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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Sem categoria | 17:15

Bobagens

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O pêndulo do circuito vai todo para a América do Norte a partir de 2a feira, quando os cachorroes desembarcam em Montreal, a cidade de sotaque francês do Aberto do Canadá. Imagino que Rafa Nadal tenha um carinho especial pela cidade, onde ganhou seu primeiro Masters1000 em quadra dura, em 2005, batendo Andre Agassi na final, um marco em sua carreira. Após a partida o espanhol repetia: agora sei que posso vencer também na dura – mal sabia ele, e os outros. Até por isso desembarcou por lá com uma semana de antecedência do dia que deve estrear na chave de simples, o que deve acontecer só lá pela quarta feira. Mas antes disso ele terá a oportunidade de treinar bastante com colegas de trabalho e jogar o torneio de duplas para pegar ritmo de jogo.

Quem nao vai a Montreal é Federer, que nunca ganhou por lá – só em Toronto, do lado inglês do evento. Talvez por isso. Os canadenses alternam anualmente o local do evento entre as duas cidades com a WTA. Para variar ele nao deu muitas explicaçoes de sua ausência – especialmente agora que, por conta da idade, nao é obrigado a jogar os Masters1000. Podem ser as costas. Pode ser a raquete. Pode ser que nao está a fins. Pode ser que ele diga a real, pode ser que nao.

Enquanto os cachorroes jogam o ultimo evento no saibro europeu em Kitzbuhl, chamosíssima vila, onde o Monaco e o Granoller fazem a final no sábado, e outro na capital americana, já nas quadras duras, outras notícias, desta vez sobre bobagens de tenistas, ganham as manchetes.

A primeira, sobre a qual tenho lido pouco, é que o croata Marin Cilic foi pego em um antidoping com excesso de glicose. Ele nem vem jogando desde Wimbledon, onde descobriu, porque já sabe que vai dançar. Quer usar este tempo para debitar do tempo que vai ficar no gancho. Pelo que sei é mais um que dançou por comprar produtos em farmácias comuns e acabou ingerindo algo contaminado. A notícia oficial deve aparecer em dias. Acho interessante como os tenistas ainda caem nessas armadilhas. Duvido que alguem vá-se dopar com excesso de glicose, que de qualquer maneira é proibido. Mas o assunto virou tanto uma paranóia como uma incógnita. É uma paranóia viver na corda bamba de ingerir algo proibido sem querer, por descuido próprio ou de quem está por perto. Assim como é uma incógnita o que realmente os tenistas estao tomando que fica aquém do proibido e que de repente passa dos limites, no que chamam de contaminaçao e nao necessariamente um doping proposital – ambos proibidos, só que com puniçoes diferentes. Faz bastante tempo que nenhum tenista top é pego por conta de algo que claramente era ingerido para aumentar a performance pontualmente. Sao sempre coisas em que o tenista vai tomando para ficar “melhor” como um todo.

Uma outra bobagem desta semana é sobre a russa Olga Pushkova, que alguns tarados consideram “hot”. A moça, em um destempero, deu um drive em uma bolinha que acabou acertando em cheio um juiz de linha que foi a nocaute. Pegou no joelho – tem coisas piores. Nao é a primeira nem será a última. Tim Henman, logo ele, foi expulso de Wimbledon por acertar um juiz de linha, logo no início de sua carreira – foi um escândalo e depois disso o inglês ficou pianinho. Fernando Meligeni foi expulso de quadra no Estoril por acertar uma bolada em um espectador. Só para lembrar de dois. Nenhum deles teve intençao, assim como a russa, o que nao impediu a desclassificaçao e a multa. É um segundo de bobeira para a casa cair e a carreira ficar chamuscada.

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Olga – foi sem querer…

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