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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 Tênis Masculino, US Open | 14:48

A final do US Open 2014

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Sim, adorei a final do US Open, mais do que nada por ter dois tenistas fora dos Fab4, algo que nao acontecia a praticamente uma década.

Enquanto Nishokori é um tenista que vem crescendo aos poucos, Cilic é um jogador que desabrochou após a crise surgida após sua suspensao por ingerir o que nao podia.

O japones foi formado tenisticamente nos EUA, o que, mais uma vez, afirma que a escola americana segue sendo forte como sempre – o problema é o material humano deles que mudou, além de terem perdido a hegemonia de ditarem as regras do circuito como sempre ditaram.

Aos 24 anos, o japa decidiu dar um upgrade na carreira contratando um novo técnico; um asiático como ele e, obedecendo a nova tendência, desenterrando Michael Chang que de vez em quando jogava torneios Vets. A parceria deu novas qualidades ao competitivo oriental mas, infelizmente, nao tem como acrescentar centimetros a sua altura de 1.78m

Marin Cilic deve ter perdido muitas noites de sono, se frustrando e amaldiçoado as razoes que o levaram a ser suspenso (uso indevido de coramina em tabletes de glucose comprado em farmácia). Como parece ser claro que ele nao o fez de propósito o descanso obrigatório de oito meses lhe deu tempo para repensar muitas coisas. No final, mal sabia ele, foi o melhor que aconteceu para sua carreira.

Uma delas foi contratar seu antigo mentor – Goran Ivanisevic – com quem tinha contato desde os 15 anos. Goran conseguiu convence-lo a ser mais agressivo, mental e tecnicamente. Mas antes Cilic teve que encontrar dentro de si a motivaçao para deixar de ser o tenista apático que sempre foi. Nada como um belo chute nas canelas, ou ainda mais acima, para colocar alguém na sintonia de repensar sua postura.

A final foi a confirmaçao de minhas suspeitas. Kei tinha jogado seguidas partidas de sets, o que lhe drenou a energia vital necessária para enfrentar as agruras emocionais de uma primeira final de GS. Especialmente contra um cara de 2m de altura, capaz de sacar 4 aces em um game e, ainda mais decisivo, capaz de sacar para conseguir de 2 a 3 pontos fáceis por game por conta de seu saque. Enquanto Kei consegue muitos poucos desses pontos por set. É uma conta cruel. A conta fica ainda mais cruel com Nishikori tendo que correr como um cao para chegar ás bolas retas e rápidas de um cara que, praticamente, bate de cima para baixo os golpes. Com o passar dos games a conta ficou ainda pior, conforme a confiança do croata subiu e a frustraçao do japones aumentou. A vantagem de Cilic na quadra dura sempre existirá, mas se Nishikori estivesse mais “inteiro” a batalha teria sido mais interessante.

No fim da história, para os fas valeu pela final inédita e renovadora.

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