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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:09

Gentil

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Um amigo meu, ligado ao tênis, não ficou nem um pouco contente com a participação de Nicolas Almagro na derrota para Thiago Monteiro. Afirmava que, na melhor das hipóteses, e não foi exatamente isso que ele disse, faltou empenho em vencer. Thiago continua não tendo nada a ver com a história alheia e assim faturou mais uma vitória que enriquece barbaridades seu currículo. Sorte e competência se somam para o sucesso.

 
No Rio ele já havia se beneficiado da “participação” de Jo Tsonga. Quanto a esse jogo, o diretor do torneio em Sao Paulo afirmou que Tsonga “estava um desastre e parecia um elefante caminhando em quadra”. Para quem conhece o Roberto Macher, um cara extremamente culto, articulado e que sabe o que fala a definição não surpreende – assim como para quem assistiu. Talvez tenha algo a dizer sobre o Almagro. Talvez não.

 
Ontem cheguei ao Pinheiros na hora do almoço para bater a minha bolinha. Mal adentrei encontrei uma das colegas de quadra de minha mulher. A moça estava excitadíssima. Me contou, aos trancos e barrancos, que estava em uma aula em grupo, com mais duas amigas, quando chegou Almagro, dispensou o professor e passou a jogar 5 games com as moças! Ela estava delirante com a simpatia do espanhol.

 
Também achei extremamente simpático do rapaz. Afinal tenistas profissionais só fazem esse tipo de ação mediante um bom dindin e de mau humor – o que não foi o caso. Roberto Marcher fala com todas as letras que o torneio não pagou “garantias” a ninguém. Ao que tudo indica foi totalmente espontâneo e aconteceu em uma das quadras secundárias do clube.

 
O que não estou muito certo é se eu, como técnico, permitiria tal gentileza por parte de meu tenista, horas antes de entrar em quadra pela 1a rodada, contra um adversário que já “aprontara” na semana anterior.

 

 

Finalizando sobre Almagro, com uma olhadinha mais nítida sobre a chave de duplas descobrimos que ele recebeu um convite da organização para as duplas. Ele escolheu como parceiro Eduardo Assumpção, que tem como ranking de duplas #1035 e de simples #1618 e cujo pai é dono da EGA Academia de Tênis, além de ser um certo filantropo do tênis, que gosta de investir, à sua maneira, na formação de tenistas. O Almagro realmente está inspirado nas gentilezas esta semana.

 

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Almagro e as alegres meninas pinheirenses.

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