Publicidade

Arquivo da Categoria Masters

quinta-feira, 24 de outubro de 2013 Masters, Tênis Masculino | 11:25

Istambul

Compartilhe: Twitter

Se eu pudesse escolher o torneio para acompanhar inloco esta semana, nao tenho nenhuma duvida que estaria em Istambul. Primeiro que é o Masters reunindo o crème de la crème do tênis feminino, o que per si já é uma razao. Comparando com os torneios masculinos em Valencia e Basel, ainda assim a escolha fica evidente.

Valencia é um lugar legal, o ginásio é de primeira linha, mas a chave nao é das mais fortes. E eu nao vou entrar em um aviao para ver o Ferrer jogar por mais que eu respeite o rapaz, apesar de estarem por lá também Haas, Almagro e outros.

Basel é uma cidade interessante, mas fria, em mais de um sentido. Incrustada em uma tríplice fronteira – quando se recolhe as malas no aeroporto você escolhe se quer entrar na Suíça, Alemanha ou França. Isso deu à cidade uma crosta cultural única e durante sua história serviu de refugio, e residência, a personagens como Erasmo, Calvino, Nietzsche, Jung e muitos outros. Mas, nesta época do ano já está um frio danado e nao é a melhor opçao para bater as pernas como eu gostaria nas horas em que a bolinha nao estver em jogo. O local do torneio, Jakobshalle, é um ótimo estádio e os lounges sao dos melhores da europa. Por razoes óbvias tem um longo relacionamento com Federer, que trabalhou como boleiro várias vezes no evento – o tenista só deixou de jogar lá em 2005 e faturou o título em cinco oportunidades – demorou sete anos para vencer o primeiro título! Eles bem que tentaram trazer Nadal ao evento este ano – o espanhol foi lá dois anos seguidos no início da carreira (2003 e 2004), perdeu duas primeiras rodadas e nunca mais voltou. Imagino que tenham oferecido um caminhao de dinheiro para ele ir para onde nao gosta e ser coadjuvante do suíço, mas na ultima hora acusou uma contusao e pulou fora.

Sendo assim, eu volto a minha preferencia. Além das gatinhas – vocês notem que estou em ótimos espíritos hoje e consequentemente bem generoso, em quadra, nao conheço o local dos jogos, infelizmente, e por isso nada posso afirmar além de que é o 3o maior da Europa e pela TV me parece beeem melhor que o Ibirapuera ou ou Maracana – o evento acontece na cidade mais efervescente do mundo. Nao há nada parecido na Europa. Sim, no final da história essa é a razao pela qual eu escolheria o Masteres acima das outros dois eventos, e de muitos outros – Istambul. Uma de minhas cidades favoritas no mundo e aonde pretendo, em breve, voltar, com ou sem Masters, com ou sem gatinhas empunhando raquetes.

Autor: Tags:

quarta-feira, 16 de outubro de 2013 Curtinhas, Masters, Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:10

Pim Pim e outras

Compartilhe: Twitter

O cara entrou nos comentários e mandou ver nas sugestões. Papo disso tá chato e é melhor aquilo outro. Hum, eu pensei, gosto não se discute, mas pauta sim. Bem, não é porque ele quer que vou escrever, mas também não é porque ele quer que não vou. Na verdade, estou adorando o novo formato dos “comentários”. Afastou muito sofasista e mais ainda chatos. Pena que ainda não trouxe todos os que podem acrescentar, mas vários deles estão por ali.

Temos a sugestão de pauta do Marcelo Melo, que entrou para os Top10 de duplas, a da Teliana Pereira, a volta do PimPim Johansson  e o fulano que entregou um jogo porque a federação (tunisiana) mandou (para um israelita).

Sei lá. Talvez para inovar, tá chovendo mesmo, escrevo um pouco de cada. Comentários No Ads – rapidinho.

Estou para escrever sobre o Marcelo já faz algum tempo – e uma hora chego lá. Talvez a pauta se torne o fato de ele e o Bruno irem ao Masters em Londres, a segunda vez que isso acontecerá na história – dois brasileiros se classificando para o Masters de duplas. Sim, em 1983 Carlos Kirmayr e Cássio Motta já estiveram lá.

A Teliana também estou devendo. É que não queria fazer uma matéria fria a respeito dela. Sei pouco a respeito da moça que um leitor atento não saiba. Tenho sim é um enorme respeito pela tenista e o que vem conquistando. Uns dois anos atrás ia jogar um evento de duplas que ela participaria, mas ela estava contundida e não pode jogar. No fundo, quero escrever coisas ainda mais grandiosas sobre a moça.

Esse assunto de federação proibir alguém de jogar contra alguém de outro país é coisa de quarto mundo e/ou país autoritário. A federação da Tunísia se reuniu com o Ministério da Juventude e Esportes e então comunicou o jovem tunisiano, Malek Joziri, para não entrar em quadra contra o israelense Weintraub em Challenger no Uzbequistão. E o Ministério teve a cara de pau de dizer que não se intromete nos assuntos esportivos. Alguns países árabes  insistem nessa tecla – lembram do assunto Shahar Peer e Dubai? Só dá confusão e prejudica o esporte.

O PimPim Johansson. Tenho uma foto de nós dois quando ele esteve no Banana Bowl. O técnico dele de então era meu conhecido e o Banana foi no Clube Pinheiros – bons tempos. Agora, para os meus amigos sofasistas, a pergunta de uno mijão de dólares. Na verdade são duas perguntas: com quem o sueco Jonhansson jogou, e ganhou, a semifinal do Banana, e com quem jogou e perdeu a final. E não adianta vir com eu sabia que não vai colar, pois já falamos mais de uma vez sobre o viking e nunca alguém mencionou os DOIS fatos – a final é mais manjada. Quero ver se sabem é a semifinal. A resposta vai abaixo do vídeo – onde ele mete um ace de 2º serviço no match point em qualy em 2006, após ter ficado afastado das quadras por contusão – para quem quiser pensar um pouco.

 

http://www.youtube.com/watch?v=0zeza9uvscI

O Joachim PimPim Johansson ganhou do Bruno Soares nas semis e perdeu do Roddick na final de 2000.

 

 

Autor: Tags:

sábado, 30 de março de 2013 Masters, Porque o Tênis., Tênis Masculino | 00:37

A tática

Compartilhe: Twitter

BINGO!!!! Eu sei lá quem é esse Zaca Zaca Mulungu, que de vez em quando por aqui aparece, só espero que nao seja nome dele, porque aí é sacanagem, mas o cara mostrou que conhece.

Bolas direcionadas ao centro da quadra, tirando o angulo do Berdich era a estratégia principal do Gasquet. O tcheco é um tenista que precisa atacar o tempo inteiro e não lhe é interessante pontos longos. Com bolas no centro, alternando alturas e velocidades, o francês o obrigava criar angulos e aumentar o risco, fazendo com errasse precocemente ao exagerar os angulos.

O resto, como contra atacar de revés na paralela, como elemento de surpresa, e sacar praticamente 100% dos primeiros serviços, no lado da vantagem, em direção ao centro, e devolver longa e alta ou slice e rasante no centro, também alternando alturas e velocidades, era o início da estratégia.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 Copa Davis, Masters, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:41

O Ibirapuera

Compartilhe: Twitter

Eu sou um que detesto pagar por um serviço e ser mal atendido. Reclamo e acho que é direito de quem paga se manifestar. E não sou de mandar mensagem, reclamo ao vivo e a cores. Assim sendo, entendo a revolta de alguns e reclamações de outros.

Vários pontos foram levantados e criticados no Brasil Open, que de muitas formas foi um sucesso. Não vou ficar defendendo a promotora do evento, como alguns leitores sugeriram que faço, até porque não tenho procuração, nem recebo, para isso; aliás não recebo para nada.

No entanto, os meus leitores comparecem para ler o que penso e escrevo. Vamos lá.

O fato de ter faltado assentos e as pessoas com ingressos nas mãos terminarem nas escadarias é algo que não devia acontecer. Na pior das hipóteses, deveriam ter um sistema que prevenisse o fato e o impedisse de acontecer. Na melhor, concordo com aqueles que afirmam que assentos numerados evitariam muitas dores de cabeça – talvez agora aprendam. No entanto, sugerir que a organizadora vendeu a mais, eu acredito ser bobagem – os que assim querem acreditar, que o façam. Esses “trocados” não farão uma diferença para o Sr. Tavares. Atentem que o problema focou-se no anel inferior, área de convidados e de utilização de pulserinhas. Para quem quer mais detalhes, leiam o relato, ou confissão, de um leitor nos comentários do Post anterior sobre a sua “entrada” no estádio de maneira irregular.

Outro leitor, acredito que o Giulianno, apontou que existem dois fatos distintos; erros de organização e carência de infraestrutura. Pelos primeiros a organizadora responde, pelo segundo o Estado de São Paulo, que no início do século XXI nos mantém no XIX em termos de locais públicos de entretenimento. O Ibirapuera é uma piada de mau gosto. Pior, não há planos de construir outro local na cidade. Uma caminhada do ginásio até as sofríveis quadras secundárias deixava a impressão de estarmos em um país pobre na África e em um paraíso de funcionários públicos sem função. O estacionamento do local é uma extorsão e o entorno do estádio é domínio de bandidos que nos extorquem como guardadores de carros, sob os olhos de guardas que só tem olhos para a caderneta de multas – somos roubados de todos os lados e com a conivência de, e pelo, poder público.

O piso poderia e deveria ser melhor. Mas quadras de saibro cobertas são problemáticas em qualquer lugar. Especialmente as temporárias. Quem lembrar dos confrontos de Copa Davis que a Espanha hospedou vai lembrar da reação dos adversários sob a qualidade do piso. Até a Suíça pecou contra os EUA. Ouvi dizer que desta vez o Estado exigiu uma proteção para o piso de cimento. Colocaram então, de lado a lado, a extensão do carpete que rodeava a quadra central e, por cima, um toque de gênio, um plástico preto daqueles de construção. Por fim, 5cm de saibro compactado. Talvez devessem ter posto mais saibro, dando mais peso e consistência à quadra, e talvez não devessem ter usado o plástico. Com um impacto de algumas deslizadas dos tenistas, o plástico por vezes escorregava, ouvi dizer, especialmente no início da semana, antes de assentar. As quadras secundárias estavam bem ruins – mas que fique claro; já vi piores até nos EUA. Mas o local é ainda mais triste do que o Ginásio.

No assunto das bolas foi falado muita bobagem. Teve gente que, se achando inteligente, reproduziu aqui a “acusação” do técnico espanhol Jose Perlas dizendo que são bolas de “supermercado”. É o mesmo tipo de asneira que afirmar que a bola da Copa na África do Sul era de mentirinha, ou uma droga, porque mais leve. A bola usada no Brasil Open foi a Wilson Championship Extra Duty, a mais vendida no país há 20 anos. Não há nada de errado com a bola, pelo contrário, a Wilson é líder de mercado mundo afora. No entanto, a Championship tem características de ser uma bola mais “esperta”, mais leve, o que está totalmente nos conformes. Em tempos de pasteurização do jogo (em pisos e bolas) pode ser um alento para o público pelas opções que apresenta ou uma dificuldade para o tenista que prefere a padronização. Aliado ao fato de se jogar a 600m de altitude, contra o fato de a esmagadora maioria dos eventos em terra ser jogado na altura do mar, é uma boa diferença na hora de controlar a bolinha. Foi sugerido que Thomaz Bellucci escolheu a bola, já que “cresceu” treinando com ela, além de que a tal aliança de peso, altitude e uso, teoricamente, o ajudaria bastante pelo estilo. Ele negou – de qualquer maneira não soube aproveitar a vantagem. Porém que fique muuuito claro, é condizente com as regras, com o que se faz mundo afora e a bola é opção dos organizadores.

Os espanhóis aprenderam que o negócio é bater forte, especialmente quando não têm razão, para forçar as coisas a serem do seu jeito. A chiadeira de Nadal por mais torneios no saibro e menos de duras, e contra a regra dos 25 segundos, seguem a mesma linha. Quanto ao Sr. Perlas, o fato de seu jogador ter eliminado Bellucci e Feijão nas duplas, e no dia seguinte pular fora do evento alegando contusão, e ir para Buenos Aires fala bem de sua ética. É um fanfarrão.

Quanto à infraestrutura, o Ibirapuera é carente para receber um público desse porte em um evento de quase 12h por dia, durante 10 dias. Não há banheiros dignos. A oferta de alimentação é uma piada. A área de hospitalidade e o conforto inexistentes. Em qualquer arena moderna são inúmeras as opções de oferta de alimentação; aliás, uma maneira de se faturar mais, além de acabar com aquela coisa ridícula e antiquada de vendedores passando com pipocas e água – não vi um bebedouro no local, o que é um absurdo. A organização também pecou – não sei ou entendo porque não há lugares onde se pudesse comer um bom lanche, tomar umas cervejas, conversar, a não ser os três lounges particulares. A não ser que seja até proibido ou proibitivo, pelas imposições, restrições e burocracia do Estado. Não vou nem mencionar a falta de ar condicionado. Na África tem coisa melhor, para não falar no Rio de Janeiro que tem, que eu saiba, dois, inclusive com ar condicionado.

Mais de 10 anos atrás, em 2000, perdemos a chance de hospedar o Masters, que foi para Lisboa e Kuerten ganhou, por conta da ausência de um local publico digno para recebermos eventos; esportivos e artísticos. Nem Prefeitura, nem Estado, nem Governo Federal mexem uma folha para mudar essa realidade, por ignorância, despreparo e desleixo. Uma bela arena em São Paulo, a maior cidade do país e do continente, estaria lotada o ano inteiro e traria milhões para a economia local, afora de ser uma excelente opção de laser e cultura que poderia receber mais de 3 milhões de pessoas/ano. Não escrevo nenhuma novidade, só o óbvio.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 13:29

10 mais do Masters

Compartilhe: Twitter

Enquanto não temos um Post sobre a final da Davis, deixo um brinde da ATP para os fãs do tênis. São 10 jogadas das partidas, de simples e duplas, acontecidas no Masters de Londres. Relembrem e curtam, inclusive várias que não devem ter visto antes. Meio que duvido que sejam as 10 melhores da semana, apesar da qualidade de todas as mostradas. Tem umas imperdíveis.

Autor: Tags:

terça-feira, 13 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 00:58

Espetáculo

Compartilhe: Twitter

Será que o fato de não ser tão amado dá ainda mais forças à Novak Djokovic? Será que o fato de ser tão amado rouba aquele diferencial de determinação de Roger Federer? A final em Londres foi resolvida no detalhe, no detalhe de quem queria mais, exatamente a aresta que sempre importunou Federer quando enfrentava seu maior adversário, Rafa Nadal. Só ser o melhor não bastou, tem que ganhar.

Federer teve as oportunidades que precisava – todas elas criadas pelo seu próprio talento e vontade de ganhar o jogo. O suíço começou arrasador e no primeiro game, arrasador, nos fez acreditar, pelo menos à Maria Bueno, que sacaria e volearia e mataria. Djoko não estava na mesma sintonia. Manteve a postura e a confiança. Sacou para fecha no 5×4 só para ver a porta fechada para o delírio da torcida – deve ter doído. E ainda levou um contra pé no game seguinte que o estatelou no piso áspero. No TB Federer deixou escapar – da maneira mais bisonha e imediatamente após fazer o ponto mais espetacular da partida. Melhor ainda, Djoko soube fechar.

No fim do 2º set Federer foi ainda mais incompreensível, ao sacar em 5×4, 40×15 e deixar escapar novamente, o que acabou com a fé do suíço. Até tu, mestre?

Federer, sempre o teimoso tático, tentou ganhar do sérvio no jogo deste. Ele bem que tentou ser tático, para o desagrado de Maria Bueno, com bolas altas e centradas, algo que, aos poucos, começa a ser adotado pelos oponentes do sérvio. Mas não quis ser insistente, como nunca o é taticamente – e nas bolas abertas ele não ganha mais do sérvio, que tem muitas pernas e bolas ainda mais anguladas para contra atacar. Algo que fez, e bem, foi os ataque nos contra pé. Mas não no match point.

Mas não se iluda pelos erros cruciais de Federer ao entardecer de cada set que insisto em mencionar. Entre eles foram jogados pontos para qualquer um levantar do sofá e correr ao armário pegar a raquete. O jogo foi recheado de preciosidades para os amantes do tênis. O suíço estava em noite inspirada e deixou todos maravilhados ao fazer o que só ele sabe fazer. Mas não foi o bastante. Novak tem hoje mais físico e é mais forte mentalmente. Não foi ainda amaciado pelo amor das arquibancadas. E Federer, no crepúsculo de sua maravilhosa carreira, mesmo na derrota é amado incondicionalmente, a ponto de fazer valer a máxima do Coutinho, onde a vitória é só um detalhe. Com Federer em quadra o que vale é o espetáculo – e isso ele ainda garante melhor do que qualquer um.

Autor: Tags: ,

domingo, 11 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 20:20

Não é…

Compartilhe: Twitter

Roger Federer não é Del Potro. Nem o Delpo é o Federer. Hoje, os dois se colocaram exatamente na mesma situação – 1 set acima e break logo no início do 2º set. Enquanto o argentino deixou a partida lhe escapar pelos dedos, Federer, que é um perigo, quando confiante e atento, aproveitou-se de ambas virtudes para acabar com as possíveis idéias de recuperação do hoje escocês Murray. O que também levanta a possibilidade de se dizer que Murray não é um Djokovic, nem o Djoko é o Murray. O escocês encolheu sob pressão, ao contrário do que fez mais cedo o sérvio. O resultado de tudo isso? Os dois melhores jogadores do torneio foram à final, que será disputada às 18h desta 2ª feira. 2ª feira?? É! Por que? Sei lá. Porque é na Inglaterra e lá eles não fazem jogos aos Domingos, às vezes, mas fazem finais no Domingo – porque são ingleses.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 15 de julho de 2012 História, Masters, Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:22

Os outros no Hall da Fama

Compartilhe: Twitter

Não foi só Gustavo Kuerten o homenageado em Newport esta semana. Além do brasileiro foram imortalizados quatro outros atletas. Talvez a mais conhecida, pelo menos na atualidade, foi a maluquete Jennifer Capriati. Se você não sabe quem é perdeu um dos grandes talentos do tênis feminino.

A moça, que, aliás, tem a mesma idade de Gustavo Kuerten, teve ainda mais sucesso que o brasileiro. Aliás, ele mesmo brincou sobre o assunto em seu discurso. Foi #1 como ele, venceu três Grand Slams como o brasileiro, só que em pisos diferentes, dois na Austrália e um em Paris, e foi à semifinais nos outros dois ( a 1ª em Roland Garros aos 14 anos!) em seis oportunidades. Sem contar com a medalha olímpica em Barcelona, aos 16 anos. Mas o brasileiro foi muito mais campeão do que a americana em vários sentidos que só os títulos não demonstram.

A moça só não fez um estrago maior porque era maluquinha, provavelmente por ter estourado muito cedo e por ter um daqueles pais difíceis. Aos 17 anos pirou. Se envolveu com drogas, foi presa por roubar, de bobeira, uma bijuteria em uma loja, em outra ocasião por posse de maconha, foi em cana, ficou longe do tênis quase dois anos, voltou, comeu o pão que o diabo amassou, encontrou uma maneira de deixar suas histórias encardidas para trás e ainda deu um jeito de vencer seus Grand Slams. Quem pode esquecer sua vitória sobre Hingis, na final de Melbourne, após estar perdendo por 4/6 0/4?

Outro que foi homenageado foi Manuel Orantes, que chegou a ser o #2 do mundo em 1973, alguém que só os mais chegados à história do tênis conhecem. Foi pegador de bola na Espanha, assim como Santana, e dono de uma habilidade fenomenal. Joguei com ele na época de juvenil. Orantes era o típico jogador de saibro que amaciava a bola do começo ao fim. Canhoto, sliceava o bakhand e batia o forehand flat e sem força. Passeava pela quadra e fazia os outros comerem pó o jogo inteiro. Demorou bastante para ser imortalizado. Venceu o U.S. Open em 1975, naquele curto hiato quando o evento foi jogado sobre a terra. Foi à final também de Roland Garros, perdendo em partida memorável para Bjorn Borg. Deu uma aula no sueco nos dois primeiros sets e depois morreu, perdendo 0-1-1. Um tenista das antigas, dono de um tênis clássico que não se vê mais no circuito. E, acima de tudo, um gentleman.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 24 de abril de 2012 Masters, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:59

Torneios no Brasil

Compartilhe: Twitter

O Brasil começa aos poucos voltar ao circuito internacional de eventos tenisticos, como esteve tão bem nos anos 80 e 90. Naquela época, impulsionado por alguns poucos empreendedores que, com a cara e a coragem, realizaram eventos que estavam fora das possibilidades da realidade do país então. Desta vez, na crista da onda dos dois grandes eventos esportivos mundiais: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

A Confederação Brasileira de Tênis já havia anunciado em Março a realização de um evento da WTA para o ano que vêm. Depois de décadas de marasmo da entidade oficial, esta consegue um evento de porte, o primeiro na história da entidade, algo que é bem comum na Europa e América do Norte – a entidade máxima do país assumir e realizar eventos. A CBT é dona da data, mas pode até negociar uma parceria.

Ainda não há maiores detalhes se a CBT vai de fato ficar com o ônus e o bônus do evento que ainda não tem data definida. Fala-se no início do ano, próximo aos eventos que acontecem no circuito masculino em nosso continente.

Esta semana confirmou-se aquilo que eu já havia escrito, de que o Brasil ficaria com o Torneio de Memphis, um ATP 500. O evento será no Rio de Janeiro em local ainda não definido e só a partir de 2014. O evento é da parceria IMG e Eike Batista, a tal de IMX, que aos poucos vem se estruturando para fazer acontecer.

O ATP 500 não era exatamente o sonho de consumo de Eike, que gosta de números bem mais altos, mas é o que ele vai ter que se contentar por agora. O futuro a Deus pertence, e nos mundos dos negócios muita grana e contatos ajudam ainda mais.

O sonho dos brasileiros no alto escalão do tênis e das finanças é o Masters da ATP que acontece atualmente em Londres. Mas esse é um evento extremamente caro. São cerca de U$60 milhões de garantia para a ATP, que usa esse valor para equilibrar suas contas. Por enquanto não apareceu ninguém com o checão para segurar essa onda. Mas as conversas e negociações estão vivas e ainda existe a pequena possibilidade do evento ser realizado aqui mais próximo das Olimpíadas.

Infelizmente aquilo que era possível, de o ATP500 acontecer junto com um evento feminino, como é a tendência internacional, não aconteceu, por enquanto. O evento da CBT segue acontecendo, mas nada a ver com o evento masculino. Pelo menos por enquanto.

Correndo por fora, e com força, a possibilidade de que o Masters feminino, atualmente realizado em Istambul, venha para o Brasil. Tal evento seria extremamente interessante, pelo momento que o tênis feminino atravessa, mais competitivo e aberto que o masculino.

A empresa XYZ, talvez a mais encorpada empresa de eventos do país, está negociações com a WTA, em parceria com a CBT, e o assunto está vivo e andando. Eles estiveram em Istambul e as conversas foram bem proveitosas. O Masters feminino não é tão caro quanto o masculino, mas pode-se falar em cerca de U$30 milhões de custos fixos.

Mas, tanto nessa negociação, como na do masculino, muita água irá correr por baixo da ponte, até pelas dificuldades existentes e as realidades que mudam com velocidade. As entidades gostam de ficar com os bônus e repassar os ônus, algo que os chineses, que realizavam os Masters recentemente e estavam ansiosos por entrar no cenário mundial, acostumaram bem mal as entidades. Do jeito que estas colocam números e obrigações, é inviável correr atrás desses valores só com bilheteria, como fazem os ingleses, que tem uma tremenda tradição em torneios de tênis. Os direitos de TV e publicidade são da entidade. Todos os custos dos organizadores locais. Um desequilíbrio difícil de administrar. Mas agora o Brasil tem cacife, financeiro, político e de momento, e as negociações vão continuar.

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 15:07

Novo presidente da ATP

Compartilhe: Twitter

Após muita negociação nos bastidores, inclusive nos vestiários, a ATP, sindicato dos tenistas e administradora do circuito masculino, chega a um consenso e elege o seu novo presidente.

Desta vez, ao contrário do que vinha acontecendo a muitos anos, o Conselho ficou com um tenista que conhece bem as entranhas do negócio todo, deixando de lado os executivos que, se de uma lado, teoricamente, tem o know-how executivo, carecem de um maior conhecimento da alma do tênis alem de carecerem de total comprometimento com o esporte branco.

Brad Drewett é um australiano que jogou um tênis decente nos anos oitenta e após a carreira sempre esteve envolvido com o tênis, em especial com a ATP. Além dos dois pés na ATP, Drewitt foi organizador de eventos (foi o cara que liderou a ida do Masters à China e Londres – é o Diretor do evento desde 2001) e dono de academias. Nos últimos anos tomava conta da ATP na Ásia.

Canhoto, como todo canguru gostava de uma saque/voleio e uma duplinha, mas se virava do fundo com um revés de slice bem do sem vergonha. Esteve no Brasil jogando um evento que eu organizava em Santos – mas não me lembro de seus resultados. Era melhor duplista do que singlista, em uma época que não havis os “especialistas” de duplas – todos jogavam tudo.

Apesar de no fim a ATP ter divulgado que houve unanimidade na escolha, é óbvio que houve algum empurra-empurra, inclusive entre Federer e Nadal – Drewitt é um “Federer Man”, Nadal tinha outras preferencias. Lembrando que além dos tenistas tem a outra metade dos Conselho, que são os promotores dos torneios. E nunca é fácil haver uma unanimidade entre esses dois campos às vezes com prioridades bem distintas.

Drewett que vive, ou vivia, em Sidney vai despachar do escritório da ATP de Londres, o que deve dar uma certa esvaziada no escritório da Flórida. Por ter a experiência que tem, de ambos os lados da mesa, eu diria que foi uma boa escolha para a ATP. Agora é ver como isso se resolve na prática.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última