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segunda-feira, 1 de julho de 2013 Wimbledon | 15:10

Surpresas

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Surpresas é o que não falta em Wimbledon. Não sei se fico mais surpreso com a derrota de Serena Williams para a alemã Lisicki, não por esta, mas pela primeira, ou com o fato de Verdasco estar vivo e progredindo nas quartas de final.

Pela temporada que vinha tendo, Serena era a favorita, disparado, especialmente na grama. Mas hoje contra a alemã ela jogou sem sangue nos olhos, sua mais marcante característica.

Qualquer dia desses eu iria escrever que a provável razão de sua ótima temporada é o amor. A moça está no maior affair com seu técnico o francês Patrick Mouratoglu e está de bem com a vida, o que ajuda nos mais diferentes aspectos da vida. Faz o maior sentido.

Pela sua atuação tranquilamente apática de hoje, sem buscar pelas as profundezas de seu dark emocional, eu também posso tirar o amor da manga e usar mesmo argumento. Afinal, briga-se menos quando se está amando. Dois lados da mesma moeda.

O que me incomoda um pouco é o fato de que onde quer que a moça vá a torcida é contra. Será que ela é tão chata assim? Ela já foi bem mais arrogante e marrenta, está mais light; mas não é nenhuma Aninha, em quadra ou fora.

Para mim parece que existe certo preconceito com a moça. Como ela nunca ajudou, dá nisso. Afinal, Arthur Ashe, era tudo menos um Uncle Tom, ou Pai Thomaz. Era bem verbal sobre os direitos dos negros, em uma ápoca eles eram desrespeitados descaradamente, especialmente em seu país, o que marginalisava certos fãs do tênis americanos. Mas ele sempre fez questão de se comportar como um gentleman, dentro e fora da quadra, até para não perder a razão e o direito de sua postura. O que não impedia de representar, e bem, sua raça entre os afro-descendentes. Para quem não sabe, Mike Tyson tem o nome do tenista tatuado no corpo. Ashe sempre foi extremamente respeitado em qualquer lugar que fosse, tirando a Africa do Sul de então, e nunca lhe faltou o respeito, a simpatia e a torcida do público.

Verdasco vem sendo uma carta fora do baralho há algum tempo, parecendo desmotivado e sem a vontade que identifica os espanhóis. Seu último título foi em 2010. Já foi top10 e hoje é #54., ao mesmo tempo que tem o melhor ranking de duplas da carreira, o que o ajudou a voltar ao foco. Agora, aos 29 anos, dá uma revigorada na carreira, chegando às quartas de final de um Grand Slam na grama, seu piso menos favorito. O espanhol está de volta.

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