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sexta-feira, 7 de março de 2014 Brasil Open, O Leitor no Torneio | 16:11

O leitor no Brasil Open

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Faz algum tempo que nao recebo uma visita de um leitor a um evento de alguem tao interessado como a abaixo. Aqui vai o relato do leitor Gabriel Vellutini a um dia do qualy em Sao Paulo. Isso sim é ser fa e aproveitar uma visita a um torneio. Gabriel, que tal enviar umas fotos?

 

Normalmente só costumo ler o blog e em raríssimas vezes comento. Mas vou abrir uma exceção dessa vez e contar a minha impressão deste Brasil Open 2014.

Meu nome é Gabriel Vellutini, sou nascido e criado em Taubaté-SP (cidade do interior de SP conhecida por grandes nomes da música e literatura e infelizmente nos últimos anos por escândalos políticos e falsa gravidez), tenho 25 anos e sou professor de História na rede estadual de ensino. Jogo tênis faz pelo menos 15 anos em um dos clubes da cidade chamado Taubaté Country Club mais conhecido como TCC. Pela proximidade geográfica é muito fácil para o taubateano que tem dinheiro acompanhar torneios de tênis pois ir para São Paulo, Campos do Jordão ou até mesmo Rio de Janeiro é tranquilo porém este NÃO é o meu caso.

O primeiro torneio de tênis profissional chancelado pela ITF e ATP que acompanhei foi o challenger de Campos do Jordão em 2009 já que torneios de grana no meu clube vi vários mas não gosto de ter como base para estudo torneios de grana. Sempre procurei ler muito sobre tênis seja nos sites da ITF,ATP,WTA,CBT e até mesmo a porcaria de site da COSAT mas normalmente leio a página da UOL sobre Tênis e blogs especializados como o seu.

Como apaixonado por história e por tênis obviamente li o livro O Tênis no Brasil (de Maria Esther Bueno a Gustavo Kuerten) de Gianni Carta e Roberto Marcher que conta com dois textos sem ser dos autores, um texto do pai de Gianni Carta, Mino Carta e outro do autor deste blog. Sempre quando tenho chance procuro ver jogos de tênis quando passam na tv seja ela aberta ou fechada e até mesmo vejo eles pela internet, não me considero sofasista e por ser franciscano não me considero não-sofasista então fico em cima do muro nesta parte. Vi pela tv e li todo o fiasco do Brasil Open 2013 e quando fiquei sabendo que o Paulo Pereira seria o diretor do Brasil Open 2014 decidi ir pra SP ver o torneio mas como diria a letra de mamonas assassinas “MONEY QUE É GOOD NÓS NÃO HAVE” então fui ver o torneio mas fui no domingo quando acontece o qualy e a entrada é franca (um dos motivos de assistir torneio em Campos do Jordão é porque a entrada é franca) o que me faria apenas pagar transporte e alimentação (moleza pois bus e metro é relativamente barato e meu cartão sodexo que ganho por ser prof ainda tinha grana então o pão de açucar que fica relativamente próximo ao Ibira resolveu a parada).

No dia 23 fui pra SP realizar meu sonho de ver um torneio ATP pela 1ª vez , tudo bem que me digam q vi o qualy, mas cheguei muito cedo pra poder ver os treinos de quem estava na chave principal e vi o Delbonis treinando por exemplo. Na minha inocente cabeça tinha duas metas: uma conseguir que o Roberto Marcher autografasse meu exemplar do seu livro e a segunda conseguir uma credencial pra fazer uma graça no clube (muito inocente da minha parte achar que um ATP 250 é tão fácil conseguir credencial quanto em Campos mas tudo bem…). Saí de Taubaté muito cedo e cheguei no Ibirapuera por volta das 8:30 e consegui ver o fim do treino do Delbonis com o também argentino Mayer e já me impressionei com o tênis do canhoto argentino. Fui para o Mauro Pinheiro trocar de roupa e quando estou voltando para o ambiente do torneio vejo o Tommy Haas passar e o mané aqui trava e nem consegui pedir uma foto com o alemão tamanha a timidez momentânea mas percebi que ele ia treinar com o Zeballos (esse joga muito mas muito mesmo já o acompanhei em Campos duas vezes tanto nos jogos como nos treinos e seu ranking não reflete seu tênis), como gosto tanto de jogar como assistir vi muitos duplistas no torneio dentre eles Monroe e Stadler, vi e me impressionei como o jogo do alemão Kas tanto no seu aquecimento com o Philip Oswald quanto no seu jogo contra Pere Riba pelo qualy.

Encontrei o sempre simpático Jaime Oncins e pedi para que ele autografasse na página que é dedicada a ele no livro de Marcher e Carta, e ele o fez para minha grande alegria (pude ver de novo aquele slice maravilhoso ao ver ele aquecendo seu pupilo Gastão Elias na quadra 1), vi o aquecimento e depois o jogo do Lajovic contra o Thiago Monteiro e não me impressionei tanto com o sérvio porque peguei uma birra danada do técnico dele mas me impressionou a facilidade com o que o Lajovic bate o backhand de uma mão, bate muito fácil todo tipo de bola seja ela alta, baixa, sem peso, com peso não importa de que jeito ela venha ele não erra no backhand e se erra é porque tentou fazer demais com a bola. Ele aqueceu com o Pere Riba um espanhol não tão típico pq não é de enroscar muito a bola como é comum se ver por ai mas que bate uma direita violenta e saca muito forte não tinha radar na quadra que o vi mas com certeza saca fácil 200 km/h. O jogo do Riba com o Kas foi o melhor que vi naquele dia junto com o jogo do argentino Máximo Gonzalez contra o Philip Oswald. Antes do seu jogo cheguei a desejar buena sorte a Macchi como é conhecido o argentino em seu país natal.

Fui almoçar e quando volto vejo o final do jogo do Gastão Elias e do pupilo do Marcos Daniel que agora não me lembro o nome. Quando saio da central e estou no caminho da quadra 1 encontro dois senhores no caminho próximo a uma das lixeiras do complexo sendo que um deles é só um dos autores do livro já mencionado (que é um dos meus referenciais bibliográficos e teóricos para uma gama de artigos científicos ainda não publicados que escrevi e principalmente para meu projeto de mestrado), encontro com Roberto Marcher e me apresento tremendo porque a emoção era muito grande e peço encarecidamente para que ele autografe meu livro o que ele não só o faz como também faz um pequena e linda dedicatória. Agradeço ao Carlos Rossi, que era o outro senhor, por tirar uma foto minha com o Marcher. Depois dessa dedicatória pensei dane-se a credencial o objetivo primário está cumprido vamos curtir o torneio. Tanto que conheci uma galera q treina no CT da Koch bem legal, já tinha conhecido uma holandesa juiza de linha chamada Jackie com a qual conversei em inglês e foi bacana o papo, tirei fotos com o Kas e com seu parceiro de duplas Haase (puts como fiquei feliz do Feijão ganhar dele não por ele mas por causa do seu técnico/preparador físico que é um careca metido demais), vi o jogo do Rogerinho contra o maluco beleza do Zampieri (aliás não pegou bem a garfada que o Zampieri deu no Little Roger nem eu nem a galera do CT da Koch gostou).

Deu pra ver e principalmente sentir toda a estrutura que foi montada para o evento tanto na área de telecomunicação porque vi parte da montagem dos ao vivos tanto da band quanto do Sportv, vi as opções de alimentação (muito caras para mim), visitei todos os stands q estavam montados e achei um absurdo o aumento de preço de um dia para o outro dos tubos de bolas vendido no stand da Wilson.

Voltei pra Taubaté sem ver o jogo do Starace o que foi uma pena mas mesmo assim fiquei muito feliz de ter realizado meu sonho e ver tantos bons jogadores profissionais de perto e ter conhecido parte de uma grande estrutura que é um ATP 250.

SAM_5760

O nosso leitor abordando Roberto Marcher.

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