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quarta-feira, 8 de maio de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 11:44

Pelas beiradas

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Comendo pelas beiradas, e me refiro unicamente pelos feitos em quadra, Grigor Dimitrov vai se tornando um cachorrão, gratificando os fãs de seu tênis elegante e, aos poucos, mais eficiente.

A vitória de ontem sobre Novak Djokovic foi mais um passo em sua carreira. Afinal, o jogo foi pegado e dramático e um teste e tanto que passou o búlgaro que, até agora, não mostrava na força mental um de seus diferenciais. Ontem, porém, ele segurou sua cabeça através dos momentos mais cruéis e difíceis da partida, um feito gigantesco considerando a qualidade do adversário nesse quesito. Dada a abundância de talento do rapaz, com essa nova força mental e confiança, fica a pergunta do quanto esse baby-federer (apelido que ele odeia e não mais usarei) poderá conquistar no circuito.

Fica também a doce duvida de quanto o seu recente namoro com a mega estrela Sharapova está alimentando sua confiança. Afinal, se estar amando faz bem para qualquer um, desfilar com a Maria deve trazer um pouco mais de intima felicidade. Aliás, o rapaz gosta de seus contrastes, já que andou saindo com Serena Williams. Alguma coisa ele deve ter aprendido sobre força mental dividindo espaço com essas duas.

Além da derrota surpreendente do atual #1 e as excelentes disputas da partida, chamou atenção a participação do público. Os espanhóis torceram descaradamente pelo búlgaro – bem mais do que seria o normal de uma torcida por uma zebra. Fica a duvida do porquê. Porque Novak é o atual algoz de Nadal? Porque Grigor lembra o adorado estilo Federer, que nunca foi vaiado em quadra em lugar algum contra quem quer que seja? Porque o sérvio andou fazendo mais uma de suas milongas ao final do segundo set?

O sérvio é hoje bem diferente daquele tenista das papagaiadas no início de carreira e que andou levando uns puxões de orelha de seus colegas. Poucos são tão simpáticos e afáveis. É espirituoso e mesmo gozado, atributos que caem bem em qualquer #1 e em alguém que tão bem sabe o valor da entrega e da batalha. Melhorou uma barbaride sua postura em quadra. Mas, ainda carece daquele algo a mais que os carismáticos possuem e, talvez aí o caso, ainda insiste nas teatrilidades em quadra, como as do fim do 2º set de ontem, e a declarações tipo de que ficou 12 dias sem pegar na raquete antes de Madrid, algo na linha do que declarara em Monte Carlo, onde chorou e mamou. Acho que os espanhóis preferem outro estilo.

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