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sexta-feira, 1 de abril de 2016 Tênis Feminino | 13:53

A idade da loba

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Existe uma mudança de guarda no tênis feminino? Sim, não, não ainda, todas são respostas corretas, por mais incongruente que possa ser ter elas todas na mesma frase. Em uma análise mais fina vemos que são as moças da idade da consolidação da experiência e a técnica que estão se impondo. É a a idade da loba – e dos lobos, já vale também para o tênis masculino – de 27 anos. Já não são inexperientes, aprenderam e consolidaram suas técnicas, fizeram as pazes com suas deficiências, acertaram seus emocionais e estão prontas e famintas para novos sucessos.

 

Na chave feminina, Serena e a irmã Venus se foram, apesar de que Serena ainda é a principal força feminina, enquanto Venus finge que ainda é uma tenista profissional. Sharapova, se não derem a ela uma colher de chá, o que não duvido, mas sinto que assim possa ser, será carta fora do baralho já que é quase uma balzaca e não sei quanto tempo ficaria suspensa.

 

E quem chega à final de Miami? Kuznetsova, uma batalhadora , essa sim uma balzaca, que nunca teve uma segunda agenda a não ser jogar tênis. A moça tem verdadeiro desprezo pela marketing sensual que se consolidou no tênis feminino desde o surgimento de Anna Kournikova e faz questão de ser o inverso. Mas é uma verdadeira tenista, sempre beliscando quando surge a oportunidade (já foi #2, tem 2 GS e 16 títulos) – e em Miami ela surgiu novamente.

 

E aí chegamos às moças-lobas. A outra finalista será a consolidada Azarenka, que este ano chega aos 27 anos, a idade que a(o) tenista normalmente chega a sua plenitude. Esta temporada voltou de contusão e é a favorita ao título – terá que passar pela Kuznetsova, o que não será fácil. Mas sempre tenho pensamentos ruins quando veja aquele queixo quadrado e o tamanho que adquiriu através dos anos.

 

Ainda me divirto horrores com a Radwanska (27 anos) suas gambitas finas, seu tênis limitado, sua cabeça pensante e sua constante luta pela vitória. Em Miami conheci uma nova tenista, a suíça de pais hungaros Timea Bacsinszky, que adora socar a bola e, aos 26 anos se aproxima da idade da leoa entrando entre as Top10.
Valem a menção duas outras que não chegaram lá desta vez, mas são tenistas que continuarão deixando suas marcas: Simona Halep, tremenda lutadora, focada, rapidíssima e com ótima esquerda, que aos 24 anos ainda tem muita lenha para queimar. E Angelike Kerber, que na passagem dos 27 para os 28 conseguiu levar sua carreira para outro patamar ao vencer o Aberto da Austrália e virar #3 do mundo.

 

O tênis feminino atravessa sua fase mais prolífica, com ótimas tenistas surgindo e se consolidando, através de um tênis incisivo, extremamente profissional, baseado em uma preparação física e técnica tanta qualidade quanto a dos homens e que levaram o espetáculo do tênis feminino, guardado as devidas proporções circunstancias, a uma profundidade depredicados tão amplo quanto o tênis profissional masculino.

 

A maneira como as mulheres-tenistas, e aí falo de um universo mais amplo do que no passado mesmo recente, se apresentam, se dedicam e competem sustentam seus pleitos e reivindicações por igualdades de direitos e prêmios. Só fica mesmo faltando a questão dos Grand Slams, onde os homens têm que jogar cinco sets e as mulheres jogam três, talvez o principal, e ultimo, argumento dos tenistas-homens.

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