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segunda-feira, 25 de maio de 2015 Roland Garros | 20:30

Nem com açúcar.

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Já faz tempo que Maria Sharapova e o publico de Roland Garros nao se bicam. É bem possível que os franceses tenham visto através da máscara da moça desde o início e nao compram, nem com uma colher de açúcar, a marketagem da russa. Anos atrás a situação esteve mais negra, quando ela foi vaiada severamente na quadra central, agarrou a raquete pelo meio e mandou um certo gesto fálico para as arquibancadas e quem estava perto da quadra pode ouvir a moça respondendo com alguns impropérios de fazer corar qualquer mocinha de sainha mais longa.

Mesmo sendo seu Grand Slam menos favorito, do que ela nao fazia nenhum segredo, até porque, supostamente, nao encaixava com seu estilo de “balde na cabeça”, Maria venceu em Paris em 2012, na maior surpresa de sua vida, sendo a primeira conquista após sua mais severa contusão. Depois disso começou um caso de amor, pelo menos da parte dela, já que agora é onde se dá melhor. Quanto aos franceses, respeitam uma campea, mas nao morrem de amores pela moça. O affair nao deve melhorar após o jogo de estréia de 2015.

Sharapova entrou em quadra cuidando de uma gripe e, sendo a competidora que é, tratou de ganhar rapidinho e ficar pouco tempo em quadra. Mas o fato é que a tradição por aqui, e já bem antiga, é do vencedor do jogo na Quadra Central dar uma breve entrevista ainda dentro da quadra. Maria sempre adorou esse marketing, assim como aquela pirueta no fim da partida. Por isso o ex-tenista Cedric Pioline, que entrou em quadra empunhando seu microfone, nao entendeu nada quando chegou na russa e levou a maior “tábua” de sua carreira de entrevistador. A russa lhe disse, na cara dura, que nao conversaria com ele. Recolheu suas coisas e se mandou rapidinho para o vestiário. Saiu debaixo de vaias, pelo menos por parte do publico que percebeu o que aconteceu. Bem na cara de pau ainda mandou um ciozinhos, mas levou ainda mais vaias. Quanto a Pioline saiu com um sorriso amarelo e totalmente constrangido.

Na entrevista após o jogo cortou a conversa sobre o assunto, dizendo que “entendo, mas que tenho que fazer o que tenho que fazer”. Nao deu pra entender, já que o que tinha que fazer era a entrevista e nao a fez. Talvez achou que se falasse dois minutos iria piorar a gripe. Talvez pudesse exatamente falar sobre a gripe e se desculpar rapidinho – tipo 15 segundos. Talvez esteja “chateada” porque pediu pra jogar na 3a feira e nao conseguiu. Talvez seja só mal educada. Sei lá.

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