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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016 História, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:46

2016 começou

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O ano começou. Abri meu ipad – não se abre mais o jornal – e descobri que o David Bowie morreu. Eu não era um fã dele, mas reconheço que foi um cara que ajudou a revolucionar a musica pop com sua inquietude, talento e arrojo em diversas áreas como música, filmes, moda e cultura pop. E fez muita musica boa que ainda toca por aí – nao dá mais para dizer que toca no rádio – e que me ajuda a me localizar no meu calendário de vida.

Escrevo que foi um começo do ano também porque aproveitei para me isolar do mundo e viver um pouco um Crusoe sem o estresse de estar perdido, o que foi ótimo para a cabeça e o coração. Escrevo que foi um começo de ano, a não ser que você considere as palhaçadas que o nosso governo insiste em fazer nao importa o dia ou época do ano e começou desde logo em 2016, e se tenista, considera que Chenai e Doha, ou mais grave, a Hopman Cup, foram para valer.

Na verdade, concedo, para alguns valeu mesmo. Wawrinka desce no aeroporto da cidade hindu e diz para o motorista; “me leve para casa”, que é como se sente no torneio que já ganhou quatro vezes, três seguidas. Ao fundo ouço o som de milhares de rupias se transformando em francos suíços. A vida é linda para quem recebe, e sabe usar dos benefício, do dinheiro de garantias. “O meu adversário me ataca, mas eu abro braço, lembro das centenas de dólares que já coloquei no bolso só pra vir aqui, e enfio a mão na bola sem nenhum receio.” Pressão é para os fracos, ou os que não recebem garantias.  Ou pode se acreditar que, uma vez na quadra, nada disso importa e o cara só pensa na competição. É, o mundo é cheio de ambiguidades e 2016 não será diferente.

Em Doha, Nadal, que diz que 2016 será diferente, achou tudo muito bom até a final, quando teve arremessado à sua cara o fato que 2016 será mais um inferno djokoviano. Teve a singularidade de afirmar que nunca viu alguém jogar no padrão do servio – com quem até pouco tempo tinha uma equilibrada rivalidade. Roger deve ter se mordido de inveja.

Quanto a Hopman´s Cup entendo a homenagem australiana ao primeiro dos “coaches”. Só fico na dúvida se ele, um grande competidor, escolheria a homenagem de ter seu nome associado a um torneio onde o fator competitividade é coadjuvante ao fator “vamos dar uma treinadinha de início de temporada e ganhar um montão de dólares na maciota”. Pelo que conheci do “Coach” isso é – como diria o Caetano, que pode ser um chato no resto mas sabe escrever uma música – é o avesso, do avesso, do avesso da cartilha hopmaniana. Sim, de um jeito ou de outro 2016 começou.

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