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domingo, 13 de dezembro de 2015 Aberto da Austrália, Copa Davis, História, Olimpíadas, Porque o Tênis., Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open, Wimbledon | 22:03

O Tênis brasileiro no Jornal Nacional

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Semana agitada no tênis brasileiro, especialmente fora dos torneios. Em uma semana o Jornal Nacional apresentou duas matérias sobre o tênis no Brasil, ambas bem positivas e sem ter Gustavo Kuerten como tema.

A primeira falou sobre o sucesso de Marcelo Melo, que fechou a temporada como o primeiro da ranking mundial, um feito extremamente positivo para nosso tênis. Marcelo soube aproveitar o declínio natural dos irmaos Brian, que dominaram o circuito nos últimos anos, mas nao venceram nenhum GS na temporada, para se instalar no topo do ranking. Para isso, teve que se preparar ainda melhor do que nas outras temporadas, negociar bem com seu parceiro titular, que teve um ano bem ruim nas simples, o que deve ter lhe causado algum estresse, manter a qualidade quando longe do mesmo e aproveitar as oportunidades que soube criar. Sim, porque uma coisa é criar as oportunidades, outra é ter a confiança e o gabarito de cacifa-las na hora da onça beber água que é quando os games, os sets, as partidas, os títulos e uma temporada sao definidas. Ter esse sucesso reconhecido em rede nacional para todos o Brasil ver deve ter sido bem gratificante para o Girafa.

A segunda, isso sem minha memória nao está a falhar, foi sobre a inauguração do Centro Olímpico de Tênis no Rio de Janeiro, novamente por uma luz positiva. Especialmente quando colocaram lá o caco de que a CBT herdará o complexo, após as Olimpíadas, uma das principais reivindicações da entidade e que faz todo o sentido. Aliás, deveriam, nao só colocar nas maos da entidade, que é quem tem o know-how para tal, como também desponibilizar uma verba para fazer o Centro – que deve, entre outras coisas abrigar o principal centro de treinamento do país – funcionar em seu dia a dia. Com um complexo igual ao de poucos eventos no planeta, a CBT terá a tarefa de nao só formar tenistas, como encontrar o melhor uso para tal local de outras formas, inclusive abrigar torneios, a Fed Cup e Copa Davis. O que me deixou um tanto encanado foi ter lido hoje que a CBT está negociando para se desfazer de seu torneio da WTA – nao sei a razao para tal passo.

O curioso na entrevista do JN, veio por conta da nossa tenista #1, Teliana Pereira, lamentar que o piso duro, o do Centro Olímpico, nao é o que mais lhe convém – ela quase que só joga no saibro. Até aí ela defendia o seu estilo e suas limitações. O que me trouxe um sorriso ao rosto foi a sua afirmação que o piso duro seria positivo aos duplistas Melo e Soares, que nao escolhem piso e, quase caí para trás, à Thomas Bellucci. Que torneios do Belo a nossa melhor tenista tem acompanhado?

Nao pode deixar de ser mencionado, e aplaudido, a decisão de escolherem o nome de Maria Esther Bueno para a Quadra Central do complexo. Afinal a tenista tem vários títulos de Grand Slam a mais do que Gustavo Kuerten ou qualquer outro brasileiro. Mas a minha cabecinha ficou pensando: porque nao fizeram como os americanos, que deram o nome de Billie Jean King ao complexo onde é jogado o Aberto dos EUA e à Quadra Central o de Arthur Ashe? Por aqui poderiam entao dar à Central o nome de Gustavo Kuerten, também um grande ídolo nacional. Ou será que pensam em fazer o inverso dos americanos em algum momento futuro? Vale lembrar que na Austrália nao deram o nome de um tenista ao complexo, e sim às duas quadras principais – Rod Laver e Margareth Court – em Roland Garros deram o nome de um aviador ao complexo e o de um cartola à Quadra Central e em Wimbledon eles nem pensam em uma ou outra idéia – e sendo como sao, dariam a Fred Perry antes de dar a Murray.

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