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Arquivo da Categoria Copa Davis

sábado, 6 de setembro de 2014 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:36

Mudanças no time espanhol.

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Por enquanto sao rumores, mas há jogadores do time brasileiro que dao como certo. Granollers, que amanha joga a final de duplas no US Open, teria pedido para nao jogar as simples, alegando que nao teria tempo de fazer a transferência para o saibro. Em seu lugar nas simples entraria Pablo Andujar e sairia do time o Marrero, um duplista que ficou sem lugar. As duplas, lógico seria a finalista em Nova York.

Enquanto isso, o capitao Joao Zwetcsh ficou em uma leve sinuca de bico com a vitória de ontem de Joao Feijao Sousa sobre seu pupilo Guilherme Clezar, convocado para a equipe de Copa Davis, enquanto Feijão, que é o segundo brasileiro no ranking, ficou de fora. O paulista, que deve ter dormido com um sorriso maroto no rosto, chegou a declarar após a partida que “a resposta foi dada em quadra e que agora iria enterrar o assunto e seguir sua carreira”.

Desde o começo eu assumi que o segundo singlista seria Rogerio Silva – nao Clezar – melhor classificado, mais experiente, inclusive na Davis, e com ótima postura em quadra. Mas nao sei como está seu momento, algo que Joao deve estar avaliando de perto. O que nao se deve esquecer é que o capitao tem sempre suas razoes, que elege divulgar ou nao, para deixar este ou aquele de fora e trazer um outro. Nao se deve assumir que um capitao de Copa Davis vá ter qualquer agenda que nao seja o melhor para a equipe.

De qualquer jeito, os espanhóis estao dando milho pra bode em carretas. Vai que ele come.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014 Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:56

Times de Brasil x Espanha

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Foram divulgadas as equipes de Brasil e Espanha que se enfrentarao pela repescagem da Copa Davis em Sao Paulo, logo após o US Open. Quem leu aqui lembrará que eu tinha sérias dúvidas da presença de Rafael Nadal no confronto. Quem foi mais cético nao ficou surpreso com a ausência de David Ferrer. Mas acho que os espanhois estao forçando um pouco sua sorte ao enviar um time composto por Agut, Granollers, Marrero e Marc Lopez.

O Brasil vai de mineirinhos Soares e Melo nas duplas e Bellucci e Rogerio Silva nas simples.

Ambos os times engessados com dois singlistas e dois duplistas. Se alguém se contunde é um problemaço, especialmente se for um singlista.

Se com Nadal, Ferrer e Verdasco tinha que ser muito otimista para acreditar em uma vitória brasileira, com o time escolhido pelo capitao Moya, provavelmente dentro do que se disponibilizou – porque tirando Nadal, os outros dois escolheram nao vir – ficou mais viável uma vitória brasileira.

A dupla deles é boa, bem boa, aliás eles tem mais de uma boa dupla por conta do Granollers, mas a nossa também – deve ser a partida mais emocionante do confronto.

Agut e Granolers nao sao nenhum terror, mas talvez os espanhóis tenham se baseado no fato de que ambos tem um recorde positivo contra Belo. Agut 1×0, no US Open do ano passado e Granollers nas três vezes que se enfrentaram no saibro.

A conta pra nós é simples: a dupla tem que ganhar, de preferência após um 1×1 no primeiro dia, quando se enfrentam Bellucci e Granollers e Rogerio x Agut. Belo TEM que ganhar esse jogo. Por isso seria melhor que jogasse a 1a partida para nao sentir a pressao de estar 0x1 (com a provável derrota de Rogerio), mas, talvez fosse ainda melhor jogar a segunda partida, quando o Ibirapuera já deve estar lotado pelo público e lhe desse um belo empurrao.

No terceiro dia, Belo jogará a primeira partida contra Agut, quando terá que vencer novamente. Isso é ser o líder do time, o que para alguns é motivaçao e para outros pressao.

Mas seria bem interessante em ver um possível jogo decisivo entre Rogerio e Granollers no ultimo confronto, dois tenistas com caracteristicas semelhantes. E Rogerio é de todos os singlistas o mais acanhado técnicamente, nao fica devendo no quesito coraçao de leao, o que se encaixa bem em um confronto de Copa Davis.

A minha maior preocupaçao é que o publico nao se desmotive com a ausência dos gran perros, compareça e prestigie o time brasileiro, já que o público faz enorme diferença nesses eventos.

PS: Apesar de ter enviado à FIT os quatro nomes que menciono acima, o capitao brasileiro, Joao Swetsch convocou cinco jogadores para o time. O quinto é Guilherme Clezar, que é seu pupilo pessoal. A provável idéia de Joao é colocar os caras para treinar e decidir entre os dois – Clezer e Silva – quem ficará na equipe. Isso porque nao existe time de cinco e sim de quatro. E apesar do nome enviado ser o de Rogerio, o capitao pode mudar um unico nome até a hora do sorteio, que acontece na 5a feira anterior aos jogos.

Sobre a pseudo polêmica da ausencia de Joao Feijao Souza em breve escreverei a respeito. Como eu bem sei, após anos de capitao do time da Davis, nem tudo que reluz é ouro e nem sempre as coisas, ou pessoas, sao como aparentam. E tem mais de um por aí que me confirma a certeza.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014 Copa Davis, Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, US Open | 12:06

Ausente em Nova York

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Sombreando o feito de Roger Federer em Cincinnati, Rafa Nadal divulgou hoje, logo na primeira hora, que nao jogará o US Open. Mais uma vez o espanhol sofre com suas contusoes, originadas pelo seu estilo de tênis, onde a brutalidade, a intensidade, a entrega, a falta de fluidez exigem de seu corpo algo que mesmo o Animal nao está preparado para dar.

Desta vez nao foram seus joelhos, as juntas que primeiro cedem por conta de sua principal característica, e sim o punho direito. Nao o esquerdo, mas o direito, aquele que usa para complementar o golpe de backhand. O problema apareceu semanas atrás, quando ele abandonou todos os torneios preparatórios para o US Open. Mas deixando a porta aberta, Rafa vinha postando fotos de seus treinamentos até a semana passada.

É um tanto estranho. Se vinha treinando é porque estava liberado. Talvez tenha decidido que das duas uma: o pulso nao resistiria ao esforço de uma quinzena extremamente exigente ou nao teria tempo de estar em condiçoes técnicas e/ou físicas que seu padrao de qualidade exige. De qualquer maneira, qualquer que fosse a razao me parece correta, já que um tenista nao deve entrar em quadra para competir sem suas condiçoes ideais, especialmente um tenista como Nadal em um torneio como o US Open.

Rafa e seu pessoal sabe as as mais imediatas consequencias desse abandono. Ele perde 2000 pontos no ranking, já que nao defenderá seu título, o que por si já é uma depressao. Isso em um momento em que seu arqui rival chegará a Nova York com a pior das intençoes, vendo ali uma das suas ultimas chances de aumentar o hiato entre ambos em títulos de Grand Slams. Sua ausencia nao dá ao suíco a 2a colocaçao no ranking de bandeja. Federer terá que brigar por isso nas quadras já que ainda existirao 1180 pontos de diferença entre ambos.

Para os brasileiros aumenta a duvida que nao quer calar. Será que Rafa Nadal virá a Sao Paulo jogar a Copa Davis, que acontece na semana seguinte ao torneio de Nova York? Façam suas apostas.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:08

Imaginando

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Contrariando o que escrevi anteontem, Rafael Nadal disse que, se o quiserem e nada de diferente acontecer, ele estará no Brasil em Setembro para a Copa Davis. Bem, é certo que os espanhóis vao querer que ele venha, quanto a algo diferente acontecer, o futuro a Deus pertence. É uma daquelas declaraçao onde a gente nao sabe se ri ou se chora. Ele alerta que o Brasil tem uma dupla de primeiro nível e um singlista (Bellucci) que quando nao está contundido e está em boa forma é um top 30 potencial. Os espanhóis mostram respeito pela trinca e assim pelo menos um dos top 10, se nao ambos, devem comparecer. E assim mesmo tem neguinho sobrando por lá – Almagro, Robredo, Verdasco etc.

Bruno Soares deu algumas declaraçoes para a TV. Disse que o grupo tem que conversar e, de uma maneira incisiva, tem que ver quem vai jogar. Imagino que esta é uma questao para Thomaz Bellucci que, tenho certeza, nao deixará passar uma oportunidade dessas, até porque jogará sem a pressao, cenário sempre lhe muito favorável.

Incisivo também foi ao dizer que o saibro deve ser descartado, já que é o piso favorito – óbvio – dos espanhóis. Menciona também quadras cobertas e situaçoes onde a bola pique mais alta. O raciocínio todo é uma faca de dois legumes.

Se o saibro é o piso favorito dos espanhóis é também o dos brasileiros. Paralelo a isso, Rafa Nadal já venceu o U.S. Open e Australia. David Ferrer e Verdasco também tem títulos no piso e nele se viram muito bem. Enquanto isso, Thomaz Bellucci tem seus melhores resultados na combinaçao de saibro com altitude (Gstaad, Santiago, Madrid). O brasileiro foi também a uma final em duras coberta – Moscou. Mas é mais a exceçao provando a regra.

A pergunta de onde jogar deve ser feita a Bellucci. Ele é o cara. Por suas qualidades e deficiências particulares e conhecidas – e para vencer o Brasil precisaria de seus dois pontos. A dupla é mais eclética e consegue manter seu padrao no saibro como nas duras. Assim sendo, deveria passar a escolha para os singlistas que disputam quatro pontos. Como ao Rogério ninguém precisa perguntar sua preferencia, resta a do Bellucci. E aí, imagino, nao tem também muito como fugir.

Considerando o cenário acima, ideais seriam cidades como Sao Paulo, 600 m e bem semelhante a Madrid, Gramados a pouco mais de 800m e, radicalizando, Campos do Jordao 1600m – sempre no saibro. Nesta sim nós estamos falando de incomodar os espanhóis – e talvez os nossos também. Em um confronto como esse, quanto mais sair da zona de conforto de todos mais interessa ao Brasil. E, se a escolha fosse minha, ligava para o Tiriac, pegava a fórmula e mandava colocar saibro azul. Aí quero ver o humor do Rafa.

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terça-feira, 8 de abril de 2014 Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro | 15:48

A pergunta que nao calará

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Agora que sabemos que o adversário do Brasil na repescagem da Copa Davis será a Espanha, fica uma grande pergunta. Aliás, duas. Rafael Nadal virá?. E onde acontecerá o confronto?

A escolha do local é da CBT e aposto que desde esta manha o presidente da entidade recebeu algumas ligaçoes a respeito de vários locais. A quadra será de saibro, apesar dos espanhóis serem os reis do saibro – porque nossos atuais tenistas nao enxergam o tênis de outra maneira.

Mas o zumzum mesmo será em cima da questao se o Animal Nadal virá. Pode ser que sim, deve ser que nao.

Nadal nao jogou a primeira rodada contra a Alemanha, quando os espanhóis foram derrotados, um fato interessante. O time teve Verdasco, Marrero, Lopez e Agut. Timinho, que apanhou dos alemaes. O confronto acontece imediatamente após o U.S. Open e a temporada norte americana de quadras duras – logo depois vem a temporada sobre quadras duras na Ásia. Tenho cá sérias duvidas que, após essa correria sobre o piso duro, Nadal elegerá vir ao Brasil, onde pede mais de 1 milhao de Euros para jogar, em um confronto que, teoricamente, seus companheiros devem vencer.

Porém, como os espanhóis tomaram um cascudo inesperado dos alemaes, e nao devem querer repetir o gosto do fel, Carlos Moya, o capitao, terá que negociar com Verdasco, Ferrer e Rafa. Um deles, pelo menos, terá que vir. Até lá, tenho ceteza, o problema hidrílico de Thomaz Bellucci também será solucionado.

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domingo, 6 de abril de 2014 Copa Davis, Roger Federer, Tênis Brasileiro | 20:15

Quase zebras

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Fim de semana repleto de emoçoes na Copa Davis. Só para variar. E o Brasil nao ficou fora delas. O técnico Joao Zwetsch elegeu a formaçao de dois singlistas e dois duplistas e o negócio quase acabou em zebra. A formaçao é clássica, só que, pelo menos boa parte das vezes, pelo menos um dos duplistas é, de fato, um singlista. Como nem Bruno Soares, nem Marcelo Melo jogam simples há anos, se um dos dois tivesse que entrar em quadra seria só para marcar presença. Isso por que o garoto Clezar, que nao está habituado a jogar partidas de cinco sets (nao sei se já jogou alguma oficial) teve uma contusao na virilha no início do terceiro set e o gato subiu no telhado.

A sorte foi que Rogério Silva fez sua parte. Ele, que de #2 do time passou a #1, pela ausência de Bellucci, e a consequente responsabilidade de liderar, assumiu sem gemer – e sao muitos os que gemem. A dupla pao de queijo também fez sua parte, até porque estao em um nível muito acima dos adversários. O Brasil agora aguarda quando setembro vier para a repescagem do Grupo Mundial. A torcida fica para que Bellucci, até lá, resolva seus problemas.

Teve favorito que suou mais frio do que o Brasil. Tanto a França (contra Alemanha) como a Suíça (contra Casaquistao), eram francas favoritas contra a capenga Alemanha e o Cazaquistao, estiveram 1×2 abaixo após as duplas. A França conseguiu a mágica de sair perdendo 0x2. Depois ainda vou fuçar os jornais franceses para saber porque o técnico francês (Arnaud Clement) saiu colocando Benneteau nas simples, e nas duplas, e deixou o Monfils no banco, de onde saiu para decidir no 5o jogo. Deve ter tido, espero, uma ótima razao para tal, porque Monfils é, de todos os franceses, aquele com melhor espirito de Davis – de longe. Benetteau perdeu a 1a simples, mas deu um jeito de vencer as duplas com o maluco do Llodra. Mas a coisa ficou preta para os galinhos. Quase que os alemaes Kamke (#96) e Gojowczyk (#119), dois tenistas de padrao bem abaixo dos franceses, aprontam uma zebraça dentro da casa adversária.

Os suíços nao deixaram por menos. Wawrinka, que jogou de #1 pela primeira vez, deu aquela tremida pela qual ficou famoso até que começou a mudar, menos de dois anos atrás. Tremeu na primeira simples, perdendo para o Golubev! (#64) em 4 sets e tremeu de novo nas duplas, dando aquela enterradinha básica no topetudo. Com 1×2 abaixo, Wawrinka vestiu as calças e bateu Kukushkin (#56) e, no último jogo, Federer atropelou o Golobev. Tudo isso jogando em casa ao som dos sinos das vaquinhas. Agora, nao sei se os suíços preferem jogar em casa ou fora dela.

Para completar a lambança, entraram em quadra os italianos e os ingleses. Os primeiros liderados pelo Fognini e os segundos pelo Murray. Tá bom pra vocês? Fognini e Murray venceram no 1o dia. Nas duplas, os ingleses – Murray e Fleming – batem Fognini e Bolelli, que jogam alguns eventos juntos só para treinar para a Davis. Fica tudo nas maos dos dois malucos.

O terceiro dia deve ter sido uma festa em Napoli. Fognini se inspirou – ele deve adorar a muvuca de jogar em casa – e bateu o MalaMurray em três sets, Murray que nao pode se dar ao luxo de perder uma simples e querer voltar para casa com uma vitória. Nao deu outra. Sei que o Murray é imprevisível, mas quem apostaria sua suada graninha no Fognini contra um motivado escocês?

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 Rogério Silva

 

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Copa Davis, Roger Federer, Tênis Masculino | 01:49

De que lado?

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Recebi a pergunta abaixo de um leitor nos comentários sobre os suíços. Minha resposta está mais abaixo.

Cleto

É sabido que o Wavrinka tem uma das melhores esquerda do mundo, enquanto que o Federer tem uma das melhores direitas e uma esquerda que não está a altura de seu jogo.
Gostaria que você, como técnico vitorioso que é, me explicasse porque no jogo de duplas deste sábado, contra o Cazaquistão , Federer esta jogando pela esquerda e o Wavrinka pela direita.
obrigado-Rodrigues

Pelo menos desde 2008, quando venceram as Olimpíadas, os suíços jogam nessa formaçao. Dessa maneira eles estao, teoricamente, protegendo suas devoluçoes abertas – Federer com sua magnífica direita – e Stan com sua magistral esquerda.

Poderiam fazer o inverso? Com certeza, o que é muito aconselhável. É quase um padrao no circuito. Mas existem tenistas que preferem ficar com seus melhores golpes para as segundas (e terceiras etc) bolas, o que é o caso dos suíços.

Mas nao custa lembrar que o golpe mais difícil do tênis é a devoluçao de revés no lado do iguais nas duplas – ele é antinatural. No caso deles, esse pepino fica com Federer – e bem que poderia ficar com Stan, que tem melhor esquerda.

Uma outra questao, talvez mais importante, é que no caso Stan é o cara que joga os pontos “decisivos”, o que nao é melhor cenário para os “rapazes”, já que Roger é muuito mais um jogador de pressao que Stan, que tem, ou pelo menos tinha, deixou de ter nos últimos tempos, e está se esforçando para readquirir neste confronto da Davis, a fama de entregar a rapadura na hora H. O que, ninguém nos ouça, é uma provável razao para Federer ficar longe da competiçao. Afinal, perder do Golobev, em casa, e depois “enterrar” o parceiro, como o fez hoje – e ainda ter que ouvir o técnico adversário dizer que ele teve problemas emocionais na partida – é de doer.

Fim da história é que os dois ganharam uma Olimpíadas, batendo na final os malasBryans e isso prova que eles podem vencer qualquer um em qualquer dia. Por outro lado, após quatro (sim, quatro) derrotas seguidas na Copa Davis, a dupla suíça pode repensar alguma coisa – talvez o que o leitor questiona.

PS: Pelo o que entendi, pesquisando no you tube, já que nao houve televisionamento para o Brasil, em algum ponto da partida, Federer e Wawrinka trocaram de lado. Algo que nao só nao é nem um pouco normal, como mostra um certo desespero.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:09

Bancando

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O time brasileiro de Copa Davis, que enfrenta o Equador no caldeirao de Guayaquil, é um dos mais capengas de nossa história. Capenga no sentido que nem o #1 do país, Thomaz Bellucci, nem o #2 Joao Feijao Sousa estarao presentes.

O primeiro por escolha própria. Thomaz comunicou, após abandonar mais uma partida, desta vez em Miami, que preferia nao jogar a Davis. Foi divulgado, por ele, uma declaraçao de seu médico: “O Thomaz tem uma perda hídrica importante. Precisaremos de pelo menos duas semanas de testes para investigar tais sintomas e propor uma melhor relação de reposição energética e hídrica”. Perda hídrica, que é o suor, acontece com os melhores tenistas – é só ver o Nadal na TV. O cara sua em bicas. Como mais nao foi dito, mais nao posso dizer sobre o que acontece com o tenista. Esses abandonos do Thomaz é mais um dos mistérios de nosso melhor tenista, mistério esse que, pela declaraçao do médico, nem Thomaz, nem os mais próximos ainda conseguiram ainda decifrar. Por conta disso, Thomaz nao vai a Guayaquil. Ele declara que a Davis segue sendo uma prioridade, mas que cuidar de sua saúde é o mais importante neste momento.

No entanto, a surpresa é que, pelo que soube, a ausência de Joao Feijao nao foi escolha própria. Cheguei a ler em algum lugar que o tenista #2 do país (#140) estava contundido e por isso fora. Mas videos de exibiçoes suas no Rio de Janeiro esta semana e a sua divulgada participaçao em torneio em Itajaí, atestam o contrário.

O que se fala é que o time é que tem a posiçao de nao querer Joao no time. Considerando que Bellucci seria o titular, nao dá para raciocinar que o veto veio de Rogério Silva, que brigaria pela posiçao com Feijao, nem de Guilherme Clezar, que entra no time pela primeira vez. Sobram o capitao e os duplistas.

Nao seria a primeira vez que o time fizesse esse movimento. Há tenistas que nao se encaixam no espirito do time, de uma ou mais maneiras. Resta ao capitao escolher quais sao as boas, ou nao, razoes para exercer essa escolha. Quando capitao também deixei alguém de fora por essa razao, assim como banquei, mais de um, que também nao era bem quistos – se arrependimento matasse…

Com a nao vinda de Feijao, o tenista escolhido é Guilherme Clezar, #170 e pupilo do técnico Zwetsch. Antes que algum apressado levante as sobrancelhas, Clezar é o próximo tenista na ranking, após o Rogério, #157. E o fato de ser treinado por Joao é algo positivo para o time. Isso no meu olhar, apesar que muitos que estao por aí, e bem perto, ainda hoje, me criticavam por estar na mesma posiçao – com Oncins e Mattar. De lá para cá tanto Acyoly com Zwetsch usaram da mesma prorrogativa e o pessoal se faz de mortos. Sei…

Ordem dos jogos:

Sexta Feira 12h: Rogério x Campozano (#495)

A seguir: Clezar x Emilio Gomez (#252)

Sorteio ótimo para Brasil. Rogerio deve vencer, fácil e dar moral e tranquilidade para Clezar, que deve fazer 2xo. E aó, no sábado a dupla pao de queijo entra em quadra.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014 Aberto da Austrália, Copa Davis | 19:42

Mudaram as cadeiras

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Por que Roger Federer apareceu em Novi Sad, cidade natal de Monica Seles, para jogar na 1a rodada da Copa Davis no último minuto? Nao tentem adivinhar, porque essas coisas de bastidores sao sempre mais complexas do que aparentam e desconfiamos.

Federer jogou somente uma a 1a rodada da Davis desde 2004, contra os EUA, em casa, em 2012, quando perdeu para John Isner no saibro, e Wawrinka do Fish, e a Suíça tomou 5×0!, Nao jogava na competiçao desde a repescagem de 2012. Esses anos todos ele passou dizendo que a Davis é importante para ele, mas, pelo jeito, nem tanto. Isso já motivou até um breve desabafo de Wawrinka, com quem ganhou ouro nas Olimpíadas, que ele nao fazia exatamente o que dizia – bem, acontece nos melhores países. Em todas as aparências os dois sao amigos e Wawrinka deixou isso ainda mais claro após o título, quando insistiu que Roger sempre o incentivou e que foi um dos primeiros telefonemas que recebeu após a final. Mas sao suíços.

E porque agora? Só dá mesmo para especular. Inegável o fato de Wawrinka ter desencatado, vencido um Grand Slam e ter se tornado o melhor suíço no ranking, fatos, especialmente o último, que devem ter mexido com a psique do bonitao. Como Wawrinka pegou o aviao e foi para Novi Sad defender o país, ficou mais difícil para Federer continuar a vender o seu paeixe que já faz muito pela Suíça, o que é fato, e nao precisa de Copa Davis para prová-lo.

Imagino que muitos francos suíços foram gastos com telefonemas para se chegar a um acordo final. Inicialmente, insisto, Federer nao ia à Sérvia. Só confirmou, oficialmente, na 4a feira, dois dias antes dos primeiro jogo.

Com certeza o fato de Novak Djokovic, Tipsarevic e Troicki nao jogarem – só sobrou pangas no time – também teve influencia. Nao sei como ficaria a cabeça, e a decisao, do Roger se, como #2 do time, tivesse que enfrentar Novak no 1o dia. Sei nao.

Como disse, só conjeturando. Para ir mais além, cada vez mais fica claro para Roger a dificuldade que terá em vencer outro Grand Slam. É difícil vencer sete jogos em duas semanas com todos cachorroes por perto. E até o Wawrinka anda ganhando.

A única conta que fecha pra ele é a da Copa Davis. Os dois juntos formam um belíssimo time que pode, eventualmente, até abrir mao das duplas – ou nao.

Com os resultados desta semana, a Espanha e a Sérvia fora, assim como o Canadá, que está montando um perigoso time com Pospsil e Raonic, a Argentina que perdeu em casa para a Itália, liderada pelo mala Fognini nao vejo nenhum time que possa conter a Suíca este ano, a nao ser, mais à distância, a França e a Rep Theca, que estao na mesma chave: A Gra Bretanha de Murray, que depende muito do Malao, terá que passar pela Itália para enfrentar a Suíça, que pega o Kazaquistao em casa agora.

Olhando a chave e o momento, este é o ano que a Suíça pode, finalmente, vencer a Copa Davis, título que Federer nao tem e lhe faz mais falta do que admite. E, estejam certos, até hoje ele sempre priorizou sua carreira solo, além de, provavelmente, achar que nao tinha um companheiro a altura do objetivo. Os cadeiras mudaram e as pessoas, como quase sempre, mudam juntas.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 Copa Davis, Tênis Masculino | 11:24

A dor da derrota

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Se você já viu um tenista de bom humor depois de perder, o que você viu não foi um tenista. Tal animal não existe. Após uma derrota, o tenista, não importa em qual categoria, do mais frio profissional ao mais apaixonado e delirante panga, todos odeiam perder. Aquele que tem um olhar mais zen à derrota não passa, na melhor das hipóteses, de um cara que se diverte com uma raquete na mão e com um certo gosto pérfido pela chibata no lombo.

Uma derrota em quadra é algo cruel. É uma das piores experiências que se pode ter. É obvio que aí não estão incluídas doenças (as mais aflitantes), dor de corno (algumas), perda de dinheiro (muito) e outras que não me vem à memória; mas que as há, há.

Eu perco o sono. E não sou só eu. Outro dia, em mesa de tenistas, praticamente todos admitiram que não dormem direito, quando dormem, após uma derrota – lógico que sempre há um machão por perto, em quem fingimos acreditar para não dar briga. Lógico que não é qualquer derrota. Ir ao clube e jogar com um de seus velhos rivais e levar uma chacoalhada não vai tirar o sono de ninguém – a não ser que o fulano seja um freguês de carteirinha e você veja nessa derrota uma possível e dolorida tendência. Aí o bicho pega.

Estou falando de derrotas em campeonatos, com algum tipo de oficialidade. Essa oficialidade é que é o veneno. Porque torneio entre amigos e no condomínio não conta – a não ser que seja para aquele mala sem alça que vive contando vantagem ou garfando desavergonhadamente, e que você preferiria, se pudesse escolher, pegar sua mulher na cama com o Faustão do que perder pra ele. Notem que não escolhi o Ricardão.

Eu não só perco o sono, como meu HD dá uma pane total. Fico horas no limbo, sonhando acordado (ou pensando em meu sonhos!?) sobre os pontos jogados, os absurdos cometidos, oportunidades desperdiçadas, erros idiotas. É a seção terror na madrugada.

Como será que os tenistas profissionais reagem nessas horas? Sempre os ouvi reclamar que passaram a noite vendo o vídeo tape das derrotas. O cara corre horas na quadra, acaba com o físico, precisa do sono para se restabelecer e ele não vem.  É o inferno.

O Dácio Campos sempre está lembrando que o tenista precisa se perdoar para vencer. Precisa, e consegue, quando consegue, ali na quadra. Se perde, o raciocínio vai para o saco – junto com a paz de espírito, o sono, a grana, a confiança, a auto estima e tudo mais de bom na vida. É só coisa ruim.

No circuito, o tenista tem uns dias para se recuperar – mental e fisicamente. Se perde na 1ª rodada tem mais tempo para tal. Se perde na final, e joga na semana seguinte, tem menos. Tem tenista que diz preferir perder na 1ª do que na final – acho que é só para estressar um ponto. Doe mais na final, mas é melhor do que perder na 1ª rodada.

Agora, imaginem na Copa Davis. O evento é, de longe, o mais emocional que um tenista pode jogar. Jogos de cinco sets, extenuantes, mental e físicamente. O cara perde, se remoe a noite toda e no dia seguinte tem que encarar novamente. Não existe derrota mais dolorida do que a na Copa Davis. Algumas acabam com as semanas seguintes do envolvido. Algumas têm resquícios para o resto da carreira.

Logo após perder para Djokovic no Masters deste ano, pela segunda vez em cinco dias, Federer foi perguntado se sentia encorajado por ter ganho um set em cada partida para o campeão. A resposta do suíço foi: É, com certeza! Legal! Foi ótimo vencer dois sets e perder quatro. Perder o jogo. Realmente duca!” O mau humor e a ironia ali foram só a pontinha do iceberg.

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Federer – bico pós derrota.

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