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Arquivo da Categoria Masters

terça-feira, 24 de novembro de 2015 Aberto da Austrália, História, Masters, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 10:29

O melhor

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Nao teve choro nem vela em Londres. Novak Djokovic engoliu seus adversários como se fosse a baleia branca e nao ofereceu chances a ninguém. Alias, ainda se deu ao luxo de colocar um gostinho na boca de muita gente, ao perder, em dois sets, para Roger Federer na fase de qualificaçao. A conversa naquele dia foi se Roger havia jogado muito ou Novak jogado nada. O fato é que na hora da onça beber água o servio mostrou que atualmente ele é o cara sem muitas discussoes.

Djokovic tornou-se o primeiro tenista na história a vencer o Masters quatro vezes seguidas, um feito a se aplaudir em Londres ou qualquer outro lugar. O rapaz se concretizou como o melhor jogador do mundo e ficou a um passo de conquistar o seu Grand Slam particular ao vencer o Aberto da Austrália, Wimbledon e US Open, deixando escapar Roland Garros na ultima partida do torneio, quando era o favorito. A rapaziada deve estar aliviada que o suíço tenha conseguido a surpresa, porque nem Federer nem Rafa nem outro por aí vao conquistar os quatro maiores eventos na mesma temporada nos próximos anos. A nao ser que Novak o faça.

Outro feito importante para Novak é que nessa semana ele igualou o seu H2H com ambos rivais. Com Federer 22×22 e com Rafa 23×23. No futuro as chances sao que ele terá um H2H positivo com ambos, que sao considerados os “maiores”. E aí, como ficará essa história? Nadal nunca teve a pretensão, só mantinha seu H2H positivo contra o suíço GOAT e ficava na longe dessa conversa. Federer, mesmo sutilmente e silenciosamente, sempre encorajou. Agora vem o servio também para pousar na sua sopa. Por outro lado, aos 34 anos é um assombro tenistico e nao existe jogador que chegue aos seus pés junto ao coração dos torcedores em todo o planeta.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015 Masters, Rafael Nadal, Tênis Masculino | 11:28

Acordando sofrendo

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Duas coisas dá para se ter certeza.

Wawrinka é um tenista com talentos e habilidades, dono de um tênis clássico, vistoso e muito eficiente. Mas é um tenista instável, já foi beeem mais, a ponto de ser donos de dois títulos em Grand Slam. Mas a perseverança e garra nao sao seus parceiros incondicionais.

A segunda coisa é que Rafael Nadal nao é aquela brastemp técnica, apesar de ter um dos melhores golpes do tênis – seu forehand. Mas tem o maior poderio mental e emocional que já vi em uma quadra de tênis e olhem que vejo quadras de tênis há décadas. Às vezes penso o que seria acordar de manha e a primeira coisa que entraria em minha mente seria o fato que naquele dia eu teria que enfrentar o Animal em uma quadra de tênis – terrível. Acho que foi assim que Wawrinka acordou ontem antes da tunda que levou. Pelo menos pareceu.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Copa Davis, História, Masters, Tênis Masculino | 12:39

Fogo Cruzado

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Nao se pode dizer que Andy Murray seja um estranho a fogo cruzado, uma das situaçoes mais desagradáveis de se viver. É só lembrar que sua vida foi e será marcada pela tragédia na sua escola em Dunblane, Escócia, quando 16 crianças foram assassinadas e ele estava a poucos passos de onde tudo ocorreu.

Desta vez a situaçao é bem mais amena, mas nao deixa de ser bicuda, considerando a carreira e o momento desta para o britanico. Ele está a um palmo de terminar a temporada como #2 do ranking. Basta o Federer nao elvar o título e ele ganhar dois jogos em Londres.

Parece mais simples do que é. Sem nenhum título nos Grand Slams, que é onde realmente importa para os cachorroes, ele está a tres vitórias na Belgica para conquistar a Copa Davis desta temporada. Algo bem factível, considerado a “força” do time belga.

Para ficar claro as prioridades, Andy, após Paris, voltou a Londres para treinar nas quadras de saibro do Queens Club. E assim foi até este fim de semana.

Hoje ele estréia contra Ferrer, um casca de ferida que viave dos vacilos alheios.

Para piorar sua sinuca de bico, ele pode garantir o #2 do ranking em frente a seu publico, algo sempre mais contundente. Mas é bom lembrar que ele nunca foi além das semis no Masters londrino.

Como a cabeça do rapaz já é complicada sem fogo cruzado, fica difícil prever o que ele fará e como será seu empenho e performance em Londres.

vale dizer que ser #2 é importante e deve valer muita grana em seus contratos – o ranking que vale para os contratos é sempre o do fim da temporada – mas nao terá o mesmo peso de um titulo de Copa Davis, algo que a Gra Bretanha nao conquista desde 1936. Ou seja, ele definitivamente colocará seu nome em ouro sendo o primeiro britanico a ganhar Wimbledon e Copa Davis desde Fred Perry quase 70 anos atrás.

Convenhamos que quanto ele melhor for em Londres pior será sua preparacao para a Belgica – tanto pelo desgaste como, mais importante, pela falta de treino no saibro, que nunca foi seu piso preferido.

Como ele irá equacionar tudo isso em sua mente determinará a qualidade de sua participacao em Londres e, bem mais importante, pelo menos pra ele e os britanicos, afetará a chance, que, pelo andar da carruagem, pode demorar outros 70 anos para surgir para a Gran Bretanha de ganhar a Copa Davis, algo que eles ganharam nove vezes até 1936.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015 História, Masters, Tênis Masculino | 15:01

O Masters homenageia a história

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Reverenciando o passado, algo que sempre diz boas coisas sobre qualquer cultura, a ATP decidiu nomear os grupos do ATP World Tour Finals com nomes de tenistas que marcaram a história do evento. Assim, ao invés de Grupo A, no evento de simples, teremos Grupo Stan Smith, vencedor do primeiro Masters, realizado em Tókio em 1970 – desde entao havia uma tentativa de agitar o tenis masculino japonês, algo que só se tornou realidade com a chegada de Kei Nishikori, que estará presente. Na época o torneio teve somente seis jogadores, no sistema round-robin de um contra todos.

O Grupo B será o Grupo Ilie Nastase, homenageando um atleta carismático, manhoso, bad boy e com um talento da estirpe de Roger Federer. O romeno Nastase venceu o evento em 1971, 72, 73 e 75, em uma época de nomes como Stan Smith, Arthur Ashe, Jimmy Connors, Rascoe Tanner, Vitas Gerulatis e, nos primeiros anos, ainda pegando o fim das carreiras de Laver, Rosewall e Newcombe – atentem, quase todos americanos e australianos crescidos em quadras super rápidas, piso que imperava na época junto com o estilo saque/rede.

Seguindo a recente formato das duplas serem jogadas no mesmo local e data das simples, os grupos também receberam nomes de grandes duplistas. O Grupo A será Ashe/Smith, vencedores do primeiro evento – percebam que Stan Smith fez barba e cabelo em Tokio. O Grupo B recebe uma homenagem ainda mais marcante. McEnroe/Fleming, uma dupla que, nos seus respectivos auges, pegaria os Bryans e faria-os dançar o twist de trás pra frente. Eles venceram o Masters SETE anos consecutivos – lembrando que ao mesmo tempo McEnroe venceu as simples do Masters três vezes e enquanto teve 71 títulos de duplas, brigava pelo topo do ranking em simples, onde teve 77 títulos. Uma pena que eu nao era amigo do cara na época, pois teria uma chance de faturar um título também! A melhor dupla do mundo entao era ele e mais um.

O Barclay ATP World Tour Finals, que começou como “Masters”, e teve teve diferentes nome nos últimos 45 anos, começa no Domingo. É jogado no maravilhoso “O2 Arena” em Londres e deve ser transmitido no Brasil pela SporTV.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014 Copa Davis, Masters, Roger Federer, Tênis Masculino | 00:43

Sensato?

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Era a final que todos queriam. A final que o Stan quase mela. Quase, a sina do Stan. Como nao colocou um primeiro saque na hora da onça beber água, o suíço numero2 morreu na praia. Contra um grande jogador todo erro tem um custo. Grandes erros, grandes custos.

Mas o jogo entre os dois conterrâneos foi tudo de bom e mais um pouco. Quem goste de tenis que aproveite. Está cada dia mais raro assistir um jogo legal entre dois tenistas com um tênis bonito. Já é difícil ter um deles em quadra, ter dois entao…

E todo mundo foi dormir pensando que assistiriam a partida mais esperada do torneio. Todos menos o Boniton, que começou a sentir dores ainda no TB e foi dormir sabendo do tamanho da encrenca.

Pelo o que disseram Federer fez a decisao pouco antes de entrar em quadra para aquecer. Mas garanto que o Murray nao estava por ali para assistir a final.

Nao importa. O importante é que o Boniton fez a decisao mais sensata. Teve um leitor que insinuou que o rapaz afinou. Delírio. O cara já jogou e ganhou partidas muito mais importantes através de mais de uma década.

O fato é que o Masters ele já ganhou cinco vezes, a Copa Davis nenhuma.

E para quem nao lembra a Suíça vai à França esta semana para a final da Davis de 2014. Esta é a ultima chance de Federer ganhar o evento e sua maior aposta da temporada. Pois é, deveria ter deixado o Stan ganhar. Nao teria se machucado, deixaria seu companheiro de equipe bem mais confiante e menos frustrado.

Mas nao deu para se conter. Agora o bicho vai pegar e os franceses devem ter aberto um Petrus em Lille para celebrar.

A final da Davis é no saibro coberto, o que já é uma quadra bem diferente. Além disso, os suíços nao jogam no saibro desde Roland Garros em Junho. Os franceses já estao por lá treinando. Se a contusao de Federer for bem leve, ele nao volta a jogar antes de 3a ou 4a feira. O que o deixaria com somente um ou dois dias de treino na tal quadra para se adaptar ao piso – beeem pouco. Além disso, o Boniton terá que jogar três dias seguidos, a nao ser que alguém vença em dois. E, para completar, Federer, melhor rankeado do que Stan, teria que fazer o primeiro jogo de domingo, enfrentando Tsonga, após ter enfrentado Monfils ou Simon, dois tremendos paparras no primeiro dia e jogado as duplas no sábado. Tudo em melhor de cinco sets. Por isso a sensatez.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014 Masters, Porque o Tênis., Roger Federer, Tênis Masculino | 12:35

Fio da navalha

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Até o 6/0 3/0 assisti o jogo entre o Boniton e o BIpolar com a devida distância que um joguinho sem vergonha determina. Afinal, o interessante de uma partida de tênis é a competiçao, o mano a mano, a luta de indivíduo em se sobrepor ao seu oponente. Se é para assistir um treininho inócuo entre dois cachorroes, prefiro acompanhar um pega para capar entre dois pangoes.

Por conta da semi palhaçada que o MalaMurray apresentava para seu público concentrei em minhas trivialidades no computador; o e-mail pedindo uma grana para atender os ionomanis estava mais interessante – será que em um eventual confronto com as forças bolivarianas da Venezuela eles seriam nossa primeira fronteira ou nao passariam de uma Linha Maginot, ou pior, tentariam formar um estado independente e fazer uma parceria com o Eike para a exploraçao de petróleo na Amazonia? Se isso é o que passava por minha cabeça, imaginem o quanto estava interessante a partida.

Mas no 3×0 mudou o clima. Foi o primeiro game que Murray realmente tentou defender seu saque. Provavelmente porque foi só ali que o incapaz percebeu que poderia tomar um duplo 6/0 e voltar de bicicleta para a mansao que deve dividir com a mae e a namorada. Brincalhao. Tentou, mas nao conseguiu. O Bonitao estava esperto no placar.

No 4×0 Federer passou por cima e abriu 6/0 5/0. Um burburinho silenciou o O2. O game da 0/5, no serviço do Murray, foi o único sinal de vida do escocês britânico. O game chegou a ficar 0x30 quando uma espessa nuvem de incredulidade encheu o estádio – e eu só tentando imaginar as manchetes dos impiedosos jornais britânicos no dia seguinte. Acho que foi exatamente isso que chacoalhou o animo do brincalhao-mór. Ele sacou bem, ainda defendeu o mais vergonhoso dos MP de sua carreira e acabou escapando, com um saque vencedor de um vexame inominável. Uma farsa que quase se tornou histórica.

Está todo mundo fallando que o Federer jogou barbaridades, gênio etc. Sim ele jogou muuito. Mas isso vai saltar aos olhos toda vez que ele pegar um cachorrao sem a menor vontade do outro lado da rede – vai passar o rodo. Só a briga do adversário que impede que um tenista, especialmente do calibre do suíço, deite e role.

No aperto de maos os dois trocaram algumas palavras acompanhadas de sorrisos marotos. Do tipo – “pô velho, você estava afins de me humilhar!!! Pois é, malandro, fica espero e paga um fishandchips do bom porque eu manerei no final”. O Federer brigou para meter um duplo 6/0, mas teve a cara de pau de dizer que se sentiu constrangido. Sei…

Aliás, o torneio até agora foi um fiasco. Nos primeiros quatro dias, todos os jogos decididos em dois sets – sem brigas ou emoçoes. Precisou entrar o operário Ferrer, que estava de stand-by, para mostrar como se vende uma derrota caro e com vergonha na cara.

Historicamente os tenistas nunca souberam lidar com esse formato de grupos! Este sempre ficou aquém das expectativas e sempre foi um desapontamento, tal qual esta semana – mostrando, mais uma vez, ser necessário uma mudança. Suponho que as semis sejam mais interessantes, até porque se assemelham aos torneios que eles estao acostumados. Tenista gosta de bafo no cangote, andar na lâmina da navalha, de pressao. Esse negócio de perder uma partida e ainda vencer o torneio nao entra na cabeça, ou no emocional deles. A nao ser de um Gustavo Kuerten, que renasceu das cinzas para vencer e se tornar o numero 1 em 2000. Aí nao tem como nao gostar.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014 Masters, Novak Djokovic, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 16:48

O Masters em Londres

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O Masters sempre foi um evento diferenciado e interessante. Estive presente em vários, nos anos que eram disputados em N. York e Hannover. Aliás, se você nunca foi a Hannover, nao vá. A cidade é um zero à esquerda, especialmente no frio. Dá para entender porque o tal Hitler queria estender seu Lebensraum para outras paragens. Mas Nova York compensava.

Londres é uma cidade intensa e cosmopolita e a recente ocupaçao do outro lado do rio Tamisa, da qual o O2 faz parte, tornou-a ainda mais interessante. E que belíssimo local é essa arena londrina, apesar de que nao chegar aos pés do Ibirapuera, verdadeiro orgulho nacional. Ironia nao é o meu forte, fazer o que ?!

E que bicho vai sair desta ediçao do Masters? Uns esperam a confirmaçao de Novak Djokovic como El #1 do ranking. Outros esperam que Roger Federer vire o barco no apagar das luzes, algo que Gustavo Kuerten fez em 2000, em Lisboa, onde também estive. Torço mais pelo Boniton, mas acho que está mais para o Djoko – o cara está sólido e só perde a coroa se jogar abaixo de seu padrao. O que acontece.

Na minha entrevista, na CBN, mencionei que Andy Murray seria uma possível terceira via, por jogar em casa(casa??) e ter jogado bem as ultimas semanas. Eu devia estar ainda de ressaca eleitoral. Até parece que eu nao conheço o bipolar. Aquela partida com o Nishikori foi séria? Sim, o japa jogou muito bem depois de engrenar no meio do 1o set. Mas o Andy Murray ficou no vestiário e o que vimos em quadra foi seu alter ego.

O Boniton nem piscou. Deu mais uma aulinha para o canadense sacador. Aliás, figura estranha o rapaz Milos. O com esse corte de cabelo estilo reco fica ainda mais estranho. As câmeras mostraram seu pai e deu para entender de onde vieram aquelas costas curvadas. Mas saca muito o Milos. Mas com 2m de altura nao é um grande feito. Mesmo sem suar Roger venceu rapidinho.

Legal o Stan Wawrinka ter jogado bem. Gosto de seu tênis e acho que um tenista como ele vivo deixa o evento mais rico. Já que começou muito bem o ano que termine no mesmo tom, porque o que fez do Aberto da Austrália para cá nao foi no padrao que ele, e nós, esperávamos.

Quanto aos brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares, ambos venceram o importante jogo de estréia, o que dá confiança e conforto. Bruno e parceiro tiveram que salvar um MP no 3o set. E Marcelo, está tao confiante e melhor que na partida foi uma das primeiras vezes que vi ele assumir a responsabilidade da devoluçao no NO-AD, lembrando que esse fundamento é o ponto forte do seu parceiro. Seria um bom final de ano para o nosso tênis sem um deles vencesse o Masters, batendo o outro na final. E melhor ficará quando voltarem a jogar juntos.

 

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013 Masters | 14:59

Velocidade do piso de Londres

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Para todos que especulam sobre a velocidade da quadra no Masters de Londres, repasso a informaçao dada por Guy Forget, ex capitao da Davis e diretor do Aberto de Paris-Bercy.

Em conversa com Javier Sanches – ex tenista espanhol e irmao de Arantxa e Emilio, responsável pela construçao da quadra em Londres, Paris Bercy, Basel e Valencia. Forget diz que Javier lhe garantiu que “os pisos sao estritamente idênticos e qualquer coisa diferente é só impressao dos tenistas. Quando Nadal fez tal afirmaçao(que Londres estava mais lenta) ele tinha acabado de jogar em Paris, quadra usada durante uma semana, e quando fez seu primeiro jogo em Londres a quadra estava bem nova e sem uso. Mesmo assim é algo bem imperceptível”. Aliás, Novak afirmou que Londres estava mais rápida!?

Para quem nao sabe, o que determina a velocidade das quadras sintéticas e o volume de areia colocado junto com a pintura -e la desgasta (efeito lixa) e é muito difícil errar a mao (é só medir a dosagem). Além disso, tenistas sao nao só impressionáveis como tambem gostam de dizer que este ou aquele piso sao mais rápidos de acordo com suas agendas pessoais. O resto é ruído sofasista.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 15:31

A diferença

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Pelo andar da carruagem Rafael Nadal corre o risco de um dia encerrar a carreira sem vencer o Masters. O evento nao tem o peso de um Slam, nem de longe, mas tem sua importância. A pegadinha é que ele é sempre jogado indoors e em quadra razoavelmente rápida. Alguns anos atrás, o Tio Toni já falava cobras e lagartos a respeito da escolha do piso, quando o evento ainda era na China. Agora, com Rafa já crescidinho, é o tenista que acusa a ATP de “nao deixá-lo ganhar o Masters”. Isso porque os caras nao colocam o evento em algum piso mais lento, o que ficaria mais a seu feitio.

É um pouco de cara de pau do espanhol. No saibro é que nao vai rolar, nao nessa hora da temporada. Após mais uma choradeira iberiana Federer afirmou que do jeito que está, está de bom tamanho, nao deixando a conversa se alongar. Fora que o evento em Londres é fantastico. E o Rio queria traze-lo para cá. Com a quebradeira do Eike ficou ainda mais impossível. O evento está definido que fica em Londres pelo menos até 2015, meses antes da nossa Olimpíada. É mais uma chance que perdemos.

O espanhol anda sem sorte, pelo menos nesse assunto. Se antes era Federer que nao lhe permitia ganhar, agora ele tem novo carrasco nas maos de El Djoko. Quando a quadra é rápida o espanhol ainda faz milagres, mas sempre fica faltando um.

Se antes era difícil bater o suíço, agora o sérvio tem o edge a seu favor. Nadal reclamou que o saque foi a diferença na final. Foi uma das. A diferença mesmo todos sabem, mas o espanhol nao vai ficar falando publicamente. Aquele revés com as duas maos, pegando o “ganchao” na subida e distribuindo para os dois lados da quadra é o que desequilibra a partida e a correria do espanhol. Ele deve ficar louco da vida com aquele antídoto ao seu melhor golpe. É mané, todos temos nosso algoz.

Desta maneira ficou bom para Djoko e Nadal, que deve ser, mais uma vez, a grande rivalidade de 2014. Nadal teve uma temporada inesquecível, especialmente após a contusao do ano passado, e Djoko conseguiu ter uma ótimo segundo semestre, coroando-o em Londres. Os dois vao chegar à Austrália hiper confiantes. E o sérvio ainda tem a final da Copa Davis, o que deve lhe dar ainda mais alegrias e confiança. A Sérvia é a favorita contra a Rep Checa, inclusive por jogar em casa.

 

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terça-feira, 5 de novembro de 2013 Masters | 16:37

Pra correr

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Esta é para constar. Uma grande partida da dupla Melo e Dodig batendo as manos Bryans no TB na 1a rodada do Masters. Os americanos venceram o 1o set e abriram dois breaks no set final. Aí Marcelo, que tem 2m de altura, resolveu crescer mais ainda. Seu parceiro, que é excelente tenista, hoje nao estava com a bola toda. O Dodig tem ótimos fundamentos, muitas vezes carregou o parceiro, mas hoje o mineiro foi o cara com o sangue nos olhos. Acho que ele nao vai muito com os cornos dos gringos. O ponto do 6×6 no TB foi uma maravilha, com o Melao partindo pra cima, tomando a quadra, crescendo pra cima do adversário e mostrando que aquela quadra tinha dono. Botou os manos pra correr. Falou.

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