindo a ausência dos nadalistas. Quando esses dois excelentes competidores se encontram é quase sempre a mesma coisa. A pequena diferença é que hoje os fanáticos pelo espanhol não encontraram muito espaço para contra atacar – assim como seu ídolo.

E o que aconteceu hoje?

Comecemos pelo fim, que na verdade é o começo – quase sempre se começa pelas desculpas.

O Nadal não conseguiu apresentar o seu melhor tênis, por razões próprias. Não vem jogando bem, como escrevi antes. No entanto, como em todas as partidas de tênis as desculpas são para “losers”. Se Nadal tinha problemas, problema dele.

Isso colocado, vamos ao que interessa.

Nada de grandioso acontece sem uma somatória de variáveis.

A partida começou parelha, com ambos tentando se impor e impor seus jogos.

A partir do 3×2, com a primeira quebra, a casa caiu. Com a vantagem, Federer se inspirou, abriu os poros  e deixou a confiança brotar. Do outro lado, Nadal encolheu.

Imagino que Federer entrou em quadra sabendo que tinha uma oportunidade diferenciada. O piso um aliado, dois títulos consecutivos e um adversário fragilizado.

A diferença? Poucas vezes vi o suíço tão focado em seu jogo e, não menos importante, talvez mais – pelo oponente e pelo histórico – em sua tática. Sim, ele, o indisciplinado taticamente desta vez estava tão a fins de vencer que resolveu fazer uma exceção.

Foi uma visão e tanto assistir um dos maiores talentos da história jogando como se não houvesse ninguém do outro lado. Porque foi isso que pareceu. Federer entrou na viagem, “in the zone” e jogou como se estivesse em um wii game. No oponent. No distraction.

O suíço grudou no revés do espanhol como um carrapato e, com a velocidade da bola e da quadra, não permitiu que este fugisse para bater o drive e sair da situação incomoda. Se a bola do espanhol ficava curta, crau. Pra lá e pra cá. Se conseguia alongar, o suíço não se afastava e ia para o bate pronto – só no instinto.

Chegou a um ponto, logo no início de segundo set, após, novamente, a primeira quebra, que o dique se abriu e Federer entrou de vez no orgasmo cósmico que de vez em quando o tenista é permitido experimentar. Começou a ir para todas as bolas, até para vencedoras de esquerda na direita do oponente. Massacre. Um orgasmo de gala.

Até o fã incondicional federista Dacio Campos viajou. Acreditou que Federer poderia ter pena, e ceder um mísero game no fim do set em respeito ao oponente. Deve ter se esquecido do quesito final de um “vencedor”. Algo que, por vezes, Federer pecava – o instinto matador.

Hoje o rapaz estava com o sangue nos olhos, a “swiss knife” nos dentes. No mercy. No survivals. Ou alguém supôs que ele esqueceu todas as vergonhas que o espanhol já o fez passar em quadra? Aquele 6/0 não escaparia. Nem ………..

Federer adentrando para uma apresentção dos sonhos

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 10:14

Federer x Nadal

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Hoje tem mais um Federer x Nadal, a maior rivalidade da ultima década e uma das maiores da história. Os dois já se enfrentaram 25 vezes com 17 vitórias do espanhol e 8 do suíço.

Eles não se enfrentam desde Roland Garros 2011 e os ultimos 3 confrontos tiveram a vitória de Nadal.

É a primeira vez que se enfrentam sem que um dos dois seja o #1 do mundo!

Nadal tem 25 e Federer 30 anos. Nadal é #2 e Federer #4.

Federer tem 69 títulos e Nadal 46.

Nadal corre atrás do seu primeiro título no ATP Finals, até porque Federer não tem dado muito espaço com seus 5 títulos, feito que divide com Lendl e Sampras – o que mostra que os grandes vêem esse título com orgulho e carinho.

O momento é de Federer, que vem de dois títulos seguidos e está querendo mandar uma mensagem a seus rivais sobre a temporada de 2012. Nadal vem sofrendo com falta de ritmo e outras cositas más. Mas quem aposta contra o espanhol?

O jogo acontece lá pelas 18h com transmissão da SporTv

Federer x Nadal – a rivalidade inteligente e interessante.

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sábado, 19 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 20:16

O Rio e a ATP

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Não sei se sai mais algum outro coelho dessa cartola, mas o fato é que a noticia agora divulgada pode apontar para novos caminhos, além de ser uma das mais interessantes para o tênis brasileiro nos ultimoas tempos.

A ATP divulgou hoje que firmou uma parceria, por dois anos, com a cidade do Rio de Janeiro. Nela o Rio passar a ser “a destinação turista oficial da ATP”, um jargão de marketing para se fazer algum negócio.

Desenhada para promover o turismo internacional,nessa ação o Rio será a “apresentador do programa de TV de 30 minutos semanal” que é apresentado em mais de 150 países, inclusive no Brasil, na ESPN.

Além disso, o Rio estará bem presente no site da ATP. Como parte do acerto, o Rio será também patrocinador do ATP Tour Finals em Londres pelas próximas duas edições,  já a partir deste fim de semana. A ideia do acerto para o Rio de Janeiro é cacifar no momento único que a cidade começa a atravessar com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Digo coelho da cartola porque tanto Pequim como Londres, locais das duas ultimas Olimpíadas, foram também o local dos dois últimos contratos de quatro anos para realizar o ATP Tour Finals. Seguindo essa lógica, o Rio poderia ser o próximo local do evento, o que seria uma oportunidade única para os fãs do tênis no Brasil e razão para se celebrar dias e noites. Como já existem boatos nesse sentido, essa parceria agora anunciada poderia ser um primeiro passo nessa direção. Como muitas coisas são feitas passo a passo, o primeiro está dado e anunciado. Agora é torcer para que outras ainda melhores notícias concretas estejam no nosso horizonte.

O Rio – de braços abertos esperando o esporte.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:58

A sexta-feira em Paris

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A sexta-feira parisiense promete ser um prato cheio para os fãs do tênis, o que me faz pensar onde eu iria jantar se lá estivesse. Seis dos oito melhores tenistas da temporada estarão em ação. É tênis para todos os gostos.

O evento está totalmente em aberto, apesar de que tenho cá o meu favorito ao título. Deixemos claro; meu favorito tecnicamente, porque favorito emocional não tenho.

Pelo andar da carruagem os tenistas que tem mostrado mais chances de vitória neste ultimo Masters 1000 são Andy Murray, Roger Federer e Jo Tsonga. Desses o meu “favorito” ao título é o mala escocês. O cara está jogando muito, está confiante e tem o foco de se dar bem em Londres, jogado em duas semanas.

Roger adoraria vencer Paris depois de nove tentativas. É curioso que ele nunca tenha passado das semis nas quadras rápidas de Bercy. Bem curioso. Ele diz que está “fresh”, ou seja; está disposto, cheio de energia, com tezão de jogar. E de ganhar um título, imagino, já que não foram muitos esta temporada. E os franceses o adoram – o mesmo não dá para dizer sobre Murray; o cara é britânico, o que não ajuda, além de não ter nadinha do charme que os franceses esperam de quem quer que seja.

Vale lembrar que Federer e Murray, teoricamente, se enfrentam nas semis.

Tsonga joga em casa – isso diz tudo. Os franceses adoram torcer por franceses – uma postura que os tenistas americanos criticam no seu público. Tsonga vem jogando bem, gosta de jogar para o público, e tem um tênis que pode, incomodar qualquer um e, em um bom dia, bater quem quer que seja. Óbvio que para satisfazer seus desejos e de seu publico, Tsonga terá que bater Djokovic hoje, pelas quartas de final, tarefa nem um pouco fácil. Mas o sérvio ainda não jogou bem em Paris – sua vitória sobre o compatriota Viktor foi mais por conta deste do que o inverso. Mas, nesta temporada, você tem que ter um certo desprezo pelo dinheiro para apostar contra Djoko. Veremos.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 13:37

Dramas em Paris

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Se eu fosse pegar tudo que fanáticos escrevem ou querem eu estava perdido. No entanto, ontem fui dormir com a pauta do dia na cabeça e não é que a fanática pelo Djoko teve a mesma sugestão?!

A grande pauta extra quadra do Torneio de Paris é a decisão das três vagas que faltam ser completadas para o Masters de Londres, o evento final da temporada.

A dança das cadeiras se resume a três vagas disputadas por sete tenistas.

Como sempre acontece, chega nessa hora alguns piram e tremem e outros crescem.

Não é só o fato de ir a Londres. O evento, além de distribuir uma boa grana, implica em prestígio, o que implica em garantias melhores para a temporada seguinte, e melhores bonificações vindas de seus respectivos patrocinadores. Abrem muitas portas subjetivas também que os tenistas sabem bem a diferença que fazem. É a carteirinha do Clube dos Big Dogs.

Os tenistas, pela ordem de pontos, são Berdich, que a ATP em descuido chegou a anunciar como confirmado na chave só para desmentir horas depois, Tsonga, Fish, Almagro, Tipsarevic, Simon e Monfils. Enquanto escrevo, todos ainda têm chances.

Os com melhores chances são os três primeiros, que só ficam fora se fizerem bobagem e se algum dos outros barbarizar. Estes têm que pensar em termos de final e ainda torcer por tropeços dos primeiros.

De qualquer maneira, será interessante acompanhar o dia a dia dos jogos para ver como cada um deles reage a essa pressão extra. Os jogos com uma pimentinha a mais são sempre mais dramáticos e interessantes.

Aliás, em falando em chances e dramas parisienses, os mineiros Soares/Melo ainda têm chances de chegar a Londres. São remotas, não dependem só deles, mas existem. Torcemos!

PS: No fim do dia 09/11 os resultados confirmaram Berdich, Tsonga e Fish se confirmaram nas três vagas restantes. Ou talvez os outros quatro não conseguiram lidar com a pressão.

Thomaz Berdich – a ATP lhe puxou o tapete, mas deve ir a Londres

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 16:13

Escolha

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Rafa Nadal mandou um au revoir para os franceses e avisou que não joga o Aberto de Paris na próxima semana. Os Masters 1000 são obrigatórios para os tenistas que para eles se classificam, a não ser que contundidos – algo que não é o caso do espanhol. Ele mesmo nos informa no seu facebook que não joga Paris porque quer se preparar para o restante da temporada: o Masters de Londres e a final da Copa Davis. Ele avisa também que tem treinado bastante nas ultimas duas semanas com um juvenil chamado Frederico, o que deixa evidente que machucado não está.

O Aberto de Paris, jogado na semana que vem, é jogado sobre um piso rápido, o qual Rafa nunca venceu e que não deve fazer parte de sua lista de favoritos. Fatos que provavelmente têm algo a ver com a sua estratégia. Londres é jogado duas semanas depois e a final da Davis imediatamente na semana seguinte. O primeiro é jogado em piso duro indoors e a Davis em saibro coberto.

O assunto todo é uma sinuca de bico – eu me refiro à final Copa Davis, um evento capital e tão tarde na temporada. Esse é bem o caso do Calendário não amigável que os tenistas tanto reclamam. Nadal decidiu priorizar o Masters e a Davis, o que deixa evidente, mais uma vez, onde está seu coração. Lembro que esse assunto foi a razão principal da desavença entre Nabandian e Del Potro na final da Davis jogada em Mar Del Plata.

Os cachorrões estão jogando esta semana, jogam Paris e Londres, o que comprova que o foco deles é Paris e, mais ainda, Londres (só Federer que tem suas razões especiais para jogar, e ganhar, em Basel).

O ultimo torneio jogado por Nadal foi Xangai, na 2ª semana de outubro, duas semanas atrás, derrotado precocemente na 2ª rodada pelo alemão Mayer. Obedecendo as contas que os cachorrões fazem, Nadal até poderia jogar Paris, já que descansa também esta semana. Como no Masters lhe é assegurado jogar no mínimo três partidas, ele deve então adquirir algum ritmo para o evento e a semana seguinte. Mas é a final da Davis que deve ter falado mais alto, mais uma razão para os espanhóis tirarem o chapéu para seu ídolo.

Nadal e a Copa – gosta tanto que se pudesse comeria.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 11:34

Risotas ao Bósforo

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Parece que a semana de Maria Sharapova em Istambul não foi lá muito proveitosa para a moça. Dentro e fora da quadra. Como eu sugeri no fim de Turkish Delights alguém iria tremer. E foi a fashion russa. A moça deve ter feito as contas com seu ambicioso manager de quanto poderia faturar e o bracinho travou.

Até aí, normal. Nada a se reclamar ou recriminar. Só ganha ou treme quem entra em quadra.

Opssss. Aí danou. Após perder duas partidas seguidas e ver suas chances de se tornar #1 da temporada naufragarem nas águas do Corno D’Ouro, a simpática resolver abrir a gaveta das desculpas, descobrir uma contusão e mandar o público ir plantar favas lá pelos lados do Mar Negro. Como já dizia Andre Agassi, há muitas luas atrás, “imagem é tudo”. E assim o mundo dos marqueteiros prossegue mais forte do que nunca, independente da realidade, até porque para isso existem as versões e as declarações bem elaboradas mesmo que irreais.

Ouvi dizer que quem passou parte da noite de ontem tomando pequenos goles da raki, observando da varanda de seu quarto a lua iluminar o Bósforo enquanto deitava sobre a Rumélia foi a dinamarquesa, que assegurou a posição de Numero 1, mesmo perdendo para a ranheta Zvonareva, o que comprova que a moça impera mesmo não se sobressaindo.

Com tranquilidade, alegria contida e um CD rolando, preenchendo o vazio da ausência de um golfista com as famosas estrofes do clássico da Broadway de Leonard Bernstein. Houve um amigo que jura que ouviu também a doce voz do Milton atravessando as parede, tudo entremeado por gostosas risotas.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 14:19

Turkish delights

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Istambul é a cidade que melhor me apresentou o fascinante casamento de vibração, história, exotismo e contrastes a tornando em um local imperdível de se visitar. Sempre tive uma curiosidade enorme em conhecê-la, desde o meu antigo contato com os livros de história e em especial a leitura do clássico de Edward Gibbon. Intrigava-me também saber que a toda oportunidade o ex-presidente Janio Quadros corria para Istambul, enquanto Paris e Londres davam sopa na Europa.

Quando fui para lá em 2007 descobri que deveria ter ido muito antes. Uma das razões pela qual não fui é que boa parte de minha vida fui condenado a conhecer somente cidades ao redor do mundo que abrigavam torneios de tênis. Como as férias eram raríssimas, quando aconteciam eram passadas, obvio, em casa. Como agora só admito viajar a lazer, Istambul foi uma escolha natural e tardia.

A cidade tem cerca de 2.600 anos de história, já foi o centro do universo e durante toda sua história foi a porta da Europa para a Ásia e vice versa. Ainda hoje a cidade e dividida pelo efervescente Bósforo entre a Istambul européia e a Istambul asiática.

Fico a imaginar o quanto isso teve a ver com o fato de Maria Sharapova chegar uma semana antes à cidade para o Masters feminino de 2011. Normalmente tenistas chegam no máximo dois ou três dias para os eventos.

Agora as oito melhores tenistas da temporada começam hoje o espetáculo para o público local, que é fanático por futebol, mas nunca foi muito fã do tênis. Mas o país está, há anos, em uma campanha ferrenha para ingressar na Comunidade Européia, sempre levando uma buzina do pessoal em Bruxelas. Mas do jeito que a coisa anda atualmente já não sei se vale mais tanto a pena. Mas trouxeram o evento que fecha a temporada para a cidade.

As mulheres estão divididas em dois grupos: O primeiro com Wozniacki, Kvitova, Zvonareva e Radwanska. O outro: Sharapova, Azarenka, Li, Stosur. Este grupo da russa está bem mais “baba” do que o primeiro.

O “plus” do evento é que a posição de #1 da temporada ainda está em aberto. Isso pode significar centenas de milhares de dólares nos contratos das tenistas, especialmente nos de Sharapova, a tenista que mais arrecada fora das quadras – e não se enganem, o #1 da temporada é muito bem recompensado nesses casos. O que talvez explique a precoce presença da russa na cidade, onde treinou, fotografou fez toda uma campanha de marketing para agradar o público.

Wozniacki, com 7115 pontos está na liderança e quer lá ficar, porque ganhar um GS nem pensar. Mas Sharapova (6370), Kvitova (5870) e Azarenka (5630) têm chances aritméticas de passar à frente. Com uma vitória na 1ª fase, Caroline tira Azarenka da corrida. Com duas tira Kvitova. Se ela vence os três jogos dessa fase e Maria não vence os seus três a russa está fora. Se ambas vencerem, o bicho vai pegar nas semis e quiçá na final. Acho que alguém treme antes – senão a final pode ser um verdadeiro “Turkish Delight”.

TURKISH DELIGHTS – OS ORIGINAIS E O FORÇADO, AS MENINAS FICAM BEM MELHOR DE SAIOTES….

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