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Arquivo de agosto, 2013

sábado, 31 de agosto de 2013 Sem categoria | 20:50

#179

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Nao pude assistir a vitória de Lleyton Hewitt sobre Del Potro. Uma pena, deve ter sido um jogo interessante. Na fase da carreira do Hewitt o tenista precisa de uma motivaçao maior para fazer um jogao. O australiano sempre teve, para pouco dizer, um pé atrás com os hermanos. Aí estava a motivaçao extra. À parte disso, Delpo nao vinha jogando bem. Sua vitória sobre Garcia Lopez já havia mostrado isso. Agora Hewitt enfrenta o fantasma Donskoy, pode passar e pegar o vencedor do Haas com o Youzhny – ambos zumbis no circuito.

Estou assistindo o Robredo enfrentar o fantasmaço ingles Daniel Evans – esse está se divertindo! O cara é #179, socou o Nishikori e botou o máscara Tomic para correr. Ótima a história que contou sobre o australiano. Pouco tempo atrás ele havia marcado quadra para treino e, na mesma quadra estava o Tomic. O pai nao deixou o filho treinar, dizendo que o cara era qualy e nao qualificado para treinar com seu filhinho. Tá bom! Se assistiu, assistiu pela TV, o filho tomar um cascudo do inglês. Lá no torneio ele nao entra.

Para animar um pouco o pessoal mais uma daquelas comparaçoes que irrita os torcedores. Sempre ouço o pessoal elogiar e afirmar que o slice do Federer é uma maravilha – nao é. Já o desse inglês fantasmao é bom. Ele sabe abaixar a bola com propriedade, algo que o Federer nao faz com a mesma qualidade, além de mudar a direçao da bola, algo que o Federer nao faz ou nao gosta – no final dá igual. É óbvio que o suíço tem um arsenal bem mais amplo, especialmente na direita e acima dos ombros, o que mais do que compensa. Pouco sei do inglês, mas já tem 23 anos e nao fez muito até hoje – dá pra ver que lhe falta experiência e consistência enquanto sobra empolgaçao. Só jogou uma única vez na chave principal de evento fora dos Futures e Challengers – em Queens deste ano, onde venceu duas partidas. Pelo tênis vistoso e agressivo vai ser interessante acompanhar se carreira do rapaz decola após o US Open.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:52

Par de quatro

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Fica um pouco difícil de compreender, se nao tao difícil de entender. Ligo a TV, para seguir as partidas do US Open. E, mais uma vez, vejo um desses absurdos que seguem alguma lógica perversa.

A partida da Quadra Central era o clássico italiano entre Flávia Penetta e Sara Errani, com vitória nao tao surpreendente da primeira sobre a segunda que, apesar de cabeça 4, nao está tao confortável sobre pisos duros e, menos ainda, jogando com uma de suas melhores amigas no circuito – além da amiga ser mais velha e uma referencia em sua carreira.

Mas, ao que me importunou. Na mesma hora, Angelike Kerber, #8, enfrentava a jovem canadense Eugenie Bouchard, a próxima grande jogadora do circuito – quem nao conhece guarde o nome, pois além de jovem (19 anos), tem ótima técnica, corpo vistoso e presença em quadra. O jogo das italianas ia de mal a pior – nada acontecia e a Penetta atropelou a amiga – e eu querendo ver a Eugenie em partida bem mais equilibrada e interessante.

Pois nao é que os quatro canais que estao mostrando o torneio – ESPN, ESPN+, SporTV2 e SporTV2HD – mostravam o mesmo jogo. Quatro canais e um mesmo jogo? Sendo que cada par pertence às mesmas emissoras?

18.50h – Bem pessoal, levo um puxao de orelhas do Romulo Mendonça, que é um dos meus narradores favoritos, dizendo que fez a partida, na integra, da canadense. Ao mesmo tempo leio o comentário do leitor que me informa que o ESPN+ está no canal 569 na NET. Assim, a ESPN tem, na NET, o canal 60, o 560, que é a mesma imagem só que em HD, e ainda o canal 569, que é o canal ESPN+. Ótimo, assim eles ficam com dois canais e duas imagens diferentes nas canais HD e um canal sem ser HD, que tem a mesma imagem da ESPNHD. Eu bem que ficava me perguntando por onde estava o Romulo e o querido Sassi, que é ótimo comentarista que faz par com o Romulo. O mesmo leitor me avisa que a SporTV repete a imagem nos dois canais. Agora, para completar, é só alguem me dizer onde e como eu assisto o tal WatchESPN. 

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:17

Sucesso

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Se o mundo fosse justo, o que nao é, e se o tênis fosse um espelho dessa qualidade, o que também nao é, Rogério Silva seria um excelente jogador, tipo top10, o que tambem nao é. É muita injustiça junta. Mas o mundo continua sendo único, o tênis o melhor dos esportes em inúmeros critérios e Rogério um exemplo de esportista e caráter, além de um sucesso como tenista.

A definiçao de sucesso é ampla e discutível. Nos esportes costuma estar associada à fama e conquista de títulos. O primeiro critério é uma falácia, o segundo com certeza um dos critérios. Talvez esse critério tenha sido um tanto sobre valorizado, considerado pelo ponto de vista do esporte profissional, onde o fator “torcedor” serviu para arregimentar as pessoas, tornar possível o profissionalismo e estreitar o entendimento do esporte. Serviu também para estreitar os critérios do sucesso.

Sucesso, em qualquer área, pode também ser avaliado pela obtençao de metas e objetivos, a derrota de dificuldades, o triunfo na realizaçao de tarefas, a conquista do respeito de seus pares, a realizaçao de uma paixao em uma profissao. Todas estas facetas exigem entrega, determinaçao, disciplina, auto confiança. Mas, acima de tudo, o sucesso exige o bom senso de conhecer suas limitaçoes e se entregar à felicidade de aceitar o valor de suas conquistas dentro de parâmetros pensados e colocados, buscando incessantemente estender essas mesmas restriçoes, sem que isso cause frustraçoes que possam derrubar o propósito principal. Considerem que as definiçoes acima foram escritas de improviso, levando em conta minhas experiencias de vida, de sucessos e fracassos, o que, de maneira alguma, abrange todo o universo das definiçoes do sucesso e deixa para o leitor espaço para as suas definiçoes.

De qualquer maneira, e por mais de um ponto de vista, Rogério Silva é uma história de sucesso. Seu ranking poderia ser melhor, suas conquistas no tênis mais amplas. Mas ele sabe de onde veio, pelo o que passou, o que trabalhou e do que abriu mao. Além disso – e nao é pouco – é um homem de caráter, algo per si que exigiria definiçoes ainda mais extensas e qualidades mais raras em dias atuais.

Fico entao com; Rogério Silva é um tenista, que conseguiu reverter uma história sem brilho no tênis nacional, para uma história de superaçao – e como tenista usa essa expressao com leviandade que chega a me dar asco – através de muito trabalho, coragem, dedicaçao, entrega e por aí vai.

Vencer Vacek Pospisil – canadense que acabou de chegar às semis do Aberto do Canadá, batendo Isner, Stepanek, Berdyck e Davydenko –  após estar perdendo por 0x2, salvar sete match points, vencer dois dos três sets seguintes no TB, sendo o último deles por 12×10, após passar pelo qualy, onde também teve que vencer uma partida no TB do set final, tem que ser considerado um sucesso por qualquer prisma. Agora só lhe resta convencer o Eulício, seu pai e ex tenista, a pegar um aviao e exercer o privilégio, e coroar o sucesso do filho, de ver o filho jogar na Quadra Central contra Rafael Nadal, um tenista com características tenisticas semelhantes a do Silva.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:48

Ovos

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O publico do U.S. Open em New York é conhecido por ser tanto participativo como conhecedor do esporte. Por ali muito tenista, mesmo que pangarés, e poucos sofasistas. Por isso, quando eles berram algo das arquibancadas é bom ouvir.

A americana Sloane Stephens, tenista negra louca para roubar o lugar de Serena Williams, com quem já teve estresses pela imprensa, no tênis americano, passou por essa experiência na sua primeira rodada. Como a moça jogava muito mais para panga do que para pro, seus fas, ao menos fas do tênis americano, decidiram dar uma força para nao dizer outra coisa.

A moça declarou, mais para um desabafo, que tinha uns 75 técnicos na arquibancada. “Joga na direita dela”, “saca na esquerda”, “vai pra rede” e por aí vai. Mas teve um cara que realmente mexeu com ela quando, após perder o 10 set e estar cheia de gracinhas para perder o 2o, mandou um aviso alto e claro das arquibancadas: “se você nao se acertar aquela mulher vai pegar o seu prêmio de segunda rodada”. Como Sloane nao é ainda nenhuma Serena, pelo menos em termos de conta bancária, achou melhor “get it together” como sugeriu o “coach” das arquibancadas, que merecia pelo menos um novo ingresso, se nao um jantar, já que a diferença ali era de U$21 mil.

Enquanto isso, Serena, que vive uma nova fase na carreira, onde humilhar as oponentes é só uma continuaçao do mesmo, fez a campea de Roland Garros Francesca Schiavonne reavaliar a carreira ou a aposentadoria. Deu-lhe um 6/0 6/1 e pior nao foi porque deve gostar da italiana.

Roger Federer nem entrou em quadra por conta da chuva – hoje seria uma oportunidade dos organizadores falarem algo sobre o possivel teto da quadra central. Fora isso, o japanes Nishikori, cabeça 11 deve estar pensando de onde veio esse fantasmaço inglês Evans que lhe deu de chicote. Falando em surpresa, mas seria mesmo, o Gulbis perdeu do austriaco Maurer em 5 sets após liderar por 2×1. Eu ia escrever sobre a derrota do Thomaz Bellucci, mas achei melhor nao. O brasileiro, pelas suas caracteristicas emocionais, é um tenista que precisa estar confiante para jogar seu melhor. Como isso nao vem acontecendo, entra no processo do ovo e a galinha. E nao se faz uma omelete sem quebrar os ovos.

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Francesca nos ombros de um pegador de bolas.

 

 

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013 Sem categoria | 11:30

Carpe Diem

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Carpe Diem. Estou cada dia mais ciente da frase eternizada por Horácio, da qual faço a adaptação à minha realidade. Para quem não sabe o significado, é algo na linha de “aproveite o momento” e suas consequências filosóficas. Ontem à noite, enquanto me preparava para digitar esta coluna, minha mulher começou a assistir ao filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e pensei imediatamente que valia uma reavaliada.

Como com frequência acontece, algo eu pesco para minhas analogias com o tênis. O filme arrisca menos na declamação de poemas do que eu lembrava e esperava, ao contrário de um “Shakespeare Apaixonado”, algo mais ao meu gosto no uso da poesia, especialmente a do mestre. De qualquer maneira é ótimo ouvir/ler Whitman e Trudeau, especialmente nos dias de hoje e ainda condenado a São Paulo.

O filme é ótimo em vários aspectos e sofre em outros. A história acontece em 1959, quando posso imaginar a vida em uma academia para garotos na tradicional costa leste americana. Os acontecimentos, em especial de um dos personagens, me levaram a pensar sobre o livro “Na Praia”, onde o autor Ian McEwan deixa claro que por pouquíssimos anos as razões que causaram o drama da história se tornariam inviáveis pelos acontecimentos culturais e sociais que mudaram o mundo nos anos sessenta. No filme, aquela rigidez de pais e escolas estava prestes a ser abalada pela revolução dos anos sessenta, algo sobre o que os poetas beatnicks já estavam escrevendo enquanto o pessoal ainda lia Trudeau na caverna, um poet/pensador que seria revigorado nos anos sessenta.

No entanto, Neil, o rapaz que queria ser ator, e não médico como insistia e ordenava seu pai tirano, não consegue lidar com a frustração de se ver enviado para uma escola militar e dali para estudar medicina em Harvard, e mete uma bala na cabeça. Achei apelativo, dava pra criar um drama sem essa covardia do personagem. Afinal, estudar medicina em Harvard não é o fim do mundo e em uns três anos, Neil poderia mandar seu pai catar coquinho e fazer o que quisesse de sua vida. Acabar com sua vida foi uma covardia que me chocou e não condiz com o que o filme prega.

Roger Federer deve estar vivendo algum tipo de crise ao se olhar na chave e descobrir que é somente o cabeça de chave #7. É pouco para quem passou quase uma década construindo a fama de ser melhor do mundo e deve ser uma certa angustia pensar em um futuro que não irá ficar melhor, pelo menos como tenista. Sentiu-se até obrigado a fazer uma declaração de que está em Nova York para vencer o torneio – não para participar, o que não disse. Afinal são pouquíssimos os que estão na cidade com essa real intenção – menos do que cabe na minha mão.

Apesar de alguns sofasistas ficarem todos assanhados ao pregarem o fim da era Federer, chamando-o de acabado e por aí afora, o suíço não se encolheu, não largou raquete, não ameaçou terminar a carreira e obviamente não meteu uma bala na cabeça. Está na cidade, para o que der e vier, até porque o que o separa de tais sofasistas é tanto a capacidade de realizar como a tranquilidade de quem já fez. E o que vem por aí é uma série de jogos que poucos anos atrás não lhe desmanchariam o topete, mas que hoje em dia não dá mais para apostar. É óbvio que será triste e um desapontamento vê-lo partir pelas mãos não tão talentosas de um Zemlja, Giraldo, Querrey, Nishikori, Robredo ou mesmo um Tomic, todos em seu possível caminho para pegar Rafa Nadal ainda, quem diria, em uma quarta de final. Isso se o espanhol passar por outros, incluindo o grandão Isner na oitavas.

A fila anda, o mundo muda e o tênis se recicla. Dos anos 50 para os 60 foi um ganho enorme e com uma série de consequências benéficas para todos. Não estou vendo, pelo menos ainda, como o mundo do tênis ficará melhor com as inevitáveis e imediatas mudanças.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013 Sem categoria | 09:49

Nao vai dar

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Maria Sharapova está fora do U.S. Open. Essa é a notícia de hoje. A razao alegada sao problemas no ombro direito, o mesmo que a forçou ficar longe das quadras por 10 meses após cirurgia.

Desde Wimbledon, onde perdeu na 2a rodada, jogou Cincinnati e perdeu na 1a rodada. Isso após despedir seu técnico de anos, contratar Jimmy Connors e o despedir após a derrota na 1a rodada de Cincinnati. Esta semana inventou essa história de mudar de nome, causou maior agitaçao, voltou atrás, foi a New York para divulgar seu negócio de balas e agora diz que nao vai jogar. Se sabia hoje, provavelmente sabia dias atrás. Mas, uma coisa de cada vez. Primeiro divulgamos o que dá grana e nao pode esperar – New York é o lugar que agita. Depois o que realmente importa aos fas do tênis que compraram ingressos para vê-la jogar. As ultimas semanas foram agitadas para a russa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013 Sem categoria | 12:40

Distintas

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Ainda estou tentando compreender a decisão da atual campeã de Wimbledon, a francesa Marion Bartoli, de abandonar a carreira, semanas após conquistar o torneio de Wimbledon, o maior feito de sua carreira. É algo simplesmente inexplicável, apesar das explicações da moça. Para tentar entender sua decisão, avalio o contraponto, sendo este a anunciada decisão de Maria Chatapova (me sinto bem mais à vontade em mudar o nome da moça agora) de mudar seu nome, para logo em seguida anunciar que não mais o faria.

Existem duas personalidades mais distintas do que as de Marion e Maria? A francesa, uma graça de pessoa e muito mais simpática e generosa do que a russa, sempre foi o patinho feio do circuito, pelo descuido com seu visual, o tênis não ortodoxo, para dizer pouco, os métodos de treinamento adotados pelo pai/técnico e a total ausência de charme ou carisma. Do outro lado a Maria, arrogante e antipática, que faz todos os esforços possíveis em sem par no circuito, para ressaltar o que tem em dotes físicos, porque se for por outros dotes, tipo simpatia, morre dura, e um comprometimento perene e incansável em faturar em cima da própria imagem.

Marion vai completar 29 anos em outubro, uma idade em que a decisão de abandonar tudo por conta de ter o corpo cansado – razão alegada – surpreende. Maria tem dois anos a menos e parece que ainda vai longe. Pode-se alegar que Marion sempre carregou quilinhos a mais em quadra, o que uma hora cobra o preço, como tinha treinos físicos extenuantes, o que também cobra um preço. Mas o que instiga é a opção de fazê-lo após chegar ao paraíso – conquistando o “maior” torneio de todos.

Considerem o que a moça poderia faturar nos próximos doze meses. Os franceses tem uma séria carência por vencedores de Grand Slam, especialmente Wimbledon, e uma economia razoável capaz de gerar bons patrocínios. É verdade que um ou dois conselhos femininos/marketeiros da russa, mais do que dobrariam os números. Isso sem contar a maravilha que seriam as mordomias, inclusive as financeiras, no próprio circuito, o real “escritório” dos tenistas profissionais. Uma campeã de Wimbledon demanda, e consegue, coisas que vossas imaginações sequer cogitam. Na pior das hipóteses, jogando o que fosse, Marion seria alguns milhões mais rica e viveria no paraíso durante um ano que fosse, algo que toda criança que um dia pegou uma raquete sonhou. Foi-se com o vento.

Enquanto isso, Maria, mesmo perdendo precocemente em Wimbledon, e na 1ª rodada do único torneio que jogou desde então, e fracassando no relacionamento com seu recém contratado técnico, conseguiu agitar a mídia americana ao divulgar que ira mudar seu nome para Maria Sugarpova durante o US Open. Isso mesmo! Ele teria ido a um cartório para requisitar a mudança, algo que explodiu na imprensa americana e não só na esportiva. Logo em seguida avisaria que a mudança não mais aconteceria. Tudo isso só serviu para agitar o lançamento de uma linha de assessórios que acompanham agora a linha de doces da moça, lançada exatamente um ano atrás, com o nome de Sugarpova. Marion, com sua personalidade, talvez esteja dando graças a Deus de não ter ido a Nova York, onde o US Open começa na próxima 2ª feira, e ser ofuscada na mídia em sua maior hora pela moça dos doces.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013 Sem categoria | 01:12

To be or not to be

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Durante a transmissão da final de Cincinnati, onde Rafa Nadal derrotou John Isner em dois sets difíceis, o comentarista Dacio Campos utilizou breves momentos para falar sobre o passado escolar de John Isner. Não lembro exatamente tudo o que ele disse, e suponho que não seja a primeira vez que ele menciona a história, mas é um fato, como disse o comentarista, que Isner, atualmente é o exemplo de maior sucesso de um tenista que terminou a faculdade antes de se tornar profissional.

Nem sempre foi assim, mas o mundo mudou e hoje em dia a opção precoce de ir para o circuito, abrindo mão dos estudos, virou regra, para a qual, como em tudo, há exceções. Até o final dos anos setenta a regra era que o tenista – especialmente os americanos, que eram o maior contingente tenistico de então, e o enorme universo de tenistas estrangeiros que por lá estudavam – terminavam a universidade e depois abraçavam o profissionalismo. Foi ali pela época de McEnroe, que chegou a cursar Stanford por dois anos, que as coisas começaram a mudar.

Atualmente é quase que subentendido que o tenista tem que optar por um ou outro. Não posso dizer que concordo inteiramente com essa regra. Isner está aí para me dar alguma razão. James Blake frequentou Harvard por dois anos. Benjamin Becker se graduou. Michael Russel foi à Miami por um ano. Mas a maioria dos cachorrões passou longe das portas de uma universidade.

Se por um lado pode se argumentar que ir à universidade atrasa a carreira do profissional, o que não deixa de ser um fato, há o outro lado da moeda. Isner é o primeiro a admitir que como juvenil era muito fraco. Tivesse ido para os profissionais há boas chances de que teria se frustrado, cansado de derrotas nos circuitos inferiores e abandonado a carreira precocemente, como acontece com a esmagadora maioria dos tenistas que adentram o circuito e que nunca ouvimos falar. São centenas de tenistas no ranking – atualmente são mais de 2mil – e vocês só conhecem os 100 primeiros e olhem lá.

Outro aspecto, que Dacio ressaltou, é que esses tenistas geralmente saem das universidades com um bom diploma na mão ou, pelo menos, com uma boa experiência de vida. É muito raro conversar, nunca aconteceu comigo, com alguém que passou pela experiência de uma universidade nos EUA e não acredita piamente que foi uma das melhores decisões de sua vida – eu e Dacio Campos entre eles. O tênis brasileiro tem um bom numero de tenistas que passou por essa experiência. Recentemente, o paulista Henrique Cunha, um dos melhores juvenis brasileiros dos últimos tempos, optou por estudar em Duke e não ir para o profissionalismo. Este ano se graduou e, aos 23 anos e com o diploma debaixo dos braços, foi atrás de seu sonho tenistico. Recém ganhou um Future em Istambul e há muita torcida por ele. Vale lembrar que Luiz Mattar, o 2º tenista mais vitorioso de nossa história, foi para o circuito aos 22 anos por estar estudando engenharia no Mackenzie.

Atualmente a maior parte dos tenistas brasileiros tem esse projeto – se tornar bom o bastante para conquistar uma bolsa, ou parte dela, em uma boa universidade, voltar com um diploma, bagagem de anos fora, conseguir um ótimo emprego e ter o tênis como seu esporte preferido. Conheço muitos, todos contentes com a decisão. E, muito importante, esse time é muito menos frustrado tenisticamente do que o time que fez a opção de cair no circuito sem passar por essa experiência, muitas vezes abandonando, ou levando com a barriga, os ultimo anos de ginásio. Estes quando não “dão certo”, ou não atingem as suas, e de outros, expectativas, tem que encarar o pior cenário. Os primeiros pelo menos têm seu diploma e, tão importante, a formação.

Infelizmente é muuuito difícil ter que fazer essa opção tão cedo na vida, com tanto a ganhar e tanto a perder. Os pais padecem com essa encruzilhada e por isso e muitas vezes induzem o filho a não correr o risco. Isso sem contar com pais que, ao contrário, empurram os filhos para o circuito no delírio que serão os melhores do mundo e milionários. Os filhos, mais impetuosos, abraçam o risco com mais ardor. Não dizem que quem não arrisca não petisca? Mas não esqueçamos que, normalmente, não fazemos nossas melhores decisões aos 17/18 anos.

Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso com o fato. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem? Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda maior o despedindo depois de uma partida. Alguém convenceu a moça (dizem que foi o pai, fa de Connors) que para ela ganhar da Serena precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que o tênis vencedor passa pela intimidação. Ela comprou a ideia e …. Vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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Sem categoria | 01:08

Já??

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Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem?

Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda uma maior o despedindo depois de uma única partida. Alguém convenceu a moça que para ela ganhar da Serena ela precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que tênis vencedor passa pela intimidação. Dizem que foi o pai quem a convenceu e dizem que foi o pai quem ligou para o coach o despedindo. A unica coisa que ela disse foi que “não era a coisa certa para sua carreira neste momento”. Nada como saber exatamente o que ser da vida. Agora vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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Connors – cara feia na arquibancada.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Sem categoria | 15:27

Teto retrátil no U.S Open?

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Por enquanto é um rumor. Pelo menos até amanha, quando a USTA divulgaria detalhes sobre a construçao de um teto retrátil na Quadra Arthur Ashe, a principal do US Open. A federaçao americana virou saco de pancada por ter gasto um caminhao de dinheiro com o estádio e nao ter pensado em um teto retrátil, algo que o Australian Open inaugurou há anos e os ingleses de Wimbledon, os mais conservadores, logo ficaram espertos e construiram o seu. Os franceses querem construir também, mas a prefeitura de Paris ainda nao aprovou a obra.

Os americanos vinham insistindo que nao teriam uma soluçao tecnica/financeira viável para a obra. Este ano eles até oficializaram o fim do torneio na 2a feira, depois de quatro ou cinco finais consecutivas na 2a feira, um dia depois do planejado. Amanha, talvez, se os rumores forem corretos, a história do Slam americano irá mudar. Supostamente anunciarao outras mudanças no complexo, como mais dois estádios e uma plaza para facilitar o acompanhamento nas quadras de treino, algo que o americano, grande fa do esporte, adora fazer.

Para ilustrar melhor o assunto publico abaixo o Comentário de leitor Santos Dumont. Algumas dessas informaçoes já fizeram parte do Blog em outras oportunidades. Mas como ele foi gentil e prestativo em se alongar com preciosas informaçoes, segue o seu texto por completo, pelo o que, mais uma vez, agradeço. Para mais, ou nao, veremos amanha.

O problema do teto do US OPEN é mais embaixo…

A discussão sobre a necessidade de um teto para a Arthur Ashe, ou outros tetos para outras quadras do complexo Billy Jean King, já era pauta presente em todas as reuniões da cúpula da USTA. A partir da pressão sofrida pelos intempéries dos últimos anos, bem como a instalação dos tetos do Australian Open, Wimbledon e do futuro teto de Roland Garros em 2017, fizeram com que apressassem um pronunciamento. A meta e o cumprimento já são outros 500. E por falar em quinhentos, os gastos estimados para cumprir o pronunciamento demandam a faixa de 500 milhões de dólares.

Segundo especialistas, existem diversas fraquezas no cumprimento do teto no US OPEN. Alguns entendem que existe uma dificuldade política. Sustentar opiniões e alcançar consensos estão limitados ao curto tempo de mandato dos presidentes da USTA, segundo os quais apenas 2 anos de mandato não são suficientes para realizações importantes e que muitas pautas importantes são engolidas pelo mandado posterior.

O ponto principal da discussão sobre o teto, passa pelo aspecto estrutural. Para quem não sabe, o Flushing Meadows-Corona Park não começou como um lugar onde as pessoas podiam jogar golfe, bater algumas bolas de tênis ou mesmo visitar um museu de ciências. Aquilo tudo era um grande manguezal com diversas salinas. Um pântano. Tudo isso até o início do século 20, quando aquela região em Queen’s passou a ser um lixão, um aterro sanitário. Centenas de cargas de lixo eram depositadas bem ali, passando também a ser um depósito das cinzas das fábricas e local de processamento do lixo. Quem leu o livro “O Grande Gatsby” vai entender que a referência ao “Valley of Ashes”, ou seja, o Vale das Cinzas, era justamente onde se encontra o complexo. Fontes afirmam que o depósito de cinzas chegava a 90 metros de altura. Só na década de 30, a prefeitura de Nova York comprou a área da Brooklyn Ash, empresa de remoção e processamento de lixo, para então iniciar o departamento de parques de Nova York.

Para a engenharia moderna, o solo é um problema? Pois bem, a instalação do sonhado teto retrátil passa por diversos pontos. Fora o solo, a condição no qual o Arthur Ashe foi construído não permitiria o mesmo suportar maior peso. Segundo estudos, só o tamanho do teto do Ashe seria 4 a 5 vezes maior que o da quadra central de Wimbledon. Ou optaria por um material com tecnologia avançada, entenda por “leveza”, ou teria que agregar uma estrutura adjunta à existente.

Vejamos então qual será a solução apresentada diante dos fatos. Se há um problema embaixo da terra, agravado pelo problema dos respingos do céus, então: o que fazer?

Abraços.

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Estádio Arthur Ashe – o maior do mundo e descoberto

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