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sábado, 24 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:18

Desolado

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Fui ontem para a Quarda 1 cheio de expectativas – nunca algo positivo, dizem os zen budistas, repletos de razão – para acompanhar a partida de Tommy Haas e o Galã de Praga Stepanek. E expectativa era de uma partida com um formato que não existe mais. Dois voleadores de mão cheia, habilidosos de primeira grandeza, talentos que não conseguiram brilhar como outros menos favorecidos nos primeiros quesitos.

A partida foi um deleite, especialmente no 1º set, decidido no TB. O jogo foi decidido nos dois primeiros games do 2º set. No primeiro Haas teve quatro chances de quebra sem conseguir cacifar – méritos do oponente. No segundo game, Haas teve 40×15, deixou o Galã voltar no game e, após várias vantagens de ambos os lados, ter o saque quebrado.

Após esses dois games o espírito do alemão foi aleijado. Mas, até ali, o que apresentaram foi para assistir de joelhos, especialmente no meu lugar, a um metro da quadra e ao lado do frustrado técnico do alemão. Foram voleios magníficos, bolas surpreendentes, inventivo uso do contra pé, a esquerda maravilhosa de Haas, a antecipação magistral de Stepanek e todo um repertório cada vez mais ausente das quadras, para minha completa desolação. Para completar, só faltou mesmo as respectivas esposas, que não estavam no reservado, mas duvido que estivesse longe.

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terça-feira, 20 de março de 2012 Light | 11:19

Torneio de Miami

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Aqui está o espaço para o Cavalcanti e amigos leitores divertirem-se com suas opiniões sobre a chave do torneio, algo que, insisto, não endosso e nem tenho coisa alguma a ver.

Informo tambem que o IG está trabalhando para resolver a questão dos incessantes bloqueios nos Comentários. Espero resolver a questão em breve.

Divirtam-se e que acerte mais o melhor.

Abaixo um PS do Cavalcanti:

Parabéns a Tácito Albuquerque por seu primeiro título no Bolão. Esse torneio foi decidido no photo chart, já que o que deu a vitória a ele foi seu desempenho na fase de OITAVAS-DE-FINAL, na qual ele teve 11 acertos, contra 8 de Rafael Pimenta. Assim, foram TRÊS tenistas, e não um apenas, que conferiram o título a Tácito. Foram eles Nicolás Almagro, Gilles Simon e David Nalbandian.
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Aliás, à medida que o número de participantes aumenta, a importância dos acertos nas fases iniciais de um torneio cresce em igual proporção. Basta lembrar do Bolão AUSTRALIAN OPEN ‘2012. Ali, Antonio José e Fabio Teotonio tiveram rigorosamente a mesma pontuação a partir das QUARTAS-DE-FINAL. O que premiou Antônio José foi o fato de ter cravado 10 acertos nas OITAVAS-DE-FINAL, contra 9 de Fabio. E como o primeiro colocado acertou todos os 9 palpites do segundo, um único tenista fez a diferença, dando o título a Antônio José.
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Quem foi ele? Foi o australiano Bernard Tomić, o Neymar Atômico.
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Abraços em todos
P.S.: Depois coloco o ranking atualizado após INDIAN WELLS ‘2012. E ainda resta o Bolão MIAMI ‘2012 para compvtar!

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segunda-feira, 12 de março de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:29

Surpresas

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Como qualquer um, adoro boas surpresas. Uma vitória de Thomas Bellucci sobre Jurgen Melzer na quadra dura tem que ser considerada uma. Pelo menos pelo o que o brasileiro vinha apresentando em geral desde São Paulo e sua renegação às quadras duras. Como eu já disse antes que ele pode se dar bem nesse piso, pelo arsenal que tem, fico surpreso com a vitória, mas não com o resultado.

Não vi, mas o fato do Melzer não ter cumprimentado direito o brasileiro não é surpresa, ou vocês acham que ele é o MalaMelzer à toa? Talento ele tem de sobra, chatice idem. Mas sua aversão pode ter outra razão.

Vários tenistas tiveram que abandonar o torneio por conta de um vírus que está atacando Coachella Valley, a área de Indian Wells. Os tenistas têm dito que o problema é um vírus estomacal. A organização e as autoridades médicas locais insistem que é um vírus que se autoconsome no período de 24 a 48h é transmitido pelo ar e por contato e não por comida.

Os oito tenistas que abandonaram o evento por conta disso até agora são Zvonareva, Seppi, Kohlschreiber, Rybarikova, Mattek-Sands, Vania King, Monfils e Melzer, que abandonou as duplas após as simples. Federer também reclamou de febre, mas não passou disso. As autoridades dizem que há uma alastro por todo o estado da Califórnia e que muitos jovens têm faltado à escola por conta. Além de tenistas, pegadores de bola, juizes de linha e jornalistas foram atendidos e alguns hospitalizados. A ver se haverá novas baixas no torneio.

Outra surpresa foi a derrota de Murray, que não reclamou de febre ou mal estar. Só sentiu o golpe e que vai avaliar as razões da derrota. O fato é que o espanhol Garcia-Lopez jogou muito tênis e mereceu a vitória, algo que alguns fãs sofasistas tem dificuldades de entender. Para estes o esporte só tem graça se desenvolvido dentro de suas (deles) expectativas. Na verdade, a graça do esporte está justamente na competição e mais no improvável do que no esperado. Mas é mais fácil torcer do que entender.

Uma surpresa final foi o incidente que passou despercebido por muitos, mas não por um jornalista canadense, Tom Tebutt, um dos mais veteranos e respeitados do circuito.

Ele acompanhava o jogo de Llodra e Gulbis quando o francês usou o idioma de Montaigne para ofender uma chinesa que torcia pelo adversário, fato que o jornalista reportou em seu tuiter. O fato, junto com outro – Llodra ofendeu uma pegadora de bola e o supervisor desta durante a partida – levaram o torneio a multá-lo em U$2.500,00.

Não sei o que levou Llodra a tais indesculpáveis baixarias, mas o cara devia estar de mal com a vida para arrumar tanta confusão junta. No entanto, dois pequenos adendos que se não explicam talvez elucidem.

Não sei se é o caso, mas certos torcedores parece que fazem questão de “entrar na cabeça” de um tenista na maneira como torcem. Às vezes um único chato atrapalha mais do que 5 mil torcedores contra. Isso acontece muito em torneio juvenil e eventos menores.

Dá para perceber que quase todas as pegadoras em Indian Wells são bonitinhas, mas nem todas eficientes. Algumas não conseguem lançar uma bola e muito menos pegá-las quando elas chegam mais fortes. Vai ver as prioridades do francês não são as mesmas dos organizadores. Mas educação cabe em todo lugar. O assunto parece ter trazido mais incovenientes do que foi divulgado, até pela derrota de Llodra nas duplas, em parceria com Zimonic, perdendo para Nadal e Lopez, o que é uma surpresa sem tamanho.

Uma pegadora, uma toalha e Roddick

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quinta-feira, 8 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:16

Amizades à parte

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Parece que os recentes tempos de “amizades” no circuito podem estar chegando ao fim. O que vinha sendo interessante e bem mais civilizado do que os tempos de Connors, McEnroe, Lendl, Agassim, Sampras e outros tantos que imperaram até recente.

Federer e Nadal, os dois maiores rivais da ultima década veem se desentendendo nas sutilezas das declarações à imprensa, mostrando que eles não morrem de rir mais juntos. Durante algum tempo ambos nos fizeram crer que além do respeito óbvio e explícito que existe entre ambos, algo mais existia, na linha de uma amizade.

A cisão começou a ficar evidente quando ambos apoiaram candidatos diferentes para a presidência da ATP, ganhando o do suíço, que é o presidente dos tenistas enquanto Rafael é o vice. Por detrás das escolhas existem pontos de vistas distintos sobre como o circuito deve ser administrado.

Ficou mais aparente quando Nadal declarou, durante o Aberto da Austrália, que Federer se omitia como porta voz dos tenistas e deixava “os tenistas se queimarem enquanto bancava o bom rapaz”. Essa pegou na testa.

Na ocasião Federer assimilou e fez cara de paisagem. Já em Indian Wells, com a sutileza que lembra o seu estilo, tanto de bater nas bolinhas como o de ajeitar o topete, Federer declarou que os árbitros não estão impondo a regra dos 25 segundos entre pontos, o que é um fato, mas tem alvo certo: Nadal e Djoko, dois que abusam da paciência dos adversários e do público, além de afrontarem a regra do tênis.

No entanto, o suíço teve algum cuidado ao fazer a declaração. Ele menciona especificamente Nadal – “eu não sei como em uma partida de quatro sets Rafa não é penalizado uma única vez”. A resposta sobre o tema pode ser vista na maneira em como o espanhol pressiona e reage contra os juízes que ousam dar-lhe uma penalidade por tempo.

Federer chegou a dizer que ele também deve invadir o tempo de vez em quando e que os juízes deveriam adveertí-los de quando isso acontece. Ele diz que o publico não deve gostar muito das demoras, mas que mesmo assim ainda não é a favor de colocar um cronometro em quadra para essa finalidade – o que pelo menos acabaria com o assunto. Quer a gemada mas não quebrar os ovos.

Porque na verdade, não é só o que demoram entre o fim do ponto e o posicionamento para sacar. Tem também o que demoram para sacar, especialmente em pontos importantes.

De qualquer forma, as declarações, nominais e pessoai, assinalam o clima entre ambos, mesmo que não o confirmem. Os dois tenistas podem se encontrar nas semifinais, se ambos chegaram até lá, o que coloca um pouquinho mais de pimenta no tempero que já é bom.

Também entre as mulheres o clima esquenta, aí já nem tanto uma surpreeeeesa. E não por parte de Maria Sharapova, que já avisou que não têm amigas no circuito e que quadra não é lugar de nhenhenhé. Foi entre duas tenista que até a pouco eram amiguinhas: Radwanska e Axarenka.

A polonesa Radwanska comprova a tese que as mulheres guardam mágoas por mais tempo do que necessário ou faça bem à saúde. A moça em Indian Wells voltou ao assunto de Doha, quando acusou Azarenka de milongar além da conta com uma peseudo contusão no calcanhar na partida que, adivinhem, ela perdeu.

Azarenka catimbou? Sim. A mensagem foi devidamente enviada? Sim. Agora, minha filha, segura a peruca e trate de deixar a raquete falar por você e bata na moça em quadra, até porque ela é a #1 e pode ser a sua adversária nas quartas de Indian Wells. Outro joguinho imperdível.

BFFs no more – at least for a day from Stephanie Myles on Vimeo.

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terça-feira, 6 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:22

Um luxo

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Há exibições e há exibições. Geralmente elas não valem o esforço de sair de casa e algumas nem de se ligar a TV – sou mais um confronto acirrado entre pangarés.

Mas a de ontem, no Madison Squere Garden, em New York, e televisionada pela ESPN-HD valeu o tempo, inclusive a invasão na madrugada.

Primeiro porque se os tenistas normalmente perdem a mão e avacalham demais quando se “exibem”. Ontem foi diferente até pelo palco e pela cidade, onde já dizia Frank “if you make there you make it anywhere”, não é local para se errar a mão sem pagar um preço caro. Os quatro envolvidos deixaram isso bem claro pelos esforços, pelas atitudes e declarações.

Todos eles foram unanimes, e bem treinados, em enaltecer o MSG, mais famoso local esportivo/entretenimento no planeta. Ficou até constrangedor tanta insistência e confete. Mas, afinal, ninguém quer perder a boquinha que paga bem e dá uma tremenda visibilidade.

Todos se saíram bem, uns melhores do que outros. As moças jogaram em um limbo entre a exibição e o sério, mais pela primeira, até porque Caroline é uma brincalhona. Apesar de ter sido a que mais “sentiu” a quadra não se apertou, se divertiu e não se preocupou com o fato que Maria Sharapova jogava sério e para ganhar – o que mais se esperaria?

O ponto alto da partida das moças foi quando Caroline perguntou ao público se não havia “algum gostosão no local para dançar com ela”. Mais do que depressa, seu namorado, o campeoníssimo Rory McIlroy, atual #1 do mundo do golfe, com uma tremenda carinha de cachorro rejeitado e surpreso pela audácia, se ofereceu antes que algum bonitão quisesse ver o que a Dinamarca tem para oferecer além do Noma. Bem à vontade, o rapaz não dançou, mas pegou a raquete da namorada e jogou um ponto, e venceu, contra a russa de 1,88m, no que fez muito bem. Foi dormir pensando, “huuumm, tonight Rory 2 x WTA girls 0!”

A partida entre Federer e Roddick foi outro departamento. Deveriam evitar um jogo masculino depois do feminino. A velocidade de bola e de corpos fica gritaaaaante.

Roddick não vem ganhando nem no truco contra a mulher, a quem, infelizmente, não vi no local. No tênis então não está mais nem entre os 30 melhores do mundo. Ele sabia que ontem, apesar das circunstâncias, era uma oportunidade de redenção.

E o americano foi o melhor da noite. Sacou como nunca – valeu o ingresso só pela aula de saque. Foi brincalhão, pelo menos no seu humor, que pode não ser muito afiado, mas é americano. Foi simpático com o público. Foi reverente com o adversário, mas deixou claro que estava com toda intenção de ganhar a tal exibição. Federer jogou bem, ficou de coadjuvante para as brincadeiras, sorria o tempo todo, mesmo sem saber porque, não tentou roubar o papel principal de Andy, tentou levar para o 3º set, mas não se desesperou por não conseguir.

Foi um espetáculo que valeu pelo o que se propôs que era uma noite de luxo, numa cidade onde o luxo é praxe, tendo como protagonista um esporte que é um luxo permanente e estrelas que sabem valer essa qualidade.

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segunda-feira, 5 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 00:46

De Dubai para o MSG

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Uma coisa que eu não preciso fazer a esta altura do dia é me aprofundar sobre a vitória de Roger Federer em Dubai, batendo o MalaMurray na final em dois sets. Novidade? Nenhuma.

Vale dizer que a frase mais marcante do suíço sobre sua vitória foi algo na linha de “não há substituto para a confiança”. Quem joga esse esporte do capeta sabe o que ele quis dizer.

Vale lembra que Roger vinha ganhando torneios desde o fim da temporada passada, sempre “indoors”, o que faz uma boa diferença para seu estilo e jogo. Ele disse também que era muito bom voltar a ganhar “outdoors”. Até porque ele só volta a competir indoors bem no final da temporada.

Federer fez bom uso da influencia que tem lá pelos Emirados. A quadra estava rápida como ele gosta e como provavelmente exigiu. As quadras rápidas estão mais raras do que adolescentes pacientes, o que vem sacrificando e extinguindo o tênis agressivo do saque/voleio. Vai-se indo um dos últimos dos moicanos e se instala de vez a época dos passadores de bola estilo Nadal, Djoko, Murray etc.

A minha curiosidade a respeito e única chance de desvio de rota a vista é a eleição do atual Presidente da ATP Brad Drewet, aliado de Federer. Só lembrando, para um pessoal que não deve ter ideia do fato, Drewet era um tenista australiano, canhoto e voleador. Mas eu não apostaria nenhum dólar australiano que ele vá mexer na velocidade do jogo com Federer a pouquíssimo tempo da aposentadoria e os outros cachorrões só indo à rede atrás de curtinhas e para trocar de lado. Mas…

Enquanto Indian Wells não começa, que quiser se divertir um pouco e ver como tenistas como Federer, Roddick, Sharapova e Wozniacki ganham um dinheirão que você não ganha em cinco anos em pouco mais de uma hora em um dos locais mais famosos do esporte, o Madison Square Garden e na cidade mais cosmopolita do mundo é só ligar na ESPN-HD nesta 2ª feira às 21h e assistir as duas partidas, na companhia de Marco Antonio Rodrigues e Paulo Cleto, e se aproveitar os jogos e economizar de U$50 a U$1000, que é o que custam os ingressos. Eu adoro TV!

A foto que Federer enviou assim que saiu do aeroporto em NY vindo de Dubai.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 Light, Tênis Masculino | 14:32

2a semifinal em Dubai

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Boa vitória de Roger Federer, muito à vontade no piso rápido de Dubai – acho que ele que determinou a velocidade da quadra – sobre Juan Del Potro, por 7/6 7/6.

Por alguns instantes pensei que teríamos um terceiro set. O Hermano teve 6/2 no TB e sacou duas vezes para ir à negra. Mas o jogo é do capeta e aposto que nem ele, nem o Roger, sabem como deixou escapar. Só sei que no 2º set point no serviço do argentino, e melhor ponto do jogo, Federer deu mais slices do que na partida toda (só um pouquinho de exagero).

A final vai ser legal. Roger está jogando muito, enquanto Murray está querendo jogar muito. Federer adora jogar solto e atacar nesse piso. Murray adora contra-atacar nas mesmas circunstâncias. Um conflito de estilos onde quem ganha com certeza é o público.

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Light, Tênis Masculino | 12:22

1a Semi em Dubai

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Assisti a 1ª semifinal de Dubai, com a vitória de MalaMurray sobre O Djoko por 6/2 7/5. Surpreendente! Sim e não. Sim pelo momento, alias bem mais do que um momento, do sérvio. Não pela qualidade do escocês que melhorou mas ainda não sacramentou sua melhora.

A partida estava uma aula – neste instante posso imaginar uma cara leitora abandonando a página – e Murray, que abriu 2×5 no 2º set, teve a oportunidade de fechar em seu serviço no 5×3. Fez uma lambança monumental, digna de alguns pangas que conheço lá no clube. Em menos de 1 minuto entregou a rapadura.

Mas sem estresse. Novak devolveu a cortesia no 5×6 e tudo acabou como os torcedores do britânico queriam.

Aliás, um aparte do que escrevi anteriormente. Estádio lotado e publico bem participativo, o que deixa os tenistas e os espectadores ainda mais “dentro do jogo”.

Agora, o Apolo do tênis tenta subjugar a Torre de Tandil decidindo quem enfrenta o MestreMalaMurray.

Djoko, assustado com o que se passou na semifinal.

Produção do Producer

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 História, Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:57

O Foot-Fault

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Não tinha como deixar passar. Um dos meus leitores deixou sua participação/comentário no ultimo Post. Não só tinha a ver com o assunto, como adorei a história e a maneira como foi contada. Repleta de informações relevantes e de um personalismo ímpar sem receio de se expor. O melhor, passa muito do que vivem esses apaixonados do tênis nas mãos dos tenistas.
Por isso, abaixo reproduzo o comentário do Walter:
Muito bom seu post, Cleto!
Pouco valor se dá aos juízes de linha ou árbitros de cadeira. Talvez confundidos com o mal hábito de execrarmos juízes de futebol, os juízes de linha tem missão ímpar, importante, de imensa responsabilidade. Nos tempos de juvenil, há vinte anos atrás, trabalhei como juíz de linha. Havia um forte treinamento, pressão para não errar nos jogos. Quadras de saibro são um “terror” para os juízes de linha, pois a marca fica lá, para execrar sua marcação ou não.
Talvez muitos não notem, mas nas primeiras rodadas, pelo grande número de jogos, muitas vezes o juíz de linha acaba tendo que “cobrir” uma área maior. Juíz da linha lateral, por vezes, tem que cobrir a linha do outro lado da rede, o que é bastante complicado. Talvez hoje não seja mais assim, mas era uma realidade naquela época… qualifing então, era regra!
Tenho marcado na minha “testa” até hoje por parentes e amigos uma marcação de foot-fault, que tomarei a liberdade de contar aqui. Era primeira rodada, brasileiro (não vou colocar o nome aqui por motivos que levariam a xingá-lo, como o xinguei internamente naquele momento, mas que hoje me fazem refletir melhor… explicarei) contra um argentino, em torneio em Campinas. O Cleto estava lá com o Mattar, Oncins, Júlio Goes, Ivan Kley, e vários outros brasileiros (não foi nenhum deles, ok!?). Eu era juiz de base, e o brasileiro teimava em fazer foot-fault para sacar. Marcação de foot-fault é uma coisa que deixa os jogadores loucos da vida (Serena Williams que o diga!).

O cara ia sacando e invariavelmente fazia foot-fault. A consciência me dizia: ‘putz, não dá para deixar de marcar, o cara pisa meio pé para sacar o segundo saque, pô!”. A torcida ia pegar no pé, mas não tinha jeito, havia sido treinado para ser imparcial…. “A próxima vou marcar, não pisa na linha por favor!”, pensava.
O brasileiro errou o primeiro, já fiquei atento para a invasão, e não deu outra, sacou e fui lá gritar com todo ar nos pulmões: “FOOT FAULT!!!”… Aquele silêncio na quadra, todo mundo da arquibancada olha para você, e o brazuca te fuzila: “Foot fault? Tá louco? Qual pé?”, esbravejava… Mostrei a perna esquerda, seu pé de apoio na hora de sacar… aquele burburinho… o arbitro de cadeira olhou para mim, deu um sinal de positivo, e marcação aceita (não tem como voltar atrás)… Pois bem… seguiu o jogo, e o cara não aprendeu!… “Não acredito! Pára de pisar na linha, caralh*, que a próxima vou ter que marcar de novo!” Foot fault é a marcação que nenhum juiz de linha gosta de dar… segundo saque, pisou na linha, vamos lá: “FOOT FAULT”… o cara veio na minha direção, falou um moooonte, e, como instruído, tem que fazer cara de paisagem, manter-se petrificado, estátua, impassível… Dois foot fault num jogo é muito, eu sei, mas se o cara não ajuda…


Vamos para a melhor parte (ou pior parte, depende do ponto de vista) e desfecho da história… coisa de adolescente, empolgação pelo sinal de “jóinha” do árbitro de cadeira, vou pegar no seu pé (literalmente) brazuca filho da mãe que me xingou até a última geração… segundo saque… pinga a bolinha muito mais vezes do que estava acostumado, antes mesmo de levantar e soltar a bolinha o cara agora invade quase que o pé inteiro, câmera lenta, faz o toss, arma o saque, e aí meu erro: o cara quase batendo a raquete na bolinha para sacar, aquele pé esquerdo quase que inteiro dentro da quadra, não exitei, e gritei “FOOT FAULT”!!!… e o cara furou o saque de propósito… caixão, abriu-se um buraco direto para o inferno embaixo dos meus pés, o cara olha pra mim e diz: “te peguei!”… não existe foot fault se a bola não está em jogo, por questão de milionésimos de segundo me adiantei, um dos maiores erros da minha vida tenho que admitir. Na arquibancada, como era primeira rodada, um jogo não muito interessante, quase vazia, só tinha gente do clube e amigos meus, por isso, não fui vaiado… as pessoas não acreditavam que havia sido vítima de uma pegadinha, e que também havia me precipitado… difícil manter a concentração para o resto da partida… fui apoiado, pelo menos da boca para fora, “apitei” a linha em mais algumas rodadas, mas fui cortado da final (que é a cereja do bolo para os juízes de linha, pois depois de quase 10 dias, você não quer assistir da arquibancada se tem a chance de ver a final in loco, de dentro da cancha…”)… a casa caiu, fiquei triste, p* da vida com o brazuca, jurei que não apitava mais, fui convidado no ano seguinte para apitar novamente o mesmo torneio, mas estava já morando fora, início de faculdade, boa desculpa para não voltar mais para a quadra… hoje, bem mais velho e maduro, reconheço e aprendi a lição com essa história, a não me precipitar mesmo com as condições mais “favoráveis” possíveis. Isso é um exemplo que carrego para o resto da minha vida. Aprendi a lição… por isso, obrigado tenista brazuca, seu fd*! Hehehe… não agüentei, mas valeu a lição!
Abraços!

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:38

Era Lipton

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Uma curiosidade. A Sony anunciou hoje que comprou hoje a participação da empresa sueca na sua parceria com a Ericsson. Com isso, acaba a Sony Ericsson, que passa a ser  Sony Mobile Communications.

Imagino que meus leitores devem estar perguntando – e o tênis com isso? O nome oficial do Aberto de Miami é Sony Ericsson Open – como é que isso vai ficar? Eles vão mudar o nome a um mês do início do evento? Vão deixar e promover um nome que não existe mais?

Vale lembrar, pelo menos para auqeles que acompanham o tênis “AG” (antes do Guga) que esse torneio já teve a marca mais valiosa do tênis, quando o torneio era conhecido simplesmente por “Lipton”, marca de um chá que fez a enorme bobagem de abrir mão do nome e. lógico, nunca mais fez nada daquele porte.

Vamos ver como os gênios do marketing resolvem a questão.

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