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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 Brasil Open | 20:25

Brasil Open

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Este ano, mais uma vez, o Brasil Open muda de casa. Ainda bem que o nome é Brasil e não algo como Rio Open, o que deixaria os organizadores bem mais engessados. Eu diria que encontraram uma boa casa desta vez – o Esporte Clube Pinheiros.

 

O clube é o maior e mais importante do país e tem localização privilegiada, em uma das principais avenidas de São Paulo, com um de seus estacionamento, o que será usado pelo público do torneio, para mais de 800 carros, do outro lado da rua do Shopping Iguatemi, o principal da cidade, que também tem um ótimo estacionamento. Essa proximidade possibilita que o público assista os jogos e vá comer em um dos restaurantes do shopping, algo que demora cinco minutos.

 

O Pinheiros têm 24 quadras de tênis, sendo duas cobertas, já hospedou diversas edições da Copa Davis, eu era o capitão da ultima, contra a India, inúmeros Banana Bowl, alguns Challengers e um ATP Tour, nos anos 90, anteriormente. Tradição de torneios é o que não falta, sem mencionar a tradição na formação de tenistas e atletas de diversos outros esportes.

 

O Brasil Open já foi jogado na Costa do Sauípe, que deu o que tinha que dar e foi legal enquanto durou, e no Ginásio do Ibirapuera, que servia na ausência de coisa melhor, um absurdo que os paulistanos devem a todos os incompetentes que já sentaram na cadeira de prefeitos da cidade, mas que pelo menos serviu para trazer o torneio para a cidade.

 

O Pinheiros era um namoro antigo dos organizadores que se tornou ainda mais urgente depois que o estacionamento e área das novas quadras ficou pronta no fim do ano retrasado. O local ficou muito bonito e conveniente.

 

Mesmo com as ótimas instalações do clube, os organizadores terão que investir e realizar várias intervenções. Aliás, ótima palavra, que me lembra da música do Nick Cave, Into my Arms, uma coisa maravilhosa de simples que começa com “I don´t believe in an interventionist God” só para dizer que, se sim, que seja para trazer sua amada para seus braços.

 

Eles irão transformar quatro quadras adjacentes em uma quadra principal e usarão outras duas para jogos secundários. Para tal, terão que mexer em várias quadras do clube, além de modificar e criar espaços que atendam as exigências de um ATP Tour. Posso garantir que o torneio terá mais ambiente e charme do que no Ibirapuera.

 

Os tenistas associados terão que sofrer com a restrição das quadras, pois o uso das destas não se restringe aos dias do evento, sendo necessário mais de um mês só para a montagem, depois os jogos e depois a desmontagem. Mas, imagino, os associados serão plenamente recompensados assistindo de perto as feras que estarão presentes. Não existe jantar gratuito.

 

Hoje os organizadores divulgaram a lista dos tenistas que estarão presentes. Ela é composta na sua maioria por latinosamericano e espanhóis, com uma pitada de italianos, of course. Não têm as estrelas do Rio Open, que acontece na semana anterior, como Nadal, Ferrer, Tsonga e Isner, mas têm, para a alegria de muitos, o bagaceiro Fabio Fognini. Veja a lista completa abaixo. O torneio acontece de 22 a 28 de Fevereiro:

 

 

Fabio Fognini (ITA) – 21o.
Thomaz Bellucci (BRA) – 37o.
Pablo Cuevas (URU) – 41o.
Federico Delbonis (ARG) – 52o.
Albert Ramos-Vinolas (ESP) – 55o.
Pablo Andujar (ESP) – 59o.
Pablo Carreno Busta (ESP) – 67o.
Paolo Lorenzi (ITA) – 69o.
Santiago Giraldo (COL) – 70o.
Inigo Cervantes (ESP) – 72o.
Nicolas Almagro (ESP) – 74o.
Guido Pella (ARG) – 76o.
Daniel Munoz de la Nava (ESP) – 77o.
Dusan Lajovic (SRB) – 79o.
Marcel Granollers (ESP) – 84o.
Diego Schwartzman (ARG) – 89o.
Marco Cecchinato (ITA) – 91o.
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 96o.
Daniel Taro (JPN) – 97o.

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