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terça-feira, 3 de setembro de 2013 Sem categoria | 00:46

All things must pass

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All things must pass, já dizia George. E ele já parodiava, entre outros, Mateus. Há mais de um ano eu escrevi que os fãs que se preparassem para novos tempos no tênis, estes sem Roger Federer. Foi bom, muito bom, enquanto durou. Ainda vai ser legal por um tempo, um tempo que nem ele sei se sabe qual será.

Esta temporada Roger fez suas apostas – ficando longe dos torneios um tempo surpreendente – e a aposta não vingou, pelo contrário. Talvez ele já soubesse de suas limitações físicas – e não há razão para ficar divulgando essas fraquezas.

Jogar tênis é como andar de bicicleta, ninguém esquece. Porém, para jogar competitivamente, em um padrão de qualidade que o mundo se acostumou a ver em Roger Federer, e contra os adversários soltos por aí, é preciso físico privilegiado. E isso Roger, que sempre se esmerou no quesito, bem mais do que lhe davam crédito, não tem mais.

A derrota do suíço para o espanhol Tommy Robredo pode ser caracterizada como uma surpresa – este tanto ainda devemos a Roger. Mas ninguém pode dizer que foi imprevisível e fora do radar.

Acima de tudo convenhamos e não esqueçamos – apesar do foco estar no bonitão, Robredo jogou o fino do fino, do começo ao fim e tem mais ver com o resultado do que Federer. É que a gente sempre espera uma mágica do Houdini. O espanhol vem jogando muito bem faz algum tempo e mostrando, após ter ficado longe do circuito por um tempo, que ainda tem muita disposição para competir. E, imprescindível para seu estilo, com muito gás e pernas – lembrem-se de suas “viradas” em cinco sets em Roland Garros, e como se moveu para bater o suíço ontem. Mas, não custa lembrar, ele é somente 9 meses mais jovem do que Federer. Será que isso pode ser uma inspiração para o topetudo?

O que nos fez pensar como Federer vai lidar com essa fase de sua carreira. Terá cabeça para lidar com as adversidades e novidades? Isso ele não tem demonstrado nos grandes momentos, que pra ele são os Grand Slams.

Se olharmos com frieza, cada GS que passa mais difícil fica para ele acrescentar outro título no seu currículo. Nos últimos três GS perdeu para tenistas fora dos Fab4, que era o máximo que lhe acontecia. No penúltimo para um tenista fora dos top100 e neste ultimo fora dos top20. Mas, lembrem-se de dois detalhes. Pete Sampras estava fora dos top10 quando venceu seu ultimo GS, aos 31 anos de idade – e ele não tinha o preparo físico do Federer, e nem adversários com o físico dos adversários do suíço. O ultimo detalhe é que nunca enterrem um grande campeão antes da hora.

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