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segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Masters 1000, Rafael Nadal, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:28

Um passo de cada vez.

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Os canadenses realizam um dos mais significativos Masters1000 do circuito, espelhado por um tal qual evento feminino. Sao realizados em duas cidades – Toronto e Montreal – apaziguando assim “franceses” e “ingleses”. Para melhorar ainda mais a dinâmica, homens e mulheres alternam as cidades a cada temporada.

Este ano, o masculino acontece em Toronto e os fas locais estao correndo às bilheterias com disposição ímpar. Isso porque, pela primeira vez na história, dois canadenses se enfrentaram em uma final de torneio da ATP – em Washington e exatamente na semana passada. Melhor timing nao haveria.

Milos Raonic vem batendo pelas traves do circuito a pouco mais de uma temporada – acho que tudo tem seu tempo. Agora o rapaz, de origem iugoslava, já é o #6 do ranking. Para vocês verem o que um grande serviço pode oferecer a uma carreira.

Seu oponente foi Vasek Pospsil (#27), um grande talento de origem tcheca, ainda em busca do eterno fugidio equilíbrio. Os dois nasceram no mesmo ano (1990), sendo Vasek poucos meses mais velho. Algo que a personalidade em quadra nao espelha.

Raonic está um bom passo à frente – emocionalmente, estratégicamente e, consequentemente, técnicamente de seu conterrâneio.

Um sinal disso, à parte do ranking e a vitória na final, foi sua declaraçao, consciente, de quem sabe que no circuito é necessário assumir riscos calculados e, o principal, fazerem eles funcionarem.

Milos declarou que enquanto jogava e focava em vencer o Torneio de Washington, evento que teve Berdish, Nishokori, Gasquet, Isner entre outros, ele mantinha um olho bem aberto na semana seguinte. Nao só porque seria um Masters1000, mas por ser em casa. E tenista que vale seus calçoes sabe da importância de jogar muuuito bem em casa. E sabe, melhor ainda, ama, a pressao que isso traz.

Por isso tentou minimizar o dispêndio de energia, conseguindo vencer o evento sem perder um set. Ele venceu 52 dos 53 games de serviço e salvou 7 dos 8 break pointos que teve que encarar. Isso é ter consciência estratégica e saber coloca-la em prática. Tênis é bem mais do que dar na bolinha.

Agora vamos ver como ele lida com o fator “jogar em casa”, em torneio que todos os cachorroes – menos El Rafa que ainda esá contundido e é duvida até para o US Open – estarao presentes. Um passo de cada vez.

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