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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 Juvenis, Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Brasileiro | 12:05

BA foi bom para o Rio Open.

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Assisti parte da final de Buenos Aires. Assim como parte da vitória do Thiem sobre Nadal. Dei uma entrevista ao Gustavo Loio de O Globo sobre o “momento Nadal”. O resumo está lá. Disse um pouco mais. Especialmente sobre como a cabeça ter dado aquela pequena escorregada, algo que notei pela 1a vez no Rio Open do ano passado. Aí emendou as consequentes derrotas, a consequente perda de confiança, e a bola de neve começou a ter momento próprio. Para reverter é uma dureza. Especialmente para um tenista para quem jogar tênis não é sinônimo de habilidade e não é nada fácil.

 
A final, e os resultados, de Buenos Aires foi ótima para o Rio Open e seus fãs. Nadal vem mordido e necessitando de um bom resultado por aqui. E, pra ele, bom resultado é vencer o torneio. Vice serve. O resto nananinão.

 
O Thiem ganhar foi ótimo. Ele não estava na planilha dos favoritos no Rio. Agora está. Como é jovem, duvido que a cabeça aguente outro caminho à final. Mas vai ser interessante de ver. O garoto é muuuito forte, tremendo saque kick e a direita dele é uma “arma de destruição em massa”. Joga contra o Andujar na 1a rodada – lembrem que o espanhol fez a melhor partida já jogada no Rio Open, contra Nadal.

 
Almagro ir à final também é ótimo. O cara é muito talentoso e gostoso de assistir. E volta a ter confiança após quase desistir da carreira, o que deve estar lhe motivando. E a América Latina sempre foi seu celeiro de pontos. Tudo isso é cancelado se ele entrar em um daqueles “momentos almagro”. Será interessante ver se ele “encolherá” ou “crescerá” na possível 2a rodada contra Nadal.

 
Os outros cachorrões, Ferrer e Tsonga, também devem chegar mordidos. Ferrer tem muitos pontos a defender, o que assegura, como se precisasse, seu empenho. Quanto a Tsonga, vamos ver. Pega um convidado – Thiago Monteiro na 1a, e o Cuevas, que é um cascão, na possível 2a.

 
O “ídolo” Fognini gosta do Rio. Precisamos ver ser sua namorada, a atual campeã do US Open, que não joga mais, mas está no Rio, vai deixá-lo focado ou não.

 
Não mencionei os americanos. Isner, tenho minhas dúvidas, à altura do mar. Mas durante o dia seu saque vai andar. Vai precisar brigar muito pra ganhar de gente boa. O mesmo vale para o João Meia, que deve olhar para os torneios por aqui como uma etapa para lhe trazer mais experiência e “casca grossa” necessária para virar cachorrão.

 

 

Tudo promete um bom evento.

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