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sábado, 2 de novembro de 2013 Sem categoria, Tênis Masculino | 20:03

Boquinha

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Alguém tem que me dizer como é que o operário Ferrer vai dormir esta noite e ter a clareza emocional para defender o título de Paris. A lista de ambições nao realizadas que o espanhol tem para sua carreira nao deve ser muita extensa após tantas celebraçoes. Com certeza, após ganhar Paris no ano passado, seu primeiro Masters 1000, era uma delas. Estar entre os top10 e ajudar seu país a vencer a Copa Davis sao metas conquistadas. Chegar ao topo do ranking acredito que nao seja algo que julgue possível, apesar do abnegado ser o atual #3 do mundo, algo que já pode ser classificado como uma tremenda conquista para um tenista com suas limitaçoes técnicas, o que nunca lhe serviu de restriçao mental. Ficamos com conquistar um Grand Slam, difícil, bem difícil, até mesmo em sua cabeça, mas, o conhecendo, nao impossível. Duro mesmo era mesmo seu histórico contra seu amigo e arquirival Rafa, o que lhe impossibilitava de sonhar mais alto, especialmente nos grandes cenários.

Os dois se enfrentaram, antes da semifinal de hoje, 28 vezes, com 24 vitórias de Rafa. Sendo que três vitórias do operário vieram no início da carreira de Rafa e ultima, em 2011, nas quadras rápidas do Aberto da Austrália com Rafa um tanto baleado. Interessante que após essa partida se enfrentaram nove vezes consecutivas em quadras de saibro, todas com vitórias de El Rafa. Se tinha alguma coisa que o operário queria na vida era pegar seu “amigao do peito” em uma quadra rápida, e duvido que tenha alguma mais rápida do que a de Bercy, e lhe enfiar dois sets goela abaixo. Isso ficou, para quem quis ver, claro durante a preleção do juiz de cadeira durante o sorteio, quando ambos tenistas ficaram pulando, um de cada lado da rede e cara a cara, em uma cena que mais parecia uma dança bem ensaiada com promessas melhor nao verbalizadas. Pela intensidade com que pulou por ali Ferrer mostrou que estava com o saco cheio da freguesia. Naquele momento, minha mulher, que é “vamos rafa” até debaixo dágua virou pra mim e sentenciou – “hoje vai dar Ferrer! E vou torcer pra ele”. Êta boquinha linda.

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