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domingo, 16 de fevereiro de 2014 Rio Open, Tênis Brasileiro | 11:10

De olhos abertos

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O passeio até o Recreio dos Bandeirantes é longe. Passo pelo Sheraton, onde estao os tenistas do Rio Open, onde já fiquei algumas vezes, onde já se realizaram alguns torneios, inclusive uma Copa Davis, contra o Uruguai, em suas quadras com vista deslumbrante de toda orla de Ipanema. Depois passa-se por Miami, a chamada Barra, onde vi o Barrashopping, onde tivemos uma das vitórias de Copa Davis mais emocionantes, batendo Boris Becker e amigos – o local está irreconhecível, confesso que para melhor. Passei tambem por um mastodonte de concreto, que meu cicerone explica ser alguma coisa da musica, algo que foi usado só quatro ou cinco vezes e onde, diz ele, foi despejado montanhas de dinheiro como outros lugares por aqui que ninguem sabe explicar.

O clube onde Walter “Gringo” Priedkman construiu sua academia de tênis, aproveitando um local que estava abandonado, é em frente a uma praia de surfistas. O gaúcho Marcos Daniel, que estava no carro conosco, fica surpreso. Achava que nao conhecia o Recreio, mas tem certeza que já veio surfar naquela praia anos atrás.

Somos todos convidados para conhecer o projeto. Vários tenistas estao envolvidos, entre eles Fabiano de Paula e Marcelo Demoliner e muitos jovens em crescimento. O atual capitao da Davis, Joao Zwetsch, também veio para lá recentemente. O projeto é bancado pela Unimed e pela Estácio, cujo presidente Rogerio Melzi ajuda a anos o projeto de Gringo. Eles trabalham para que o know-how de gestao do mundo empresarial chegue ao mundo do ensinamento do tênis competitivo.

O evento foi para mostrar o projeto a alguns e reunir outros que já o conhecem. Marcos Daniel, amigo de longa data, me contou bastante de sua nova fase de vida. Bruno Soares, seu parceiro Peya e respectivas famílias estavam acompanhados de amigos mineirinhos que também jogam. Bruno foi treinar no Country, já que as quadras do Jockey estao disputadas, e chegou no fim da tarde. Joao Zwetsch chegou para o jantar. Bruno Rosa, que passou anos em universidade nos EUA e trabalhando na Faria Lima agora está na Estácio, levado por Melzi, entrou na quadra e segue dando legal na bolinha. Edu Faria, preparador físico do time da Davis, e que vejo sempre no Pinheiros, também presente.

Outros empresários, tenistas, professores ajudaram a fazer do churrasco a céu aberto um belo programa do meu primeiro dia de Rio Open. Tudo ornamentado pelo som de um exímio guitarrista e os vocais do impagável Domingo “Stewart” Venancio, que vocês conhecem porque de vez em quando comenta na SporTv, e eu conheço de 35 anos atrás. Na volta, no carro, quase dormi o sono dos justos, dos contentes. Só faltou fechar os olhos.

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