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terça-feira, 8 de abril de 2014 O Leitor no Torneio, Sem categoria, Tênis Brasileiro | 00:23

A leitora em Indian Wells

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Recebi um email da leitora Denise, que compartilho com vocês, onde ela conta sobre sua visita a Indian Wells. Está um pouco fora do prazo, mas vale pelo carinho e o esforço. E por ela ter pego a Highway 1 no caminho para San Francisco.

Olá Paulo, como vai ?

Gostaria de dividir com você e com os amigos do Blog minha experiência no torneio de Indian Wells, no entanto, como este já terminou faz algum tempo e minha viagem incluiu também conhecer o Grand Canyon e ir de Los Angeles a São Francisco pela Highway 1 só retornei a São Paulo neste último final de semana. Se você achar que ainda vale a pena…

Abraços e Obrigada.

Denise.

 

Olá pessoal,

Estive no torneio de Indian Wells nos dias  7, 8 e 9 de março e gostaria de dividir com vocês minha experiência. Prefiro sempre as primeiras rodadas pois além de preços mais acessíveis, tenho a oportunidade de ver em ação todos os cachorrões e também os jogos nas quadras menores, apreciando tudo bem de pertinho. Nelas é que se tem a verdadeira noção de como os caras batem na bola e o quanto ela anda.

É um torneio incrível, disparado o que eu mais gostei (já estive em Miami e Roland Garros).

O lugar é lindo, adorável, proporcionando uma linda vista das montanhas ao fundo, infraestrutura e organização irretocáveis, alamedas muito amplas para circulação do público (isto foi  justamente o que me fez não gostar tanto de Roland Garros, tudo lá é muito apertado pra tanta gente), opções de alimentação pra todos os gostos e bolsos, sem contar que vivenciar o dia a dia, o clima destes grandes torneios é indescritível.

Quando cheguei na sexta ao Indian Wells Tennis Garden fui diretamente às quadras de treinos – você pode verificar no telão não só a Ordem de Jogos do dia mas também a programação detalhada das quadras de treinos com horários e jogadores que estarão em cada uma delas. É uma oportunidade incrível de ver diversos jogadores bem de perto, algumas inclusive são mais disputadas que várias quadras onde jogos estão rolando. Ficamos (eu e meu marido Gui) zanzando por lá umas duas horas.

O primeiro jogo que vimos foi Roger/Stan x Bopanna/Qureshi. Quadra 2 lotada, e o Gabashvilli, que ganhou o confronto anterior ao inicío deste jogo,  brincou dizendo que agradecia a todos por estarem lá para prestigiá-lo… Foi muito engraçado.

A seguir vimos o segundo set da vitória do Marcelo/Dodig x Mirnyi/Youzhny .

Quem me conhece sabe que eu não poderia deixar de ver o meu ADORADO ANDY. Assisti  a 3 jogos dele (2 de duplas e 1 de simples) e foi o máximo poder apreciar, ao vivo, toda sua habilidade e mais do que isto, toda sua complexa personalidade. AMEI!

O primeiro jogo dele que assisti foi o de duplas Mar/Mur x Mon/Mon (traduzindo – Marray/Murray x a inusitada dupla Monfils/Monaco). Jogo cheio de lances geniais, o Monfils é diversão garantida.

Além das duplas assisti a Azarenka levar um pneu e perder seu jogo, um pouco do jogo da Carol e também o da Jankovic.

Se na sexta vimos muitas duplas, no sábado apenas o jogo do Bruno/Peya x Butorac/Klassen. Jogo bastante difícil e muito bem disputado. Vitória nos detalhes. O Marcelo, o Cris (preparador físico do Bruno e do Marcelo) e o Scott Davidoff (técnico do Peya e do Bruno) sentaram bem na nossa frente. Aliás o Cris, super gente boa, me emprestou uma toalha para que eu me protegesse do sol.

Nas simples vimos um set do jogo da Maria, Anderson x Hewitt, Federer x Mathieu, Murray x Rosol e finalmente Nadal x Galã de Praga. Os jogos na Central são quase sempre mornos, só deu uma esquentadinha porque o Andy e o Nadal nos fizeram o favor de perder o primeiro set de seus jogos. No geral, nas quadras secundárias é que você encontra emoção. A propósito, por lá também existem pessoas que não respeitam os assentos marcados. Neste caso o pessoal da organização resolvia tudo com muita simpatia e eficiência.

No Domingo fomos direto para a quadra 5, onde aconteceu o jogo entre Marray/Murray x Bruno/Peya.  Aí sim, vi o Andy bem de perto, seu talento, suas belas jogadas, suas caras e bocas, suas lamentações (Bad Day!!!) e rabugices. Valeu cada minuto.

É claro que torci muito pela vitória do Bruno e ela veio de forma super merecida pois ele e o Peya jogaram demais.

E o Bruno, como sempre, é o máximo…

Vimos também um pouco da Carol x Secretária, Djoko x Hanescu, Benneteau x Tsonga. No restante do dia ficamos passeando pelas quadras e curtindo o ambiente agradável e super bem cuidado das alamedas, jardins e áreas de alimentação, onde nos finais de tarde sempre havia um show musical. Vale ressaltar que o número de brasileiros por lá não chega a um décimo se comparado a Miami. Não ouvi ninguém gritar “Vai Curintia”!

Foram 3 dias sensacionais e muito intensos, os quais não consigo traduzir em palavras. Fiquei exausta e imensamente feliz. É também viciante; já estou pensando em qual será o próximo …      Abraços. Denise.

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