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Arquivo de março, 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015 História, Masters 1000, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Tênis Masculino | 13:27

Semi deuses

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Nao vou dizer que Roger Federer é burro porque eu nao sou louco nem é verdade. Mas posso, sem muito risco, dizer que ele sub utiliza o importante quesito tática em uma quadra de tênis. O suíço é totalmente intuitivo, o que é compreensível, esperado e frequente em um tenista, e soberbo, o que, em certas circunstâncias pode até ser uma qualidade para um tenista e, em outras, uma massacrante falha.

Esse casamento faz com que ele feche a porta para explorar um melhor aproveitamento das magníficas armas técnicas que possui, um dom dos deuses que ele soube, através dos tempos de sua carreira, aprimorar. Sim ele progrediu muito, porque ali o campo era fértil como nunca dantes visto em uma quadra de tênis. Mas ele escolheu onde queria progredir e onde nao queria nem saber. Infelizmente, com essa segunda opçao deixou de fora opçoes que poderiam ter feito dele um tenista ainda mais magistral do que é, e o é muito pelo que Deus lhe deu.

Temos no circuito tudo quanto é tipo de tenista. Uma gama tao ampla como as impressoes digitais. Nao temos dois iguais. O leitor já parou para pensar o que nao temos dois que batem os golpes, inclusive o saque, da exata mesma maneira? Quantos “estilos” voces já identificaram na maneira de chutar uma bola, arremessar uma bola de basquete ou cortar uma bola de volei?

E nao só temos as diferenças das técnicas e plasticidade dos golpes, como temos as diferenças de físico e seu preparo, disciplina, tática, mental e emocional, e aí entramos em um cenário extenso como o universo, que é extenso pra chuchu, e por aí vamos.

Tem jogador por aí que é tao carente em talento quanto um zagueirao à Felipao, mas que compensa com seu emocional. Outros compensam ligando o computador para pensar cada vez que entram em quadra (e nao sao tantos) ou mesmo os que entendem a importância da paixao pela disputa, a entrega pela vitória (alouuu Nadal) para poderem tirar leite de pedra.

Federer leva seus oponentes às portas da insânia com a facilidade, e quase displicência, com que faz o que os outros só conseguem nos seus melhores sonhos. Ele nos ilumina a todos ao nos deixar crer que tudo é possível dentro de uma quadra, com uma raquete na mao e uma bolinha vindo em nossa direçao. É uma decepçao, mas, como tantas, tao agradável e necessária para enfrentarmos a massacrante e cruel realidade. E de tanto acreditar nessa fantasia-realidade, Fededer deixou de investiu em ferramentas que pudessem trazer esse mundo paralelo mais próximo da suja realidade e assim se tornar no tenista completo. Se satisfez em se tornar um semi-deus, quando teve, e nao me lembro que tenha visto antes, a oportunidade de ser um deus.

Se Djokvic tem planos de se tornar também um semi-deus nao será da mesma turma de Federer. Mas o cara está próximo do objetivo na área da excelência física e da técnica adquirida, assim como Nadal já é o semi-deus do mental-emocional.

Novak é um tenista a ser colocado em um pedestal por técnicos e juvenis que tem aspiraçoes em se tornar um grande jogador. Os deuses foram um tanto pao duros com eles nos talentos, mas extremamente generosos na disciplina e na entrega. O rapaz é uma inspiração e vem crescendo a cada temporada. É o atual melhor jogador do mundo – por uma boa raquete. Ele está extremamente sólido em seus golpes – talvez nao tanto no serviço! – e muuuito forte mentalmente. Sabem lá o que é, a cada vez que entra em quadra para enfrentar essa mala suíça, o estádio inteiro torcer pelo adversário? Por que nao se dá o crédito devido a esse fenômeno que atualmente é o #1 do planeta?!

Federer tem o arsenal para perturbar essa fortaleza técnica/emocional, mas nao usa. Ou melhor – usa, mas assim que adquire alguma vantagem, cessa de usar porque deve achar que é feio. Sei, o rapaz deve odiar o Dunga (bem, aí é sacanagem a comparaçao) e amar o Tele Santana, mesmo o da Copa82; jogando bonito, mas perdendo.

Atualmente Federer nao pode nem pensar em um jogo franco com Djoko. Sao velocidades diferentes e golpes discrepantes quando batidos na corrida e a conta nao fecha pra ele. Variaçoes de ritmo – bolas menos pesadas, ou mais altas, sem intençao de “atravessar” o Djoko, e slices, um ou dois, seguidos de ataques de direita, já que ElDjoko precisa da força alheia para fazer sua bola andar – quando vem sem peso ele totalmente tira a mao, “oferecendo” a bola ao adversário – seriam, e foram, sua melhor opçao. Mas, pelas barbas do profeta, cada vez que o Boniton abria uma vantagem nos games voltava para o “showtime” e possibilitava o Djoko escapar da armadilha. Essa insistência, por fim lhe fechou a porta à mais um título que seu talento, enganosamente, já toma como certo.

Como dizem os que nao querem esperar pelo próximo mundo, aqui se faz e aqui se paga. Sem esquecer Oscar Wilde: nao há pecado, exceto a burrice.

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quarta-feira, 18 de março de 2015 Rafael Nadal, Roger Federer | 14:54

Paixao pela vitória

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O horário, após o jantar, é conveniente para se relaxar frente à TV, escoltado pela parceira de vida, para acompanhar os jogos de tênis, uma das paixoes divididas. Por conta disso, tenho acompanhado Indian Wells com certa frequencia e vibrado com a qualidade das partidas. Nao só a qualidade técnica, que algo que quase que tomo como fato consumado no tênis atual, mas o equilíbrio e, consequentemente, a diferença que a combatividade projeta no resultado.

Para mim, o fascínio do tênis competitivo reside, acima de tudo, na administração do tenista dos aspectos emocionais e mentais que a competiçao apresenta. É lógico que é uma maravilha curtir a técnica domada, a limpeza do golpe bem executado, o atleticismo e o talento natural, assim como o adquirido, algo claro para os olhos treinados, a velocidade das pernas e os jogos de pés, o instinto para o desenho da jogada, assim como o plano pensado. Tudo isso sao facetas interessantes do jogo, mas ainda, pelo menos pra mim, submissas ao “jogar”, aquela qualidade para alguns subjetiva, pelo menos aos olhos dos desavisados e sofasistas, que faz do tenista que a possui um verdadeiro jogador de tênis e nao um mero executador de golpes que fez do tênis uma carreira, mesmo que praticada com empenho e disciplina, mas sem a entrega suprema, regida pela paixao pela vitória e o horror pela derrota.

Dessa maneira, curti a vitória do operário Ferrer, um dos ícones do estilo “jogador”, qualidade sem a qual seria um tenista mediano, sobre o parceiro Dodig. Mas, mesmo essa qualidade nao foi o bastante para derrotar ManoTomic, que começa, finalmente, a entender o que é o Tenis, afinando seu enorme talento (que bela esquerda, tanto a reta como o slice), com o fator “jogo”, algo que salta aos olhos quando se considera, por exemplo, o coitado do Gulbis.

Nishikori é outro tenista que encaixa no quesito. Com golpes redondos e bem trabalhados, mas com pouca estatura, está entre os melhores do mundo porque sabe arrancar a vitória do adversário. O Robredo é outro para quem tiro o chapéu cada vez que o assisto. Com golpes nao mais do que padrao, sabe incomodar e vencer – um belissimo jogador. Será interessante ele enfrentar o “freak” Topetinho Raonic – alias o cara melhorou muito no fundo da quadra, era quase cego – dono do saque mais perigoso do circuito, um golpe que ele aprimora o tempo todo e o executa com maestria. Aiii se eu tivesse 2m de altura.

Nao vou nem falar do Nadal, o ícone máximo no assunto. Mas temos muitos excelentes jogos pelas oitavas de Indian Wells para acompanhar esta noite. E, lógico, vou até curtir o Federer, antes que se aposente, que voltou a ficar “esperto” em ganhar jogos sem se complicar, por conta da necessidade imperativa da idade e numero de jogos para vencer um evento, algo que ele tem feito raramente. Mesmo que para assistir o “mascara” Jack “Meias”, um tenista que se jogasse metade do que ele acha que joga varreria o Federer da quadra. Mas a realidade é cruel.

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terça-feira, 10 de março de 2015 Brasil Open, Copa Davis, Rafael Nadal, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:42

Fico com isto

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Esse negócio de procurar culpados quando de derrotas é papo furado. Até porque cada um procura o que pode e conhece e a maioria nao sabe o que procurar e nem conhece o bastante para enxergar quando aparece. Quando tomamos sete dos alemaes teve gente que ficou azucrinando por conta do Fred enquanto os maior culpado daquela xaropada, o mega marketeiro David Luiz, ainda anda por aí achando que é o melhor do mundo e as pessoas comprando esse gato por lebre.

Sendo assim, nao vou apontar dedos até porque certas horas a coisa toda fica óbvia.

Joao Feijao é a melhor coisa que aconteceu para nosso tênis desde que Thomaz Bellucci entrou entre os trinta do mundo e nos convenceu que tudo iria ficar azul. Sei, nao ficou. Sim, eu sei dos nossos duplistas, mas aí é outra história.

Nao sei até onde Feijao vai com sua nova fase. O que imagino é que ele, após Sao Paulo e Buenos Aires, encontrou uma maneira de jogar que dá certo para ele, e nos encanta, e vai agarrar isso como se fosse a ultima tábua da salvaçao. O cara descobriu, finalmente, que o Jogo de Tênis nao é uma competiçao de quem bate mais forte na bola. Bater forte e colocado sao dois predicados, mas o maior, de longe, é saber como ganhar uma partida, que é o que conta no final. Saber arrancar a vitória do adversário, que está ali para fazer a mesma coisa, é a diferença. Se, em tempos de Rafael Nadal, o maior gênio da história do tênis nesse quesito, o pessoal ainda nao aprendeu é melhor desistir.

Feijao nos convence até quando perde – eu senti, entre outras coisas, orgulho torcendo pra ele. Bellucci nao nos convence nem quando ganha. A nao ser em uma mega vitória como contra a Espanha, quando pensei que ele tivesse, finalmente, aprendido o valor de mais uma bola na quadra. Isso, sem contar com a dosagem correta da vibraçao em quadra e, mais importante, da sensibilidade para avaliar corretamente o momento do jogo, no set, no game, no ponto! O rapaz tem zero dessa vital sensibilidade. Ele joga um 15×15 como um 30×40. O primeiro e o último game, a bola fácil e a difícil, a cruzada e a paralela tudo igual.

Estou tentando apagar sua derrota para o Delbonis de minha mente, e por isso nao senti nem vontade de escrever. Mas teve um momento da partida, no início do 3o set, que exemplifica claramente isso. O Delbonis voltou na 2a feira totalmente borrado – alias o time brasileiro tinha que ter feito o diabo para aquele jogo nao começar no domingo, mas isso é outra história.

O Delbonis perde o 2o set, errando barbaridades e rezando para cada ponto acabar logo, e vai sacar no 1o game e fica 15×40! A compreensao do momento é tudo neste raciocínio. Se o Bellucci joga a bola para o outro lado com a mao o Delbonis enfiava no meio da rede tal o travamento de seu cérebro e braço. E o que o Belo faz? Aquilo que gosta de fazer; mete uma mega porrada de forehand down the line e a bola sai um tiquinho – e na Davis tiquinho também é fora.

Faltou o entendimento básico que o protagonista do momento era o argentino borrado pela pressao e nao ele. Pior, bem pior. O que era 15×40 em instantes virou game do argentino, que saiu vibrando como uma criança que o pai tirara do castigo. E nao ficou por aí. De doze pontos jogados após aquele direita, Bellucci perdeu 11! Três zero Delbonis! E o que era o seu momento foi pro ralo. Ali, naquele 1o game, era a vitória brasileira. Ali sacramentou-se a vitória argentina.

Nao posso e nao quero acabar o Post nessa nota. Tanta coisa certa foi feita em BA no fim de semana. A dupla brasileira, mais uma vez, mostrou seriedade, qualidade e confiabilidade. Nao vou nem me alongar em Joao Feijao Sousa, que foi o que mais ganhou com o evento; graças ao seu próprio mérito. Sacar atrás durante todo o quinto set, após mais de 6hrs de jogo, manter a placidez mental que sempre transpareceu e defender 10 match points é tarefa de Macho. A postura do capitao Joao Zwetsch durante essa batalha foi ótima. “Jogou” com seu pupilo, incentivou, conversou – deu pra ver que os jogadores confiam nele só pelo olhar. A equipe de apoio esteve presente, “consertando” o Feijao e tenho a certeza, vendo o resultado em quadra, que muitas outras coisas certa foram feitas pelo nosso time no fim de semana. Eu fico com isso.

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sábado, 7 de março de 2015 Brasil Open, Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:14

A um passo

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Poucas coisas deixam um atleta, ou qualquer um, tao motivado quanto ficar “mordido”. Joao Feijao ficar fora do time brasileiro na ultima ediçao da Davis foi um tapa nas suas fuças, algo que qualquer um com vergonha na cara nao aceita de bom grado. Se o capitao do time brasileiro tinha, ou nao, suas razoes sao outros quinhentos. O fato é que desde entao Joao Feijao mudou sua atitude, seu perfil, sua carreira. E para sorte de todos, especialmente dele, para melhor.

Hoje  Joao Feijao é o tenista #1 do Brasil por méritos. E, melhor, soube assumir seu novo status e responsabilidades ao entrar em quadra para abrir o confronto contra los hermanos. Se nao jogou bem do começo ao fim, soube, e isso é o mais importante, jogar bem na hora da onça beber água. Porque esse negócio de “jogar como nunca e perder como sempre” nao ajuda o time e mina a confiança coletiva. Por isso ficam os parabéns ao Feijao pela postura e o resultado. Jogou como gente grande e do jeito que eu sempre gostei quando era o técnico do time da Davis. E adorei sua declaração de que entrou em quadra para focar no positivo e nao deixar o negativo entrar. Com certeza lhe assopraram isso – e muito bem assoprado. Mas falar é fácil, eu que o diga, o difícil e executar.

Seu jogo nao está ainda todo formatado, e por mais tempo do que deveria jogou com a estratégia equivocada, o que quase lhe custou a partida. Mas soube encontrar dentro de si aquela chama que queima o coraçao do campeao, jogar a parte final da partida como macho e brindar o time com a importante vitória inicial.

Nem a tremenda apresentaçao do rapaz, e sua nova funçao de #1 do time conseguiram motivar Thomaz Bellucci. Pensei, por instantes, que, ao lhe tirarem esse peso dos ombros, Thomaz poderia nos brindar com seu melhor, como fez contra os espanhóis. Mas, creio, que ali uma parte do crédito vai para a maravilhosa torcida que lotou o Ibirapuera. Ontem ele nao mostrou a garra esperada, e necessária, para se vencer uma partida na Copa Davis. Tem jogos que você ganha porque joga mais do que o oponente – muitos porque você tem mais coraçao do que ele. Alooouuu Nadal!

A dinâmica do confronto foi apresentada logo no primeiro set, quando Thomaz, graças ao poderio de seu golpes e a insegurança inicial de Mayer, quebrou e sacou no 4×3 – um game determinante. Uma vantagem dessas nao se vende barato. Ele a jogou pela janela. Se leva aquele set pressionaria o argentino que estava contra a parede. Seu companheiro havia perdido, a dupla argentina nunca veria o sorriso da vitória – estava tudo em suas maos. E Bellucci jogou o game mais casual do baralho. Dali pra frente o argentino mandou no jogo e Thomaz só mostrou serviço, e vontade, de vencer no 3o set quando já estava com os pés no brejo. Mas logo voltou ao marasmo. E eu imaginei que após o o confronto em Sao Paulo ele teria entendido o valor da luta e da determinaçao em uma vitória.

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Eu sei lá a razao de os mineiros nao jogarem mais duplas no circuito. Afinal ele sao a nossa melhor, se nao única, chance de uma medalha nas Olimpíadas 2016. Os caras falam grosso nas duplas e se completam legal. Nos últimos tempos Marcelo melhorou seu jogo – técnica e mental, assim como tempos atrás Bruno já havia feito. De lá para cá só jogaram juntos na Davis – onde sempre jogaram muito. Na minha opiniao, que é de quem está dando palpite, os dois estariam mais bem servidos um com o outro do que com seus atuais parceiros. Peya é bom, mas nao tao bom, e dificilmente vai segurar a peteca quando Bruno jogar mal, o que acontece com qualquer um. Dodig é bom, mas é um jogador de simples e nem sempre está tao a fins de jogar as duplas, o que, as vezes, deve ser difícil para a cabeça do Marcelo, que deve ficar no maior conflito quando assiste o companheiro jogar simples.

Marcelo tem a envergadura que cobre a quadra e intimida os adversários. Bruno tem habilidades que geralmente duplistas carecem. Ambos melhoraram suas devoluçoes – determinantes nas duplas. Bruno melhorou muito seu serviço, o que fez enorme diferença no seu jogo, e sua técnica nos voleios está cada vez mais sólida ( a ponto de se se tornar, às vezes, um tanto relaxado).

Marcelo, pela altura, tem espaço para melhorar seu saque. Mas aprimorou seu posicionamento, o que faz muita diferença nas duplas, e usa e abusa do tamanho, assim como as devoluçoes, voleios e constância. Em Sao Paulo, Melo foi melhor em quadra, no geral. Em BA repetiu a dose, nos detalhes. Bruno vacilou um pouco em certos momentos, algo que as duplas, pela sua dinâmica, nao costumam perdoar. Mas, mostrando seu perfil e personalidade, além de ter jogado bem no geral, nas horas da onça mostrou seu talento, sua vontade de vencer e categoria. É uma questao de momento. Assim como Marcelo está surfando na confiança dos bons resultados recentes, Bruno parece estar incomodado pela minguada dos títulos de sua parceria e, óbvioa a consequente afetada confiança. No padrao que está, entre os melhores do mundo, atitude e confiança sao determinantes e fazem “A Diferença”. Mas é um prazer assistir a coreografia e qualidade do tênis que apresentam. E a alta chance de ganhar o ouro em casa é uma oportunidade única em uma carreira e vida, algo que nao deve ser substimado. Mas, talvez, o nao jogarem junto no circuito, e assim mesmo jogarem bem quando se encontram, seja uma estratégia para chegar “frescos” às Olimpíadas.

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Estamos a um passo – uma vitória – de bater os hermanos na casa deles. Se eles apresentaram um time bem abaixo da qualidade do que esperamos do tênis argentino é um problema deles.

Amanha, o quarto jogo será entre os cachorroes. Normalmente o favorito seria Mayer, #29 do mundo e jogando em casa, o que, pra ele, pode ser uma faca de dois legumes (ele recém declarou que, apesar de ser o #1 da equipe nao é o líder do time, o que deixa para o capitao – sei, conheço o perfil). E vale lembrar que no ultimo e recém confronto, no Brasil Open, The Bean Man ganhou, em partida inesquecível. A coisa está de bom tamanho pra nós.

Bellucci terá, se necessário for, a oportunidade de se redemir, como tantas já teve, e muitas mais do que a maioria das pessoas têm. Mas quem pensa que ele terá o esforçado e limitado Berlocq pode ter uma surpresa. Tenho a suspeita de que Orsanic, o capitao argentino, colocará em quadra o Delbonis, que é mais tenista do que o Berlocq. Este tem mais experiencia e é um tremendo guerreiro, o que deve ter feito a diferença na decisao de começar com ele. O Delbonis é mais verde e tem um saque – nunca vi alguém jogar a bola tao alta quanto ele pra sacar – que mia nas horas importantes. Mas é guerreiro, tem bons golpes – um forehand que anda bastante e um back que é uma certa loteria e que ele adora arriscar (pensando bem, tirando o saque, seu jogo lembra o do Bellucci) e, importante, terá na cadeira o ex-técnico de Bellucci.

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