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terça-feira, 17 de setembro de 2013 Copa Davis, Sem categoria | 11:03

Yellow brick road

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Quando escrevo que o tênis é um “jogo”, não de azar, ou sorte, não de força, não só de talento e habilidades físicas sinto que ainda não sou compreendido na medida exata. Tudo isso, e muito mais, faz parte. Mas o principal componente, o amalgama final, são o mental e o emocional, que podem parecer ser a mesma coisa, mas não o são, mas são o que forjam os campeões.

É com tristeza, por ele e por todos nós, fãs do tênis brasileiros, que acompanho, à distância e pela TV, a carreira de Thomaz Bellucci não decolar como poderia e se esperava, pelo imenso talento e arsenal técnico. E agora, em um cenário ainda mais doloroso, regredir e, pior, entrar em zona de perigo.

Este ano foi uma tristeza para o tenista. Poucas vitórias – nenhuma de grande valor, talvez a sobre Isner na Copa Davis, mas o grandão vinha de contusão e estava avariado, e de muitas derrotas, e várias para gente de quem não deveria mais perder.

A contusão no abdômen não ajudou – elas nunca ajudam – e veio em momento crítico, quando começava a temporada no saibro, seu piso favorito e campo de suas maiores conquistas, e após alguns bons resultados, em Miami e Barcelona (ambas 3ª rodada). Na Espanha ele se contundiu, em Abril, e só voltou a competir em Julho, em Stuttgart. Dalí para frente ganhou dois jogos e perdeu dez, incluindo a Davis este ultimo fim de semana, onde não ganhou um set em dois confrontos.

Não há confiança que resista a tanto mal trato. E Thomaz sempre foi um tenista que performa na confiança. Ganhar jogo no estresse, na marra, na briga de rua nunca foi seu perfil predileto.

Não sei quanto a contusão, desta vez no ombro direito, foi causa de suas derrotas na Alemanha. Só posso crer que em nada, se não teria sido irresponsabilidade. Jogar com dores faz parte da carreira do atleta. Incomoda, prejudica, um verdadeiro “saco”, mas faz parte e não pode fazer a diferença.

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Pelo menos à distância, e ela sempre pode enganar, a dor parece ser mais acima do pescoço e, quiçá, no lado esquerdo do peito. É difícil para qualquer tenista sair dos top100. É um massacre emocional, um ultraje jogado à sua cara, uma derrota pessoal, especialmente quando já se foi praticamente Top20, aos 22 anos e uma estrada de tijolos amarelos se abria à sua frente com mil promessas no horizonte.

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