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Arquivo de maio, 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 10:59

Vapt vupt

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Imagino a frustração dos americanos. Simplesmente nao têm tenistas. Pelo menos no padrão q acham q deveriam ter. Técnicos presentes nao faltam, e nao estou falando de técnicos particulares e sim os contratados da Federaçao. Só hj vi três, logo após a partida entre Isner x Harrison. Sei lá, qual é o problema dos gringos. Na verdade tenho algumas idéias, mas fica para outra hora.

o clássico entre os dois melhores americanos, logo na 2a rodada, fala horrores sobre a situação deles. Foi-se a época q iam aos slams para se enfrentarem na final. O Harrison teve dois a zero e esqueceu q é melhor de cinco. Viajou na maionese. Quando acordou estava no quinto. Aí foi um festival de saque. Dá para ver q nenhum dos dois têm o menor gosto pela troca de bolas. O negócio tem q ser decidido nas primeiras três trocas senão é bola pro mato. O garoto deixou escapar, acho q foi 8/6 no 5o. Nao vai dormir hj.

O detalhe hilario ficou por conta do Harrison que no 40/40 do 6/6 cometeu uma dupla falta por conta do avião/câmera q fica singrando os ares do estádio. Ali na quadra 7 ele passa baixinho. Até o ano passado a câmera passava desapercebida, agora q o torneio fez um contrato de patrocínio com a Emirades agregaram um avião à câmera e o negócio fica bem mais visível. E corre super rápido sobre uns cabos de aço. O garotao jogou a bola para sacar e lá veio aquele boeing na linha de visão da bolinha. O americano ficou irado e o publico morreu rir. A desgraça de um, o delírio de outros. C’ést lá vie.

de volta a Central só para ver q o Federer tá jogando muito. À vontade e indo para as bolas, inclusive no revés. Nao deu espaço para o Benneteau. Esse assunto da chuva tem essa vantagem. Os tenistas nao querem passar um game a mais do q o necessário em quadra. É vapt vupt.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 08:23

Estufas e catimbas

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O tempo continua uma droga. Nunca peguei o clima assim, nem parece Roland Garros. Nao é só a chuva, hoje a chance de chuva são 30%, mas o tempo horrível, o frio umido e insuportável. E só deve mudar no domingo – ou seja, uma semana de clima atípico.

no caminho para as quadras dei uma parada nas estufas do outro lado da rua, onde eles devem fazer algumas das quadras na prometida expansão. Nao precisam quantas serão, nem exatamente onde no local. O lugar é exuberante. Uma das estufas é de plantas tropicais, exatamente as que tenho no sítio. Eles mantém essa uma em uma temperatura bem mais alta – me senti em casa.

sao dezenas de estufas, algumas bem mais altas, de vidro e ferro. Os caminhos são ladeados com formações coloridas e há um enorme gramado que dá para a rua. Um ótimo lugar para os tenistas passearem – nunca há ninguém por lá, o q demonstra a falta de interesse pela natureza. O gramado seria um ótimo lugar para uma corridinho de desintoxicação, física e mental. Tenho sérias duvidas de que algum deles um dia pisou por ali. E o local fica exatamente do outro lado da rua, uma rua totalmente bloqueada durante o torneio. Uma caminhada de 30′ da porta do clube.

Acabo de presenciar mais uma daquelas catimbas absurdas q as atuais regras possibilitaram – especialmente no feminino. A tal Bartoli está encontrando sérias dificuldades com a talentosa colombiana Duque Marino. Ganhou o primeiro no TB. No segundo a adversaria vai sacar no 5×4 e que ela faz? Sente uma dor, chama o fisioterapeutas e interrompe o jogo por quase cinco minutos. Tudo com a complacência das regras e da juíza. Antigamente chamar fisio no 4×5 era impensável, no saque adversário então..Hoje, com alguns e algumas virou tática. E o pior q funciona – a colombiana pirou e perdeu 7/6 7/5

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quinta-feira, 30 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 15:11

Os jogos de hoje já cancelados

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Entre os que vão tomar o aluguel de ter seus jogos cancelados e, se ganharem, jogar três dias seguidos está Rafa Nadal, o que deve ter deixado seu tio bufando. Afinal seu sobrinho está aqui para ganhar o torneio e esse tipo de contratempo nao lhe traz nenhuma vantagem.

Outros que tiveram seus jogos cancelados: verdasco x tipsarevic, istomin x davydenko, gasquet x przysiezny, inserir x horríssona (clássico americano), haas x Dock, Bartoli x marino, schiavone x flipkens e 15 duplas.

Agora, às 20h colocaram alguns jogos de volta nas quadras, inclusive o da Sharapova, enfrentando a Bouchard, uma jovem e talentosa canadense – voCes ainda vão ouvir falar dela. Aias, uma outra q vão ouvir falar é a argentina Paula Ormaechea.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 14:10

Frustração

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Acabo de assistir a entrevista de Novak Djokovic após sair da quadra com a vitória sobre o argentino  Guido Pella por 2-0-2, um trabalho limpo e rápido. Na primeira rodada, o sérvio teve que esperar quase sete horas para terminar o jogo por conta da chuva. Hoje foram outras quatro. Por isso quando entrou era um homem totalmente focado e que sabia o que queria – vencer rápido e rasteiro.

Djoko falou sobre isso na entrevista. Todo mundo sabe o aluguel que é esperar pela chuva. “O pior é a frustração” disse ele. ” todos sofrem, eu e o resto”. “A experiência ajuda e faz a diferença. Assim sei exatamente o que tenho que fazer para evitar maiores estresses”.

Realmente saber o que fazer, e mais importante, saber como afinar a parte emocional é a diferença entre ser prejudicado e tirar proveito da situação. E uma das maneiras de lidar com o assunto é entrar em quadra extremamente focado, cortar as viajadas e os erros nao forçados. Algo que o seérvio fez muito bem hj. Rápido e rasteiro estava fora da quadra, evitando, mais uma vez, perder o dia de descanso. A sua próxima partida é contra o Dimitrov, que entrou mais cedo em quadra e assegurou o dia de descanso. Afinal, deve estar com o rapaz atravessado na garganta desde Madrid. Mais um belo e precoce combate no torneio.

Muitas partidas foram canceladas. Muitos tenistas vão dormir frustrados. E o homem do tempo ainda nao assegura que amanha será totalmente sem chuva. Com os jogos de amanha, mais os que foram cancelados, o estresse deve estar alto na sala do árbitro, onde neste momento estão quebrando a cabeça. Pior ainda vai ficar a cabeça daqueles que descobrirem que vão ficar mais para o fim do dia, onde a probabilidade de frustração é sempre maior

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Roland Garros, Tênis Masculino | 12:49

Na mosca

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Pode parecer estranho e fora de lugar, mas teve um tempo em que eu tinha que “introduzir” o tenista Roger Federer aos meus leitores. Hoje eles sabem mais sobre o suíço do que sobre Pedra Alvares Cabral ou mesmo o Messi. Mas em 2003 a maioria ainda não conhecia e o breve artigo abaixo dá uma idéia da realidade do Bonitão então. E que ninguem me diga que não sou bom de previsões:

Roland Garros tem o poder de mexer com o emocional dos tenistas das maneiras mais imprevisíveis. Dos últimos oitenta e poucos torneios que o espanhol Alberto Costa  participou nos três últimos anos ele venceu somente um – Roland Garros 2002. Sua conquista veio aos 27 anos. Anteriormente nunca havia feito nada no torneio de Paris que tivesse orgulho de contar aos netinhos. Desde então, voltou a insignificancia de outrora e retorna a Paris com a responsabilidade de defender o título e os pontos do ranking. Algo que estou disposto a apostar considerável soma não vai se repetir.

Como contraponto o suíço Roger Federer, cabeça-de-chave número cinco e um dos três tenistas com a melhor temporada até o momento. Venceu os Torneios de Marselha e Munique e chegou à final do Aberto de Roma. Quando entrou ontem na Quadra Central para sua estréia, logo depois do passeio da atual campeã Serena Williams, simplesmente congelou. Não jogou nada e tomou um vareio do peruano Luis Horna, que não fez nada esta temporada e nem em nenhuma outra.

Federer, de apenas 21 anos, é um dos tenistas mais talentosos da atualidade e dono da esquerda mais bonita do circuito. Assisti-lo batendo na bolinha – com top spin, reto ou mesmo com “slice” – é algo comparável a assistir Zenedine Zidane, nos seu melhores dias, acariciando a redonda nos gramados. Federer ainda vai vencer um torneio de Grand Slam, mas suas chances são maiores na grama e nas quadras duras.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 06:44

Finas

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Ontem havia uma pérola escondida em uma pequena arquibancada em uma das quadras secundárias de Roland Garros. A primeira vez que alí havia estado tinha apenas 12 aninhos, em 1993, e nem adolescente era. Um dos maiores gênios a competir no tênis, havia vencido o torneio juvenil nessa tenra idade, a mais jovem a fazê-lo, e , quatro anos depois, deixara escapar a vitória na final entre as profissionais, o que a teria possibilitado ser a mais jovem tenista a fechar o “Grand Slam” – vencer todos os Slams na mesma temporada. O mais curioso, ela nunca venceria em Paris, apesar de ter vencido todos os outros.

E o que fazia ali na arquibancada a terrível baixinha Martina Hingis? Esta temporada ela decidira aceitar o desafio de treinar uma promissora tenista russa, conhecida tanto pelos seus talentos como pales inconstâncias – Anastasia Pavlyuchenkova.

Assisti o terceiro set, logo após a vitória de Monfils na QC e o passeio de Federer na Lenglen. Era tarde, o frio caía pesado no complexo e as nuvens ameaçavam os espectadores com a chuva. Quando vi o nome da russa, vabeça #19, no placar decidi parar e dá uma olhada. Esperava que Hingis estivesse em um dos cantos das quadras, local preferido dos técnicos nessas secundárias, mas só fui localizá-la quase no centro, onde a visão é atrapalhada pela cadeira do juiz. Um casal a rodeava, assim a isolando de interrupções indesejadas.

A russa é uma daquelas tenistas que não me agradam em particular, e assim nem tento adivinhar a razão da suíça em aceitar o trabalho. Sei que a tenista é forte, na verdade beirando a obesa, e talentosa. Mas não é especialmente inteligente para jogar, o que deve ser extremamente frustrante para a sua técnica. Ela enfrentava uma checa (Hingis, apesar de suíça, nasceu na Thecoslováquia) Petra Cetkovska.

Petra também não tem nada de excepcional, a não ser o fato de, assim como a adversária e a maioria das tenistas, é um verdadeiro armários. Não tem jeito, o perfil físico da tenista atual é o que no Brasil, infelizmente, vai jogar vôlei. A única das nossas juvenis que tem algo parecido nesse quesito é mesmo a Bia Maia, que tem também a habilidade nas mãos.

Mas a Petra tem um golpe que ela domina e abusa – a curta. Não sei o que aconteceu nos dois primeiros sets e nem sei qual o passado das duas. O fato é que ficou no ar uma certeza, pelo menos para mim, que as duas moças se odeiam, o que, convenhamos, não é nenhuma novidade no circuito feminino. As mulheres levam o negócio para o pessoal bem mais do que os homens. Petra enfiou várias curtas na russa e dava para ver que a moça não estava gostando nem um pouco, fazendo caras e bocas e olhares, tudo sutil, mas tudo lá.

Anastasia teve tudo para sair da quadra vitoriosa. No 3×4 do set final, saque da outra, teve 15×40 (dois BPs para sacar para o jogo). Não é que a gênio conseguiu meter quatro bolas fora seguidas. No final do game levantou os quatro dedos em direção à Hingis, que era uma técnica participativa, aplaudindo e incentivando – nada daquela fleuma suíça do Federer onde seus convidados e técnicos são proibidos de qualquer manifestação durante as partidas.

Após perder as oportunidades, Anastasia caiu de jogo e a outra subiu – é quase sempre assim. Ainda teve algumas boas disputas de pontos, alguns quases, mas a sorte estava lançada – vitória da Cetkovska. O ridículo foi o cumprimento de ambas. Anastasia nem esperou a outra chegar à rede e já foi cumprimentando o juiz e atravessando a quadra. Cruzou com a oponente já do outro lado da rede, em direção à sua mala, e o cumprimento foi mesmo de costas, com a outra também só encostando a mão sem parar seu caminho. Finas. Aí pensei que a Hingis também teve vários “confrontos” com adversárias no mesmo estilo, dentro e fora das quadras, (ali perto, na final de 99 contra Graf, levara uma das maiores vaias já vista na QC) e lembrei do ditado, “boi branco com boi branco”.

Hingis aplaudindo a pupila na q10.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 13:38

Perfomático

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Ernst Gulbis tem a mão pesada, saque e golpes como pouco, vem tentando melhorar seu emocional, mas ainda nao tem a forca mental para vencer os cachorroes nos grandes palcos. Após perder o terceiro set largou o jogo. Simplesmente nao teve forcas para brigar. E, no final das contas, o jogo detenis é uma das mais terríveis brigas que o esporte oferece.

Monfils está em casa na QC. Ele é um perfomatico e adora publico grande e palco imenso. Sempre foi um tanto loc, algo q tem vem tentando mudar. Se mudou mesmo vamos ver ao longo da quinzena. Pode jogar com qq um, especialmente com a quadra cheia e o publico ajudando, um cenário q só encontra neste evento. É bom aproveitar. E nas primeiras duas dificílimas primeiras rodadas fez exatamente isso. Sua próxima partida é contra o Lázaro Robredo, sempre um osso duro de roer, mas bem administrável para o francês.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 12:58

Falta o voleio

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Um jogaço Monfils e Gulbis. O letao dá na bola como poucos já deram. A bola de direita dele é um exocet. O rapaz joga no limite. Um pouco mais vai na tela. Um pouco menos atrofia. É o fio da navalha.

O mano Monfa gosta mesmo é de correr atrás das bolas. É o estilo mazoca – bate q eu gosto. Até q melhorou um pouco – de vez em quando vai para umas bolas. Mas o seu local de conforto é 3/4/5 metros atrás da linha de fundo.

Até agora os dois jogaram 2.47h na QC. O Monfa acaba de vencer o terceiro set no TB, depois de nao conseguir fechar o set no 5/3 e saque. A coisa enroscou e quase escapou. Quem viu, viu o letao tentar tirar a mão no início do TB, só para ver q ele nao tem nem o hábito nem os nervos para isso. Agora, para virar vai ter q dar na bola como nunca. Um detalhe; se o voleio dele fosse bom ele acabava com o jogo- este e muitos outros. Ele dá tanto na bola que a bola do oponente vai ficando curta e ele é obrigado a chegar na rede. Se fosse volteador…

Mesmo assim o francês só escapou por conta de uma bola que bateu na rece e passou quando o letao iria lhe quebrar o servico no 5×5. O woody Allen explica

Vamos ao quarto…

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Roland Garros, Tênis Masculino | 09:49

Na real

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Uma das primeiras coisas que fiz hj foi dar uma olhada nas quadras de treino. Razão simples. Com os jogos atrasados queria ver com estavam lidando com a situação avançando sobre as quadras de treino. A situação é conhecida: chove, a rodada atrasa e a única maneira de voltar ao normal em um dia da primeira semana, lotada de jogos, é escalar algumas partidas lá atrás nas quadras de treino.

E foi exatamente o que vi. Devem ser umas nove a dez quadras por lá. Uma delas eles inventaram de colocar uma quadra de beach tennis, nao me perguntem por que. Das outras, somente duas reservadas para treino, o resto todas com jogos. Parece tudo bem, só um probleminha – inevitável a esta altura, mas…

Os tenistas odeiam. Por que? Porque quer dizer que eles têm q ir a outros clubes para treinar, e pior, para aquecer. Aí é de derrubar. A alternativa é chegar antes das 11h e treinar no complexo. Mas se o cara joga no meio da tarde nao dá.

Porém, há sempre as exceções. E essas são sempre para quem? Adivinharam. Para os melhores, para as estrelas. A primeira quadra estava lotada, impossível de chegar perto. Logo pensei; é bem capaz de lá estar o El Boniton. Como a credencial de imprensa abre algumas portas lá fui eu, para o incomodo de alguns q se acotovelavam na tentativa de chegar perto da barreira e entrei.

Encostado na cerca lateral acompanhei a ultima parte do aquecimento entre Federer e o mano Monfils. Como sempre o suíço extremamente casual e cool. Como se estivesse batendo uma bolinha lá no clube sábado à tarde. A um certo momento começou a tirar uma com a carinha do companheiro de treino, imitando sua esquerda com as duas mãos. Monfils riu.

deram alguns poucos voleios, Monfils menos do q o outro, o que diz de suas intenções de ir à rede naquele que deve ser um outro jogaço contra o maluco do Gulbis ainda hj.

Um detalhe me chamou a atenção. Federer com dois técnicos em quadra e nenhum dos dois diz uma palavra a ele a não ser q o Boniton lhes diga algo antes. E pelo o q vi o rapaz só falou amenidades nas rarass vezes q falou com eles. Falou até mais com o Monfa.

No final do treino entram na quadra a simpática Wozniacki, ainda acompanhada do pai, e de um garoto para bater bola. Beijinhos pra cá, beijinhos pra lá, os rapazes se despedem e caminham para uma saída estratégica, q evita o publico ansioso por uma foto ou algo mais. Mais um detalhe. Federer carrega uma raquete nas mãos. As outras e a mala seus técnicos que se virem. Monfa nem uma raquete carrega. Seu técnico, ou seria seu pai, carrega uma sacola q com ela dava para fugir de casa. Me lembrei do tio Toni: “eu nao carrego raquetes de ninguém a nao ser a minha” Faz ele muito bem, além de manter o sobrinho na real.

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terça-feira, 28 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:10

Zebrinha solta

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A respeito de confrontos de primeira rodada que acabam sendo mais complicados do que a conta, achei um dos meus artigos do JT lá nas antigas. No caminho para o tri campeonato, ainda em 2001, Gustavo Kuerten enfrentou, logo na 1a rodada, um dos maiores talentos recentes do tênis sul americano, o baixinho Coria. O rapaz, então com 19 anos, mas ainda seu um bom ranking, já estava colocando as manguinhas de fora e três anos depois estaria na final do torneio, em uma das finais mais bizarras da história. Seu estilo, técnica e talento já eram conhecidos, falavam alto e vinha tendo ótimos resultados no saibro. Uma zebra na lista da 1a rodada. Veja um pedaço do artigo:

Uma das principais marcas do campeão? A de conseguir elevar seu jogo de acordo com a situação. Uma variável desta qualidade é a do campeão adaptar seu padrão de acordo com o adversário. Por isso não chega a ser uma surpresa a maneira de como Gustavo Kuerten começou a partida que deu início à sua caminhada rumo ao tri-campeonato.
Ele sabia que tinha uma encrenca pela frente e que não poderia se dar ao luxo, ao qual por vezes se permite, de começar sua participação de maneira morna. Chegou a afirmar, após a partida, que gostaria o jogo fosse a final pela qualidade do que apresentou. Desde o primeiro game, quando quebrou o saque adversário, jogou sério, compenetrado e se impondo. O adversário, o argentino Guillermo Coria, tinha o terceiro melhor recorde(20-7) de 2001 sobre quadras de saibro. Somente Juan Carlos Ferrero entre ele e Guga. Isso diz algo sobre o sistema de cabeças de chave usados nos torneios, especialmente os de Grand Slam. Coria é o decimo terceiro na Corrida dos Campeões, mas o vigésimo quinto no Ranking de Entradas. Por isso não foi colocado como cabeça de chave em Paris, o que pelo seu recorde de 2001, é injusto, para ele e seus adversários. (kuerten venceu a partida 6/1 7/5 6/4)
Sobre o assunto de escolhas de cabeças de chave, cujas declarações de Kuerten  sobre Wimbledon geraram polemica no Brasil e mundo afora, Guga foi mais claro. Insistiu que quer descansar após Roland Garros, especialmente se for bem, o que para ele quer dizer no mínimo uma semifinal. Sendo assim não vai mesmo a Wimbledon. A razão, insiste, é cuidar do corpo e não qualquer birra com a o sistema de escolha dos cabeças de chave, a organização ou o piso (grama). Após Paris, o brasileiro fica mais de um mês longe dos torneios e só volta a competir em Los Angeles, já em quadras duras. (Na época Kuerten estava revoltado com Wimbledon que lhe “derrubava” o ranking de cabeça de chave, por conta de ele não ser um “bom” tenista na grama).

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