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Arquivo da Categoria Masters 1000

segunda-feira, 9 de maio de 2016 Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Roland Garros, Tênis Brasileiro | 17:39

Roma: o termômetro

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O Aberto de Roma é o melhor termômetro do que pode acontecer em Roland Garros. Melhor do que Madrid, onde a quadra é ligeiramente mais rápida do que será em Paris, por conta da altitude. Mesmo assim, não deu para ver nada que pudesse mudar o prognóstico de este próximo Roland Garros deve ser mesmo de Novak Djokovic. Deve mesmo?

 

 

Acredito que Roma dirá. Os tenistas que têm se dado melhor nas últimas semanas, além de Novak são Nadal, Murray, Nishikori, Monfils e, ali por fora, mas sempre dentro, Fededer. Tem o Wawrinka, mas este é muito mais perigoso correndo por fora, como no ano passado, do que defendendo seu título.

 

 

Tem outros, mas alguém acredita que tenistas como Kirgyos, que está melhorando, e Raonic, que também melhorou, mas ambos são mais material para Wimbledon do que RG. E os dois se enfrentam na 2a rodada!

 

 

Bem, vocês perceberam que não listei Tsonga, #7 do mundo. Desde o Rio Open não o considero mais como um tenista sério.

 

 

E porque Roma é importante?

 

 

Porque é a última chance de alguém adquirir a confiança necessária para vencer um Grand Slam. Além de as condições serem semelhantes a Paris. Na semana seguinte, quando acontecem Nice e Genebra, é só para tenistas que não tem altas pretensões em Paris. Jogar lá em cima durante três semanas não acontece – só em milagres. E eles acontecem cada vez mais raramente.

 

 

Mas se alguém ainda acredita neles, não perca outro jogo da 2a rodada, entre Fededer e o garoto Zverev; um perigo armado de uma raquete.

 

 

Por isso, vamos ficar atentos ao que cada dos cachorrões trás para as quadras no quintal do Papa, que talvez seja bom de milagres.

 

 

Depois disso é tomar conta do corpo, cuidar da confiança adquirida, comer bem e bem acompanhado, curtir curtos passeios para descontrair sem perder o foco.

 

 

Eu deixei para último um outro possível milagre. Este reservado para os amigos franceses, que não conseguem um título em casa desde Noah no início dos anos 80. Monfils tem tênis para ganhar Paris. Mas tem cabeça pra isso? Até hoje tem deixado claro que não. Sua derrota para Thomaz Bellucci hoje o coloca na contra mão de tudo que escrevi acima. Mas o cara é doido! Mas ainda acho que é a melhor aposta para quem quer quebrar a banca em Paris.

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segunda-feira, 2 de maio de 2016 Juvenis, Masters 1000, Porque o Tênis. | 00:20

Bavárias e turcas

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Algumas coisas bem interessantes acontecem nesses semanas de torneios 250, quando boa parte dos cachorrões se escondem e descansam, já que o foco deles são os Masters 1000, os Grand Slam, e o torneios menores que tenham uma caminhão de dinheiro para pagar suas garantias que, muitas vezes, é dinheiro jogado fora – ou já esqueceram do papelão do Tsonga no Rio?

 
Mas as finais de Munique e Istambul colocaram algo a mais na mesa para o verdadeiro fã do tênis, que não precisa de estrelas, que às vezes nem brilham tanto, para apreciarem um bom jogo. E foi isso que o entendido público bavário teve. Uma final não fica muito melhor do que quando o tenista da casa faz o possível e o impossível para ganhar na frente dos seus – que saudades dos tempos de Luiz Mattar, Carlos Kirmayr, Jaime Oncins e Gustavo Kuerten.

 
O alemão Kohlschreiber, um veterano de 32 anos, dono de um tênis clássico, uma das esquerdas mais doces do circuito, bons voleios e um bom entendimento da arquitetura do jogo, conseguiu se impor, inclusive na hora da onça beber água, sobre uma das maiores promessas do tênis atual, o seu vizinho da Austria, Dominic Thiem, um verdadeiro “animal” em quadra, dono de uma força física privilegiada, pela qual trabalhou, e segue trabalhando, complementado por um dos melhores golpes do tênis – o seu forehand, que, arrisco escrever, ainda vai melhorar.

 
Quem não viu dançou, quem assistiu sabe que foi um privilégio, não só pela qualidades técnica, mas pela emoção, dramaticidade e competitividade, componentes que não podem faltar em um grande jogo – 7/6 4/6 7/6.

 
Em Istambul eu estava feliz antes mesmo do jogo, com a final do baixinho argentino Diego Schwartzman, um cara pelo qual tiro o chapéu cada vez que o vejo em quadra – um exemplo para muito juvenil por aí afora.

 

O búlgaro venceu o primeiro set no TB e tinha 5×2 no 2o set. Aí o creme desandou. Ele diz que começou a sentir caibras. Eu lembro que o talentoso rapaz tem mais a fama de não ter o controle dos nervos nos grandes momentos, do que a de não ter pernas para jogar dois sets.

 
De qualquer jeito, deixou escapar o set em outro TB. Aí a vaca cavalgou para o brejo. Ele, já claramente sem condições físicas, começou a destruir raquetes. Foram advertências, pontos etc. No 0x5 ele aproveitou para fazer o esculacho final; acabou com mais uma raquete, e quando o boa praça Lahyani ia tascar mais uma, ele foi à sua raqueteira, pegou outra e destruiu mais uma em cima de outra. Acabou o trabalho e já cumprimentou o juizão, que não ficou nem um pouco feliz, virou e foi abraçar o argentino, deixando claro que sua frustração começava e terminava com ele.

 
Durante a premiação ficou com uma cara de bezerro desmamado de dar dó. Mas, na hora de receber a premiação veio a redenção. Dimitrov pegou o microfone e ofereceu um dos mais sinceros pedidos de desculpas públicas que já ouvi: “acima de tudo eu desapontei minha família, meu time, meus fãs com esse tipo de atitude que tive em quadra. Peço desculpas”.

 
Errar, todos erramos. Reconhecer e oferecer desculpas sinceras, minutos depois, curto e grosso, sem embromação, raros fazem. Em um dia que poderia ser criticado e crucificado, da minha parte, Grigor Dimitrov saiu maior de quadra.

Veja o “show” de Dimitrov na minha página do facebook.

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segunda-feira, 28 de março de 2016 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:03

Administrando

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Cheguei na quadra 2 o jogo estava começando. Dei uma panorama na quadra e me surpreendi. De um lado a dupla do brasileiro Marcelo Melo e seu parceiro croata Ivan Dodig. Do outro “A Besta” Mirny e seu parceiro Treat Huey, um baixinho filipino-americano que tem mais pinta de ser um boleiro mais velho do que um tenista profissional. O jeito dele simplesmente não bate com o resto dos tenistas, especialmente tendo a “Besta” Mirny de 1.96cm como parceiro.

 
Mas foi só o cara começar a jogar para meu queixo ir caindo. Mãos rápidas, pulso forte, pancadas dos dois lados e um estilingue para sacar. Ele deve ter dado mais de 10 aces no Dodig no centro da quadra. Isso porque o croata já sabia que iria lá e assim mesmo a bola passava por ele como um F1.

 
Nas devoluções o cara acelera dos dois lados e sabe bem onde meter as bolas. Na rede é um abílio. Esteve alguns patamares acima de seus colegas de quadra no quesito. E quem se atreveu a desafia-lo no quadradinho se deu mal. Bem mal.

 
Além disso, tem ótimo posicionamento, cruzando como saci junto à rede. Ali, novamente, levou Dodig à loucura. Cruzava muito, esticando seu braço para um voleio de forehand. Ali também o Dodig sabia que o cara iria e não conseguiu fazer muito – essa bola acabou sendo crucial no resultado final.

 
A “Besta” já tem 38 anos, nao tem mais o mesmo vigor físico de quando fez a memorável partida contra Gustavo Kuerten em 2001, no US Open, onde liderava por 2×0 e o catarina “encontrou” uma maneira de virar o jogo que levou os brasileiros presentes ao delírio. Mesmo assim, ainda se vira nas duplas, apesar que era o elo frágil da dupla, que não conseguiu ser explorado pelos adversários.

 
Talvez porque Dodig não estava 100% fisicamente, com a perna direita enrijecida na altura da coxa. Talvez porque a dupla de Melo não conseguiu tirar proveito dos melhores resultados que têm dentro do bolso. Talvez porque, em momento crucial no 2o set, Dodig acertou uma bolada na nuca do parceiro que o nocauteou. Talvez porque o tal de Huey estava em dia inspirado e foi, de longe, o melhor em quadra, dando um verdadeiro show de habilidades e de como se joga uma dupla bem jogada no estilo antigo.

 
De qualquer jeito, o felipino e o bielorusso estão na 3a rodada e Marcelo, que esteve focado e compenetrado, sabendo da importância da partida, já que agora não é mais o 1o do mundo – perde a posição para o parceiro de Bruno Soares, Jamie Murray, que também já estão fora do torneio, por meros 5 pontos, algo que evitaria com a vitória ontem.

 
No fim do jogo fiquei pensando porque não ouço falar mais do tal filipino/americano. Descobri que já ganhou sete títulos nas duplas, com quatro parceiros diferentes. É daqueles que muda bastante de parceiro. O porque não sei.

 
Mas, com certeza, se soubesse administrar melhor a carreira poderia ter ainda melhor resultados. Poderia perguntar umas dicas no assunto para Marcelo e Bruno, que têm sido ótimos no quesito. Isso prova que o circuito de duplas é extremamente competitivo e é necessário saber administrar fora das quadras também – a escolha, e manutenção, do parceiro um quesito fundamental!

 
Huey desistiu das simples ainda jovem – foi tenista universitário – porque achou que seria medíocre como singlista e poderia se dar melhor como duplista; um denominador comum nas carreiras dos duplistas.

 
De qualquer maneira fica a lembrança. Se algum dia os leitores tiverem a oportunidade de assistir o rapaz jogar vão ver como se joga bem duplas sem ter a pinta de quem o faz. Um tenista muito rápido, com ótimas mãos, muita habilidade, que sabe tanto bater como tratar uma bolinha carinhosamente. Uma avis rara que merece ser vista porque é um animal em extinção.

 
Ontem tivemos dois jogos ótimos. A vitória de Gilles Simon sobre Marin Cilic, onde a paciência e regularidade mais uma vez se sobrepôs sobre o ataque, em um conflito sempre interessante de assistir, e a surpreendente vitória do francês de 22 anos, Lucas Pouille, tenista talentoso, com bons golpes de ambos os lados, voleios melhores do que o padrão atual, em um saque que incomoda sobre o operário David Ferrer. Um all around que está crescendo no circuito e que ainda vai dar o que falar. Talvez não seja um Federer, mas, aos poucos vai conseguir vitórias como a de ontem, melhorar seu ranking e, se souber administrar, deixar de ser uma surpresa e passar a ser um dos cachorrões.

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terça-feira, 22 de março de 2016 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Porque o Tênis., Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:10

Mordeu a língua

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O Aberto de Miami começa sob a sombra da polêmica. Mais uma vez o assunto é se mulheres devem receber o mesmo valor em prêmios que homens.

 

O principal combustível da polêmica foi do fundador e diretor do torneio de Indian Wells, o ex tenista e hippie sul africano Ray Moore. Ray foi contemporâneo de Thomas Koch e Carlos Kirmayr e saiu dos cabelos longos para, junto com Charles Passarell, tocarem um dos melhores eventos do circuito. Interessante que o evento sempre teve altas polêmicas, como as acusações de fraudes junto à prefeitura local e a das irmãs Williams, que ficaram anos sem colocar os pés por lá por conta de um incidente com o público, que foi acusado, pelas irmãs, de ser racista. Mas isso já foi e não vou me alonga a respeito.

 

O fato é que Ray fez uma declaração polemica sobre a igualdade nos prêmios entre homens e mulheres. Disse o senhor que no futuro gostaria de ter um emprego na WTA, já que esse pessoal vive na moleza e na rabeira do circuito da ATP, sem nada acrescentar. E pra completar o saque e voleio, afirmou que as tenistas deviam ajoelhar e agradecer o surgimento de Roger Federer e Rafa Nadal, que fizeram o tênis se sobressair nos últimos anos.

 

Declarações, no mínimo, discutíveis. Nenhuma mulher do mundo vai concordar, o que já coloca metade do mundo contra quem fala uma coisa dessa em público. Pior ainda se você é o diretor de um dos maiores torneios que elas jogam. Considerando que da outra metade, uma boa parte não que saber de encrenca com elas, te deixa no mato sem dog.

 

Por conta de tudo isso, Moore ouviu tudo que nao queria ouvir em vida nos últimos dias. Só estaria pior se fosse acusado de pedofilo. O final da história é que teve que “pedir” para sair e deixar o cargo, com o imediato aplauso de Larry Ellison, dono do torneio, e da Oracle, que se desmanchou em desculpas e elogios as conquistas e o tênis das mulheres.

 

Nao sei o que deu na cabeça de Mr. Moore para se sair com essas declarações. Ele tem alguma razao? Tem. Só que suas declarações foram venenosas e arrogantes.

 

Assumindo seu raciocínio, não é só as mulheres que deveriam se ajoelhar para Federer e Nadal. Os homens também. O circuito masculino também viver do Fedal durante anos e eles estao deixando uma marca que marcou o Tênis.

 

As mulheres nao conseguiram apresentar nada, nem de longe, igual. Se lembrarem, até Serena se assentar e abraçar a carreira, apareceu cada #1 de chorar na WTA.

 

Mas há maneiras e maneiras de colocar um argumento. Moore, considerando sua posição, tinha mesmo que tomar o caminho da roça e sumir depois dessa.

 

O mais interessante disso tudo é o seguinte. Quase no mesmo dia, o campeao de Indian Wells e o #1 do mundo Novak Djokovic, defendeu que os homens deveriam sim ganhar mais do que as mulheres, baseado em quem atrai mais público e atenção, o que, segundo ele, as estatísticas mostram. O mesmo argumento, com mais diplomacia, o que também já atraiu o veneno feminino.

 

Como o assunto é algo que frequenta o Politicamente Correto, algo que os americanos adoram e respeitam, pode-se esperar que a polêmica continue em Miami.

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domingo, 20 de março de 2016 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:21

O Aberto de Miami – o favorito dos brasileiros

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Não fui a Indian Wells, mas vou a Miami. Tinha me prometido que iria para a California este ano. Nao funcionou, mas funcionou Florida. Esse negócio da California ser lá do outro lado e a Florida aqui deste lado faz muita diferença na disposição de encarar um avião. Bem, pelo menos não estamos no radar do Trump. Por enquanto.

 

Miami é um belíssimo torneio, com todas vantagens de ser na Florida, começando pela acima mencionada. Mas, pelo o que ouço, o novo Indian Wells é espetacular também. Ainda vou ter que comparar.

 

Na verdade, fui aos primeiros torneios tanto em Indian Wells como em Miami, nos idos anos oitenta. Indian Wells começou nos anos setenta, em Tucson e imediatamente depois na área de Palm Springs – Rancho Mirage e La Quinta – até encontrar seu lar em Indian Wells. Estive na primeira edição deste, acompanhando os tenistas Luiz Mattar e Cassio Motta. Miami começou nos anos 80 em Delray Beach. Em 1987 Butch Buchholz, ex tenista, ex presidente da ATP e fundador do evento o trouxe para Crandon Park em Key Biscayne.

 

Frequentei o torneio muitos anos, como técnico e depois como cronista para o Jornal da Tarde e O Estado, ESPN-BRASIL e meu blog. É incrível o quanto ele foi mudando. Não foi uma daquelas coisas que nasceu pronta. Pelo contrário. Foi se desenvolvendo, adquirindo personalidade, cativando, melhorando, como torneio de tênis e evento de entretenimento esportivo, que são coisas paralelas, mas não são a mesma coisa. O recente Aberto do Brasil, realizado no Clube Pinheiros, e o anterior, realizado no Ibirapuera, oferecem uma medida do que escrevo. O Rio Open já nasceu evento e tem agora a responsabilidade de se manter ou se reinventar.

 

O Miami Open sempre foi o torneio de tênis favorito dos fãs brasileiros. Especialmente pela primeira questão que ofereci – a geográfica. Mas se fosse só isso o pessoal não o abraçaria. Não por outra razão, atualmente o principal patrocinador do torneio é uma empresa brasileira – o Banco Itau – o que não deixa de ser um dado interessante para nós.

 

Nos anos 2013 e 2015 o torneio sofreu um pouquinho com a ausência de Roger Federer, talvez causada por um conflito entre o tenista e a empresa que é dona do torneio, a IMG, que é parceira também do Rio Open e que por anos administrou sua carreira.

 

As arestas foram aparadas e Roger volta a Miami, um torneio que nunca foi de seus grandes favoritos, talvez por ser um dos mais “lentos” do circuito. Mesmo assim, ele foi três vezes à final, vencendo duas; a ultima 10 anos atrás.

 

Mas é uma ótima notícia que volte às quadras de Crandon Park. Como está com 34 anos, imagino que não que deixar nenhuma situação não acertada para trás, no que faz muito bem, em especial com seus fãs, que são muitos em qualquer lugar, inclusive Miami.

 

Não estará na sua melhor forma – recém passou por uma cirurgia no menisco de um dos joelhos e por isso perdeu Indian Wells. Mas estará “fresh” e cheio de amor para dar. Um tenista com suas características – muito talento e habilidade – adora esse cenário; especialmente se ganhar uns dois jogos para pegar ritmo e confiança. O Miami Open promete, por mais de uma razão, Federer sendo uma delas. Mas há muitas outras. Em breve…

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domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

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Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

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domingo, 10 de maio de 2015 Masters 1000, Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Masculino | 19:37

Fora da caixa

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É domingo, dia das maes, e nao vou tentar explicar a vitória de Andy Murray sobre Rafa Nadal no Masters de Madrid, na terra, a primeira após seis derrotas nesse piso – ainda mais na casa do espanhol. O jogo de tênis per se é complicado, acrescentando de um lado da quadra um bibi como o Murray, capaz de resmungar entre todos os pontos, ganhos ou perdidos, de uma partida, e um obsessivo em crise de confiança como Nadal é uma tarefa fora da minha disposição neste dia.

Mas, alguns amigos imediatamente me colocam suas conclusões a respeito. Uma amiga terapeuta jura que em cinco seções acabava com os agora prejudiciais toques do espanhol que, segundo ela, nem tao severos sao. Ela afirma que desde seu ultimo retorno o rapaz perdeu o ritmo em quadra, por conta de sua cada vez mais agravado TOC. Lembro, em algum canto de minha mente, que a ATP e seus juízes por vezes parecem estar a fim de acabar com a insistente quebra da regra dos 25 segundos entre pontos por parte de Nadal e outros. Tao decididos estao que treinam bastante com outros tenistas de menor estatura – infelizmente ainda se acovardam na hora de penalizar Nadal todas as vezes que ele estoura o tempo. Fora que o espanhol age como se ele estivesse sendo roubado à luz do dia quando aplicam a regra. Mas, como o rapaz tem um sério transtorno, quando em competição, porque em treino nao apresenta as mesmas características, suponho que a simples idéia que alguém irá interrompe-lo e penaliza-lo por conta do tempo, a paranóia de tal pensamento é o bastante para tirá-lo de seu prumo. Talvez seja isso que minha amiga esteja enxergando. Teoricamente isso se agravaria em Grand Slams, onde o limite oficial é de 20´- mas cadê a coragem dos juízes?

Talvez isso tenha algo a ver com a perda da confiança de Rafa, que é de fato seu mal problema atualmente. Talvez sejam 1001 outras razoes, já que o diferencial de Nadal sobre seus oponentes sempre foi muito mais sua obsessão, no caso positiva, em ganhar cada ponto disputado. Por isso digo que seu mental como um todo, um universo em si, seja mais importante do que a estupenda força física e atleticismo, e muuuito mais do que sua técnica.

É fácil ver o resultado do desvio de padrão; sua bolas estão curtas, erros acontecem em bolas fáceis que nunca existiram, a ausência do poder de defender seu fraco serviço a todo e qualquer ataque e por aí vai. Talvez, como disse um outro amigo, sua mente nao está mais no tênis com a mesma intensidade e singularidade de antes. Afinal, este ano o cara foi até à avenida pular carnaval dias antes de um torneio. Saiu da caixa!

Quanto a Murray o cara segue sendo o maior mistério do tênis. Nem tento decifra-lo. Amigos me asseguram que o casamento fez dele um novo homem. Talvez, mas duvido que vejamos o resultado em quadra. Ele já viaja com a namorada há anos. E desde que casou nao viaja mais e sim com a técnica, Amelie Mauresmo, a outra mulher em sua vida atualmente. Outras me asseguram que a mudança é por conta de Mauresmo, que já tem data marcada para abandonar o barco: logo após Wimbledon. Isso porque ela vai ser mae pela primeira vez, só mais um dos mistérios que rondam Murray e seu time.

Correndo por fora, entre as conjecturas, o fato que desta vez Murray nao quer passar meses sem um técnico, como aconteceu da ultima vez. Por isso, já em Munique, duas semanas atrás, onde venceu seu primeiro título na terra, começou a treinar de leve com Jonas Bjorkman, um sueco que jogou muitas duplas e teve uma decente carreira nas simples e pode já ter lhe cochichado algum mistério. O fato é que ele está fazendo a bola girar mais com a direita e nao esperando que o sagrado Jesus Cristo faça nova descensão para ajuda-lo a ganhar um ponto. Isso sim tem feito ele ganhar partidas na terra.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Masters 1000, Novak Djokovic | 20:01

A distância

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A distancia entre o céu e o inferno na vida de um indivíduo é medida pela diferença entre aquilo de melhor que ele poderia ser e o que de fato foi. O único abrandamento a essa perspectiva é se o indivíduo fizer de caso pensado a decisao de nao explorar seus limites, cedendo à prerrogativas pessoais, algo que requer ou coragem ou inconsequência, sendo difícil julgar à distância qual das duas prevaleceu.

Quem segue há tempos meu Blog sabe como enalteci o tênishabilidoso e tático de Andy Murray, sendo tal louvação criado certa ferrenha oposiçao por parte de uma pequena leva de sofasistas que mal podiam distinguir um slice de um top spin. Nos idos tempos, o mundo ainda se dividia entre o bem e o mal e Federer e Nadal. Hoje está cada dia mais difícil para as pessoas distinguir os primeiros, para mim nunca houve duvidas, e a nada temperada rivalidade FeDal está cada dia mais próxima de ter seus dias contados.

A rivalidade entre Djokovic e Murray vem tentando se firmar e substituir aquela que deve passar para a história como a maior de todas. Pelo menos por parte de Novak Djokovic. Porque, ao contrário do que muitos, pelo menos os que cabiam dentro de uma Romi Isetta, podiam imaginar, Murray está perdendo sua carona na história. Ele tornou-se um grande jogador, um tenista tecnicamente gostoso de assistir, mas quase impossível de se torcer por ele por conta de quase esquizofrenia em quadra. Ainda está longe de encontrar o caminho da grandeza, algo que Djoko vem buscando incessantemente, mesmo com suas limitaçaoes que, para ele, um grande guerreiro, só servem de motivaçao, nunca de empecilho.

Murray, por outro lado, se entregou á pequenez. Investiu como nenhum no preparo físico e se tornou o maior buscador de bolinhas do circuito. Corre como um cavalo para os lados, para a frente e para trás, dura mais do que qualquer um em um ponto. Mas quando tem que mexer os pés, para dar dois ou três passos de ajustes para definir pontos importantes, prefere a letargia. Consequentemente se posiciona com erro e perde pontos ridículos de fáceis para sua capacidade. Ele joga de igual, técnica e fisicamente, com os melhores do mundo, mas carece de uma mentalidade que faça face aos cachorroes. Se permite alternâncias de qualidade que um jogador com mais altas ambiçoes nao pode se permitir. Por isso morre na praia da magnificência.

Na final de Miami, do outro lado da rede, seu adversário, que conhece seu jogo e estilo melhor do que a palma da própria mao, entra em quadra com o jogo ganho. Para isso, carrega tao somente a certeza de que deve jogar o seu melhor, com disciplina e constância, que o MalaMurray entrega a rapadura na hora da onça beber água.

Nao custa lembrar os dois se conhecem desde os tempos de infanto-juvenil e formam uma das mais longevas rivalidades. Além disso, tem somente uma semana de diferença de idade (Murray sendo o mais velho) entre eles. Do total de confrontos com profissionais, Djoko tem 18 vitórias e 8 derrotas, tendo vencido as ultimas sete; das ultimas onze venceu dez, sendo a exceçao a final de Wimbledon2013 – onde Murray tinha uma motivaçao extra – o que deixa ainda mais evidente o meu ponto.

Murray melhorou consideravelmente quando sob a tutela de Lendl, mas nem tanto sob Mauresmo, mais uma “decisao Murray” no seu caminho. A única coisa nova que apareceu recente foi a direita angulada, que cria um buraco na quadra adversária mas, por outro lado, perdeu a direita paralela, que é o complemento da jogada.

Já Novak fez mais uma de suas cartadas na busca do topo do ranking e da história, ao contratar Boris Becker. Duvido que Becker acrescentou muita coisa no aspecto técnico, e nem acho que foi para isso que veio. Talvez o saque – com certeza nao o smash! Que vergonha esse golpe do servio, parece um 3a classe em mau dia.

Mas Djokovic compensa essa e outras carências – como o saque, os voleios e a dificuldade de lidar com bolas sem peso – com outras importantes qualidades. O cara é uma Rocha de Gibraltar nos golpes de fundo, tem um preparo físico impecável, uma mobilidade e elasticidade de bailarino, uma vontade de ganhar ímpar (e aí acaba com seu PatinhoMurray) e entende a capacidade, e necessidade, de manter o padrao de qualidade durante um jogo e um torneio.

Considerando o conjunto da obra, Novak Djokovic segue sendo o melhor tenista da atualidade, especialmente quando colocado dentro do contexto de um campeonato. Sua maior qualidade é que entendeu, muito cedo na carreira, a importância que todo o aspecto mental acrescenta à carreira e ao jogo. É um tenista de limitadas habilidades, mas soube, melhor do que qualquer outro, colocar diferentes peças do quebra-cabeça no lugar e se tornar um magnífico atleta-tenista. Esse vai dormir tranquilo quando ao encerrar a carreira e enxergar o que poderia ter sido e o que foi. Enquanto isso, fica de exemplo para um universo de maricotes que por ter um pingo de talento/habilidade se acham os reis das cocadas pretas – uma das minhas delícias favoritas.

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segunda-feira, 23 de março de 2015 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino | 13:27

Semi deuses

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Nao vou dizer que Roger Federer é burro porque eu nao sou louco nem é verdade. Mas posso, sem muito risco, dizer que ele sub utiliza o importante quesito tática em uma quadra de tênis. O suíço é totalmente intuitivo, o que é compreensível, esperado e frequente em um tenista, e soberbo, o que, em certas circunstâncias pode até ser uma qualidade para um tenista e, em outras, uma massacrante falha.

Esse casamento faz com que ele feche a porta para explorar um melhor aproveitamento das magníficas armas técnicas que possui, um dom dos deuses que ele soube, através dos tempos de sua carreira, aprimorar. Sim ele progrediu muito, porque ali o campo era fértil como nunca dantes visto em uma quadra de tênis. Mas ele escolheu onde queria progredir e onde nao queria nem saber. Infelizmente, com essa segunda opçao deixou de fora opçoes que poderiam ter feito dele um tenista ainda mais magistral do que é, e o é muito pelo que Deus lhe deu.

Temos no circuito tudo quanto é tipo de tenista. Uma gama tao ampla como as impressoes digitais. Nao temos dois iguais. O leitor já parou para pensar o que nao temos dois que batem os golpes, inclusive o saque, da exata mesma maneira? Quantos “estilos” voces já identificaram na maneira de chutar uma bola, arremessar uma bola de basquete ou cortar uma bola de volei?

E nao só temos as diferenças das técnicas e plasticidade dos golpes, como temos as diferenças de físico e seu preparo, disciplina, tática, mental e emocional, e aí entramos em um cenário extenso como o universo, que é extenso pra chuchu, e por aí vamos.

Tem jogador por aí que é tao carente em talento quanto um zagueirao à Felipao, mas que compensa com seu emocional. Outros compensam ligando o computador para pensar cada vez que entram em quadra (e nao sao tantos) ou mesmo os que entendem a importância da paixao pela disputa, a entrega pela vitória (alouuu Nadal) para poderem tirar leite de pedra.

Federer leva seus oponentes às portas da insânia com a facilidade, e quase displicência, com que faz o que os outros só conseguem nos seus melhores sonhos. Ele nos ilumina a todos ao nos deixar crer que tudo é possível dentro de uma quadra, com uma raquete na mao e uma bolinha vindo em nossa direçao. É uma decepçao, mas, como tantas, tao agradável e necessária para enfrentarmos a massacrante e cruel realidade. E de tanto acreditar nessa fantasia-realidade, Fededer deixou de investiu em ferramentas que pudessem trazer esse mundo paralelo mais próximo da suja realidade e assim se tornar no tenista completo. Se satisfez em se tornar um semi-deus, quando teve, e nao me lembro que tenha visto antes, a oportunidade de ser um deus.

Se Djokvic tem planos de se tornar também um semi-deus nao será da mesma turma de Federer. Mas o cara está próximo do objetivo na área da excelência física e da técnica adquirida, assim como Nadal já é o semi-deus do mental-emocional.

Novak é um tenista a ser colocado em um pedestal por técnicos e juvenis que tem aspiraçoes em se tornar um grande jogador. Os deuses foram um tanto pao duros com eles nos talentos, mas extremamente generosos na disciplina e na entrega. O rapaz é uma inspiração e vem crescendo a cada temporada. É o atual melhor jogador do mundo – por uma boa raquete. Ele está extremamente sólido em seus golpes – talvez nao tanto no serviço! – e muuuito forte mentalmente. Sabem lá o que é, a cada vez que entra em quadra para enfrentar essa mala suíça, o estádio inteiro torcer pelo adversário? Por que nao se dá o crédito devido a esse fenômeno que atualmente é o #1 do planeta?!

Federer tem o arsenal para perturbar essa fortaleza técnica/emocional, mas nao usa. Ou melhor – usa, mas assim que adquire alguma vantagem, cessa de usar porque deve achar que é feio. Sei, o rapaz deve odiar o Dunga (bem, aí é sacanagem a comparaçao) e amar o Tele Santana, mesmo o da Copa82; jogando bonito, mas perdendo.

Atualmente Federer nao pode nem pensar em um jogo franco com Djoko. Sao velocidades diferentes e golpes discrepantes quando batidos na corrida e a conta nao fecha pra ele. Variaçoes de ritmo – bolas menos pesadas, ou mais altas, sem intençao de “atravessar” o Djoko, e slices, um ou dois, seguidos de ataques de direita, já que ElDjoko precisa da força alheia para fazer sua bola andar – quando vem sem peso ele totalmente tira a mao, “oferecendo” a bola ao adversário – seriam, e foram, sua melhor opçao. Mas, pelas barbas do profeta, cada vez que o Boniton abria uma vantagem nos games voltava para o “showtime” e possibilitava o Djoko escapar da armadilha. Essa insistência, por fim lhe fechou a porta à mais um título que seu talento, enganosamente, já toma como certo.

Como dizem os que nao querem esperar pelo próximo mundo, aqui se faz e aqui se paga. Sem esquecer Oscar Wilde: nao há pecado, exceto a burrice.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014 Copa Davis, Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, US Open | 12:06

Ausente em Nova York

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Sombreando o feito de Roger Federer em Cincinnati, Rafa Nadal divulgou hoje, logo na primeira hora, que nao jogará o US Open. Mais uma vez o espanhol sofre com suas contusoes, originadas pelo seu estilo de tênis, onde a brutalidade, a intensidade, a entrega, a falta de fluidez exigem de seu corpo algo que mesmo o Animal nao está preparado para dar.

Desta vez nao foram seus joelhos, as juntas que primeiro cedem por conta de sua principal característica, e sim o punho direito. Nao o esquerdo, mas o direito, aquele que usa para complementar o golpe de backhand. O problema apareceu semanas atrás, quando ele abandonou todos os torneios preparatórios para o US Open. Mas deixando a porta aberta, Rafa vinha postando fotos de seus treinamentos até a semana passada.

É um tanto estranho. Se vinha treinando é porque estava liberado. Talvez tenha decidido que das duas uma: o pulso nao resistiria ao esforço de uma quinzena extremamente exigente ou nao teria tempo de estar em condiçoes técnicas e/ou físicas que seu padrao de qualidade exige. De qualquer maneira, qualquer que fosse a razao me parece correta, já que um tenista nao deve entrar em quadra para competir sem suas condiçoes ideais, especialmente um tenista como Nadal em um torneio como o US Open.

Rafa e seu pessoal sabe as as mais imediatas consequencias desse abandono. Ele perde 2000 pontos no ranking, já que nao defenderá seu título, o que por si já é uma depressao. Isso em um momento em que seu arqui rival chegará a Nova York com a pior das intençoes, vendo ali uma das suas ultimas chances de aumentar o hiato entre ambos em títulos de Grand Slams. Sua ausencia nao dá ao suíco a 2a colocaçao no ranking de bandeja. Federer terá que brigar por isso nas quadras já que ainda existirao 1180 pontos de diferença entre ambos.

Para os brasileiros aumenta a duvida que nao quer calar. Será que Rafa Nadal virá a Sao Paulo jogar a Copa Davis, que acontece na semana seguinte ao torneio de Nova York? Façam suas apostas.

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