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quarta-feira, 30 de março de 2016 Sem categoria | 12:43

Uma a mais

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Gilles Simon é um tenista que recebe menos crédito do que merece. Bateu Marin Cilic em uma batalha de golpes e vontade. Extremamente leve, rápido, regular, tranquilo sob pressão ele sempre faz o adversário bater uma bola a mais, até que essa uma seja fora ou na rede. Ele precisa estar em situação desesperadora para ir para um ataque total. Com a cara do Stan Laurel, come pelas beiradas. Está nas quartas contra David Goffin, outro tenista sólido que melhorou muito nos meses recentes.

 
Murray é o #2 do mundo, mas é um cara desesperador. Entre os que se desesperam com ele estão os oponentes, que são também obrigados a bater uma bola a mais, os fãs, que tem uma certa dificuldade para torcer para um tenista talentoso, mas com características emocionais controversas e os coitados que trabalham com ele, especialmente os técnicos, que tem que aguentar uma pessoa na borderline.

 
Não me perguntem detalhes, mas na partida contra Dimitrov sua mulher e sua técnica?, Amelie Mauresmo saíram do box e não voltaram mais. Talvez tenham achado mais proveitoso ir tomar conta de seus respectivos pimpolhos. O coitado que ficou por lá, no lugar de Jonas Bjorkman que já foi dispensado, ficou o 3o set inteiro ouvindo MalaMurray dar-lhe duras e ataques histéricos como se fosse culpa dele, aprendiz de técnico, que o escocês estivesse atirando o jogo no lixo. Enfim, não é a primeira vez nem será a última.

 
Muito mais espirituosa é a mãe dele, Judie, que postou no twitter: “Meu filho #1 é #2 e meu filho #2 é #1.

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