Publicidade

Arquivo de julho, 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:08

Das duas..

Compartilhe: Twitter

Vi os resultados do Torneio de Kitzbuhl e fiquei surpreso – nao tao surpreso. Surpreso com o resultado da partida entre uma das estrelas da nova geraçao, o austríaco Dominic Thiem, e o brasileiro Joao “Feijao” Souza. O austríaco levou por 7/6 3/6 7/5. Ou seja, Feijao jogou de igual para igual com o cabeça 5 do torneio e um dos maiores talentos emergente e a partida foi decidida na bacia das almas.

O brasileiro veio do qualy, onde bateu, na 1a rodada, o jovem italiano Gianluizi Quinzi, vencedor do evento juvenil do ano passado em Roland Garros. Passou as três rodadas do qualy e bateu de frente com Thiem. Nao assisti o jogo, por isso só posso comentar o resultado. Das duas, uma.

Ou a Thiem, um jovem de apenas 18 anos, já #50 do mundo, sentiu uma ponta de responsabilidade por jogar em casa, como um dos favoritos do torneio,  pegando na 1a rodada um tenista com pegada forte e por isso deu uma encolhida, ou o Feijao deu uma bela melhorada. Na torcida eu fico com a segunda hipótese. É mais otimista.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 24 de julho de 2014 Tênis Brasileiro | 14:08

O intangível

Compartilhe: Twitter

Sempre tive um certo fascínio pelos fatos que nao sao bem explicados. A lista de exemplos que tenho em mente é grande, mas fico com um único, que é a razao deste Post. Thomaz Bellucci está na 3a rodada do ATP Tour de Gstaad, algo a se celebrar – tanto ele, como nós. Afinal faz um tempinho que o rapaz nao progredia assim na chave.

O fato é que Thomaz venceu três títulos em sua carreira. Dois deles em Gstaad – o outro em Santiago do Chile. A maneira mais lógica de explicar o sucesso na Suíça seria pela altitude, 1000m, de Gstaad, uma charmosérima vila nos alpes. Santiago fica a pouco mais da metade disso.

Nessa altitude Bellucci consegue o melhor de seus cenários. A altitude beneficia seu saque, um dos melhores do circuito, se considerarmos a força, colocaçao e os efeitos que a vantagem de ser canhoto oferece. A altitude também beneficia seus golpes, que sao ao mesmo tempo fortes e com spin, o que os segura na quadra. Além disso, o ajuda no fato de nao ser o mais rápido tenista e que se beneficia de pontos nao tao longos. Tudo isso regado a uma ótima dose de saibro vermelho, algo que dá um tremendo conforto emocional ao nosso tenista. Um casamento de variáveis que Bellucci utiliza e se beneficia, mesmo sem saber porque.

Tenho minhas duvidas que só isso – ou tudo isso – explique seu sucesso por lá. Especialmente considerando a ausência do mesmo sucesso em outras paragens.

O que acredito é que após vencer Gstaad pela primeira vez, Thomaz abriu em sua mente um altar de confiança alimentada pelas maravilhosas paragens da cidadezinha, que faz com que ele acredite – componente importantíssimo no arsenal de um tenista – e consiga elevar seu padrao a cada vez que por lá chega.

Será que só o fator altitude explica? Creio que nem ele acredite nisso, já que só jogou uma única vez em Kitzbuhl (750m), quando perdeu na 1a rodada.

De qualquer maneira lá está Bellucci derrotando seu adversários novamente – e novamente em Gstaad. O próximo é o argentino Juan Monaco, um tenista que experimentou o gosto do sucesso e nao soube lidar bem com ele. Tudo a postos para termos Bellucci em mais uma semifinal. E, se querem saber, nao vejo ninguém na chave que o brasileiro nao possa bater nas condiçoes apresentadas. Que aproveite o intangível.

Autor: Tags: ,

segunda-feira, 14 de julho de 2014 História | 20:03

A Copa acabou

Compartilhe: Twitter

Veio a Copa e fechei para balanço. Nas minhas contas dificilmente vou ver outra no Brasil e quis aproveitar ao máximo. Fui a estádio, grudei na TV e assisti a todos os jogos – por pior que fosse, o que nao existiu. Curti todos. E se fica um vazio nao é porque nao ganhamos e sim porque acabou e foi um festao com gosto de quero mais.

Por sorte o Brasil entrou no circuito de grandes eventos antes que eu passasse desta para melhor. Algo me ficou claro. As pessoas nao tinha, antes da Copa, idéia da magnitude do evento – nao esperavam pelo o que veio. E o que veio foi um tremendo evento que o Brasil inteiro curtiu, deixando-nos alegremente surpresos.

Andei de trem, de metrô, a pé, assisti em casa, na de amigos, no clube. Comprei ingressos para o que pude e consegui e, lógico, senti que ficou faltando. Assim mesmo esteve de ótimo tamanho. Assistir pela TV é um conforto enorme e o padrao das transmissoes, pelo menos as imagens, em HD, nos colocam no melhor assento do estádio. Os comentários a que ficamos sujeitos, entram na coluna do que se tem que engolir, apesar de algumas narraçoes terem sido legais. Na TV só fica faltando o que em uma Copa do Mundo nao tem preço; o ambiente, a festa, a emoçao de dividir o espaço, nas ruas e nos estádios, com gente de todo o mundo, com cultura, gostos e línguas diferentes e o futebol proporcionando a catarse.

Para nao colocar tudo e todos na mesma vala televisiva, adorei a narraçao do Milton Leite, a postura do Falcao em seu espaço na Fox e o ótimo programa “Os Campeoes” na SporTv – o único que acompanhei sempre que possível. Além dos capitaes campeões, o que justificou minha audiência, teve o jornalista Andre Rizek levando a coisa com categoria e elegância, o que falta a muito personagem que tem cadeira cativa em TV. É outra coisa ouvir quem entende do assunto. Porque bobagem com autoridade fala os torcedores; nao é necessário nos punir com um monte de “entendidos” que nunca fizeram parte de um time de futebol nos dizendo como se forma ou nao um time, criticando ou elogiando de acordo com seus parcos, quando nao inexistentes, conhecimentos. Pior é quando os boleiros entram na dança, achando que tem a obrigaçao de criticar a cada intervençao ou começar cada uma delas repetindo o que o “Galvao” local afirmou – serás que é medo de perder a boquinha? Desses poucos se salvaram – e o que mais gostei foi o Batista, nas raras vezes que esteve presente na SporTV. O cara tem personalidade e voz própria.

Adorei ver os times jogando para a frente, agredindo e nao respeitando os medalhoes, talvez o melhor aspecto técnico/tático da Copa. Especialmente na primeira fase. Porque na segunda fase, como esperado, todos se trancaram como se vivessem vizinhos à favelas e os gols amuaram. Mas nao as emoçoes, o que, pra mim, é o que conta no futebol. Até porque no fatídico jogo do Brasil contra a Alemanha tivemos oito gols e zero de emoçao. A nao ser que vergonha e náuseas seja o que se busca.

Eu tinha meus receios quanto ao nosso time desde antes da Copa. Faltavam craques. Faltava time. Pricipalmente faltava liderança e quilometragem. Mas o pior mesmo era a fanfarronice marketeira a que, mais uma vez, os jogadores se sujeitavam na ânsia da grana e da fama, como se o que tivessem nesses quesitos fosse pouco. Era cada um por si e por quem pagasse mais. Ninguém ali teve a idéia de fazer o que fizeram os alemaes e bolar um projeto que unisse O Time à torcida em torno de uma meta que por si já era temerosa – a de ganhar jogando em casa. Quem tiver memória ou conhecimento da história que se referisse à 1950 e à nossa falta de traquejo em jogar em casa como favoritos e salvadores da pátria. Um bando de vaidosos e auto suficientes com suas mensagens marketeiras, auto elogiosas, falsas modéstias, pseudo religiosas, recheadas com frases da linha mais rasa e barata da auto ajuda.

Com o passar dos jogos as minhas dúvidas sobre o estofo emocional do time aumentavam. Conversava com amigos de como reagiria o time na hora da onça beber água – e usava o rei do marketing barato, o cabeleira David Luiz, como símbolo do que pensava. “Esse cara ainda vai entregar a rapadura” eu dizia para a discordância de muitos. O pior é que entregou, junto com boa parte do time, em uma pane, mais um pânico, tao rápida quanto inesperado. Sua participação contra a Alemanha foi trágica, egoísta e patética. Se o Barbosa foi massacrado pelo resto da vida por um único gol, só espero que tenhamos crescido como naçao, nao mais aceitando uma imposiçao rodriguiana e barata que somos uma naçao de vira-latas, e que a tragédia de BH nao faça maiores danos a esses atletas, que nao merecem mais do que um severo puxao de orelhas, que é a dimensao correta de uma derrota esportiva.

Muito se falou de Fred, como se ele fosse o símbolo da tragédia que se anunciava. Na minha cabeça a insistência era fruto da falta de conhecimento do jogo. No esquema do Felipao, até esta Copa endeusado por aqui, um centro avante era um poste que só se movia para dar espaço para aquele em torno do qual o ataque do time era montado – Neymar, o dono do time e o real artilheiro e decididor do time. Um erro que nem os argentinos, que tinham Messi, cometeram. Ali todos recebiam a bola. No nosso time só Neymar. Mas o pior era que nao tinha quem passasse essa bola no nosso meio de campo. Para mim Felipao se suicidou taticamente ao escalar o Ramires como atacante, um rodo na defesa e um perna de pau no ataque. Imagino que até Neymar tenha ficado com saudades de seu companheiro e poste-mór Ganso. Se centro avante estilo Fred nao recebe bola na grande área nao joga. E se ele nao jogou é porque o esquema era totalmente falho para justificar sua presença.

Antes da Copa, se me perguntassem, a minha torcida era pelo Brasil e o resto era o resto. A cada jogo a gente vai abraçando esse ou aquele time, mas sempre com uma torcida maior e condescedente pelas zebras e pelos times sul americanos. Como os argentinos eram também favoritos, e rivais, eu os tinha como um segundo time para se torcer. No pior cenário se, como infelizmente aconteceu, nos déssemos mal antes da hora. Mas eu mirava era o cenário ideal; Brasil e Argentina na final como o Maracana lotado e a vitória, por supuesto, nossa. Infelizmente os argentinos fizeram um esforço enorme em perder nossa torcida. Nem todos, até porque cruzei com muitos pelos caminhos da Copa que eram da mais nobre linhagem dos torcedores. Mas lá, como cá, tem os ignorantes que se nao sao maioria fazem questao de agir como se fossem. Como magistralmente salientou o técnico Sabella, “os argentinos tendem a se crer melhores do que realmente sao. Isso às vezes é bom, às vezes é ruim”. Por aqui foi ruim.

Se tivessem um décimo do marketing positivo que a Alemanha teve, teriam sido recebidos como irmaos e, quiçá, herdado nossa torcida. Preferiram atravessar a fronteira para nos afrontar. Já que sao os reis nos hinos nos estádio, podiam ter criado um para nos cativar, já que os recebíamos em nossa casa. Preferiram a velha e conhecida soberba e a velha e conhecida auto estima sofrida de se comparar a nós, sempre se achando e nao sendo. Seu hino favorito, que cansaram de cantar por aqui, acabou com minha vontade de torcer por eles e me fizeram, a que ponto chegamos, torcer pela Alemanha. Que curtam sua enorme fossa pelos mais de 2.500 km que separam o Rio de Janeiro e Buenos Aires. Sei que é pouco para o que queríamos, mas ficamos com o gostinho de ter oferecido ao mundo a Copa dos sonhos. Nao a dos políticos, mas a do povo que sabe receber e oferecer.

 

Autor: Tags:

terça-feira, 8 de julho de 2014 Juvenis, Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino, Wimbledon | 13:56

Luz

Compartilhe: Twitter

Nao pode passar em branco o fato de dois brasileiros terem conquistado o torneio de duplas masculinas juvenis em Wimbledon. Orlando Luz e Marcelo Zormann caíram quase que de para-quedas nas quadras de grama, já que a experiência de ambos no piso era praticamente nula – o que se só dá mais lustre à conquista de ambos. Isso sem contar que, se nao é a primeira vez que jogam juntos, no mínimo nao sao parceiros normalmente, já que o parceiro padrao de Marcelo é o Rafael Matos. Mas como ambos haviam sido convocados para jogar as Olimpíadas Junior na China, acharam uma boa idéia treinar antes. Bota boa idéia nisso.

Para quem nunca teve que enfrentar a transiçao do saibro, ou mesmo da quadra dura, para a grama, fica difícil avaliar a dificuldade da tarefa. Um bom resultado já seria um ótimo resultado. Vencer fica sem um adjetivo apropriado.

Na minha cabeça a conquista deixa um outro detalhe mais claro. Já que sabemos que nao eram a dupla mais entrosada do evento, temos que creditar a qualidade individual de ambos. Marcelo é um tenista mais agressivo, enquanto que Orlando é mais sólido. Mas o que fica mesmo é que temos duas jóias no juvenis, já que foram suas qualidades individuais que possibilitaram o feito em Londres, algo que oferece uma necessária e bem vinda luz ao nosso tênis.

marcelozormann_orlandoluz-wimbledon-get3

 

Marcelo Zormann e Orlando Luz com o troféu de Wimbledon.

Autor: Tags:

segunda-feira, 7 de julho de 2014 Novak Djokovic, Wimbledon | 15:41

Na final, um lanchinho

Compartilhe: Twitter

Novak Djokovic vinha morrendo nas praias dos Grand Slams desde o Aberto da Austrália em Janeiro de 2013. Pouco para um tenista de sua qualidade, de quem passamos a esperar mais desde a sua incrível temporada em 2011 e que agora volta ao topo do ranking. A vitória em Wimbledon deve lhe dar a confiança necessária para almejar ainda maiores vôos, inclusive no próximo GS, o US Open, onde tem um único título, quando bateu Federer em memorável semifinal, em 2011, que teve entao dois match points e nao conseguiu cacifar.

Quem diria que Djokovic entraria na cabeça do maior do mundo? Pois é, entrou e anda brincando com ela. Com um apertado H2H de 18×17 para o suíço, pode-se afirmar que nao é de hoje que a rivalidade de ambos mudou muito de quando chegou a ser 6×1 para o El Bonitao. Pior, nas três ultimas finais o sérvio saiu vencedor. É um a um longo caminho de respeito do dia em que o gentleman suíço mandou os pais do sérvio calarem a boca durante uma partida entre ambos.

A final foi interessante e emocionante como poucas. Quase 5 horas de confronto entre dois tenistas de características e momentos distintos. Assisti praticamente toda, mais do que nada porque acreditava estar assistindo história, já que nao vejo Federer vencendo muitos GS, se é que algum, daqui para frente. Pois é, ontem ele chegou perto, muito perto. E nao levou porque apesar de ser o maior ganhador da história dos GS demonstrou que é suscetível a uma tremida como qualquer outro tenista. Sim, eu tremo, você treme e ele tremeu no final do quinto set, onde, como afirmava o alemao treinador do Novak, o jogo é mais emocional do que técnico.

Convenhamos, o jogo todo foi interessante, mas o quarto e o quinto foram um abuso. Esses sets foram emocionante, pela alternância de possibilidades, de serviços quebrados e de tremidas. Sim, Novak também tremeu, no 4o set. Sim, nós trememos, vós tremeis e eles tremeram. Quem tremeu menos, of course, levou. A coisa emocional foi tao séria que nao houve reaçao de Djoko após o ultimo ponto – tipo cair de joelhos, apontar aos céus, berrar aos deuses etc. Comemoraçao só após o aperto de maos. Talvez se deve ao respeito que Novak ainda tem pelo GOAT. Talvez o servio ainda se recuperasse do susto que passou.

Afinal o rapaz teve 5×2 no 4o set e 2×1 em sets. Estava no bolso. E deixou escapar. Em um dos MP Roger Federer deve ter agradecido aos céus ter perdido a discussao da utilizaçao do desafio – o Topetudo era contra o uso do programa, afirmando que nao era uma boa idéia. Ficou melhor após alguns desafios a seu favor, incluindo um no match point contra, quando teve um ace cantado fora que o “olho de gaviao” reverteu. O placar era de 2×5 naquele momento. O servio pirou, momentaneamente, e perdeu cinco games seguidos, enquanto Federer se enchia de confiança.

No início do quinto tudo indicava que Roger conquistaria se oitavo Wimbledom e 18 GS. Era uma situaçao muito difícil para o sérvio após ver a vitória escapar por seus dedos no 4o set. Ele até deixou alguns de seus conhecidos demônios entrarem, mas no final teve a maozinha do oponente.

O set foi estranho, para se dizer mínimo. Até o ultimo game tudo indicava uma vitória de Federer. Ele fechou dois games seguidos em 40×0 enquanto Novak insistia na estratégia do atendimento médico e consequente retardamento do jogo. O servio penava para ganhar seu serviço enquanto que o outro navegava. Federer chegou a ter um BP no 3×3, o que, naquela altura, espelhava um MP. Mas Novak encontrou a coragem para acelerar uma direita cruzada que cauiu no cal.

Até a hora da onça beber água. No 3×4 Federer começa a pensar e engasgar. Tem dois BP contra que salva com milagres. Um deles com um voleio bate pronto digno de Carlos Kirmayr. Outro uma bola de Djoko bate na fita e fica.

Djoko mantem o serviço com facilidade e, no 4×5, para minha total surpresa, Federer desmonta emocionalmente. Perde o serviço em 15×40 em um game que nao serviu as expectativas do resto da partida, uma das grandes finais de Wimbledon. Djoko nao só nao morre na praia, como conquista seu sétimo título de Grand Slams e, com muita categoria, primeiro cumprimenta seu adversário para depois agradecer aos céus e, mais uma vez, caindo de joelhos, fazer um lanchinho à base de grama.

Autor: Tags:

sábado, 5 de julho de 2014 Novak Djokovic, Roger Federer, Wimbledon | 22:39

Final de Wimbledon imperdível.

Compartilhe: Twitter

Para aqueles que amam o Tênis nao percam amanha, a partir das 10h da manha, a possível ultima chance de Roger, El Topete, Federer de conquistar um título de Grand Slam. Isso porque acho muito difícil que o suíço, que faz 33 anos em Agosto, consiga tal feito em torneios de quadras duras – nao vou nem falar do saibro. As duras sao bem mais exigentes no físico, algo que, como nao podia deixar de ser, o rapaz tem cada dia menos. Lá o bicho pega bem mais a cada partida, além de ser bem mais difícil de conseguir os resultados que conseguiu na grama de Wimbledon nesta ultima quinzena.

Na grama o desgaste nas duas semanas é bem menor, o que aumenta suas chances comparativamente. Eu até diria que se vencer em Londres suas chances aumentam em New York, mas acho beeem difícil. A maior preocupaçao física do rapaz sao as dores nas costas, que o tapete de grama ameniza barbaridades e as duras punem.

Pode-se comprovar esse raciocínio com a preocupaçao do rapaz em passar o tempo mínimo em quadra, evitando suas famosas “viajadas”. A única partida em que ficou mais de três sets em quadra foi contra seu colega Stan, onde jogou 4 sets. O resto foi rapidinho. Isso fez com que chegasse à final fresquinho e nas pontas dos cascos, uma exigencia para quem enfrenta Djokovic em finais de GS, já que o sérvio é sempre o melhor físico em quadra.

Só para completar, os números que importam. Roger tem a vantagem de 18 x16 vitórias. Em Wimbledon jogaram uma única vez!, nas semis de 2012, com vitória do suíço em 4 sets.

Nao que Roger Federer seja o favorito, a situaçao é equilibrada com ambos tendo vantagens e desvantagens, mas será muito interessante ver esse conflito, nesse palco, nessas circunstâncias. Aliás, imperdível.

 

Autor: Tags: