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quarta-feira, 4 de março de 2009 Copa Davis, Juvenis, Tênis Brasileiro | 13:07

Tapete argentino

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Copa Davis; para mim o momento mais dramático e emocionante do circuito. As emoções são tantas, dentro e fora das quadras, que extraem atitudes e façanhas tão inesperadas quanto fascinantes dos tenistas.

A Argentina, após perder a chance de décadas, tenta, e não sei se conseguirá, se reagrupar para novas tentativas, especialmente por atravessar aquele momento mágico em que dois grandes tenistas convivem em um mesmo time. Se a liderança do time conseguir unir o time, grandes coisas podem acontecer. Se não, novas tragédias serão inevitáveis.

Para tentar realizar isso, a federação chamou Tito Vasquez para ser o capitão no lugar de Mancini. Conheço Tito desde os tempos em que jogávamos torneios juvenis. Estudamos na mesma época nos EUA, ele foi tenista profissional por mais de uma década, técnico de Victor Pecci quando este atingiu seu melhor momento, trabalhou alguns anos na federação inglesa, está de volta a Buenos Aires há algum tempo, onde segue escrevendo poesias nas horas vagas, além de ter “roubado” a mulher de Alain Delon nos anos setenta.

Duvido que Tito fosse a primeira escolha dos tenistas atuais, mas foi a escolha da federação para colocar ordem no time. Após a derrota para a Espanha na final sobraram acusações, veladas e diretas, entre Nalbandian e Del Potro. Os argentinos, apesar do que alguns tolos afirmam por aqui, raramente são grandes amigos fora das quadras. As feridas continuam.

No primeiro confronto desta temporada a Argentina fica sem Nalbandian, doente, e Del Potro, que alega estar focado em jogar em quadras duras e não quis voltar para jogar no saibro portenho. Nalbandian havia aceitado a convocação, mas um vírus o fez se afastar. Del Potro já havia avisado que não jogaria a primeira rodada, mas aceitaria jogar a partir da segunda rodada.

Os argentinos partem do princípio que a primeira rodada contra a Holanda, atualmente sem tenistas entre os 100 melhores, será uma baba. Não deixam de ter razão. Mas conforme Tito foi sondando seus tenistas, vários pularam fora, oferecendo uma gama de razões pessoais; entre eles Calleri, Canas e Acasuso.

Como na Argentina sobra tenista, ainda deu para montar um time formado por Juan Monaco, Juan Chela, Lucas Arnold e, agora, no apagar das luzes, Martin Vassalo Arguello. Monaco contundiu o tornozelo na final de Buenos Aires, mas não quer nem cogitar ficar fora do time – é jovem, quer mostrar serviço e passa pelo momento de confirmação na carreira.

Mesmo sem suas estrelas o time de Tito Vasquez deve vencer sem maiores dificuldades. Mas o capitão terá que trabalhar diplomaticamente para montar o seu melhor time para a próxima rodada, quando jogará de visitante contra a França ou Rep. Checa.

Como declarou Lucas Arnold, o mais veterano do time; “é necessário mais transparência, não podemos mais jogar a sujeira para debaixo do tapete. Não temos que ser amigos, mas temos que nos unir para um objetivo maior”.  Se Tito conseguir convencer os principais interessados que esse é o espírito que deve prevalecer, de fato, terá realizado uma das principais e mais difíceis tarefas de um capitão de Copa Davis.

Jan. de 1967: Coffe Cup, Costa Rica – PC, Felipe Tavares e Tito Vasquez.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 Juvenis, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:53

A final feminina

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Não apareceram grandes surpresas na chave feminina. Das quatro tenistas que tinham chance de terminar o evento como líderes do ranking mundial, duas estarão na final no sábado e uma perdeu nas semifinais.

Serena Williams continua sendo a mais perigosa de todas. No dia que ela está decidida jogar é praticamente imbatível. Especialmente pela capacidade de levantar seu padrão nos momentos em que a adversária vai tomar conta do jogo ou mesmo vencer. Uma qualidade rara e valiosa. Se a americana vencer será o seu 10º título de Grand Slam, muito mais do que tinham as outras três semifinalistas; zero.

No início do torneio escrevi que Dinara seria uma das favoritas ao título. Não sou adivinho, mas me mantenho informado e gosta de analisar variáveis para fazer projeções. Para ela, vencer na Austrália, como seu irmão, faz muito sentido. No entanto, acredito que a russa teria mais chances de sair com o título se fosse qualquer outra a adversária. Ainda acho Serena mentalmente mais forte. A irmã de Marat terá que jogar ainda mais do que jogou até agora para intimidar e acuar a adversária. Porque só assim que se bate Serena em uma final. É possível; vocês já viram o tamanho dos braços e da “asa” da moça?

Com o tamanho atual das tenistas, fico imaginando como a Juju Henin se colocava mentalmente para enfrentar essas moças? Será que em dez anos as tenistas serão ainda mais parecidas com as moças do handebol? Habilidades voltarão a falar mais alto, ou tão alto, quanto a força física?

Safina-força russa                         Serena-força americana

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 Juvenis | 10:06

Plano B

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Alertado pelo leitor Jefferson Guimarães tomei conhecimento das declarações do Chico Costa, glorioso capitão da Copa Davis. Ele critica, com ênfase, a decisão do jovem Henrique Cunha em aceitar o convite de uma universidade nos EUA. Chico considera a decisão como um plano B para quem quer se tornar profissional no tênis. Diz que isso acaba com o sonho do rapaz em ter sucesso no circuito e que a escolha seria mais por insegurança do que por convicção e que alguém o teria influenciado, vendendo gato por lebre e pedindo para desistir de seu sonho.

As declarações de Costa parecem ser também influenciadas por razões e preocupações pessoais. Ele treinou o rapaz no passado e em 2009 Cunha faria parte do Instituto Brasil onde Costa trabalha. Não sei os detalhes da decisão de Cunha, mas ele deve ter suas razões. Soube que a escola seria a UCLA, uma boa universidade e um dos melhores programas de tênis entre as escolas americanas.

Em parte Costa tem razão. Atualmente esse não é o caminho escolhido pelos jovens que tem como prioridade o profissionalismo no tênis. O que no passado era praxe hoje é cada vez mais raro. Em uma universidade de ponta os estudos têm tanta importância quanto o esporte. O outro lado da moeda é que o pessoal que abandona os estudos e vive de jogar Futures e Challengers mal sabe escrever, pensar fora do assunto tênis e fazer contas. Perdão, contas de somar até que fazem sim, mas vocês pegaram a idéia.

Mas, também não é inviável, nem sei se esse é o plano de Henrique, passar uma ou duas temporadas em uma boa escola em Los Angeles, com bons treinos e ótima infra-estrutura, jogar o circuito americano universitário que é tão competitivo quanto um bom Future, aproveitar as férias para jogar o circuito de verão americano e descobrir como o seu tênis e sua cabeça estão caminhando. Ter uma boa educação nunca fez mal a ninguém e voltar ao circuito internacional aos 19, 20 anos não é o fim do mundo. O brasileiro Luiz Mattar só entrou no circuito profissional aos 22 anos depois de cursar engenharia. Fez excelente carreira, chegou a 29 do mundo, ganhou 7 títulos na ATP e hoje, liderando seu próprio negócio, possui um patrimônio maior do que Gustavo Kuerten sonhou ter.

Como questiona Chico Costa, a decisão deveria ser feita por convicção e não pelo receio de enfrentar o incerto que o circuito profissional oferece para a esmagadora maioria que o adentra. Porém, com suas declarações, o treinador levanta a hipótese de que o jovem não tem o necessário para ser um competidor de fato, enquanto ignora as incertezas normais que atravessam a mente dos jovens nessa idade. Tenho minhas dúvidas se trazer assunto a público, com a ênfase nas críticas, foi a melhor idéia ou se foi a maneira que o capitão da Davis encontrou para mostrar sua frustração e, usando da força de seu cargo, pressionar publicamente o jovem tenista.

Henrique Cunha – pensando seu futuro.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 Juvenis | 16:13

Tigres, e tigresas, asiáticas.

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Como eu mencionei a semana passada o Orange Bowl, nada mais justo do que atualizá-los com os resultados do torneio que terminou este fim de semana.

Entre os meninos até 18 anos o título ficou com o indiano Yuri Bhambri, que bateu na final o americano Jarmere Jenkins. Entre as meninas, a WC Julia Boserup correu por fora e ficou com o título após bater outra WC americana, Christina McHale. Parece que eles estão escolhendo bem as convidadas.

Uma questão interessante que aparece no final da temporada dos juvenis é: será que os investimentos no tênis asiático finalmente vão começar a dar frutos? Não deixa de ser curioso descobrir que dois asiáticos fecham o ano como os melhores juvenis do mundo. Entre as mulheres, Noppawan Lertcheewakarn – imaginem eu ter que falar o nome da moça na TV – foi à final de Wimbledon e venceu 4 torneios na Ásia para ficar com o título.

Entre os rapazes, Tsung-HuaYang ficou com o cedro após vencer RG e ir à final do AO, além de vencer as duplas no AO e Wimbledon. Aliás, bom sinal um tenista que jogue bem simples e duplas. O indiano Bambri ficou em segundo lugar e o brasileiro Jose Pereira, que investiu no circuito juvenil ficou em 9º, e Henrique Cunha em 18º. Entre as meninas brasileiras nenhuma entre as 25 primeiras.

Com a palavra a Confederação Brasileira de Tênis. Ou alguma asiática.

E, só para confirmar, junto com os juvenis, a FIT obedeceu o ranking e indicou formalmente Rafael Nadal e Jelena Janjovic como os Campeões do Mundo.

Noppawean e seu estilo heterodoxo.

Tsung, um tenista de dupla qualidade.

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