Publicidade

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 Brasil Open, Tênis Brasileiro | 11:12

Argentino e Uruguaio

Compartilhe: Twitter

Sempre gostei do Pablo Cuevas. Tenista sem excesso de brilho, nao busca ofuscar adversários ou seu próprio tênis com firulas ou frescuras. Mistura de argentino e uruguaio, traz para a quadra o melhor do tênis competitivo, nao largando o osso jamais, sempre vendendo a derrota caro e buscando o melhor resultado. Por detrás dessas características, um estilo clássico e uma das esquerdas com uma mao mais bonitas e eficientes do circuito – ali ninguém faz festa.

Como tem uma pegada bem fechada, típicas de esquerdas com suas características técnicas, nao é dono de uma grande direita, pois mantem a pegada “martelo” mas melhorou bem a sua com os anos. Talvez nao seja tao perigoso nas duras, mas no saibro, com sua esquerda cruzada funda, e alta quando quer, e a paralela com controle, é um osso duro de roer – já assisti grandes partidas suas.

Nao dá para esquecer que é um bom duplista – inclusive por conta de certas habilidades, já que nao é nada “engessado”, novamente no saibro – e novamente por conta de seu ótimo revés do fundo de quadra, tendo entre seus quatro títulos o de Roland Garros em 2008.

Nas simples, Sao Paulo foi seu 3o título após os dois primeiros em 2014, quando tinha 28 anos. É um tenista que chega ao seu melhor tênis após os 27 anos, característica do circuito sobre a qual já escrevi aqui. Para mim, um técnico que acredita no trabalho e na persistência como instrumentos para conquistar a excelência, Cuevas é belo exemplo para muito cabeça de bagre que se acomoda com o destino e seus limites.

Autor: Tags:

Nenhum comentário, seja o primeiro.

Os comentários do texto estão encerrados.