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sábado, 21 de fevereiro de 2015 Rafael Nadal, Rio Open, Tênis Masculino | 12:20

Satisfeito

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Quem queria ver Rafael Nadal, assistiu Fognini bater o argentino Delbonis, naquele que foi a melhor partida do torneio e me lembrou do épico do ano passado, entre Nadal e Andujar. Por conta desse, e outros jogos que alongaram, a programaçao se atrasou e Rafa entrou em quadra mais de 1h da manha (saiu era 3.25h!).

Mas o publico nao pode falar um ai do atraso, por conta do espetáculo oferecido pelos dois tenistas que antecederam a estrela máxima. Se as arquibancadas estavam frustradas, ficaram também totalmente envolvidas pela qualidade e dramaticidade do confronto, que foi decidido na bacia das almas, no TB do 3o set, com 3.12h de jogo e só definido no nono match point. À parte do drama, os dois jogaram muito tenis, apresentado em dois estilos contrastantes; Delboni é um canhoto agressivo, que joga em cima da linha de fundo, bate reto no backhand e com pesado top no forehand para angular e reto para definir. Como é bem alto, bate de cima para baixo e seu back cruzado e curto, que ele tem muita confiança, é uma das melhores bolas do circuito. Ele sofre na rede e no saque, um dos mais estranho e que, na hora da onça beber água o abandonou, por conta de uma deficiencia técnica que ele consegue camuflar quando o momento nao é crucial.

Já Fognini é um contra atacador, cedendo a quadra e se posicionando de 3 a 4 metros para contra atacar, pelo menos no jogo de ontem. E que talento. Faz tudo bem parecendo ser fácil. Só o saque, talvez por conta do tamanho, nao está no mesmo padrao, especialmente quando saca no lado da vantagem. O resto ele tem para dar e vender. O publico acaba torcendo pra ele, por conta de ser um bagaceiro e ter uma atitude de desdem e irritadiça que mexe com as arquibancadas. Mas tem, pelo menos em quadra, um caráter duvidoso, nao hesitando em dar uma de gerson e levar vantagem pra cima do oponente de formas que derrubam qualquer ética.

Ontem quebrou o saque do argentino, para fazer 5×4 e entao fechar o primeiro set, “garfando” uma bola no seu fundo e que o juiz, bananao, nao teve coragem de contrariar – ele marcou descaradamente fora uma bola que foi na linha e já saiu para sentar e ameaçando o bananao. Quando Delbonis virou de lado, e viu que foi boa, reclamou barbaridades e o juizao se recusou a descer e mostrar a bola. Mais à frente, quando Delbonis virou e forçou o TB do 3o set, Fognini raquetou uma bola pra cima do argentino – e o acertou na perna. Este reclamou com o juiz, que fez que nao viu, reclamou com o supervisor, que fez que nao ouviu. Todos uns bananas com medo de afrontar o italiano que já sabe que de tanto “causar” acua aqueles que teriam que colocar ordem no pedaço. A confusao só nao foi maior porque Delbonis nao tem nem um pouco da milonga argentino, nao mostrando nenhum sinal exterior de emoçao durante todos os dramas da partida.

Mesmo os bananoes e o malamór nao tiraram o brilho do jogo, muito por contrário. Foi um jogo que deu um prazer enorme de assistir. Tanto é que quando terminou, levantei e fui para o hotem tomar um banho e dormir, por que nao tinha o menos sentido em ver outra partida de tênis naquela noite.

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