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sábado, 20 de abril de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 12:07

Natureza humana

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Sob extrema pressão o ser humano volta a sua zona de conforto – o tenista não é diferente.

O Mascara Fognini quando descobriu que ainda não tem cacife para enfrentar o Djoko simplesmente abandonou a luta, o que deve ter deixado seu técnico espanhol irado e a sua torcida italiana decepcionada. O cara ainda não descobriu que para ganhar de jogadores como Nadal e Djokovic o tenista tem que estar pronto para colocar a alma no jogo e o sangue pela quadra. E o tal do Fognini, com suas habilidades e facilidade de bater na bola, ainda prefere, nessas ocasiões, se refugiar naquele andar displicente, no ar de enfado e na aparência de quem não está assim tão a fim. Essa fuga emocional e camuflada é mais velha do que andar pra frente nas quadras de tênis, pelo menos para quem já empunhou a raquete em cenário competitivo, mas ainda convence o emocional do italiano.

Não é algo tããão distinto, mesmo sendo diferente, com o Tsonga. O cenário da semifinal de hoje em Monte Carlo me lembrou o de Miami 2012 quando ele também enfrentou Rafa Nadal. Naquela ocasião, o espanhol tinha 6/1 5/2 quando eu decidi sair à francesa para evitar o caótico transito de fim de jornada. Só para descobrir que o francês começou a arriscar tudo, o espanhol vacilou e quando cheguei ao hotel a partida estava no início do 3º set. Minha mulher, fã do “tão fofo” chegou a pedir o divórcio.

Hoje, o touro de Majorca enfiou 6/3 5/1, até Tsonga decidir que era a hora de botar fogo no principado, indo para o tudo ou nada, tática mais velha do que o Simca Chambord quando o tenista percebe que a vaca foi pro brejo e que mais nada tem a perder. Como o francês tem golpes para incomodar qualquer um, desde que entrem, como o saque e a direita, conseguiu quase virar o jogo. Êta “quase” maldito. Levou para o tie-break.

Mas aí, como também é da natureza humana, Tsonga viu que tinha um pássaro nas mãos e queria outro. Esse outro era ir para o 3º set e ter a possibilidade de vencer a partida. Para tal, abriu mão da tática suicida, só para, mais uma vez, ver o espanhol ir para a final de Monte Carlo. Sei.

Amanhã os dois tarados decidem que é o rei da cocada monegasca.

Tsonga e o bicão…

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