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Arquivo da Categoria Masters 1000

segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Roger Federer, US Open | 12:53

Quinzena recheada

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Quinzena recheada de tênis, com dois grandes eventos, feminino e masculina, seguidos. Após a passagem pelo Canadá a festa segue para Cincinnati, local do torneio mais antigo dos EUA jogado em sua cidade original. Começou em 1899, quando as raquetes eram pouco mais do que um tacape, homens e mulheres usavam calças e vestidos longos e o golpe padrao, dos dois lados, era o slice salame. O piso original era uma derivaçao das quadras de terra e o local original hoje é uma universidade. O piso mudou algumas vezes e o local muitas; sempre na cidade. Chegou a ser propriedade da ATP, quando estava no perigo, e sobreviveu graças aos esforços de um abnegado, Paul Flory, falecido em 2013. Agora é propriedade da USTA, federaçao americana de tênis.

Três brasileiros já se deram bem por lá. Gustavo Kuerten ganhou as simples em 2001, batendo Rafter na final, em jogo estranhissimo, e Carlos Kirmayr e Cassio Motta foram vices de duplas em 1983, época em que os cachorroes jogavam simples e duplas.

Hoje, com os cachorroes ficando quase que só nas simples, os irmaos Bryan vao tentar vencer o 99o torneio de suas carreiras. E podem apostar que vao tentar ao máximo, o que pode ser mais um estorvo pela pressao, porque adorariam chegar a New York com a possibilidade de lá ganhar o 100o. Imaginem o que eles nao iriam agitar na Big Apple – esse pessoal das duplas sao marketeiros nas “úrtima”, até pela necessidade.

Mas serao os dois primeiros favoritos – Djoko e Federer – que estarao nos cabeçalhos da semana, por razoes bem compreensíveis. O servio nunca ganhou em Cincinnati – perdeu em quatro finais – e completaria o Slam dos Masters1000 com o título. Nao existe outro tenista no circuito com essa conquista – um feito e tanto.

O Boniton, que já ganhou cinco vezes vezes por lá, imaginem seu olhar de desprezo no vestiário, deve chegar à sua 300a vitória em Masters1000, já na 1a rodada, feito único também no circuito.

Murray, que já ganhou duas vezes é outro que deve ter bons sonhos com Cincinnati. Faz tempo que o escocês busca um bom resultado. Tsonga chega confiante após socar geral em Toronto – mas esperar duas conquistas seguidas do francês é esperar demais.

Tsonga passou por cima de todos no Canadá; Djoko, Murray, Dimitrov e Federer. Tá bom ou querem mais? Dois compadres; Vasselin na 1a e Chardy na 2a rodada! Na final abafou Federer que, aos 33 anos, está em ótima fase técnica e física, mas continua pecando no quesito tática. Precisando vencer o TB para ir à negra, o suíço saca no 3×3 e, na 1a bola, com sua direita, seu golpe de ataque, passou uma bolinha sem vergonha na direita do francês, de longe seu melhor golpe, só para levar um cascudo para deixar de ser indisciplinado. É muita bobagem na hora da onça. Nao fez mais nenhum ponto.

Os brasileiros lavaram a alma na final das duplas. Marcelo Melo continua entre a cruz e a espada com seu parceiro Ivan Dodig. O cara, um dos poucos duplistas full time que é singlista full time e excelente duplista quando está disposto, volta e meia joga uma partida bem meia boca. A final foi uma delas.

Em compensação, Bruno Soares e seu parceiro Peya estavam a 1000 por hora. Aliás, Bruno mudou seu saque e pra bem melhor. Está alavancando melhor. Com isso está mais agressivo e deixando menos espaço para ataques. Ainda mete umas duplas faltas ingratas, mas no médio e longo prazo a mudança é um grande avanço. O rapaz já tinha melhorado bem sua devoluçao de revés, uma das razoes de sua melhora técnica nos últimos dois anos. Os manos Bryans que se cuidem.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:28

Um passo de cada vez.

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Os canadenses realizam um dos mais significativos Masters1000 do circuito, espelhado por um tal qual evento feminino. Sao realizados em duas cidades – Toronto e Montreal – apaziguando assim “franceses” e “ingleses”. Para melhorar ainda mais a dinâmica, homens e mulheres alternam as cidades a cada temporada.

Este ano, o masculino acontece em Toronto e os fas locais estao correndo às bilheterias com disposição ímpar. Isso porque, pela primeira vez na história, dois canadenses se enfrentaram em uma final de torneio da ATP – em Washington e exatamente na semana passada. Melhor timing nao haveria.

Milos Raonic vem batendo pelas traves do circuito a pouco mais de uma temporada – acho que tudo tem seu tempo. Agora o rapaz, de origem iugoslava, já é o #6 do ranking. Para vocês verem o que um grande serviço pode oferecer a uma carreira.

Seu oponente foi Vasek Pospsil (#27), um grande talento de origem tcheca, ainda em busca do eterno fugidio equilíbrio. Os dois nasceram no mesmo ano (1990), sendo Vasek poucos meses mais velho. Algo que a personalidade em quadra nao espelha.

Raonic está um bom passo à frente – emocionalmente, estratégicamente e, consequentemente, técnicamente de seu conterrâneio.

Um sinal disso, à parte do ranking e a vitória na final, foi sua declaraçao, consciente, de quem sabe que no circuito é necessário assumir riscos calculados e, o principal, fazerem eles funcionarem.

Milos declarou que enquanto jogava e focava em vencer o Torneio de Washington, evento que teve Berdish, Nishokori, Gasquet, Isner entre outros, ele mantinha um olho bem aberto na semana seguinte. Nao só porque seria um Masters1000, mas por ser em casa. E tenista que vale seus calçoes sabe da importância de jogar muuuito bem em casa. E sabe, melhor ainda, ama, a pressao que isso traz.

Por isso tentou minimizar o dispêndio de energia, conseguindo vencer o evento sem perder um set. Ele venceu 52 dos 53 games de serviço e salvou 7 dos 8 break pointos que teve que encarar. Isso é ter consciência estratégica e saber coloca-la em prática. Tênis é bem mais do que dar na bolinha.

Agora vamos ver como ele lida com o fator “jogar em casa”, em torneio que todos os cachorroes – menos El Rafa que ainda esá contundido e é duvida até para o US Open – estarao presentes. Um passo de cada vez.

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domingo, 18 de maio de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Masculino | 16:44

Recursos

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Rafael Nadal vai ter que fazer das tripas coraçao para vencer o Aberto da França que se aproxima. Apesar de ser um verdadeiro mágico, um guerreiro inigualável, eu tenho minhas dúvidas se ele conseguirá ficar com aquele título. Se conseguir será o seu mais respeitado título em Paris por conta das atuais circuntâncias.

Ele vem vencendo jogos na bacia das almas, mais por conta de seu espirito indômito do que qualquer outra de suas qualidades. Mas fazer isso em sete partidas consecutivas de cinco sets em uma quinzena nao será tarefa fácil, mesmo para quem conhece o caminho das pedras como ele.

O maior favorito será mesmo Novak Djokovic, que para ficar com o título terá de assumir a responsabilidade de vencer um evento onde Nadal reinou toda sua carreira e onde cada vez mais tenistas querem meter a mao. Só que le, Novak, é o que ainda tem mais condiçoes de realizar a tarefa. Se tem cabeça para isso é o que resta se descobrir.

Fica cada vez mais claro que, atualmente, Novak é um tenista mais completo do que Nadal – só nao é ainda mais jogador. Mas está cheio de caras mais tenistas do que Nadal, só que nenhum mais jogador. O que está, cada dia mais, perto desse perfil é El Djoko. Já esteve mais perto, dois anos atrás, mas nao conseguiu manter o padrao. O título que sempre lhe escapou, ou que Rafa nunca lhe permitiu por a mao, pode ser o seu próximo grande passo na carreira. Se vencer em Paris vai se consolidar como #1.

A final de Roma deixou duas coisas claras. Novak tem mais recursos que Rafa, mas o espanhol tem mais raça e ainda consegue ser mais estável. Hoje Novak harmonizou melhor as forças.

Na parte técnica tem um fundamento que é um enorme diferencial – a devoluçao. A devoluçao de Novak é mais consistentemente agressiva do que a de Nadal. A única vantagem que o espanhol leva é que ele, e o mundo, sabem que o 1o saque adversário vai sempre no seu revés, bem mais frágil. Já Novak tem ambos os lados tao bons que os caras sao obrigados a variarem o serviço. O resultado é que o sérvio consegue muito rapidamente neutralizar a vantagem do sacador, enquanto Nadal tem que se castigar durante algumas bolas para “entrar” no ponto.

A estatística espelha o raciocínio. Nadal venceu somente 55% dos pontos em seu 1o saque, enquanto que Novak venceu 71%. Ou seja, Rafa nao tem nenhuma vantagem quando saca, até porque com o 2o serviço venceu 43% dos pontos. Já o sérvio, venceu 55% dos pontos no seu 2o serviço, até mais do que Rafa ganhou com o 1o serviço. Desse jeito a conta nao fecha para o espanhol.

Olhando para trás, o jogo nao foi mais fácil para o sérvio porque o espanhol ainda tem mais moral do que ele e começou se impondo. Os caras já jogaram mais de 40 vezes o sérvio ainda entra nessa roubada. A partir do momento – início do 2o set – em que Djokovic começou a fazer o seu jogo, tomando a quadra e tirando o tempo e o espaço do adversário, teve a partida sob seu controle. E ela só saia de seu controle quando ele permitia e Nadal partia para o risco total, algo que ele começa a ter dificuldades onde nao tinha um ano atrás.

Mas foi um lapso mental, tao nao Nadal, que selou o destino da partida, quando o espanhol, perdendo por 3×4, se permitiu perder nove de dez pontos ( Novak teve muito a ver com isso, indo para suas bolas sem entrar em alta faixa de risco, uma arte dificílima) para deixar o adversário a duas bolas de vencer a partida. Novak nao se fez de rogado.

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terça-feira, 13 de maio de 2014 História, Masters 1000, Rafael Nadal, Roland Garros, Sem categoria | 16:57

Frustrati

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Imagino que os italianos sejam tao frustrado quanto os franceses como fas do tênis. E ambos mais do que os brasileiros – e nós sabemos o quanto somos.

Por que estou mexendo nessa angustia? Ontem quatro italianos jogaram na primeira rodada de Roma, incluindo o MalaFognini. Três deles perderam – o que ganhou bateu um dos outros três! Um péssimo dia para o orgulho romano, especialmente naquele imperial local construído pelo baixinho careca.

Os romanos devem ter uma saudades danada do Adriano Panatta, o maior jogador italiano desde Nicola Pietrangeli, que foi maior do que o Adriano e de quem deve ter saudades maiores. Este era um talento, dono de um tênis fácil, vistoso, agressivo, esqwuerda fácil e bonita, direita continental; vivia na rede, mesmo no saibro, seu melhor piso. Teve o azar de ser contemporâneo do Bjorn Borg (6×9), o que foi o mesmo que ser hoje contemporâneo do Rafa na terra vermelha. Seus confrontos com Borg sao lendários, até pelo confronto de estilos. No Foro Italico se enfrentaram uma vez em 1978, uma final memorável com vitória do sueco no 5o set, com o público indo à loucura e Borg, que disse ao juiz que se lhe atirassem mais uma moeda na cabeça sairia da quadra. Nao atiraram, ficou e ganhou. Em compensação, Panatta foi o único tenista a bater Borg em Roland Garros, em 1974 e 1976, quando ganhou o título e também, duas semanas antes, o Aberto de Roma, para o ultimo delírio dos romanos que torcem como nenhum outro público na Europa.

Mas esses bons tempos romanos acabaram e de lá pra cá os italianos nao tiveram mais ninguém sequer na final de Roma – duvido que o tal Fognini venha a ser esse cara. E hoje, ainda 3a feira, com as derrotas do Seppi e do Bolelli, nao sobra um paisano na chave para contar a história.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Masculino | 15:48

Minhocas

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Rafael Nadal debe estar começando a sentir uma pontada de pressao. Afinal, sua temporada européia, seu mais seguro ganha pao, nao está nada como ele gostaria e planejou. Para piorar, eu diria que o Torneio de Madrid nao é exatamente seu torneio favorito, pela leve altitude, semelhante a Sao Paulo, mas que já faz uma diferença em seu jogo, e no de seus adversários – bem, pelo menos o saibro é vermelho, nao azul.

Com a saída de Djokovic em cima da hora, o evento ficou dividido em dois de maneira bem singular. A chave de cima ficou com Nadal, Federe, Murray, Berdich e Tsonga – um belíssimo torneio em si. A de baixo ficou capenga. Ali estao Wawrinka, Ferrer, Nishikori e Fognini, um quilate bem diferente.

Teoricamente, a saída de Novak é boa para Nadal. Se ele for à final entao é ótima. O espanhol sabe que, pelo menos no saibro, seu maior rival atual é o servio. Mas, antes disso, pode ter que passar por Haas, Dimitrov ou Berdich, e Federer, todos tenistas que se aproveitam melhor da velocidade de Madrid.

Se Nadal vencer em Madrid mostrá que está afiadissimo, já que eu pelo menos nao conto com essa conquista. Nas minhas contas, que podem estar furadíssimas, ele deve buscar entrar em ritmo esta semana, arrancar o melhor resultado possível, ficar muito bravo por nao conquistar nenhum título no saibro europeu e se concentrar em vencer Roma – onde já venceu 7 vezes – para chegar confiante, mais descansado do que o normal; mas nao com tanto ritmo, o que pode lhe custar caro.

De qualquer maneira, ele já está fora de sua curva normal. Seu resultado em Madrid, ou a falta dele, pode começar a colocar minhocas em sua cabeça e, tao importante, na de seus oponentes para Roland Garros, onde ele tem, sem dúvidas, a meta de um dia vencer 10 vezes o torneio e seus oponentes, assim como o público francês, a meta de acabar com essa dinastia.

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segunda-feira, 31 de março de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Tênis Masculino | 13:36

Pra dançar

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No final do primeiro game da final entre Djokovic e Nadal em Miami, enquanto Maria Esther nos brindava com comentários sobre os bonés distribuídos no estádio, a geradora de imagens da SporTV nos premiava com uma tabela de informaçoes sobre o saque de Rafa Nadal. Rafa tinha tido entao sua única chance de quebrar o serviço de Djoko, oportunidade que nao conseguiria reeditar pela resto da partida, detalhe que mostra a dominância do sérvio sobre o espanhol na partida definida em 6/3 6/3.

O que a tabela informava, trocando em miúdos, era que contra outros oponentes Nadal insistia em saques contra o revés, mesmo na vantagem. Contra Djoko, no Canadá (nao me perguntem porque esse torneio), onde Rafa vencera, este sacara basicamente fechado, nos dois lados. Além disso, com um pouco mais de atençao do fa do tênis, ele perceberia que recentemente, após aquela série de derrotas, Rafa passara a jogar mais “fechado”, tirando o angulo do sérvio. Ontem, pelo menos no início e em boa parte do jogo, a estratégia foi a mesma. O resultado foi uma das maiores tundas que Djoko aplicou no espanhol.

Aliás, a coisa está, momentaneamente, feia para Rafa. Sao três derrotas seguidas para Djoko sem fazer um set. Vale lembrar dois detalhes. Todas em quadras duras e nenhuma em Grand Slam. Anterior a estas derrotas, a vitória de Rafa aconteceu exatamente no US Open, também em duras. Mas isso é outra história.

Um fato me chamou a atençao ontem. Mas já volto a isso. O que me surpreendeu, e a Rafa também, foi como a estratégia do “fechado” nao funcionou. Alias, pelo contrário, facilitou a vida do Djoko.

Nao vou entrar nos detalhes, porque seria cansativo. O fato é que Djoko sabia de antemao e se preparou para a situaçao. Como? Aí que nao vou entrar. Mas volto ao que me chamou a atençao, que talvez abrevie a esplanaçao.

Novak parecia Federer. Como? Cool! Tranquilo, sem pressa, como se soubesse que estava por cima da carne seca e que teria respostas para tudo. No primeiro game, quando teve o BP contra, parecia que estava doente de tao parado. Nao! Ele tinha mudado a postura, a sintonia interior. A mensagem que ele enviava ao espanhol era: você quer tirar os meus angulos para que eu faça erros nao forçados? Esqueça!

Djoko colocou o espanhol para dançar. Só faltou ligarem os altofalantes e tocarem algum flamenco balear. Se passarem o replay, prestem atençao em um detalhe: enquanto Nadal fazia um estardalhaço com sua movimentaçao, com seus sapatos-tênis bramindo mais do que ratos no telhado, do lado do sérvio vinha aquela sonora placidez bucólica. Nadal era um desesperado atrás da bolinha, o outro lhe servia drills tal qual um técnico desalmado.

Sim, a estratégia foi por água abaixo, para nao usar metáfora mais agressiva, até por uma segunda razao, que explica ainda mais o campeao. Todas as vezes que Nadal tentou abandona-la, indo para seu golpe favorito, com sua direita cruzada agressiva, o contra ataque com aquele revés magnifico (que tal me emprestar?) era venenoso e impiedoso e a mensagem clara: “Bonitao, fica no meio mesmo porque se for aberto só piora”. Isso sem contar que quando o ataque era no forehand, Djoko imediatamente “achava” o revés do ibérico, conta que nao fecha para o espanhol.

No fim das contas foi uma aula que mexeu com a confiança do animal. No fim ele nem mais tentava, o que é totalmente fora de suas caracteristicas.

Agora vem a temporada de saibro. Como ficarao as estratégias nos próximos encontros – no caso finais? Será que a de Nadal voltará a funcionar – afinal no saibro a bola nao vem lhe “morder” com a mesma velocidade como na dura, o que é uma graaande diferença. Djoko manterá essa interessante postura cool? Com isso, no saibro, os pontos seriam intermináveis, a nao ser por um detalhe crucial; no saibro Nadal teria tempo de fugir para usar sua arma letal – o forehand – e ele colocaria o outro para correr. A ver. Djoko, ontem dormiu em paz. Rafa, nao vai pregar os olhos tao cedo. E o Tio Toni que comece a queimar os neurônios.

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#1 e #2 do mundo. Rivais por um bom tempo.

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quinta-feira, 27 de março de 2014 Masters 1000, Tênis Masculino | 12:34

Invasao

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Bem, vamos lá. Sobre a barbaridade que aconteceu na partida Djokovic x Murray ontem.  A invasao houve, foi clara e na cara do juiz de cadeira, que é mais um bundao com medo de tomar decisoes, algo que sempre foi, nao sei se ainda é, prioridade na hora de escolher esses caras.

Nao pode encostar na rede, nem com a raquete nem qualquer parte do corpo que perde o ponto. Se pode passar a raquete do outro lado da rede, para bater uma bola, se ela tiver tocado na sua quadra antes e por conta de um efeito tiver passado para o outro lado da rede. Aí se pode esticar o braço e golpear a bola.

O que o Djokovic fez é totalmente ilegal – tocar na bola do outro lado da linha imaginária da rede, antes de ela cruzar a mesma. O juiz viu e se borrou e, nao sei se pior, o Djoko sabe – foi quase que a extensao toda da raquete do outro lado, e deu uma de miguelao, o que caracteriza uma garfada monumental no adversário, no caso um “amigo” dele.

Pior foi o juiz tentando, e fracassando, explicar a idiotice que fez para o Murray que nao sei nao foi à loucura pelas bobagens que ouviu de quem deveria saber o que fala.

Pior mesmo foi o Djoko tentar “convencer” o mundo em entrevista, ainda dentro da quadra, que ele nao tem certeza de como é a regra. O que, profissional, #2 do mundo e nao sabe a regra – especialmente depois de perder aquela semifinal de Roland Garros exatamente por ter tocado a rede?? Nao sabe a regra – brincalhao!

Qualquer panga sabe essa regra no tênis, mas um profissional se engasgar todo na explicação pega muito mal para sua reputaçao. Isso, dois dias depois de “dar” um ponto para Robredo e fazer o maior comercial que “isso é fair play e, pra mim, parte do jogo” no estilo eu sou muito legal. Sei – só que alí, um ponto nada importante – o desafio mostraria em segundos que o juiz estava errado. No jogo com Murray nao podia haver desafio e era o primeiro ponto do 5×5, saque Murray, do 1o set equilibradissimo – após a discussáo Murray perdeu rapidinho os pontos seguintes e o set.

Veja no link abaixo todo o incidente, começando com a entrevista de Djoko, onde ele se complica todo, e veja o quanto ele atravessou para bater na bola e como tentou convencer seu amigo Murray que nao tinha feito nada errado, mesmo com o telao do estádio mostrando a barbaridade.

http://espn.go.com/tennis/story/_/id/10680024/sony-open-tennis-did-novak-djokovic-racket-cross-plane-net-andy-murray

 

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quarta-feira, 26 de março de 2014 Juvenis, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:42

Cabeçada

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“Os pais sao o câncer do tênis”. Esta é uma frase de Billie Jean King, super-campea americana que dá o nome ao complexo onde é jogado o US Open. Mais do que uma verdade é uma frase de efeito, coerente com o perfil marketeiro da autora. A verdade é que os pais tanto fazem como destroem, em especial nos tempos de juvenis. Que fique claro, sem o apoio familiar nao tem tenista que progrida. Com os pais massacrando e cobrando nao tem emocional que resista.

Já escrevi anteriormente sobre o assunto, que é crítico e extenso, provavelmente voltarei a faze-lo, mas hoje é mais sobre uma ramificaçao, uma curiosidade do problema.

Quando eu era garoto nao gostava que meu pai assistisse meus jogos. O cara ficava ali nas arquibancadas com aquele olhar ameaçador, o que nao fazia nem um pouco bem para meu ego, que era impiedosamente massacrado pelo adversário e suas malignas intençoes. Nao pensem que qualquer argumento meu o fazia mudar de opiniao sobre ele estar lá. Se ele quisesse, assistia, se nao quisesse nao assistia.

Assim sendo, entendo tenistas, jovens e nao tao jovens, que tenham um pé atrás com a presença de seus progenitores nas arquibancadas. Normalmente o assunto é uma questao entre os juvenis, quando os atletas ainda estao marcadamente sob a influência paterna. Essas intervençoes acontecem tanto com as meninas como com os meninos. A diferença é que as meninas “aceitam” essa influencia por mais tempo e mais passivamente. Os rapazes sao mais rebeldes, e com a testosterona presente e inflamando, os arrancas rabos com os pais podem ficar punks. Quando sao as maes as envolvidas o negócio é mais tranquilo. Teoricamente esse pesadelo termina quando os rebentos vao para o profissionalismo. Teoricamente.

Miami deve ter alguma coisa no ar que instiga esse conflito. Três anos atrás presenciei, quando na sala da TV do estádio, imagens e audio de uma quadra secundária, onde o australiano Barnard Tomic negociava com o juiz de cadeira a expulsao do pai das arquibancadas. Foi uma conversa surreal e única nos anais do tênis. Tomic chegou a pedir que o juiz mandasse o pai embora. Quando o juiz retrucou que ele deveria fazê-lo, o rapaz retrucou que nao adiantaria. Por fim, o juiz deu, a ele tenista, uma advertência por “coaching”, já que o pai falava com ele, e nao eram instruçoes. Tomic virou para o juiz e agradeceu, sinceramente. A continuaçao dessa novela mórbida entre o tenista e seu pai culminou com o doidao agredindo o técnico do garoto com uma cabeçada e, por isso, sendo suspenso de todo o circuito da ATP.

Esta semana foi a vez do Jonh “Meia” Sock brigar com o pai durante um jogo em Miami. O pai devia estar atormentando a cabecinha já atormentada do Joao Meia e levou um cartao vermelho do filho. Este nem pediu a intervençao do juiz. Foi logo virando para o pai, em uma troca de lados, e dizendo para o progenitor “dar o fora”. Repetiu a ordem duas ou três vezes e as câmeras mostraram que o pai obedeceu rapidinho.

A realidade dos pais problemáticos espirra na personalidade dos filhos. Tomic é um garoto com uma atitude sofrível – passa a mensagem que nao gosta do jogo. Mas seus problemas e atitudes sao muito mais com ele mesmo do que com adversários, árbitros ou publico. Sock carrega o pressao dos EUA nao terem mais um grande tenista e terem nele um tenista, quando muito, mediano, e nas quadras duras – porque no saibro… É um garoto temperamental e mascarado e joga bem menos do que imagina. Sobre seu pai nada sei. Só imagino que nao tem a mesma cabeçada do TomicPai, já que o filho nao tem muito respeito ou medo dele.

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segunda-feira, 17 de março de 2014 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Masculino | 15:09

Desperdiçando

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Há jogos e jogos de tênis. A final de Indian Wells foi empolgante pela expectativa, por envolver um Roger Federer que voltou a jogar bem e pelo placar. Mas nao me empolgou como jogo. Tivemos mais momentos de um dos dois tenistas jogando bem, do que momentos de ambos tenistas jogando bem, que é o que exige um grande jogo.

No início, o servio parecia cheio de dúvidas, abaixo do que jogou em vários momentos durante o torneio – onde também teve seus picos e vales mentais. Federer adora jogar confiante e El Djoko encheu seu copo no set inaugural.

Mas, o suíço também adora dar milho pra bode e permitir que adversários voltem ao jogo. E Djoko nao precisa de muitos convites nessa direção.

O 3o set mostrou, desde o início que, atualmente, o servio joga mais do que o suíço. A diferença, no caso, sendo a consistência, algo primordial na competiçao.

O jogo ficou mesmo interessante no final, o que nao é nenhuma novidade. E aí há algo me chamou muito a atençao. Federer tinha dominado o 1o set, e reverteu a desvantagem no 3o, quando Novak chegou a sacar para fechar, ao fugir mais da esquerda para atacar de direita e, principalmente, ser constantemente agressivo com esse golpe, por muito tempo considerado o melhor do circuito. Aliás, nao sei como o Dácio Campos, que sabe muito de tênis, afirma que o backhand do Djoko é muito melhor do que o do Federer (o que é verdade), enquanto na direita os dois golpes se equiparam – ahhh? a do suíço é muuuito melhor; machuca mais, ele a bate de mais maneiras, acelera mais e é mais confiável sob ataque.

Mas, sei lá, hoje em dia Fededer parece nao ter mais a confiança para fugir do revés com a constância necessária (lembrem só do Nadal) ou terá receio de lhe faltar pernas no final? É um fato incontestável de que quando Federer foge mais, o Djoko encolhe – assim como os outros tenistas.

E foi assim que ele levou o jogo para o tie break – confiante, fugindo, fazendo a direita andar, intimidando.

E, macacos me mordam, foi só começar o TB para o Topetudo voltar a se acomodar em bater esquerdinhas raspadinhas e cruzadinhas, algo que nao só nao incomoda o Djoko como lhe deixa em zona de conforto para esperar o erro do adversário ou, oferecendo a bola curta para este fugir – nesse cenário nao há opção para Federer.

O TB foi um anticlimax. Federer nao jogou nada, quando eu, e muitos outros, esperavam que ele crescesse com a ocasiao. Aliás, o público em Indian Wells foi uma das mais descarados na torcida pelo rapaz e em desfavor no servio que, por mais que tente, nunca terá o amor incondicional da galera como o El Boniton.

Após derrotas Federer tem um discurso que tem mais a ver com marketing do que com a transparência. Ele afirmou que estava contente, apesar da derrota!! Perder no TB do set final incomoda qualquer um, até o King of Cool. Mas dá para entender que esteja contente com voltar a estar em uma final e ter, em boa parte dos jogos, jogado bem. Mas, para voltar a vencer torneios, terá que lidar com Djoko, Nadal, que deve estar babando em Miami, Murray, que uma hora pode acordar e voltar a incomodar e com outros que estao tentando colocar a cabecinha de fora e loucos para pegar um coroa para cristo. Cada dia que passa fica mais difícil para o GOAT e chances, como a de ontem, nao podem/devem ser desperdiçadas.

Quanto ao Djoko, nao deixa de ser interessante o fato que voltou a vencer quando deixou Becker em casa, ou seja lá onde o deixou, e trouxe o técnico estepe, mas que, na hora da onça beber água, além de ser o que levou ao topo do ranking, é o que lhe deu a confiança para, nao esqueçam, vencer primeiro título na temporada.

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Djoko e seu merecido troféu.

 

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segunda-feira, 10 de março de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:32

Com e sem ventilador

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Por alguns breves instantes, menos do que o tempo de um serviço de Rafa Nadal, acreditei que o Gala de Praga Stepanek pudesse aprontar A Surpresa da 1a rodada em Indian Wells. Até porque sou fa do tenis do checo, o ultimo dos moicanos do saque/voleio. Se considerar somente o prazer estético, nao há nada que Rafa faça em quadra que chegue aos pés – na verdade, nas maos – do Gala. Mas como no tênis existe muito mais do que a nossa va filosofia explica, Rafa sempre encontra – perguntem ao Andujar – uma maneira. O cara é O Mágico do circuito. Isso sem mencionar as esquisitices aleatorias, como a de derrubar suquinho no calçao e ter que ir ao vestiário trocar o uniforme do meio da partida contra Stepanek. Esse “encontrar” uma soluçao para um péssimo dia no trabalho explica bem o fenômeno Nadal.

E quem foram as vítimas das zebrar em Indian Wells? Oras, Tsonga e Berdich. Dois grandes tenistas, com arsenais em abundância, mas que sempre tiveram em seu emocional/mental suas vulnerabilidade. O Tsonga perdendo para o Benneteau, que nao é nenhum cego, mas é freguês, e o Berdich para o espanhol Agut, uma mágica do checo, que vem jogando bem este ano.

Como dizem os americanos – shit happens. Só que Tsonga e Berdich sao top10 que permitem que ela atinja o ventilador e El Rafa tem o poder – nem me peçam para explica-lo – de conter o estrago. Em suma, um campeao sempre encontra um jeito de vencer.

Ahhh – tá começando a ficar interessante acompanhar os jogos do Dimitrov, que, dizem, escanteou a Maria.

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