Publicidade

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 Aberto da Austrália, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:24

O coração do fã.

Compartilhe: Twitter

Imagino como ficam cabeças e corações dos organizadores de um torneio como o Rio Open no sábado, dia em que se joga as semifinais de simples e duplas.

 

Eles foram dormir na sexta-feira com Nadal vivo na chave, assim como Dominic Thiem, o tenista mais quente no evento, após vencer Buenos Aires e dar uma coça no Ferrer, sendo uma jovem e quase desconhecida promessa, dono de um tênis vistoso e um vigor impar. Se pouco fosse, tinham ainda, na semi de duplas, os dois tenistas brasileiros que mais alegrias tem ofertado aos fãs locais – Bruno Soares e Marcelo Melo.
No final do sábado seus piores pesadelos tinham se tornado realidade – estavam todos fora do torneio. E, lógico, junto com seus sonhos os do público, pois tudo que os organizadores querem é ver os sonhos do público realizados.
A perda de uns são, muitas vezes, o ganho de outros. Assim sendo, Cuevas e Pella devem ser dois tenistas bem contentes com suas participaçoes no Rio Open.
Especialmente o argentino Pella (o outro também o é, apesar de jogar pelo Uruguai), que esteve com um dos pés fora do evento logo na 1a rodada, contra Isner. Só passou porque foi muito forte mentalmente, para derrotar o corta físico americano sacador.
Cuevas, apesar do respeito adquirido, ficou na lista negra dos fãs locais, que queriam mais uma oportunidade de assistir Rafael Nadal. Ficaram na mão, o que causou os mais diversos comentários, por parte de entendidos e praticantes locais do tênis, sobre o tema que Nadal não é mais o mesmo. Bem, não é mesmo. Agora nos resta descobrir o que ainda é. Mas isso é assunto para outra hora.
Se é pra falar de frustrações, tive a oportunidade de acompanhar na Quadra 1, a quadra “gostosa” do evento, pela proximidade que nos coloca dos jogadores, a derrota dos brasileiros Soares/Melo para os espanhóis nas semis das duplas. O público, mais do que frustrado ficou intrigado como o #1 do ranking, em parceria com o campeão do Aberto da Austrália, foram eliminados por dois “desconhecidos”. Pois é, acontece.
Talvez até porque, aos meus olhos, quadras de saibro à altura do mar não exatamente a praia favorita dos mineiros. Eles não tem a munheca para colocar uma pimenta nas bolas como, por exemplo, fizeram os espanhóis, além de seus serviços não serem tão fortes para fazer a bola machucar na altura do mar. Questão de estilo; eles tem mil e uma outras qualidades que funcionam melhores com pisos e circunstâncias mais rápidas. Como quase sempre acontece nas duplas, o jogo foi decidido em detalhes, uma ou duas bolas que se fossem a favor deles a história seria diferente. Mas as duplas são cruéis nesse aspecto – não perdoam.
Nada disso apaga o sucesso do torneio. Cada ano que passa fico mais fã do Rio Open. É um belo evento, bem organizado, que faz um esforço para que seu público seja bem recebido e tenha um espetáculo condizente com suas expectativas – uma responsabilidade nem sempre abraçada em terras brasileiras, não importa o tipo de evento.

Autor: Tags: ,