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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 Aberto da Austrália, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:02

Volto?

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Volto, será que volto?, no meio do Aberto da Austrália. Férias, crises, de terceiros e bloguisticas, e outras cositas fizeram que eu ficasse longe. A volta, mais definitiva, será decidida em breve – assim peço que fiquem atentos à minha página do Facebook e à conta do Twitter.

Volto após ver a Aninha derrotar sua algoz, Serena Williams, a mulher que se acostumou em dar uma encarada e fazer cara feia para fazer a Aninha tremer dentro de suas sapatilhas cor de rosa. Mudou Serena? – se mudou foi pra melhor, já que a vi jogando bem na Austrália. Com certeza mudou a Aninha, que finalmente tem na sua equipe seu novo técnico, o também sérvio Nemanja Kontic. Foi-se Nigel Sears, uma verdadeira nulidade – aquilo é um atraso, para nao dizer brincadeira de mau gosto.

Aninha nao largou o osso em momento algum, inclusive após perder o 1o set. A vitória, também de virada, sobre Stosur, na rodada anterior ajudou. Como talento e golpes a moça sempre teve, era uma questao de afinar o emocional – e o serviço, que desmoronava junto com o emocional. O toss continua uma tristeza, mas pelo menos agora ela nao segura a mao, nem entra em panico. Ainda há salvaçao neste mundo. Convenhamos, é uma prazer inominável assistir a abundância e diversidade de talentos da Aninha.

Só fica melhor se acompanharmos seu próximo jogo, contra a canadense e novo cocada branca do circuito, a jovem Eugenie Bouchard, uma moça com personalidade, golpes e o resto necessário para uma estrela. Ela vem subindo como um foguete no circuito profissional – ainda em 2012 jogava o circuito juvenil. Essa partida acontece esta noite, logo após a super-fêmea Penetta enfrentar a chinesa Na “transparencia verbal crônica” Li.

Entre os homens, amanha cedinho Djoko enfrenta Wawrinka. Será que o suíço quer tanto assim? Ele está jogando cada vez melhor, talvez mais golpes do que o sérvio, com certeza mais plasticidade e habilidades, mas nao tem mais coraçao e velocidade. A conferir. Quem nao tiver o que fazer também pode assistir, na madrugada, Ferrer enfrentar o Berdich. Talvez a esta altura descubram que o uniforme do checo nao é uma questao de mau gosto fashionista e sim de amor à pátria. Com a listras azuis e brancas, o checo está a lembrar a todos que ele e seus companheiros sao os campeoes da Copa Davis. É uma questao de orgulho,, de statement, nao de moda.

Federer jogou muito tênis contra Tsonga. Fazia tempo que nao o via assim. A maior mudança? A de “ficar” no jogo e nao dar chance de o caldo engrossar. Já passou da hora de ele entender que já passou da idade de ficar mais tempo do que necessário em quadra e dar milho à bode. Quanto a ser mais agressivo, era uma tática óbvia, como ele mesmo confessou. Se ele nao vai pra cima, vem o Tsonga. Quanto a este, voltou a ser “francês” demais, com frescuras desnecessárias e viajadas imperdoáveis para quem quer o que ele diz que quer. Quando quer é um perigo. Quando viaja…

Fiquem de olho na Simona Halep, agora de seios reduzidos. A moça era uma revelaçao como juvenil, fez a cirurgia e vem jogando bem a alguns meses.

Quanto a ESPN, ficou esperta depois da comoçao por conta de só terem colocado o jogo do Bruno Soares após ter começado, priorizando os jogos que estavam no ar, o que nao chega a ser nenhuma afronta, pelo contrário. Mas talvez fosse sim bom senso. O presidente da CBT, sempre um trator, meteu a boca pelo twitter. E a polêmica se instalou na internet. A surpresa fica por conta dos espectadores se manifestarem a favor da interrupçao de jogos dos #2 e #3 do mundo para se colocar um jogo de duplas de um brasileiro. Como o tênis mudou, – pelo menos o brasileiro e telespectador brasileiro. Como resultado, hoje a ESPN estava a mostrar o jogo do Marcelo Melo, que perdeu, e nao encontrava, quando olhei, está difícil achar todos os canais da ESPN na NET, a iminente derrota de Sharapova para a sapeca baixinha Cibulkova. E quem disse que precisa ser gigante para ser tenista?

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