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quinta-feira, 25 de abril de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:01

Instáveis

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Finalmente as incertezas do tênis ajudaram um pouco o Bellucci. Quando ele chegou ao Real Club de Barcelona e viu que poderia pegar o ranheta Ferrer na segunda rodada não deve nem ter ficado estressado. Talvez um pouco frustrado.

Pelo menos pegaria um convidado na primeira rodada, o que, teoricamente, era uma boa. Provou ser, apesar dele ter dado aquela flertada com o perigo.

O que ele não contava, e quem contava, era com o maluco do Tursenov eliminar o Ferrer logo de cara. Não assisti e não posso imaginar o que aconteceu. Sei que ventou muito durante o jogo, o espanhol não jogou nada, a ponto de dizer que foi sua pior partida nos últimos 15 anos, que se não é um exagero é muito tempo. Um detalhe: foi a primeira partida que Ferrer jogou desde Miami, quando teve bola para vencer Murray na final e, numa decisão instintiva e que vai lhe assombrar para toda a carreira, parou a bola, desafiou e errou. A ver quanto aquilo mexeu com a cabeça do rapaz. Só imagino que não fez muito bem para a cabeça do operário olhar a chave, ver o Rafa nela e descobrir que ele, Ferrer, era o cabeça #1.

Voltando ao Tursenov. Ele sempre foi mais instável do que a minha internet em dias de chuva. Imagino que o Belo se deu ao luxo de um pequeno sorriso ao saber de sua vitória. Aliás, o rapaz tem fama de ser uma mala sem alça, pelo menos é o que ouço. O que sei é que uma época escrevia um blog para o site da ATP (aliás a ideia, que era ótima, sumiu) e a sua escrita era, de longe, a melhor de todas entre os tenistas. Divertida, para dizer o mínimo.

Não vi também a vitória do brasileiro sobre o russo/americano – aliás, alguém viu? E se viu, onde? O placar – 4/6 6/1 6/2 – fala montanhas sobre ambos os tenistas, algo que deixo para as imaginações tenisticas de meus leitores. Pelas quartas de finais, Bellucci enfrenta o vencedor de Kohlschreiber e Klizan. Os dois estão no 3o set, interrompido pela chuva. Já que tem zebra solta, que venha o eslovaco.

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