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Arquivo da Categoria Juvenis

sexta-feira, 12 de outubro de 2012 História, Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:48

O medão

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E o Yannick Noah acaba sendo protagonista de dois Posts seguidos. Desta vez pelas suas aventuras aéreas. O francês e seu colega Guy Forget embarcaram em Paris na quarta-feira, mas só chegaram no Rio de Janeiro na manhã de sexta-feira para jogar um evento-exibição. Trinta segundos depois de levantar voo o avião perdeu uma de suas turbinas e o piloto teve que fazer muita arte para pousar o bichão de volta na pista do Charles de Gaulle. Leia mais aqui: http://odia.ig.com.br/portal/rio/passageiros-de-voo-da-tam-elogiam-ast%C3%BAcia-de-piloto-em-desembarque-no-rio-1.501671

Eu diria que uma das duas ou três maiores razões para um tenista abandonar a carreira tem a ver com aeroportos e aviões. Os caras começam a viajar seriamente quando têm uns quinze anos e não param mais. Lembro que teve um ano que fiz um diário de bordo, quando peguei 84 voos em uma única temporada.

Ao contrário da maioria das pessoas, tenistas não tem voo marcado com antecedência, o que é uma ótima maneira de se ter aborrecimentos. Marca o primeiro voo para sair de casa. Daí para frente depende de seus resultados, que são uma incógnita. Se for confiante, marca um após a final, se estiver mal marca para 3ª feira – dá para descobrir muito da cabeça dos caras pela sua reserva. De qualquer maneira, perdeu começa a procurar voo. Com isso, aprende, ou dança, uma série de malabarismo para marcar múltiplas reserva, a lidar com atendentes sem coração das companhias aéreas, dar carteirada pelos aeroportos do mundo e outros macetes. Não vou entrar em detalhes.

O certo é que tenista odeia aeroportos – ainda mais do que voar. A espera, os aborrecimentos com atrasos, as filas, a segurança, aquele mar de gente, assentos apertados – os caras são grandes – a comida horrível e, o mais crítico, o medão. Mala e roupa perdidas não são novidades, apesar de ser algo odioso.  A toda hora tem jogador pedindo roupa e tênis emprestado – tenista esperto sabe quem são os colegas que usam tênis igual. Raquete não é problema, pois eles são capazes de enfrentar os seguranças mais cascudos para embarcar no avião com suas raquetes – lá no porão é que não vai!

O que aconteceu com Noah, apesar de alguém lá dizer que é raro, o deixa de ser quando a frequência em voos é grande e a probabilidade aumenta. Aconteceu comigo, mais de uma vez. Esse negócio de turbina estourar e ficar circulando para jogar combustível fora, avião remeter e outras coisas que nunca são devidamente explicadas, acabam penetrando nos nervos e instalando ali um sentimento ruim que só muito pé no chão resolve.

Certa vez, eu treinava um tenista de Brasília, Carlos Chabalogoity, que era campeão mundial juvenil e íamos para Roland Garros. Treinávamos em São Paulo e ele decidiu visitar os pais imediatamente antes de embarcarmos. O avião dele se espatifou na pista de Brasília. O garoto tirou o cinto, levantou, deu dois passos e pisou no cimento, sem um arranhão aparente. Mas o estrago emocional foi enorme. Ele, que já odiava as alturas ficou em cacarecos. Dois dias pegou um avião de volta para São Paulo e imediatamente para Paris, onde sentei ao seu lado. Ele já era quieto, mas nessa viagem não deu um pio.

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domingo, 7 de outubro de 2012 História, Juvenis, Tênis Masculino | 20:34

Amém

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Franqueza a um ponto de rudeza, não rispidez, seria uma descrição de Toni Nadal. É uma figura sem maiores preocupações com a sofisticação e não raro surpreende seus interlocutores com suas afirmações.

Uma das palestras que deu em São Paulo foi para técnicos brasileiros, imensa maioria formada nas diretrizes na FIT e agora disseminadas pela CBT. Como a palestra foi, do começo ao fim, perguntas e respostas, técnicos perguntaram o que quiseram, e praticamente todas as perguntas foram relevantes e interessantes, e nem sempre ouviram o que imaginavam.

Toni é formado – em certas coisas, porém não tudo – na mesma escola das quadras de Larri Passos, e com certa semelhança à minha própria, onde uma parte das doutrinações da FIT passa ao largo. Foram algumas as tentativas dos técnicos em pedirem respaldo para o que lhes é doutrinado, porém nem sempre ouviram um amém.

É lógico que nem tudo era confrontante com os padrões aceitos em toda a parte, mas houve alguns conflitos e diferenças interessantes.

Recentemente, em reunião no Clube Pinheiros, onde sou diretor da área infanto-juvenil, representantes de pais pediram para que o Clube investisse em um psicólogo para os jovens competidores. Expliquei que estávamos avaliando alguns, mas que a ideia seria de um trabalho junto aos técnicos, e não com os jovens tenistas, para aprimorar o trabalho daqueles. Senti que nem todos aceitaram o argumento.

Pior seria se ouvissem a opinião de Toni Nadal, tio/técnico do jogador mais forte mentalmente que já vi em quadra. Toni admitiu verdadeira ojeriza de psicólogos esportivos, e nem um deles chega perto de seu sobrinho ou dele. Para ele mais atrapalham do que ajudam. Bateu de frente com o padrão da imensa maioria dos centros de treinamento atuais que propagam psicólogos como um must de seu trabalho.

Se no quesito acima ele tem semelhança com Passos, em outro não poderia estar mais distante.

Perguntado sobre detalhes do trabalho físico de Nadal, mencionou algumas coisas, mas que não podia dar detalhes – não acompanha os trabalhos. Rafa tem seu preparador físico e não vai ser ele que vai dar opinião a respeito. Seu trabalho é técnico e em quadra. O preparador físico até pediu para que ele desse uma olhada nos trabalhos – Toni descartou, afirmando ter confiança no trabalho do outro. Sobre o assunto deu mais uma interessante declaração. Para ele Rafa não é o tenista com melhor físico do circuito. Mencionou Djokovic e Ferrer que eu me lembre. Disse que o diferencial de seu sobrinho não é o físico e sim a entrega, a determinação. Amém.

E há várias outras histórias interessantes.

PS: Em breve haverá mudanças no Blog do Paulo Cleto, inclusive com a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:09

Sul americano

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O Brasil venceu pelo 2o ano consecutivo o Sul-Americano feminino de 16 anos, uma ótima notícia para nosso sofrido tênis feminino. As duas titulares são a já conhecida Bia Maia, o maior talento recente do tênis feminino nacional e Carolina Meligeni Alves, sobrinha de Fernando, um talento de voz própria. O time tem ainda Suellen Abel.

O evento aconteceu em Valencia, Venezuela, onde o time masculino também chegou à final, contra a Argentina. Só que como não para de chover na cidade, a final não acabou. Acabou a feminina, pela facilidade do marcador. Bia bateu a adversária paraguaia 6/3 6/2 enquanto que Carol resolveu rapidinho por 6/1 6/1. Nem jogaram a dupla.

Os meninos Gabriel Hocevar, filho do nosso campeão e amigão Marcão Hocevar, Marcelo Zormann e Rafael Matos não sabem quando vão tirar as coisas a limpo com os hermanos. Até porque, hoje em dia, o importante no sul-americano é que ambos finalistas se classificam para o Mundial, que acontecem em Setembro, em Barcelona. Parabens a todos os envolvidos.

No sábado viajou a equipe de 14 anos que vai para a mesma batalha em Santiago do Chile. O time masculino conta com Antonioni Fasano, Orlando Luz e Flávio Tonon. O time tem como adversários em seu grupo a Venezuela, Uruguai, Bolívia e Chile. A Argentina está no outro grupo.

As meninas Thaisa Pedretti, Gabriela Rezende e Ana Farinha enfrentam a Argentina logo de cara para deixar as coisas claras. Peru, Venezuela e Bolívia também estão no grupo. Assim como os de 16 anos, os finalistas vão para o Mundial na Rep. Tcheca. Boa sorte à garotada.

O time de 16 que ganhou…

e a garotada que foi ao Chile para ganhar.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012 Juvenis, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro | 13:35

Tapetão

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No dia seguinte à conquista em Monte Carlo, Rafael Nadal já estava em quadra no Real Club de Barcelona para a disputa do tradicional Trofeo Conde Godó.

Não é simples jogar dois eventos seguidos em locais distintos, mesmo ambos sendo à altura do mar. O piso é um tanto distinto, assim como as condições em geral. O tenista tem que imediatamente apagar a alegria da vitória de sua mente e focar na nova meta e nas novas dificuldades.

Rafa chegou ao RCB, fez uma conferência de imprensa com os organizadores, imaginem um torneio em Barcelona sem Nadal, e foi para a quadra treinar.

Abaixo publico uma foto para a qual chamo a atenção de todos. Os que praticam nosso esporte vivem no Brasil uma realidade resquício de nossa cultura. Nos clubes e academias do país existe a figura do arrumador de quadra, aquele funcionário que passa o tapete ou escovão e varre as linhas. E quando não os há é mais por conta da falta de verba ou pessoal para tal. Só para cobrir possíveis exceções, que confirmam a regra, digo que talvez existam locais que os próprios tenistas, por opção própria, arrumem as quadras quando jogam.

Na Europa a praxe é o tenista arrumar a quadra após o seu treino, deixando ela pronta para o próximo usuário. Não importa se seja amador ou profissional criança ou velho, todos o fazem, sendo considerado falta de educação não fazer.

Também por lá, assim como nos EUA, a figura do pegador de bola só existe em torneios. Nos clubes e academias os tenistas recolhem suas próprias bolas. No Brasil, se o pegador não aparece os tenistas começam com seus xiliques e reclamações.

Aqui a garotada, infelizmente, não é instruída a arrumar quadra, um símbolo de civilidade e coletividade, perpetuando essa “falta de educação”, muito mais pelo desábito e ausência de informação do que por acomodação. Assim como aprendem, com os adultos, que um pegador deve estar presente quando treinam.

Na Escolinha do Clube Pinheiros as crianças recolhem suas próprias bolas e são incentivadas a arrumar a quadra após os treinos. Quando instituí isso no Clube, no início de minha gestão na Seção de Tênis, uma garota me procurou, demonstrando certa revolta, querendo saber por que ele teria que arrumar a quadra. Após explicar a ela o porque, ela concordou e disse que o faria de bom grado. Como sempre, muitas vezes maus hábitos são corrigidos com muito mais facilidade e bom grado do que se imagina.

Rafael Nadal passando o tapetão após seu treino de hoje.

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terça-feira, 13 de março de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:50

Vencedores do Banana

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Enquanto a bola apanha na Califórnia de gente grande, lá pelos lados de Sta Catarina ela apanha de gente não tão grande, ainda.

O Banana Bowl, que um dia foi um dos maiores torneios juvenis do mundo, já não o é há alguns anos, começa a ser disputado pelos melhores do Brasil e alguns dos melhores do exterior.

Já escrevi inúmeras vezes sobre o torneio, um evento que merece a maior das atenções dos dirigentes, como parece estar sendo novamente o caso após anos de desleixo que custaram seu status. Hoje vou aproveitar o gancho de um dos leitores, que não parece ser um sofasista e postou uma lista, incompleta, de campeões do Banana e ficou surpreso em não conhecer uma boa parte.

Até 1975 só sul-americanos participavam. Já a partir de 1977 tenistas de todo o mundo estavam presentes. Este foi o ano mágico em que as semifinais, jogadas no Tenis Clube de Santos, reuniram Ivan Lendl, John McEnroe, Yannick Noah e Cássio Motta, que chegou a ser o #2 do mundo juvenil e #3 de duplas profissional, algo que a maioria dos sofasistas desconhece. Quatro meses depois McEnroe passaria o qualy de Wimbledon e ira à semifinal, perdendo para Connors.

Em 1981 foi a ultima vez que um brasileiro, Eduardo Oncins venceu – na época o evento reunia os melhores do mundo e era comparável a um Grand Slam. O técnico de Eduardo era este que lhes escreve.

Vou comentar a lista, a partir de 1976, focando naqueles que devem estar fora do radar dos meus leitores e foram vencedores das chaves de 18 anos, feminina e masculina. Estou tendoa esperança que os leitores conheçam os mais óbvios, esqueçam os que foram irrelevantes e perdoem que alguns eu não tenho ideia do que lhes aconteceu.

1969 – Roberto Graentz (ARG) e Marlene Flues (BRA)
1970 – Joaquim R. Filho (BRA) e Beatrice Chrystman (BRA)
1971 – Roger Guedes (BRA) e Andrea C. Menezes (BRA)
1972 – Victor Pecci (PAR) e Elza Rodrigues (COL)
1973 – Flávio Arezon (BRA) e Patrícia Medrado (BRA)
1974 – Eddie Pinto (BRA) e Adriana Villagran (ARG)
1975 – Fernando D. Fontana (ARG) e Emilse Raponi (ARG)
1976 – Jose Luis Clerc (ARG) e Viviane Locicero (ARG)
1977 – John McEnroe (EUA) e Claudia Casablanca (ARG)
1978 – Alexandro Gonzabal (ARG) e Claudia Casablanca (ARG)
1979 – Raul Viver (EQU) e Claudia Monteiro (BRA)

1980 – Roberto Arguello (ARG) e Graziela Perez (ARG)
1981 – Eduardo Oncins (BRA) e Helena Sukova (TCH)
1982 – Martin Jaite (ARG) e Helena Olsson (SUE)
1983 – Bill Stanley (EUA) e Silvana Campos (BRA)
1985 – Franco Davin (ARG) e Patricia Tarabini (ARG)
1986 – Gilbert Schaller (AUT) e Gisele Miró (BRA)
1987 – Alejandro Aramburu (PER) e Maren Kemper (ALE)
1988 – Patricio Arnold (ARG) e Andréa Vieira (BRA)
1989 – Fernando Meligeni (ARG) e Florencia Labat (ARG)
1990 – David Witt (EUA) e P. Kukov (TCH)
1991 – Johannes Unterberger (AUT) e Roberta Burzagli (BRA)
1992 – Erik Casa (MEX) e Larissa Schaerer (PAR)
1994 – Federico Browne (ARG) e Meilen Tu (EUA)
1995 – Mariano Zabaleta (ARG) e Lilia Osterloch (EUA)
1996 – Petr Kralert (TCH) e Lilia Osterloch (EUA)
1997 – Luis Horna (PER) e Sarah Taylor (EUA)
1998 – Fernando Gonzalez (CHI) e Milagros Sequera (VEN)
1999 – Paul Henri Mathieu (FRA) e Aniko Kapros (HUN)
2000 – Andy Roddick (EUA) e Maria Emilia Salerni (ARG)
2001 – Gilles Muller (LUX) e Svetlana Kuznetsova (RUS)
2002 – Marcos Baghdatis (CHP) e Myirian Casanova (SUI)
2003 – David Brewer (ING) e Alisa Kleybanova (RUS)
2004 – Eduardo Schwank (ARG) e Alisa Kleybanova (RUS)
2005 – Leonardo Mayer(ARG) e Sharon Fichman (CAN)
2006 – Albert Ramos (ESP) e Alize Cornet (FRA)
2007 – Ricardo Urzua-Rivera (CHI) e Tamaryn Hendler (BEL)
2008 – Juan Vasquez Valenzuela (ARG) e Ana Bogdan (ROM)
2009 – Yannik Reuter (BEL) e Camila Silva (CHI)
2010 – Juan Sebastian Gomez (COL) e Beatrice Capra (EUA)
2011 – Mathias Bourgue (FRA) e Yuliana Lizarazo (COL)

Rasgado foi estudar nos EUA e ficou por lá, trabalhando inclusive da federação local.

A Bea Chrystman continua faturando todos os eventos veteranos Brasil e mundo afora e ainda ontem a vi batendo um paredão no Pinheiros com um fone de ouvido.

Roger Guedes, que foi pro durante anos, segue em Bauru e ganhando todos os torneios de veteranos que joga. A carioca Andrea Menezes, que não foi pro e tinha um lindo par de pernas eu nunca mais vi.

Será que alguém aqui não conhece o Victor Pecci – o pior é que não. O paraguaio, dono de um tênis vistoso foi top 10 durante anos e finalista de RG contra Borg. Grande figura.

O Flávio Arenzon eu vi no Aberto de São Paulo e ainda joga tênis no Clube Paulistano. A Medrado todos conhecem.

O Eddie Pinto foi o ultimo grande tenista de Pernambuco. O canhoto tinha uma bomba na mão esquerda, muita habilidade e bolas venenosas. Não foi ao profissionalismo.

Clerc foi #3 do mundo, semifinalista em RG e um dos melhores jogador de saibro de sua época, hoje comenta para a ESPN.

Claudia Casablanca foi uma das melhores juvenis da história e não conseguiu decolar a carreira profissional.

Raul Viver ganhou o Orange Bowl, jogou muitos anos como profissional na zona mediana e hoje é capitão da Davis de seu país. Claudinha Monteiro, contemporânea de Patricia Medrado, vive há muitos anos nos EUA.

Roberto Arguello, foi #1 do mundo como juvenil, ganhou também o Orange e teve a carreira interrompida pela Guerra das Malvinas, quando foi convocado. Morou até poucos anos atrás aqui no Brasil sem ninguém saber. Um verdadeiro gentleman argentino.

Eduardo, irmão de Jaime, teve até pouco tempo uma academia em São Paulo junto com os irmãos. Helena Sukova foi uma das melhores tchecas da história, com vários títulos de duplas em GS. Sua mãe é um ícone como técnica na Rep. Tcheca.

Jaite foi top 10 durante anos e jogou bastante no Brasil em uma época que o país tinha muitos bons torneios. Um tenista que tirava leite de pedra com seu tênis.

Silvana Campos foi a melhor brasileira de sua época, como infanto-juvenil, mas não decolou como pro. Foi casada com o saudoso Sócrates e é irmã do atual presidente da FPT, Paulo Campos.

Franco Davin, tenista canhoto, rápido e brigador, teve uma boa carreira como pro e é o técnico de Del Potro.

Aramburu, peruano com uma direita monstro e uma esquerda nula, arrasou como juvenil e sucesso bem restrito com pro.

Patricio Arnold, argentino, e Andrea Vieira ganharam no mesmo ano – 88. Casaram, tiveram uma menina e se separaram. Ela trabalha com tênis em São Paulo e ele coordena o infanto-juvenil da CBT.

David Witt chegou a ter algum sucesso como duplista no circuito.

Robertinha Burzagli foi a última brasileira a vencer o torneio – em 91 – e trabalha com tênis no Brasil. Às vezes viaja acompanhando jovens pela FIT.

Federico Browne foi uma grande promessa argentina com carreira bem mediana nos pros.

Zabaleta jogou até pouco tempo, incomodou bastante no saibro e na 2ª parte de sua carreira perdeu a motivação. Foi contemporâneo de Kuerten.

Luiz Horna foi um dos caras que mais deu na bolinha que já apareceu nas quadras. Nem sempre sabia onde elas iam. Teve algum sucesso como pro. Quando Federer estreou em RG foi derrotado pelo peruano.

Os mais recentes, a partir de 1999, qualquer sofasista que acompanha o tênis conhece. Tirando aqueles que não conseguiram nenhum sucesso como pros e/ou abandonaram a carreira. Ex: Casanova, Brewer, Fichman, Urzua Rivera, Hendler, Valenzuela, Reuter etc, provando que sucesso como juvenil não é garantia de sucesso como pro, ao contrário do que muitos, especialmente os pais, acreditam.

Roberta Burzagli

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 História, Juvenis, Tênis Feminino | 14:09

Acerto de contas

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A esta altura todos conhecem a história de Jelena Dokic e seu pai – eu mesmo já escrevi mais de uma vez sobre esse drama. Ambos caracterizaram a reincidente história do muitas vezes doentio relacionamento pai/filha no tênis que tantas vítimas já produziu. E isso porque ficamos sabendo somente dos casos quando a filha conseguiu algum sucesso, apesar do infernal relacionamento; imaginem quantos nunca vingaram tenisticamente e tiveram o lado perverso martirizando a família.

Lembrando – o “daddy from hell”, como os jornais ingleses o chamavam, além de espancar frequentemente a garota, roubou todo o seu dinheiro enquanto esteve por perto. Uma ex-tenista chegou a chamar a segurança do hotel por conta dos gritos da menina apanhando. O maluco teve ataques no US Open, quando atirou comida no chão protestando contra a qualidade e os preços do servido aos atletas – no que tinha certa razão, mas não era para tanto. Atualmente os tenistas recebem um valor para as refeições, que continuam sendo no estilo bandejão americano. Em Wimbledon fez uma cena com uma jornalista exatamente na frente, atirando o celular dela no chão e a ameaçando de pancada. Foi carregado para fora do Clube e proibido de voltar. No Aberto da Austrália acusou os organizadores de manipular o sorteio. E isso é só uma amostra do que o doido aprontou mundo afora, terminando por ser proibido de frequentar os eventos.

Esta semana Jelena divulgou que conversou com o pai pela primeira vez em oito anos – ela tem 28. Ela, residente da Austrália, pegou um avião, foi a Belgrado vê-lo e “colocar um fim ao desentendimento”, conforme suas palavras. Jelena foi acompanhada do namorado Tin Bikic, irmão de seu ex-técnico, que não era até então aceito pelo pai – assim como todos os namorados e técnicos anteriores.  Ela assegura que foi bem recebida pelo pai, que tinha passado uma temporada na cadeia após ameaçar colocar uma bomba na embaixada australiana e por ter armas ilegais em casa.

Ela diz estar em uma boa fase da vida e acredita que reatar relações será o melhor para ela e a família. O pai proibia a mãe e o irmão caçula de falar com Jelena. O pai foi receptivo à visita e, diz a moça, mudou sua atitude frente à filha, que hoje é uma mulher de 28 anos. Apesar de garantir que continuará a trabalhar com sua técnica atual, Louise Pleming, bancada pela federação australiana, as fotos que chegam de Belgrado mostra ela em quadra com seu pai.

Os relacionamentos pais/filhos é um mosaico de emoções e podem ser repleto de dramas, assim como catalisador de conquistas e/ou perdas. O ser humano, atletas incluídos, depende de motivações – e existem poucas tão fortes como aquelas exercidas pelos pais, conscientes ou não. Quando as cobranças e exigências produzem um saldo muito maior do que o afeto, só Deus sabe no que pode dar. Na maior parte das vezes boa coisa não é. Mas, em muitas, produzem aberrações que se tornam excelências em seus campos de atividade, até porque a força interior é fortemente alimentada permanentemente por uma demanda e contenda interior não resolvida e mal equacionada com o afeto esperado.

Ao que parece, e assim espero, Jelena foi à Belgrado acertar as contas, tentar reequilibrar aquilo que lhe foi dado com o que lhe foi tirado, aquilo que é seu por direito e lhe tem sido negado. Reencontrar o que nunca foi substituído pela carreira de tenista – o que pode ser confirmado pelo insucesso pós-período de menina-prodígio. Algo que lhe foi usurpado pelo delírio de um fracassado que achou que os talentos e esforços de sua filha poderiam lhe assegurar o gozo e o sucesso financeiro que ele foi incapaz de criar para si. É uma tarefa da qual não se foge, e, quanto mais cedo a enfrentamos, melhor para abrir nossos novos e incontornáveis caminhos. O fato é que às vezes a conta tem bom fim, às vezes não. Nenhuma novidade para uma tenista – ou qualquer outro.

Jelena e Damir em Belgrado.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:45

Hoje

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Devo começar comentando, às 15h na ESPN, a partida entre Sharapova e Penetta. Duas das mais interessantes tenistas do circuito, por razões e gostos distintos. Sugiro que assistam se querem saber mais. Ou mesmo abaixem o som e se deliciem.

Depois entram na quadra Rafa Nadal e Mahut. O francês, que bateu o espanhol na grama, deve ter plano de jogo semelhante. O espanhol ainda está inseguro, na medida em que Rafa Nadal fica inseguro.

A última partida da seção noturna será Roddick, que está sendo paparicado pela organização, e o jovem americano Jack Sock – esse nome tem um som estranho! Zé Meia! Será um daqueles jogos para a galera se divertir – não sei se o garoto tem personalidade para desafiar o ícone americano da década.

Tem também clássico de Tandil: Del Potro x Junqueira. Como disse o Delpo, os amigos de ambos é que vão se divertir.

O Ferrer vai matar o Blake.

O Wawrinka deveria matar o Young.

Eu torço para que o Rogério mate o Bogomolov.

Nalbandian x Ljubicic – exibição de veteranos.

Garcia-Lopez x Simon. Só vejo amarrado. E amordaçado.

Chela x Darcis. Nem amarrado.

Melzer x Kunitsin. Veria fácil. Torcendo pelo mala austríaco.

Gulbis x Muller. Gulbis na próxima rodada. Se ele quiser. O que eu não aposto, mas torço.

Bea Maia jogando 1ª rodada do qualy de juvenis. Eu torcendo.

Muitas duplas e jogos juvenis. Um bom dia para passear nas quadras secundárias, que ficam mais vazias, boas de circular e sentar e melhor ainda de asistir. Mas eu vou estar no estúdio da ESPN. Não dá para ter tudo na vida.

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terça-feira, 26 de abril de 2011 Juvenis, Tênis Masculino | 13:45

Tuiteiro

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Quem pensa que isso só acontece em países não-desenvolvidos ficará surpreso com a notícia. Eu não fiquei.

O Diretor de Desenvolvimento da USTA, a Federação Americana de Tênis, Patrick McEnroe entrou em lavação de roupa publica com o jovem tenista Donald Young. Isso porque o tenista publicou uma série de ofensas à Federação no Twitter. Coisas do tipo “F… a USTA, eles são cheios de M… Eles me f…. pela última vez” tudo acompanhado pela versão sem censura do sucesso de Cee Lo. Fino o rapaz!

Tudo por conta do convite que a USTA tem para distribuir em Roland Garros. Os americanos têm a tradição de realizar um torneio para determinar o escolhido. Young achou que deveria ter ido para ele, mas aceitou jogar o torneio e, após perder para Tim Smiczek na final o rapaz pirou e foi se expressar na internet.

Donald, #95 no ranking e 21 anos, já recebeu 13 convites para diferentes chaves no Aberto dos EUA, o que deve ser um recorde, além de dinheiro para despesas com viagens e treinamentos patrocinados desde 2005. Mas o rapaz acredita que “eles” só o f…..

A USTA e os pais (sempre os pais!) do rapaz têm uma história de conflitos. Isso é quase padrão em qualquer lugar. Os pais só vêem o próprio umbigo, por mais que sejam ajudados. Imaginou o Donald por aqui?

McEnroe diz que as ofensas no Twitter são só a ponta do iceberg das posições do rapaz e família com a USTA e por isso demanda desculpas publicas do rapaz, o que seria o mínimo. O fato é que se fez uma enorme expectativa em cima de Young – que seria a próxima grande estrela do tênis americano, a família sonhou com a grana, a federação com os títulos, o tenista com todas as benesses do sucesso e por aí afora.

Donald venceu o Aberto da Austrália aos 15 anos, foi #1 do mundo como juvenil, mas não decolou no profissional. Seus melhores resultados são nos Futures e Challengers e não entre os big dogs, onde seu tênis não aparece. Recentemente venceu um torneio menor em Tallahassee, sua especialidade, que, junto com a vitória sobre Murray em Indian Wells o levaram a acreditar que a USTA ignoraria os outros tenistas que disputam o torneio pelo convite. Se deu mal, fora e dentro da quadra.

Abaixo Donald e seu vídeo favorito.


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:26

Os melhores da CBT e da Revista Tênis

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A CBT e a Revista Tênis premiaram ontem “Os melhores de 2010” em uma premiação que não foi tão ampla quanto em 2009, mas que serve o seu maior propósito que é salientar os melhores do mundo tenistico brasileiro.

Como “jornalista” – essa tarja nunca me caiu de maneira tranquila – fui convidado a votar. Fiquei contente em descobrir que a quase totalidade de meus votos foram espelhados pelos outros convidados.

Abaixo a lista dos premiados:

Sênior Feminina:Simone Vasconcellos
Sênior Masculino: Roger Guedes
Juvenil Feminino: Bia Haddad Maia

Juvenil Masculino: Tiago Fernandes
Cadeirante Feminino: Rejane Cândida
Cadeirante Masculino: Carlos Jordan dos Santos
Treinador: João Zwetsch
Torneio Infantojuvenil nacional: Brasileirão
Torneio Infantojuvenil internacional: Copa Gerdau
Torneio Future: Clube Paineiras
Torneio Challenger: Etapa de São Paulo da Copa Petrobras
Jogo-exibição: Gustavo Kuerten vs. Yevgeny Kafelnikov
Torneio Sênior: Grand Champions
Torneio brasileiro da ATP: Aberto do Brasil – ATP 250 da Costa do Sauípe
Duplista Feminino: Maria Fernanda Alves
Duplista Masculino: Bruno Soares
Melhor Tenista: Ana Clara Duarte
Melhor Tenista: Thomaz Bellucci
Melhor Tenista Geral: Thomaz Bellucci

Não vejo nenhuma injustiça e nenhuma surpresa na lista. Minto; talvez a premiação de João Swetsch. Não por alguma falta de Joãozinho, mas pela ausência de Larri Passos que, por mais de uma razão, é considerado, e reconhecido, o nosso melhor treinador.

Se for olhar com uma lupa, vi meu voto contrariado uma única vez, sendo que deixei de votar em três ocasiões por não me sentir com o necessário conhecimento para fazê-lo.

Um setor que poderia ser polêmico, pelo equilíbrio de forças e resultados – duplas profissionais masculinas – me deixou também feliz com o resultado. O mineiro Bruno Soares levou o prêmio.

Fiquei feliz com a premiação do Bruno porque há tenistas e tenistas. Homens e homens. Caráter e caráter. Bruno Soares pode estar tranquilo, porque está onde todos os homens gostariam de estar. Entre os melhores de seus ofícios e com um caráter e uma personalidade no par com seu ofício.

Infelizmente, neste segundo ano de premiação, a CBT e a Revista Tênis tiveram que ceder e não premiar os melhores da imprensa. O prêmio que recebi em 2009 ficou um pouco triste sem seu par.

Bruno Soares – um exemplo no mundo do tênis.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010 Juvenis, O leitor escreve, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:57

A Suécia é aqui?

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Talvez tenha sido o angst causado pela faca. Mas acabei por esquecer uma ferramenta que eu mesmo inventei e que, no caso, cai como uma luva, até porque o cara já começa a exportar a idéia.

Por isso, publico abaixo o comentário do “Matts – The Producer”, que parece querer voltar a sua forma original e mais brilhante, ao colocar uma faceta inédita da questão levantada pelo “sucesso” do carioca/sueco Cristhian Lindell na Copa Petrobras de São Paulo. Já coloquei, bem “em passant”, o meu pensamento a respeito, que reproduzo após o texto do leitor.

E-Cletico e demais Blo-Cléticos,
.
Gostaria de levantar aqui um fato para ser pensado e discutido, sem paixões ou preconceitos, apenas pensando-se no que é melhor para o jogador e para o país.
.
O lance é que ultimamente, o até então “desconhecido” da mídia Cristhian Lindell, virou objeto de desejo da CBT, e obviamente da mídia brasileira, já que o carioca joga pela Suécia, alegando ele, uma melhor estrutura e apoio que lá recebe (ou recebeu até o momento).
.
Mas vamos aos fatos, e de antemão, já adianto que não conheço nem de perto, nem de longe e muito menos de ouvir falar, como é a rotina de treinamento dele, tanto lá como cá, já que ele treina grande parte do ano com o Aciolly no Rio de Janeiro.
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Com a semi em São Paulo, Lindell deu um salto de quase 90 posições e passou a ocupar hoje o 365º lugar no ranking.
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Pois eis que com isso ele JÁ, repito, JÁ é o atual 4º melhor tenista ranqueado da Suécia.
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Ranking – Nome – Pontos – Torneios Jogados
5 – Soderling, Robin (SWE) 4.780 – 24
283 – Prpic, Filip (SWE) 156 – 20
349 – Ryderstedt, Michael (SWE) 120 – 21
365 – Lindell, Christian (SWE) 111 – 23
395 – Eleskovic, Ervin (SWE) 99 – 19
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Ora bolas, com este ranking, ele seria apenas o 10º tenista do Brasil no momento:
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Ranking – Nome – Pontos – Torneios Jogados

28 Bellucci, Thomaz (BRA) 1.355 – 26
78 Mello, Ricardo (BRA) 642- 21
101 Souza, Joao (BRA) 549 – 26
123 Daniel, Marcos (BRA) 457 – 24
148 Alves, Thiago (BRA) 369 – 25
165 Dutra Da Silva, Rogerio (BRA) 322 – 23
187 Silva, Julio (BRA) 278 – 26
221 Hocevar, Ricardo (BRA) 223 – 29
228 Zampieri, Caio (BRA) 218 – 26
368 Ribeiro Neto, Eladio (BRA) 110 – 17
388 Silva, Daniel (BRA) 103 – 19
394 Guidolin, Rodrigo (BRA) 100 – 18
398 Miele, Andre (BRA) 98 – 26
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Se olharmos bem, tirando o Robin Soderling, o 2º melhor ranqueado deles é apenas o Nº 283 do mundo.
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Enquanto o Brasil tem 2 no Top 100 e 9 no Top 200.
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Então ficam as questões:
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1- Quem está formando mais e melhores tenistas atualmente, o Brasil ou a Suécia?
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2- E mesmo estando o Lindell jogando pela Suécia, quem é o maior responsável pelo seu desenvolvimento até o momento, seu técnico brasileiro ou o sueco?
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Alguém pode até alegar que a Suécia já teve este ou aquele jogador, mas nós também já tivemos o Guga, e ponto final.
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A mim, a distância, me parece mais o seguinte: é mais fácil o Lindell, dada a fraca concorrência lá, se tornar rapidamente o 2º melhor sueco do ranking, e assim, ao lado do Soderling, virarem o centro das atenções e detentores de todo o apoio de sua Federação, do que aqui no Brasil, onde sequer já tem o prestígio do Thiago Fernandes, então Nº 555 do mundo.
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É como o jogador de futebol que se naturaliza português ou espanhol para ter chance de jogar uma copa do mundo, pois aqui sequer era chamado pra seleção.
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Pode ou não pode ser?

E a situação Sueca piora muito no Ranking Juvenil:
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Top 100 Juvenil – Suécia

75 BLOMGREN, Tobias SWE 346,5
94 LINDMARK, Stefan SWE 312,5
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Top 100 Juvenil – Brasil

3 Tiago Fernandes BRA 837,5
49 Guilherme Clezar BRA 417,5
84 Vitor Galvão BRA 318,75
87 Augusto Laranja BRA 315
97 Karue Sell BRA 303,75
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É lógico que não dá para se fazer um exercício de futurologia, onde o Lindell vai chegar como profissional. E é lógico também que mais vale um cara Top 1 como o Guga, Federer, Nadal, etc, do que 20 Top 200, mas o fato é que me parece que a Suécia “depende” hoje e para seu futuro muito mais do Lindell, do que o Brasil.
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A não ser que ele vire Top 1, aí vamos chorar…

 

Comentário do Blogueiro.

Não é de hoje que existe uma tendência “cachorro vira-lata” de achar que tudo que é de fora é melhor. Especialmente quanto a técnicos. Lembro que no início dos anos oitenta tive uma discussão nessa mesma linha com um presidente da CBT que achava que a resposta para os males do tênis brasileiro seriam técnicos estrangeiros – sendo que ele também era estrangeiro. Nossas relações ficaram extremamente estremecidas quando eu insisti no contraponto que a origem de nossos problemas seriam os dirigentes, e que devíamos primeiro importar bons dirigentes, o qual talvez tenha ficado implícito que não o incluí, e depois, talvez, bons técnicos.
 

 

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