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Arquivo de julho, 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013 Sem categoria | 13:45

No trambone

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Novak Djokovic pode estar lançando o livro biográfico no fim de Agosto, mas quem está fazendo o marketing do livro, e do filho, é o Sr. Srdjan, pai do tenista. Ele não tem mais acompanhado o filho em tempo integral, até porque teve problemas de saúde sérios e o filho deve ter pedido mais espaço, mas esta semana deu extensa entrevista para um jornal sérvio quando, entre outras coisas, meteu a boca em dois dos três maiores rivais de seu filho.

Sobre Nadal ele diz que enquanto o espanhol enchia seu filho de bola eles eram bons amigos. Mas que a amizade não sobreviveu a reviravolta de quando Novak colocou Rafa na sua caderneta. No mesmo dia, após perguntado, Nadal respondeu que a amizade segue sólida e que o pai deveria restringir seus comentários ao filho.

Me lembrou de uma história contada pelo grande Ken Rosewall, sobre quando entrou no circuito profissional, com o americano/mexicano Pancho Gonzales, um dos mais difíceis caráter que apareceu no circuito. Enquanto Pancho enchia Rosewall de bola, até pela diferença de idade, o americano nunca olhou na cara do australiano e nem lhe deu bom dia. Quando Rosewall ganhou a primeira vez, no dia seguinte, no café da manhã no hotel, Pancho sentou à sua mesa, lhe deu bom dia e ficou conversando. Na próxima vitória do americano, este voltou a ignorar o australiano, e na próxima derrota voltou à tática de “amaciar” o adversário.

Sobre Federer o buraco é ainda mais embaixo. Srdjan diz que o suíço pode ser o melhor tenista do mundo, mas como pessoa é a antítese. Reclama que em 2006 o suíço deu péssimas declarações sobre seu filho após um confronto de Copa Davis. Federer declarou que “ Eu não acredito em suas contusões. Eu acho uma piada quando o assunto é ele e suas contusões”. Na época, Djokovic tinha o péssimo hábito de sair da quadra, alegando contusão, quando estava perdendo certos jogos. Não foi nem uma nem duas vezes.

Além disso, tivemos dois incidentes famosos. O da mãe de Djoko declarando aos jornais que “o rei morreu, salve o novo rei”, após Novak vencer o Aberto da Austrália em 2008, muito antes de Novak se colocar como #1 do tênis, e a grosseria de Federer para os pais de Novak durante as semis de Monte Carlo do mesmo ano, quando os pais de Novak ficavam gritando em sua orelha, o que também não é nada legal, e o suíço simplesmente os mandou calar a boca, o que foi captado pela TV.

Para não ficar tão mal na parada, Srjdan falou bem de Murray. Diz que os dois se conhecem desde garotos – eles têm cerca de uma semana de diferença de idade – e “sempre se trataram bem e são ótimos companheiros, apesar de que agora, como #1 e #2 do mundo não são mais tão próximos como antes, o que é compreensível”. Quem prestou atenção viu como a mãe de Novak foi dar um beijo carinhoso na mãe de Andy após a partida final de Wimbledon este ano. Algo que dificilmente vamos ver com os pais de Federer, menos ainda com o pai deste, que é de uma rudeza impar.

No fundo são só coisas do vestiário que o Sr Srdjam decidiu trazer à tona seu ponto de vista e que não vai fazer a vida de seu filho nem um pouco mais fácil no locar de trabalho. O que não quer dizer que não sejam verdades, nem fatos.

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domingo, 28 de julho de 2013 Sem categoria | 21:05

Os gatos

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É o que dizem, quando os cachorroes se recolhem os gatos tomam conta do terreiro, ou algo assim. Os bad boys estao carregando suas baterias e o resto do pessoal trata de encher os bolsos com pontos e dolares. Eu adoro. Adoro uma variaçao e ela continuou esta semana.

Em Umag, no litoral da Croácia, Tommy Robredo mostrou que sabe o caminho das pedras e coroou o que vem mostrando desde o início da temporada, quando chegou a sair do Top100 por conta de contusao, em especial desde Roland Garros quando fez milagres. Um tênis competitivo de alguém que mesmo sem um grande golpe consegue sobreviver, e bem, no circuito. Após a vitória, Robredo confessou que antes de entrar na quadra disse a seu técnico: “é maravilhoso estar na final e sentir esse nervoso, um sentimento que o dinheiro nao compra e que ma faz agradecer em ter essa profissao e o amor pelo esporte. Eu curti o nervosismo e sabia exatamente o que fazer em quadra. Deu tudo certo e fiquei com a vitória”. Falou e disse.

O espanhol, que já foi #5 do mundo, volta a estar entre os 30 do mundo. Para ficar com o título, Tommy bateu o “Mascara” Fognini, que foi abençoado com três semanas maravilhosas de um tênis que nunca antes jogou. Foram três finais e dois títulos. Três semanas que o italiano afirma, com toda razao, que nunca na vida esquecerá.

Em Atlanta, os americanos e o pessoal que curte uma quadra dura iniciou o caminho ao US Open. Na final, dois gigantes, em altura, fizeram a final. O maior, 2.08m ganhou. John Isner bateu o sul africano Anderson por um placar nada surpreendente, considerando o estilo de ambos. Três tie-breaks e nenhuma quebra de serviço. Anderson até que teve um 0x40 no início do 3o set, mas Isner decidiu sacar. No fim de cada temporada ninguém joga mais tie-breaks do que Isner – know-how nao lhe falta.

Mas o torneio da semana foi mesmo Gstaad, pela tradiçao e mais ainda pelo local. Sempre foi um dos meus lugares favoritos. Cidade minúscula, no topo do mundo, charmosíssima, cercada por montanhas gramadas e picos nevados, ótimos hóteis e gastronomia first class. Um dos melhores, mais caros e restritos ski resorts do mundo e um jóia única no verao. Da outra vez que Federer esteve por lá venceu o torneio e ganhou uma vaca leiteira. Destra vez lhe deram a vaca logo de cara e Roger foi pro brejo rapidinho. Sorte alheia. E quem aproveitou foi o holandês Haase, que foi à final, e o soldado Youzhiny, que nao vencia um torneio desde o inicio do ano passado – Gstaad foi seu nono – chegou a dar sinais de aposentadoria, agarrou o osso e, por fim, levou o título que no ano passado foi de Bellucci. Youzhiny é um tenista sólido, garrudo, difícil de bater. Nem sempre joga bem, mas quando joga é um encardido e quando joga bem a semana inteira pode ficar com o título – se nao tiver nenhum cachorrao por perto.

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Gstaad – imagem que peguei emprestado do juizao Bernardes. 

 

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quinta-feira, 25 de julho de 2013 Sem categoria | 17:51

Sem sangue

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O sérvio Viktor Troicky foi suspenso hoje pela FIT por 18 meses por se “recusar ou deixar de apresentar amostras para análise”. O caso já vinha sendo analisado há algum tempo e se refere a um incidente ocorrido no Torneio de Monte Carlo em Abril deste ano. Na ocasiao, o tenista foi sorteado para apresentar amostras de urina e sangue. Viktor apresentou a urina e alegou que a oficial encarregada de recolher as amostras o liberou da amostra de sangue por ele estar se sentindo debilitado na ocasiao, algo que a oficial disse nao ter feito, nem ter poder para tal. Com isso, ficou a palavra dele contra a dela e sobrou para o sérvio.

Troicki, atual #53 e que já foi #12 do mundo, foi derrotado na 1a rodada de Monte Carlo pelo Nieminem por 6/1 6/2, o que me leva a acreditar que talvez estivesse mesmo doente no dia. Poucas semanas depois, em Roma, o sérvio aprontou uma das cenas mais hilárias quando desafiou o juiz francês Cedric e chegou a carregar um cameraman para focar a marca da bola. Alí o estresse da investigaçao já devia estar mexendo com ele – aliás acho que ele tinha razao no incidente, que mencionei aqui no Blog.

Algo me leva a pensar que ele ainda vai recorrer à puniçao. Aos 27 anos a suspensao é baque na carreira do rapaz, que só podera voltar a jogar a partir de 24 de janeiro de 2015 a um mês de completar 29 anos. O tribunal levou em consideraçao o estresse do tenista na ocasiao e atenuou a puniçao, que seria mais severa do que os 18 meses. De qualquer maneira, pode até encerrar a carreira do rapaz. Ainda nao vi declaraçoes de Troicky a respeito – a decisao do tribunal aconteceu hoje.

Veja o sérvio “aprontando” em Roma.

http://www.youtube.com/watch?v=165r4mM9edc

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quarta-feira, 24 de julho de 2013 Sem categoria | 12:18

A dieta do Djoko

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Sempre atento ao marketing pessoal, Novak Djokovic vai lançar um livro em New York, no dia 20 de agosto, imediatamente antes do início do US Open. Não está claro se é uma biografia precoce, mas promete contar sobre sua infância na Sérvia, como escapou dessa situação etc. Mas, pelo menos para mim, o mais importante é que afirma que irá revelar os detalhes de sua famosa dieta, sem glutem etc – que o levou de um tenista choramingão e que por vezes sequer terminava uma partida – mas somente quando estava perdendo – a ser o tenista mais bem preparado fisicamente no circuito.

El Djoko diz que a dieta mudou a sua vida e a de pessoas próximas a ele. Seu intuito, afirma, ao divulgar o que até hoje fez questão de esconder, nunca entrando em detalhes, é “dividir algo para que outros realizar seus sonhos”. Como seu excelente preparo não é fruto só da dieta, ele realmente poderá ajudar toda uma geração divulgando detalhes de sua preparação física, algo que também nunca quis se divulgar – o que é compreensível. Geralmente divulgam, quando divulgam, após a aposentadoria. De qualquer maneira é algo se ver, e se de fato as promessas se cumprirem em sua plenitude, a se aplaudir. Se for o prometido serei um leitor atento.

novak croacia

Enquanto isso Novak passeia pela Modra Spilja, na costa da Croácia.

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Sem categoria | 15:24

humor cao

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Estou travado. Impossibilitado de ficar sentado por mais de cinco minutos. A região lombar totalmente endurecida, causando desconforto e dor. Isso após uma injeção de deitar cavalo e subsequentes comprimidos antiflamatórios.

Acompanhei a derrota de Thomaz Bellucci frente ao argentino Delbonis. Nao chega a ser uma surpresa, já que o rapaz vinha no embalo e na confiança. Ao contrário de Bellucci, que ficou um bom tempo afastado das competições. E Bellucci é, por sua natureza e personalidade, um tenista que precisa de confiança e uma boa ausência de pressão para jogar o seu melhor.

O fato de defender o título em Gstaad 2012, e os muitos pontos que vieram com ele, nao ajudaram o brasileiro. Muita pressão. Seu ranking atual de #113 já espelha essa ausência, algo que ele tinha ciência antes de entrar em quadra e mais ainda quando chegou a hora da onça beber água nos dois sets – 7/5 7/6 mostra que o jogo podia ir para qualquer lado e foi para quem teve o emocional mais afinado. Afinal estar fora dos 100 melhores tem consequencias na entrada de torneios da ATP daqui para a frente.

Contusoes sao o inferno do esportista. Estou aqui padecendo e amaldiçoando. Nao só pelas dores e incomodo, mas pela impossibilidade de jogar, uma paixão que me alimenta a alma. Mas nao vivo disso. Thomaz Bellucci vive. Só dá para imaginar a angustia, dele e de qualquer um que nao possa realizar sua paixão e, acima de tudo, trabalho. Para eles nao há seguro desemprego, férias pagas, ou mesmo salários pagos como acontece no ambiente de clubes – o cara fica contundido mas recebe igualzinho, moleza. O tenista nada recebe, vê seu ranking despencar, a técnica sofrer, a confiança murchar e quando volta ainda leva umas sapecadas dos adversários para piorar o humor. Sei, isso se ele nao for o Nadal, que só tem um.

O Bellucci vai atravessar uma crise pesada nos próximos meses. Além de ver seu ranking despencar e o colocar fora dos ATP Tour e na faixa dos temidos Challengers, começa em breve a temporada de quadras duras, nunca o seu piso favorito, apesar das minhas esperanças a respeito. Mas, pelo menos está jogando e, pelo visto, recuperado – um enorme alento. Além disso, o publicador do Blog nao funciona. Eu vou deitar, para aliviar a dor, algo que me deixa em um humor cao. Sem til, que nao acho neste diabo de computador.

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segunda-feira, 22 de julho de 2013 Sem categoria | 15:29

Campeoes do Mundo

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Há uns dois anos atrás o Clube Pinheiros construiu uma quadra de beach tênis, até para ajudar com a ausência de quadras de tênis, por conta de uma obra de expansão do estacionamento. Nao era um esporte conhecido, mas aos poucos alguns associados foram se interessando, uns mais do que outros, e logo uma nova turma começou a se formar com disposição para competir Brasil afora.
Um dos mais assíduos é o amigo Andre Freitas, um 1a classe que jogou bastante torneios juvenis na época de Jaime Oncins. Outro é o Waltinho, um canhoto que adora meter a mao na bola. A dupla anda chacoalhando nas areias do beach tênis. Um esporte novo, que vem se instalando pelo Brasil, até porque temos a cultura do esporte nas areias das praias – como o vôlei e o futebol -, um contraponto aos ingleses que inventam esportes na grama.

E o tênis de praia está pegando por aqui. Nao sou um especialista no esporte, mas sei que foi “inventado” na Itália e chegou ao Brasil em 2008 pelas mãos do Adao Chagas, um tenista, juiz de cadeira do tênis profissional e hábil boleiro que cansou de liderar o time dos juízes que sempre levava um chocolate dos tenistas nos torneios brasileiros.

Sei também que a Joana Cortez – tenista com quem viajei como chefe de equipe no Pan Americano de Winnipeg, onde a moça faturou o ouro, em parceria com Vanessa Menga, que teve seu primeiro filho na semana passada – é um destaque do esporte no país – atualmente é a 5a do ranking mundial. Joana é uma canhota habilidosa, que nao teve o sucesso que se poderia esperar no tênis, apesar de duas vezes ter vencido o ouro no Pan, e ter sido uma das nossas tenistas que mais defendeu o país na Fed Cup. O que eu sei é que a moça abraçou o tênis de praia – já cruzei com ela em Miami fazendo uma exibição no Aberto de Miami.

Para minha grata surpresa, hoje recebi um realease da FIT, divulgando que o Brasil tornou-se campeão mundial de Beach Tennis em Moscou neste fim de semana, batendo a Itália na final. No ano passado tínhamos chegado à final, perdendo para a mesma Itália, a grande força do esporte. O Brasil esteve representado por Joana, Samantha Barijan, Vinicius Font e Guilherme Prata. O evento reuniu 20 países e os confrontos eram decididos por duplas masculinas, femininas e mistas.

Na final as meninas venceram em dois sets e os homens perderam em dois. Na mistas, que decidia, Joana e Vinicius sacramentaram a conquista também em dois sets. A conquista deve dar um novo status ao tênis de praia no Brasil, já que adoramos ser “os melhores do mundo”. Parabéns aos novos campeoes.

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sábado, 20 de julho de 2013 Sem categoria | 19:05

Sem esperar

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Nao preciso esperar pelos resultados das finais de Hamburgo ou Bogotá. Como diria Julio – a sorte está lançada. Estou mais interessado no fato “finalistas” do que os vencedores ou mesmo “Federer”, como meus caros leitores estreitam suas colocações.

Em Hamburgo, Federer, com raquete nova, a falta de ritmo que se impôs, acho que ele ainda acha que o Rei da Cocada, nao foi à final, mas deve ter feito bom uso de uma semaninha de bons jogos sobre o saibro, onde é obrigado a bater mais bolas, para subir a necessária quilometragem de jogos e raquete. Foi-se o tempo em que o suíço vencia com o nome – hoje tem que suar como os outros mortais, apesar de que ele nao sua como os outros mortais.

Delbonis fez bom uso de ser canhoto, de ter um bom forehand cruzado e ter assistido algumas vitórias de Nadal sobre Federer. O rapaz veio do qualy, pegou ritmo e confiança, chutou o traseiro do Verdasco, mesmo com 2 MP abaixo e nao quis morrer na praia – alugou o backhand do suíco. Mais um hermano para nos fazer pensar porque eles sim e nós nao.

Talvez morra na areia, já que amanha enfrenta o nuovo uomo Fognini. Desde de que foi pras cabeças, contratando o espanhol Jose Perlas, que nao é flor que se cheire e nao está na estrada à brinca, Fognini vem melhorando seu tênis; e muito disso passa pelo seu emocional. O rapaz já era um talento, batendo na bola como se acarinha uma donna. Há alguns meses vem fazendo bons jogos e batendo na trave, porque nada acontece da noite para o dia. De repente, mesmo após o término da temporada do saibro, que teoricamente acabou em Paris, mas tem uma sobrevida de após a temporada de grama, uma daquelas maravilhas que ninguém tem coragem de mexer e acertar, o italiano venceu Stuttgart, seu primeiro título de simples, e agora joga a final de Hamburgo. Está a nove jogos sem perder. E aja pizza.

Depois de ver seu ranking despencar (atual #155), Ivo Karlovic, o gentle giant, decidiu pagar para ver em Bogotá, onde a bola anda bem mais do que nos barros europeus. Ivo bateu na final outro gigante, o sul africano Anderson, e nao teve seu serviço quebrado. Aliás, ele nao perdeu o serviço uma única vez em Bogotá e só teve que lidar com um BP, contra Anderson. Isso é o que chamo de corta físico. Um fantasmaço de 2.08m, sacando aces adoidado (22 contra Anderson), a 2.650m de altitude, em um piso duro – uma delicia de assistir, uma experiência que só perde a estar do outro lado da rede. Vai enfrentar na final o Falla, o dono da casa, com seu tênis habilidoso e sua cara de sono. Vao me dizer que nao é um fim de semana diferente?

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quinta-feira, 18 de julho de 2013 Sem categoria, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:08

Nas alturas

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Só de curiosidade fui dar uma olhada na chave de Bogotá. Por que? Porque agora que o Marcos Daniel nao joga mais, outros pretendentes e interessados podem fazer a longa viagem da Europa à Colombia, o que nao é mole nao, para tirar proveito da altitude.

 

E quem estaria interessado? Sao os sacadores e voleadores que procuram a cidade que fica a 2650m de altura, o que dá uma tremenda vantagem aos tenistas-gigantes. Ou alguém pode imaginar outras razoes para Anderson, Guccione – que passou pelo qualy, mas nao pelo Giraldo, que conhece bem o jogo da altitude – o Karlovic, que até pensei tivesse abandonado a raquete, mas segue firme na chave, o Popsil?

 

O Tipsarevic, que é um “anao”, também está por lá, sendo o cabeça 1. Mas aí á a grana falando mais alto. Apesar de que um dos primeiros títulos do rapaz foi em Gramado, também em certa altitude (830m) e também jogado em piso duro.

 

É um torneio “aberto”, onde o Anderson é o maior favorito, mas os colombianos, que conhecem o assunto, vao tentar reverter esse favoritismo. Mas por ser em quadra dura, fica sendo muito mais parte da “abertura” do circuito americano de duras, do que parte do “encerramento” de saibro, piso que sempre foi o tradicional na Colombia.

 

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terça-feira, 16 de julho de 2013 Porque o Tênis., Tênis Masculino, Wimbledon | 11:33

Trocando a raquete

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Às vezes falho na percepção do que os meus leitores gotariam de ler no Blog. Na verdade, tenho pensado seriamente em mudar o direcionamento e as pautas, o que talvez tenha sido a razão inconsciente em passar em branco uma informção que recebi duas semanas atrás.

Estava em um preguiçoso bate papo, após um nada preguiçoso bate bola com um amigo ex-tenista com acesso direto ao suíço, quando este mencionou que o “bonitão” iria mudar de raquete. Não dei maior atenção ao fato, até porque tinha outras coisas mais importantes na cabeça, inclusive as referentes ao suíço. Para minha surpresa, todos os sites de tênis transformaram o assunto em notícia.

Federer não teve muitas raquetes na carreira. Geralmente quem troca de raquete é quem começa a perder. Quando o cara está ganhando ele troca de mulher, de técnico, de casa, de manager, mas não de raquete. Aí comecei a pensar naquele fatídico dia de Wimbledon quando as zebras invadiram a grama do local. Sharapova mandou o treinador embora. Federer decidiu que era a hora de trocar a raquete.

O rapaz não teve muitas raquetes na carreira profissional. De fato teve duas, o resto foi maquiagem e frescuritas. Entrou no circuito jogando com a Pro Staff 85 6.0, a mesma que Sampras nunca quis trocar e quando parou de jogar disse que deveria ter trocado antes por algo mais moderno. Em Roland Garros 2002 Roger jogou pela primeira vez com a Hyper Pro Staff 6.0, a primeira vez que usou o aro de 90 polegadas. A partir daí foi sempre razoavelmente a mesma coisa, com diferenças de maquiagem; 90 polegadas e peso entre 352 e 360gramas.

Como tudo, e ele próprio, a raquete ficou “velha” – uma raquete que não consegue gerar a mesma força/velocidade de outras que estão por aí. O que, de maneira alguma, significa “pior”. Tanto é que Roger relutou muito tempo com a mudança. O aumento da cabeca da raquete deve ajudá-lo a gerar mais força sem perder precisao. A tecnologia das raquetes tem mudado, assim como a dos encordoamentos, algo que Federer também está testando. O progresso dos encordoamentos tem sido até mais radical do que o das raquetes.

Roger considerou no passado fazer uma mudança mais radical, do tipo que está considerando agora. Chegou até testar alguns modelos. Mas sempre arquivou a ideia, culpando a falta de tempo para a transição – algo que pode levar semanas e mesmo assim não dar certo. Geralmente dá certo em um primeiro momento e depois dá uma encrencada, no jogo e na cabeça. É preciso calma e saber o que se busca – não se mexe com 20 anos de hábito sem consequências.

A derrota para Stakhovsky foi a gota dágua, especialmente após não conseguir fazer frente às bolas pesadas de Tsonga em Paris. Não é só a raquete, Federer também, não deve conseguir gerar a mesma força de antes, assim uma raquete e encordoamentos mais modernos podem deixá-lo mais competitivo – daqui para frente o tempo nunca será seu aliado.

Isso também explica a mudança de calendário – sendo que ele, e a Wilson, não falaram ainda sobre a mudança da raquete. Hamburgo e Gstaad não serão torneios para vencer e sim torneios para testar o equipamento e mudanças que deverá fazer em consequência, que podem ajudá-lo tecnicamente a recuperar a confiança chamuscada após Roland Garros e Wimbledon, visando as quadras duras da América do Norte e o que pode vir a ser a sua last chance em vencer um Grand Slam – U.S.Open 2013 em Agosto.

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Roger, a raquete pintada de preta, no AM Rothenbaum de Hamburgo. Há boatos que se trata da Wilson Blade 98 pol ou similar.

 

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domingo, 14 de julho de 2013 Tênis Feminino | 19:03

Agenda russa

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Há supresas e surpresas. Maria Sharapova e Jimmy Connors não é exatamente um casal – nem dentro nem fora das quadras. Bem. Podemos pensar asssim, mas a russa não. Como eu escrevi aqui, a Maria deu um pé nos fundilhos do low profile Hogstead e já tinha outro no quarto ao lado. Ontem, ela anuciou Jimmy Connors, uma legenda do tênis americano e nunca uma flor que se cheire sem perigos.

Os dois já haviam trabalhado juntos, brevemente, na pré-temporada de 2008, quando a russa venceu o Aberto da Austrália – ultimo Grand Slam conquistado antes de sua contusão no ombro.

Ela, e seu pai, o Yuri, gostaram do trabalho de Connors, mas não se acertaram nos detalhes com o tenista; mais precisamente na grana e semanas de compromisso. Como a loira ganha um dinheirão fora das quadras, mais do que qualquer outra e só comparável com Federer, imagino que desta vez se acertaram sem maiores delongas. A realidade é que um ano de trabalho de um bom técnico é pago com uma boa semana de trabalho de uma pupila da envergadura de Sharapova. O problema é que tenista é mão de vaca.

O vexame de Wimbledon – a derrota para a baixinha gemedora portuguesa – sobrou para o sueco. Essa é a zona de conforto do tenista: perdi, a culpa é do técnico. Sei lá, talvez ele não tenha feito um scouting sério sobre a rapariga e deixado a pupila em um voo cego; mas isso é só um chute. O que eu não acredito é que o sueco deixou de “poder viajar” logo após Wimbledon. Eu até diria que há uma boa chance que ele em breve embarque em uma viagem sobre a deslumbrante ponte de Oresung, entre Malmo e Copenhagen.

Enquanto isso, Connors chega com uma única agenda ao reino de Sharapova. Ensinar a moça como bater seu impiedoso algoz Serena Williams. As outras tenistas ela vem dominando e acidentes como Wimbledon só comprovam a regra. Mas a americana ganha dela no seu próprio estilo da pancadaria, cara feia e grunhidos quando necessários. Como Connors era um mestre da intimidação, seus conselhos vão soar como árias bachianas aos ouvidos da musa thaicovskiana.

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