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Arquivo de junho, 2014

domingo, 22 de junho de 2014 Tênis Masculino, Wimbledon | 20:41

Começa na grama

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Nao é fácil escrever sobre tênis no meio da Copa do Mundo, especialmente esta sendo no Brasil. E nao será fácil escrever sobre Wimbledon durante a Copa, algo que já fiz em épocas de Jornal da Tarde e Estadao, algumas in loco. Aliás, é difícil fazer muitas outras coisas após as 13h durante a Copa.

Sao dois grandes eventos esportivos que disputam a atençao do fa dos esportes. Imagino que por aqui a SporTV manterá a tradiçao de mostrar o centenário torneio em dos seus canais, mesmo nos horários dos jogos. Mesmo no horário dos jogos do Brasil? É preciso ser fanático mesmo para ignorar a seleçao e assistir dois gringos na grama sagrada. A ver.

Os ingleses vao ter menos conflitos nessa área. Antes é preciso enfatizar que eles sao graaaandes fas do futebol, e do tênis, e a cobertura jornalística da Copa do Mundo é maciça e forte por lá – assim como Wimbledon. Se por um lado o interesse se arrefece por conta da saída prematura do time inglês no futebol, por outro perdem o maior gancho jornalistico de Wimbledon, que era o fato de um britânico nao vencer Wimbledon há décadas. Alias, conforme o resultado do referendo de setembro, quando a Escócia vota para decidir se se torna um estado independente ou nao, pode ressucitar a triste realidade que um súdito da rainha nao vence há muito tempo por lá.

Se por um lado os jornais ingleses perdem o gancho do derrotismo, ganham o gancho bem mais positivo que o atual campeao é um britânico. E isso está gastando muita tinta na Gra Bretenaha. Se Murray sentia, e acusava, a pressao antes do título, agora vai queimar as pestanas. Se o temperamento do rapaz fosse outro eu diria que agora ele sabe o caminho das pedras e um segundo título ficaria mais fácil. Nao fácil; mais fácil.

Nao podemos esquecer que o tênis sobre a grama, mesmo esta nao sendo mais o que era antes, quando tangia a loteria, especialmente nas primeiras rodadas, quando a relva ainda estava intacta e rápida, o que causava com que alguns favoritos, ainda nao acostumados com o piso, sofressem nas maos de alguns fantasmoes. Ainda acontece, porém com menos frequencia. Mesmo assim, em Wimbledon é sempre de bom tom redobrar as atençoes e dar menos milho à bode nas primeiras rodadas.

Tradicionalmente, e eles adoram as tradiçoes, quem abre o torneio é o atual campeao. Assim sendo, nesta 2a feira, às 13h locais, o talentoso escocês deve levantar o público quando entrar em quadra, em um mais do que devido respeito pelo conquistado pelo rapaz e, especialmente, por ter enterrado de vez aquela caveira de décadas. Seu adversário é um belga sem muita expressao, David Goffin, garoto que já fez Federer suar em frio em outra ocasiao.

Se Murray passar pelo belga, nao imagino o contrário, nao vejo quem possa incomodá-lo nas próximas rodadas, já que lhe daria tempo e quilometragem para “entrar” no torneio, amenizando assim a pressao. Pelo menos até as 8as, quando aparecem adversários mais encorpados como Ferrer, Thiem, Dimitrov. Mas, nao esqueçamos, estamos falando de Andy Murray – e com ele a torcida é sempre com emoçao.

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quarta-feira, 18 de junho de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Wimbledon | 20:38

Os cabeças em Wimbledon

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Os ingleses anunciaram hoje os cabeças de chave em Wimbledon. Eles continuam se auto autorizando a fazer essa escolha conforme seus próprios parâmetros. Sao os únicos a fazê-lo, já que os americanos arquivaram o assunto após muitos protestos.

E qual esse critério dos ingleses? Seguinte:

1-Pegam os pontos do ranking ATP de 16 de junho
2-Acrescentam 100% dos pontos ganhos em todos os torneios sobre grama nos últimos 12 meses.
3-Acrescentam 75% ganhos no melhor resultado sobre grama nos últimos 12 meses anteriores aos 12 meses acima.

O interessante é que essa fórmula só vale para a chave masculina. A feminina obedece o ranking da WTA.

É justo? Sobre justo sabedoria popular tem um ditado grosseiro. É injusto? Nao – nem tanto, a nao ser por aquele último quesito. Mas é como é.

Vejam como sao os top13 da ATP:
1-Nadal
2-Djoko
3-Wawrinka
4-Federer
5-Murray
6-Berdich
7-Ferrer
8-Del Potro
9-Raonic
10-Gulbis
11-Isner
12-Nihokori
13-Dimitrov
14-Gasquet
15-Fognini
16-Youzhny

Vejam como ficou em Wimbledon:
1-Djoko
2-Nadal
3-Murray
4-Federer
5-Wawrinka
6-Berdich
7-Ferrer
8-Raonic
9-Isner
10-Nishikori
11-Dimitrov
12-Gulbis
13-Gasquet
14-Tsonga
15-Janowicz
16-Fognini

E quais as consequências disso? Esse ano até que muita. Andy Murray, o atual #5 do ranking da ATP, é o mais favorecido – nao esquecer que é o atual campeao. Em Wimbledon será #3. Poderia, pelo ranking ATP, cair contra um dos quatro primeiros ainda nas 4as de final. Agora só pegará um dos top dois nas semifinais. Ajuda.

Wawrinka o que leva a pior. Vai cair na rede.

Para Nadal e Djoko nao importa – é mais uma questao de status.

Bom também para Tsonga e Janowicz que estao entre os 16 cabeças. Ruim para Youzhny, único que dançou nessa.

As mulheres nao entram nessa história, provavelmente porque os organizadores acreditam que nao faz nenhuma diferença os estilos femininos de jogar na terra ou na grama. Aliás, no tênis feminino só tem praticamente um estilo, onde, entre outras coisas, o saque, cam rarissimas exceçoes, nao é um diferencial. Mas nenhuma delas vai ganhar a vida sacando e voleando.

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terça-feira, 10 de junho de 2014 Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roland Garros | 19:01

Aquém e além

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O que posso escrever sobre a final masculina de Roland Garros?

O jogo era histórico, por tudo que já foi detalhado, e importava demais para ambos tenistas. Um que deve chegar a inéditos e impressionantes 10 títulos (até os 30 anos, apesar de cada ano daqui pra frente ser mais difícil e de sua corrida particular com Federer no total de títulos de GS – 14×17) em um GS, e outro que tentava seu primeiro título em Paris e fechar o circulo de títulos em todos eles (6 no total).

O jogo ficou aquém das minhas expectativas, especialmente após aquela magnífica semifinal no ano passado no mesmo palco. Os dois jogaram abaixo. E como um precisa exigir do outro – como os campeos fazem – a coisa nao decolou. Mesmo sendo uma final, onde existe mais em jogo e os nervos impedem, geralmente, a mesma qualidade, nao decolou.

Até pensei que pudesse ir por esse caminho após Novak vencer o 1o set, administrando a vantagem de ter vencido as ultimas quatro partidas entre ambos, nao conseguiu manter a qualidade na hora que Rafa alongou as bolas, aumentos o spin e brigou por sua vida. Afinal, ambos sabiam que uma vantagem de dois 2×0 em sets e a memória dos 4 jogos acabaria com o jogo. Entao, aquele final de set foi decisivo na partida. E Rafa foi mais jogador, enquanto Djoko vacilou ao perder o saque no 5×6 e nao cacifar a chance de levar para o TB, onde teria a vantagem emocional. Ali o confronto se definiu.

Djoko acusou o golpe. E sua mente enviou uma mensagem nao muito legal para seu emocional. Começou a sentir problemas estomacais, que culminaram com o vômito, o que, para quem conhece, é um claro sinal de problemas de nervos. O desejo de Djokovic pegava o caminho errado e lhe atrapalhava.

A coisa se sacramentou com a facilidade que Rafa venceu (6-2) o 3o set. A partir de entao a correnteza ficou do lado do espanhol.

Novak se acalmou, até porque o momento passou a ser do outro e nao mais seu, e procurou ficar no jogo, pagando para ver. Afinal, ele sabia, deve ter sido conversado com seu time, que Rafa vinha de sua pior temporada de saibro em anos, e a sua confiança nao era aquela princesa de olhos azuis.

Alí, naquele meio e fim do quarto set a briga ficou feia e foi o melhor momento do jogo em termos de emoçao. Até porque ambos deviam saber que Rafa estava mais esgotado do que Novak e, com tudo igual no placar, a pressao voltaria para Rafa. Alí foi a hora da onça beber água. E ali, mais uma vez, Novak sentiu. Fez 30×0 e tremeu. E com Rafa nao se treme, muito menos mais de uma vez, nao importa quantas qualidades se tenha.

Curiosidades:
1-Após vencer, Rafa abandonou a quadra e subiu ao seu camarote para encontrar seu pessoal. Passou pelo pai com breve abraço e, com pressa chegou ao tio. Alé cochicou que precisava que o fisioterapeuta descesse à quadra urgente. Quem acompanhou a premiaçao viu que o espanhol estava se acalambrando todo.
2-As estatisticas do jogo foram estranhas, bem estranhas, especialmente com o placar de 3×1 (2 sets de diferença) para Nadal.
O numero de bolas vencedoras quase identicos: 44×43 pra Nadal.
Na rede a mesma porcentagem 69%x68% Rafa
Pontos ganhos com 1o serviço. 73%x72% Nadal
Média de velocidade 1o saque: 182kmhx175 Novak / 2o saque: 145×136 Novak
As diferenças?:
Erros nao forçados: Novak:48 x Rafa 38
Break Points vencidos: Rafa 6 em 10 enquanto Novak 3 em 9. Aí …..
3-Novak realmente acreditava, após tudo o que aconteceu na temporada de saibro e nos 14 dias de RG até a final, que esta era sua chance de vencer Roland Garros. O cara foi simpaticissimo com o publico, e a imprensa francesa, toda a quinzena e até poliu bem seu francês, um must para ganhar a torcida local. Minha mulher até chorou.

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domingo, 8 de junho de 2014 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:57

No vestiário nao

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Andy Murray sempre foi fora da caixa. Enquanto outros contratam ex grandes jogadores, ele contrata uma ex grande jogadorA – a francesa Amelie Mauresmo. As reaçoes de seus companheiros/adversários será de, no mínimo espanto.

Desde que Andrei Chesnokov apareceu no circuito com Tatiana Naumko que eu nao me lembro de outro tenista ter uma técnica. A nao ser que vocês contem com o supermala Jeff Tarango e sua mae.

Os rumores já existiam, já que a moça andava assistindo os jogos dele em Paris.

Uma das prováveis razoes da escolha é ele ser uma tarada por preparfo físico, assim como Andy. Em 2011 ela correu a maratona de New York em 3.40h.

Mas, talvez, a principal razao é ela ser muito bem considerada no circuito pelo seu jeito, seu posicionamento e sua cultura.

Ela já teve uma pequena experiencia como técnica, ajudando Marion Bartoli vencer seu único Grand Slam em Wimbledon no ano passado.

Amelie adora um bom vinho, é um amor de pessoa e tem uma cultura bem acima da média das tenistas profissionais.

Mesmo sendo lésbica assumida, duvido que Amelie vá conseguir ter conversas de vestiário com seu pupilo.

 

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Roland Garros, Tênis Feminino | 00:23

Uma bela final

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Foi a melhor final feminina em Roland Garros desde 2001, quando Jennifer Capriati bateu Kim Cljisters 12-10 no 3o set. De lá para cá as finais foram decepcionantes emocionalmente, sempre decididas em dois setinhos.

Maria Sharapova e Simona Halep honraram a expectativa e fizeram um jogo equilibrado e eletrizante, repleto de alternativas táticas e liderança no placar e, até o último game, era difícil apostar em uma ou outra.

Maria foi mais jogadora, tentando, como sempre, imprimir o ritmo da partida e, por conta de seu estilo, ditando quem venceria. Se ela, se suas bolas entrassem nas horas da onça beber água, ou se a romena, caso as bolas nao entrassem.

Como sempre, tiro o chapéu para a russa, que nao tem medo de ir para suas bolas com extrema audácia e viver com o resultado. Simona fazia das tripas coraçao para sobreviver e alongar a partida, contando que uma hora o estilo audaz da russa naufragasse. Para isso usava sua excelente velocidade e seus sólidos golpes de ambos os lados – uma pena que nao consiga gerar mais força no seu saque (especialmente o segundo) e que tenha dado um único slice (quando venceu o ponto) contra uma tenista que tem uma certa dificuldade com essa bola. E, para quem acompanhou pela TV e viu Maria quase às lágrimas quando as coisas ficaram pretas no terceiro set, sua estratégia quase deu certo.

Simona apostou em mover a adversária, evitando que Maria batesse duas bolas do mesmo lado, e assim dificultasse a produçao de suas bolas mortais, algo extremanete difícil de fazer contra uma tenista do calibre da russa. A romena nao tem nem o tamanho, nem a força para entrar na pancadaria que Sharapova adora imprimir. Mas, conseguiu sobreviver à seu modo e levar o jogo até a hora onde o emocional cala a técnica, transformando a partida em um confronto extremamente físico de mais de três horas. Tudo isso na primeira oportunidade que esteve em uma final de GS, enquanto sua oponente é macaca velha nesse galho.

Para variar, tivemos, mais uma vez, o Instante Decisivo. E este veio na hora da onça beber sua água. 4×4 no set final, com todo mundo tenso em quadra, do público às tenistas e aos juízes. E foi um destes que, sem querer, foi o fiel da balança. No primeiro ponto do game, com Simona sacando, Maria alonga a devoluçao do saque, que escorrega na quina da linha de fundo, impossibilitando a boa devoluçao da romena, que espirra a bolinha para as arquibancadas. A juiza de linha canta fora e o juizao com voz de FM desce para verificar a marca. Dá boa! Simona se move para repetir o ponto (indo para o lado direito da marca central da quadra). Imediatamente o juizao, que voltava às cadeira, para, atento, volta e explica que o moça isolara a bola antes da chamada da juiza. Simona tenta dialogar sem sucesso. Como sempre acontece nessas ocasioes a tenista nao concorda – essa chamada sempre dá confusão e sempre, como nao poderia deixar de ser, prevalece a decisao do árbitro. Sabem quantos pontos a moça ganhou depois desse ponto, no momento mais crítico da partida? Pois é – nenhum!

Se Sharapova é uma russa que já venceu todos os Grand Slams pelo menos uma vez, sendo a tenista que mais faturou na história do esporte e até hoje nao sabe explicar seu sucesso no saibro parisiense, Halep é uma tenista da Romênia, país extremamente maltratado nos últimos 70 anos, forçando um legado extremamente desolador para seus habitantes, que, após ser a melhor juvenil do mundo, começa a descobrir o sucesso na carreira, sendo, de inumeras maneiras, o contraponto de sua oponente. Foi um belo confronto de estilos, táticas, momentos, circunstâncias e personalidades. Um verdadeiro ganho para o tênis feminino.

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quinta-feira, 5 de junho de 2014 Roland Garros, Tênis Feminino | 14:12

Ainda nao

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Eugenie Bouchard entrou dando muito na bola e acuando Maria Sharapova. Mas nao levou. A russa teve a quilometragem para escapar que a canadense nao teve para sustentar.

Bouchard já é ótima jogadora, mas pode se tornar uma grande. Um ano atrás era uma desconhecida do grande público. Aos 20 anos tem bons golpes dos dois lados, saca muito bem para a altura e para o tênis feminino, é extremamente veloz e faz coisas que outras tenistas nao fazem. A melhor delas sendo conseguir gerar um contra ataque com muita aceleraçao após usar a velocidade para se recuperar do ataque adversário. É magistral nisso. E quando tem que mudar de direçao tem as bolas e a confiança.

Mas tem coisas que a moça ainda nao conhece. Uma delas é como fechar um jogo importante, contra uma mega campea, em uma semifinal de um GS.

Nao esteve com o jogo na mao, mas, até a hora da onça beber água, nos finalmentes do 2o set, ela era a jogadora que determinava o ritmo do jogo. A partir daquele momento, tornou-se um tantinho hexitante, o bastante para a russa entrar chutando a porta e virar o jogo, de uma maneira que a canadense nao soube mais reverter. Parabéns à Maria, que é uma rainha em virar jogos desse quilate e longa carreira para a Bouchard que é bem mais do que uma tenista bonitinha.

Sharapova 4/6 7/5 6/2

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Roland Garros, Tênis Brasileiro | 13:30

Socando

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Errei acertando, o que nao está mal. Imaginei que Murray e o Monfil pudessem quebrar recorde de tempo. A partida foi a quatro sets, mas nao chegou a tanto. Até porque os dois oscilam demais. Nos dois primeiros sets o Monfils esqueceu de vir para a quadra. Depois o Murray foi dar uma volta pela quarta dimensao e o Monfils acordou, vencendo o 3o e o 4o set. Aí acabou o efeito do remédio do rapá e o ultimo set foi 6×0. O quanto cara tem que ser louco em tomar 6/0 no 5o set após vencer os últimos dois??

Quanto a Nadal, ele levou um set para entrar no jogo. Aí deu para o operário. E com o Rafa nao tem erro. Entrou no jogo nao sai mais. Achei interessante e legal a atitude do Ferrer que nao só confessou que jogou bem mal, após vencer o primeiro set, como ainda pediu desculpas a quem comprou ingresso para ver o jogo. Imaginem se a moda pega – o que teria de perna-de-pau e tenista folgado sendo cobrado pelos papeloes em quadra? Mais sobre os homens quando eu for escrever sobre as semis, em breve.

Uma pena a derrota do Bruno e da SecretáriaSchvedova – isso depois de Bruno sacar no 5×4 e ter três match-points.

Quem continua socando legal é Orlando Luz. Ele está nas semifinais do torneio juvenil. O resultado comprova o seu ótimo momento, após vencer o Banana e a Gerdau e chegar a #2 do mundo juvenil. Orlando está muito confiante, percebe-se isso quando o jogo dá a menor engrossada, sem permitir que isso – sua confiança – altere sua postura em quadra, esta seu grande diferencial. Ele enfrenta, pelas semis, o russo Andrey Rublev e tem ótimas chances de levar.

 

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terça-feira, 3 de junho de 2014 Juvenis, Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:35

O confronto

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O Ernst Gulbis decidiu que este seria o seu Grand Slam. Depois de anos aprontando pelo circuito e pela vida decidiu jogar tênis. Perigoso sempre foi. Bater Federer deve ter lhe dado uma boa injeçao do Confiatrix, porque ele castigou o Berdich sem dó. A pergunta é; ele pode bater o Djoko? A resposta positiva exige dois cenários. Primeiro que jogue bem cinco sets. E quando digo bem, quero dizer muito bem! E que mantenha o emocional até a hora de apertar a mao do adversário. Porque senao o outro morde. Cabeça mesmo o letao nao tem para bater o sérvio, que é uma das maiores forças mentais do circuito, atrás só do Animal Rafa. Entao Gulbis terá que jogar muito e Djoko abaixo de seu padrao de semifinal de Grand Slam. Senao dá Djoko, que está babando para vencer RG pela primeira vez.

Nadal deve varrer Ferrer, a final do ano passado está na cabeça de ambos, com certeza. O fato de ser jogada na SL e nao na Central, que é o quintal do Animal, ajuda Ferrer. Mas ele vai precisar mais do que isso. E esse mais terá que vir de alguma bobeira do Animal.

O jogo, que tem tudo para ser “O Confronto” de RG 2014 será na Quadra Central – ManoMonfils e MalaMurray. Este torneio está fraquinho de grandes jogos. Só me lembro de Federer x Gulbis, e mesmo assim Federer pisou na bola muito cedo no quinto. Nao deu aquele friozinha na barriga.

Esses dois contra atacadores e dois físicos privilegiados adoooram pontos longos. Podem bater o recorde de tempo de jogo em RG. Se nao me falha a memória, um confronto entre os franceses Santoro e Clement – 6 1/2hrs de empurraçao de bola em 2004. Como os dois sao malucos de dar dó, é melhor nao se apostar no jogo. E ganha quem tiver coragem de atacar na hora da onça beber água.

Se já era bom torcer pelo mineirinho Bruno Soares, ficou melhor ao ele escolher a Secretária Schvedova como parceira. Gosto dela e ainda me é uma incógnita o porque da moça nao se dar melhor nas simples. Mas é boa duplista, com ótimas devoluçoes, um bom saque e se vira na rede. Os dois deram um cascudo na dupla do coroa Nestor e a cavala Mladenovic e jogam a semifinal contra uma duplinha fantasma; Groenefeld/Rojer. Verdade seja dita, se chegaram à semis nao podem ser ruins. Mas sou mais a “nossa” dupla.

O juvenil Orlando Luz está socando os adversários. Bateu o russo Medvedev, um tenista que, com certeza, vai fazer carreira nem que seja só pelo serviço. Orlando nem piscou. Enfiou dois sets rapidinhos (1 e 3) no russo e está nas quartas. O garoto é muito forte mentalmente, o que é uma grande qualidade em um juvenil – veio para Paris para ganhar. O outro brasileiro, Marcelo Zormann, joga hoje contra outro russo, Khachanov, cabeça 3.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014 Sem categoria | 08:07

L’instant décisif

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A mais badalada exposiçao da atualidade em Paris acontece no Museu Pompidou com o trabalho do fotografo Henri Henri Cartier Bresson, um ícone da fotografia mundial. Bresson, falecido em 2004 aos 96 anos, teve vida e carreira intensa, sendo considerado por muitos o maior de ofício. Seu trabalho permaneceu fiel ao seu estilo, mesmo ao se adaptar às novas circunstâncias, políticas, pessoais, de carreira e tecnológicas, sendo um dos que concretizaram a reportagem fotográfica no planeta. Seu estilo, muito imitado até hoje, é reconhecido, mesmo que você nao saiba o que está vendo, e a melhor maneira de entrar em contato com seu trabalho, se você nao está em Paris, é mesmo dar um google-imagens em seu nome.

No entanto, para encurtar o caminho e ir ao ponto do Post, seu estilo foi caracterizado, em muitas de suas fotos, por algo que ele chamava de L’Instant Décisiv, ou, óbvio, “O Instante Decisivo”, algo que ele foi buscar nos escritos do Cardeal de Retz – “nao há nada neste mundo que nao tenha um momento decisivo”.

Já escrevi antes a respeito do assunto no tênis. Lembro que na época alguns sofasistas, ou talvez simplesmente pessoas com a imaginaçao ou cultura curta, se rebelaram afirmando que um partida de três horas nao pode ser resumida a um ponto, ou momento decisivo. Nao pode, porque uma partida, especialmente as melhores de cinco sets, sao batalhas complexas e estenuantes. Mas nunca foi isso o que escrevi, apesar que sei da dificuldade de alguns tanto com o que é dito como com o que é escrito. Paciência.

Ontem duas partidas tiveram um momento decisivo que mudaram e decidiram o resultado. O primeiro no confronto entre Roger Federer e Ernst Gulbis. O suíço venceu o 1o set e sacou no segundo em 5×3, tendo 40×15 e um smash na mao, quando, com aquela dose de displicência pela qual tornou-se conhecido, escolheu o lado errado permitindo que o adversário devolvesse, ganhasse ponto, o game e o set. Dificilmente Federer perderia uma partida com 2xo em sets, e mais difícil ainda um tenista com o perfil de Gulbis encontraria força e seu coraçao para virar tal jogo.

O segundo exemplo foi ainda mais evidente. Sam Stosur liderava Sharapova na SL em um set a zero e 4×4 no 2o set. Até aquele momento Stosur tinha a partida sobre controle, com Maria instável, cometendo erros e especialmente nervosa após levar uma puniçao de tempo e cometer uma dupla falta.

No primeiro ponto de 4×4 Stosur sacou e errou. Quando se preparava para sacar o 2o serviço, o telefone de um coitado na 3a fila, ao lado de Sharapova, começou a tocar bem alto. Maria levantou a mao. O cara, de tao nervoso e vaiado, nao conseguia tirar o celular do bolso e desligá-lo. Depois de muita luta conseguiu. Stosur sacou e, advinhem, dupla falta. Ficou irada, talvez até porque o árbitro, para sua e minha incompreensao, nao lhe deu um let e primeiro serviço considerando o tempo que teve que esperar pelo fulano. Perdeu o game de 0x40 e o game seguinte Maria fechou o set também em 40×0.

Sabem quantos games Stosur fez após aquele momento decisivo? Nenhum.

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domingo, 1 de junho de 2014 Sem categoria | 11:19

Trator

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A Eugenie Bouchard passou como um trator por cima da alemã Kerber. A canadense que treina na Florida desde os 12 anos é o maior jovem talento que desponta. Para a frustração dos americanos, que são quem estão formando a garota mas vai ficar sem a glória.

Ela é treinada pelo Nick Saviano, ex tenista que tem sua própria academia, após trabalhar com a federação americana. A moça tem golpes, atitude, confiança e postura. Tem só 2o anjinhos e já é top20, sendo este o seu segundo ano nos Slams.

Como eu escrevi ontem, Murray mal dormiu ontem. Além disso ficou tostando na cama e disse, ainda em quadra, que às 5hs estava pronto para jogar.

Esse negócio de para 7×7 no quinto set não é mole não. A cabeça fica a mil por hora, geralmente pensando bobagem, do tipo como deixou escapar este e aquele ponto.

Mas isso também não explica o quanto mal o escocês jogou o fim da partida, onde venceu por 12×10. Estava totalmente nervoso e travado. Os nervos admitiu ainda em quadra. A travada todos fingem que não acontece. Inclusive os entrevistadores Pioline – e como ele é ruim, volta e meia vaiado pelas bobagens – e Santoro. A gozacao ficou pelo fato de Santoro ter dito que não excedeu nenhum telefonema de volta sobre a oferta de ser técnico do britânico, com Pioline aproveitando e lhe entregando um cartão em quadra. A posição de técnico do mala é o emprego mais cobiçado no circuito. As pessoas deveriam pensar bem no que desejam. Depois conseguem….

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